domingo, 31 de janeiro de 2010

E se o mundo fosse igual às propagandas...

... de cerveja.

Seria sem dúvida um lugar muito pior. No mundo das propagandas de cervejas, nós podemos ter certeza que o consumo de cerveja provoca danos mentais irreversíveis. Seria possível elaborar alguma teoria, como: “a mistura do álcool com o lúpulo e a cevada, provoca desgaste do lobo parietal".

Mas, como cada cerveja tem a sua fórmula, a sua própria água, e os seus segredos, os efeitos provocados por cada uma seriam diferentes.

Um dos casos mais sérios é o da cerveja Schincariol. Ou, Nova Schin. Os primeiros sintomas são bobos. Você se reúne com um grupo de amigos e todos começam a gritar “experimenta”. Depois, você começa a ter dificuldades para falar. Troca o “r” pelo “g”. Até chegar o estágio terminal, no qual você fica repetindo palavras terminadas em “ão”, o tempo todo.

Tomar Bhrama faz com que você se torne patriota. Que você se vista com armaduras medievais e corra na rua para brigar com sei lá quem. Que você bata no peito e grite “sou hexacampeão! Sou Guerreiro!”.

Ainda existem tantos outros casos. Você pode ter alucinações e enxergar animaizinhos rebolantes. Poderia conversar com alguns amigos sobre a hora nacional do nanana. Criar gestos escrotos para chamar o garçom. E quando você menos esperar, estará sentando em uma mesa tomando cerveja com Zeca Pagodinho.

... do Activia.

O mundo seria então uma merda. Literalmente. E aqui não cabe um mau uso do literalmente.

As rodas de amigos estariam permeadas por conversas constrangedoras sobre fluxo intestinal. Você chegaria em casa e diria “Oi amor, como vai o seu intestino?”. Daria um alô pra sua mãe e perguntaria “abaixando o acumulo?”. No bar o assunto seria “e ae rapaziada, cagando muito?”. E cada vez que um mal cheio aparecesse a piadinha seria: “alguém tomou Activia demais, hehe”.

No mundo das propagandas de Activia, as pessoas usariam camisas, adesivos e pulseirinhas com os dizeres “Intestino 100% solto”. Ou, quem sabe, “Já foi ao banheiro hoje?”.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

500 posts

Não é fácil escrever um texto desse tipo, tipo comemorativo. O risco de que esse texto se torne piegas, emotivo e repetitivo, é enorme. Mas, fazer o que. Textos assim são piegas, emotivos e repetitivos por natureza. Se não fosse para ser assim, era melhor não fazer texto nenhum.

Seria melhor fingir que a postagem 500 é algo normal. Poderia estar aqui escrevendo um Guia CH3 qualquer, ou comentando algum fetiche. Mas, o post de número 500 não é algo tão normal assim. Eu sei, existem blogs que conseguem 500 posts em um ano, em um mês, ou em um dia. Sorte deles. Aqui as coisas não são assim.

Foram três anos e meio para alcançar essa marca. Aproximadamente 1 milhão de caracteres. Desses 500 posts, 67 foram do Tackleberry, 126 do Vinícius e 307 do Guilherme, no caso eu. 55 mil pessoas de 86 países já estiveram aqui.

Chegamos a comemorar a marca das 500 e 1000 visitas iniciais. Hoje nós conseguimos as mil visitas em uma semana. Comemoramos os 100 posts. Imagino que agora, tal menção só seja feita quando chegarmos a mil postagens. Imagino e torço para que essa data chegue. E ela deve chegar lá por 2012.

Em alguns momentos no começo os posts rarearam. Depois foi assumido o compromisso e a meta de ter posto dia sim dia não. Em alguns momentos a qualidade caiu, surgiram postagens apenas para preencher espaço. Mas, tudo bem. Não acho que seja o momento de lembrar dos posts ruins e forçados.

Acredito que alguns textos do blog são antológicos. Eu pelo menos tenho um certo orgulho do texto do chá de cogumelo, da prática do jornalismo e de um par de Guias CH3. Também acho que o blog teve grandes fases. No começo de 2008 principalmente. Mas também gosto de vários posts dos últimos seis meses.

Mas enfim, a hora do post 500 é uma hora de agradecimentos. Poderíamos citar nomes aqui, mas com certeza iríamos esquecer nomes e provocar conflitos de egos.

Então, agradecemos todos aqueles que comentam, aqueles que lêem o blog silenciosamente. Os que nos seguem e nos linkam no twitter e no blogspot. Aos que nos elogiam. E até aos que nos criticam. Nós gostaríamos que esses anônimos que postam xingamentos tivessem uma morte lenta e dolorosa, mas tudo bem.

Agradecemos a você que está lendo esse texto agora. A única coisa que faz com que alguém continue com um blog, é saber que as pessoas o lêem.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pessoas constrangedoras, volume 4

Pessoas que andam na mesma velocidade que você

Essa é uma situação ambígua. A pessoa que anda na mesma velocidade que você é constrangedora para você. Enquanto que você também é constrangedor para a pessoa que anda na mesma velocidade que a sua. Porque, do ponto de vista da outra pessoa, você é que anda na mesma velocidade dela.

Vamos explicar melhor a situação.

Você desce do ônibus e tem que atravessar a rua. Espera o semáforo abrir e uma pessoa está do seu lado. Vocês dois atravessam a rua. E começam a fazer o mesmo caminho. Essa pessoa, por uma infeliz coincidência do destino, é uma pessoa que anda na mesma velocidade que você. Seus passos têm o mesmo ritmo.

E vocês andam lado a lado durante 100, 150 metros. E você não conhece essa pessoa e ela está andando ao seu lado já faz 4 minutos. Quatro longos minutos. Minutos esses em que você não sabe o que fazer. Tenta não olhar para a cara da pessoa. Você tenta apressar o passo e a pessoa tenta a mesma atitude desesperada. Aquele constrangimento fica insuportável. A única escapatória é tentar mudar de calçada.

Mas ai existe um problema. Se você for à pessoa que está mais perto do muro, será difícil mudar de calçada. Porque se você continuar na mesma velocidade da pessoa constrangedora, você irá trombar nela. E, diminuir a velocidade é constrangedor porque mostra a rejeição que você tem com essa pessoa. Ninguém gosta de ser rejeitado.

A única solução é fingir um cadarço desamarrado.

Todo mundo irá sofrer com isso alguma vez na vida. O melhor é torcer para que isso aconteça em supermercados ou em ruas movimentadas. Onde você sempre poderá escapar indo em direção a alguma loja ou produto. Se você estiver em uma rua vazia de bairro... Torça apenas para que você tenha cadarços. Caso o contrário, a única coisa a se rezar é para que ela não seja uma pessoa constrangedora do tipo 1, aquelas que falam com pessoas desconhecidas.

- E aí, indo pra onde?
- É... pra minha casa.
- Ah sim, mora aonde?
- É... lá no fim do bairro.
- Ah sim, mora aqui faz tempo?
- É... sim...
- Ah, estranho, nunca te vi antes.
- É, moro nessa rua aqui, tchau.
- Ah, eu também.
- Mentira, eu não moro aqui. Eu só quero escapar de você, porque estamos constrangedoramente andando lado a lado nos últimos 8 minutos e eu jamais te vi na minha vida!

Pior ainda se essa pessoa, além do tipo 1, for também portadora do tipo 3 – faz piadinhas sexuais.

- Que loira heim? Uma dessa lá em casa, heim?
- ôôô...
- Pegava ela de quatro heim?

A vida pode realmente ser constrangedora.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Menino Fabinho faz anos

A brilhante equipe CH3 esteve presente neste domingo na capital nacional do Bullying, Primavera do Leste, para acompanhar o aniversário do Garoto Fabinho, que a essa altura faz algo parecido com... 10 anos. Ou seja, ele está na época em que as crianças aprendem a falar palavrões.

Fui na condição de repórter a este evento, enquanto o Cão Leproso ganhou uma credencial de fotografo para nossa coluna social. Não sei por que levamos ele para tirar fotos. Não sei por que eu fui lá. Não sei o porquê de várias coisas. Mas o fato é que a vida é nossa e nos temos que arcar com as conseqüências das decisões que tomamos.

Nada mudou na vida de Fabinho. Ele realmente não tem amigos. Todos os que foram até a sua casa para o aniversário só foram motivados pelo fato de que, além da comida de graça, seria exibida uma sessão do filme Up.

Fabinho não recebeu nenhum presente e nem sequer os parabéns de alguém. Mas estava feliz. Seus pais nunca haviam feito nada em seu aniversário. Ou melhor, quando ele fez sete anos seus pais o levaram para tomar picolé de Limão na esquina. Picolé esse que Fabinho teve que pagar. Como ele não recebia mesada, foi obrigado a andar na rua vestido de menina.

Chegou o momento do bolo. As crianças se reuniram em frente do bolo e Fabinho ficou perdido atrás de todos não aparecendo em nenhuma fotografia. Depois dos parabéns, alguém começou a puxar.

“Com quem será, com quem será?
Com quem será que o Fabinho vai casar?
Vai depender, vai depender
Vai depender se alguém vai querer
Ninguém aceitou, ninguém aceitou
Ele morreu sozinho e ninguém o enterrou”

As crianças avançaram sobre os doces e Fabinho não conseguiu comer nenhum brigadeiro. Mas se contentou com um beijinho com cravo. Foi o melhor que ele comeu em sua vida.

Mas o grande momento da noite aconteceu depois. Quando os convidados já haviam ido embora e apenas eu e o Cão Leproso estávamos no local terminando de guardar nossos equipamentos, Fábio, o pai, chamou Fabinho para uma conversa.

Disse ele: “filho, agora você está crescido. Você tem 10 anos e acho que é a hora de você sair de casa e viver a sua vida. Você tem 15 minutos para fazer a sua mala e eu vou te levar na rodoviária. Comprarei sua passagem e te darei 20 reais para você viver os primeiros dias”.

Fabinho arrumou suas coisas, atônito. Levou suas poucas roupas e o DVD de Madagascar que ele ganhou de uma tia, mas que nunca viu, porque seus pais nunca o deixaram ver. E que manteve escondido para que não fosse confiscado.

Chegou à rodoviária e o primeiro ônibus que estava saindo indicava o seu destino: Gaúcha do Norte. Fabinho entrou no veículo e com olhos perdidos fitou seus pais pela última vez. Eles sorriam e acenavam.

O ônibus arrancou deixando um pouco de poeira para trás e levando para sempre o Garoto. Seus pais voltaram para casa e tomaram uma garrafa de champanhe antes de dormir.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Made in Japan – Director’s Cut

Japoneses... japoneses não sabem brincar. Sério, imagino que nem as criancinhas nipônicas sejam capazes de participar das inocentes brincadeiras descritas posts atrás. E enfim, porque os japoneses não sabem brincar?

1) Você nunca viu japoneses participarem de algo para fazer testes. Eles não entram em um novo nicho de mercado apenas para ver como as coisas são e fazer experiências. Eles entram para destruir os concorrentes. Com as melhores máquinas, as mais eficientes. Japoneses não podem ficar em segundo.

Todo ano um japonês passa em primeiro em algum vestibular de uma das melhores faculdades do país. Sempre há um japonês que na terceira série já passou em medicina para USP. Quase 90% dos estudantes do ITA são japoneses.


Já viram o vídeo do menino de 10 anos que toca violão melhor que o Chimbinha? Então, é japonês. Ele não poderia ser tchecoslovaco ou iugoslavo. Qualquer coisa que um japonês quiser fazer, ele fará para ser o melhor. Mas o melhor destacado. Seja para tocar piano, construir robôs, jogar bozó ou praticar qualquer arte marcial.

2) Japoneses tem um senso de humor peculiar. Os programas humorísticos japoneses envolvem situações grotescas e sem noção ao extremo. Que tal promover uma prova em que os perdedores sofrem punições físicas dentro de uma livraria? Boa parte dos programas de humor de sucesso no Japão envolvem torturas e constrangimento aos seus participantes.

Recentemente ficou famoso na internet o vídeo do programa Panic Face King, em que um repórter era convidado a fazer uma entrevista com dois criminosos para um programa de TV. No meio da entrevista é simulado um tiroteio que mata os bandidos e o câmera. Quando o repórter já estava cagado nas calças, alguém avisa que era uma pegadinha.




3) Daí imagino as brincadeiras das crianças. O campeonato de dança da cadeira das criancinhas japonesas deve ser ultra disputado. Elas devem se preparar por dias para os torneios. E nem imagino as prendas que elas têm que pagar quando são eliminadas.

E isso tudo sendo que eles vivem num país em que as pessoas comem peixe cru¹ e arroz sem tempero.

¹ Cabe aqui uma dúvida do CH3. Porque as pessoas pagam mais caro para comer um peixe cru? Nem foi cozido, assado, frito! O peixe frito deve ter dado muito mais trabalho e gastos, e deveria ser logicamente mais caro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Papo Estranho

Você provavelmente já foi abordado por alguém com um papo estranho. Alguém que veio com uma conversa sem pé nem cabeça. Conversa essa que visa um objetivo pouco usual. Sabendo o quão doentio é esse objetivo, a pessoa desvia o foco para tentar disfarçar a demência.

- Que dia quente né.
- É, verdade.
- Esse calor né... bem que poderia fazer alguma coisa...
- É, hehe.
- Eu me besunto.
- Ah, como?
- Besuntar, eu me besunto. Todos os dias. Com vick vapurub, é refrescante.
- !
- Você não quer experimentar? Vai ser bom.

Claro que existem os papos estranhos sem objetivo. Coisas de louquinhos de bairro.
- Vai fazer 15 graus amanhã.
- Como?
- Amanhã, vai fazer 15 graus de temperatura.
- Ah...
- Vocês não acreditam no que eu falo. Não acreditam nas minhas previsões. Mas amanhã, ah, amanhã fará 15 graus. E eu quero ver a cara de vocês quando esse minha previsão se concretizar.

Algumas pessoas com um papo estranho conseguiram posições de destaque e poder ao longo da história mundial. Provocaram guerras. É o caso de Hitler.
- Sabe, podíamos construir lugares, assim, em que os judeus fossem colocados.
- Ahn...
- E lá eles poderiam trabalhar. E depois eles seriam colocados em enormes chuveiros...
- Tomar banho?
- A princípio sim, mas desses chuveiros sairia Cianeto de Hidrogênio.
- Hmm... e ai?
- Bem, ai os judeus morreriam. Faríamos isso com todos os judeus.
- E porque?
- Porque eles são uma raça inferior. Devemos exterminar todos os judeus. E também os ciganos e aleijados.
- Olha, você tem razão. Vamos construir uma câmara de gás.

Provavelmente o próprio Hitler usou deste artifício outras vezes em sua vida.
- Opa, e ai. Feriadão prolongado né.
- Pois é.
- Vai fazer o que?
- Acho que vou pescar.
- Ah sim... pois é, ainda espero alguma coisa pra fazer.
- Sei.
- Você podia me emprestar sua casa de campo na Polônia?
- Ih, sai fora pô, nem sou seu amigo assim.
- Polonês maldito. Um dia você vai se arrepender.

E o Papo Estranho pode aparecer a qualquer momento.

Nesta semana, virou notícia em Cuiabá o caso do fotografo Tchello Caramori. Você nunca ouviu falar dele, mas ele era o fotografo da Priscila Pires. Caso você não se lembre, Priscila Pires é uma ex-bbb. Em entrevista a TV, Tchello disse que já trabalhou em “Londrina, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, enfim, o mundo”. Falar que já trabalhou no mundo todo, mas não citar uma única cidade do exterior? Nem San Matias.

Ele está em Cuiabá com um objetivo: entrar para o Guiness Book com o recorde de mulheres fotografadas em trajes de banho. Ele quer fotografar 2014 mulheres em traje de banho (o recorde anterior é de 1010). Ele pretende com isso levar o nome de Cuiabá, Londrina (sua cidade natal) e do Brasil para o mundo.

Bem. Vamos lá. O cara tem um currículo obscuro, se chama Tchello e quer tirar foto de 2014 mulheres de biquíni aqui em Cuiabá? Com esse argumento de entrar para a parte bizarra do Guiness Book? Muito estranho.

Está claro que ele quer algo a mais. Ainda não consegui descobrir qual é o seu real objetivo. Mas sem dúvida deve ser algo bem perverso, doentio e demente. Tomem cuidado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Brincadeira de criança

Como é bom. Como é bom. Guardo ainda na lembrança. Como é bom. Como é bom. Paz amor e esperança. Como é bom. Como é bom. Bom é ser feliz com o Molejão.

Novos tempos, a partir de agora o CH3 será um blog dedicado ao pagode dos anos 90. Análise, discussão e divulgação das grandes obras da época. Ou não.

Quando você era criança, você se envolvia com os mais diferentes tipos de brincadeiras. Faremos agora, uma análise profunda de algumas das mais populares.

Pega-pega: Hoje em dia é capaz de alguém imaginar que esse nome sugere uma infância sexista. Todo mundo pegando todo mundo. Era uma brincadeira que exigia enorme preparo físico para correr atrás dos outros.

Existiam duas variantes. Uma em que aqueles que eram pegos ficavam paralisados, e outro em que os pegos passavam a ser pegadores. Havia quem gostasse de ser pegador e quem gostava de fugir até ser pego. Existia ainda a modalidade do pega-pega americano, que era mais complicado. Os que eram pegos precisavam ficar com a perna aberta, esperando que alguém passasse por debaixo para salvar. Não me lembro como o jogo acabava e se ele realmente acabava.

Esconde-esconde: Alguém ficava no pique. Contava até um determinado número, enquanto as outras pessoas se escondiam. Terminada a contagem o alguém do pique tinha que encontrar todos os que se escondiam. Não importa se fossem três, seis, onze e 50mil. O alguém do pique era um ser infeliz. Se uma única pessoa batesse no pique antes de ser encontrado, o alguém do pique perdia.

Polícia e Ladrão: Variante do pega-pega, só que com denominações mais legais.

Rouba Bandeira: Mais uma brincadeira que estimula a violência e os furtos. Uma bandeira (que geralmente era um cone, um galho, uma bola, uma cadeira) ficava em cada ponta do campo. E cada grupo tinha que defender a sua bandeira. E para isso valia qualquer método de intimação e violência.

Queimada: Era uma brincadeira de meninas. Elas eram estimuladas a arremessar bolas uma contra as outras.

Passo Levo: Essa era de meninos. Um objeto era chutado, geralmente uma latinha amassada ou uma garrafa de pitchula, e se esse objeto passasse por entre as pernas de alguém, esse alguém era espancado até conseguir alcançar o pique. Isso, se ele não morresse antes. O jogo não poupava ninguém. Mulheres, idosos, aleijados. Quando a bola passava entre as pernas de alguém, a barbárie começava. Era um massacre. Perdi muitos amigos nos campos de Passo Levo, vi tantas outras vidas se perderem e até hoje carrego comigo as cicatrizes.

Grupo de brincadeiras lúdicas
Essas eram as brincadeiras utilizadas em gincanas, coisas teoricamente bobas, mas que provocavam situação de grande tensão. Inclusive porque muitas dessas brincadeiras obrigavam os perdedores a pagarem prendas. Em um português mais claro, significava ser submetido as mais cruéis torturas físicas e psicológicas, ser submetido as mais profundas humilhações possíveis.

Corrida do saco: Era preciso correr com os pés dentro de um saco. Pensando bem, era algo bem bobo, não?
Corrida com o ovo na colher: Ovos e mais ovos eram quebrados em uma brincadeira infantil, enquanto tantas outras crianças morriam de fome. Era praticamente impossível completar o percurso com o ovo na colher.
Dança da cadeira: A música tocava a e as crianças iam correndo em ao redor de um monte de cadeiras dispostas lado-a-lado em forma de círculo. Corriam até ficarem tontas. Quando a música acabava, era preciso sentar. Com o detalhe de que sempre havia uma criança a mais do que cadeiras. Sempre sobrava alguém. Era muito tenso.

E enfim, todo mundo tem algum trauma de brincadeiras infantis. Não há dúvida. Se hoje você é um sociopata, um compulsivo, ou o que quer que seja, é culpa do que te aconteceu naquela sexta-feira de 1993 durante a dança da cadeira.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Guia CH3: Como ter um fake de sucesso

Já foi aqui dito. Estamos na era do fake. Os fakes dominam as mais diversas áreas do conhecimento humano na internet. Todo mundo tem um fake. Mas o privilégio do sucesso é para poucos. Ter um fake de sucesso é mais fácil do que ganhar na mega-sena, mas, provavelmente é mais complicado do que ser atingido por um raio. Esse Guia CH3 irá te ensinar a trilhar os tortuosos caminhos até a fama fake.

1 Escolha a sua mídia
Você tem que escolher a mídia social que está na moda. Já tivemos grandes perfis fakes no Orkut. Mas isso é um tempo passado. Apesar do Facebook ainda estar em alta, a mídia do momento é o Twitter. E é para lá que você vai.

2 Escolha seu personagem
Você pode escolher alguém fictício ou alguém real. As chances de você obter sucesso com alguém real é muito maior. Você já nascerá com uma base de fãs disposta a te perseguir. De qualquer forma é preciso que você escolha alguém de uma área da qual você tenha conhecimento. Se você nunca viu um jogo de futebol, não faça um fake do Ronaldinho Gaúcho. Se você nunca leu um livro, não faça um do Garcia Marquez.

3 Seja Pioneiro
Não adianta nada você fazer um perfil fake do Cléber Machado, uma vez que já existe um fake de sucesso dele. Nem fazer um fake do Luciano Huck, uma vez que o verdadeiro já existe. Escolha alguém relevante que não seja representado por sua pessoa real, ou por um fake de sucesso. Hoje em dia é difícil. Mas aí que está. Você poder ser pioneiro agora, ser um visionário e ser o primeiro a fazer o fake em alguma nova mídia, apostando que ela fará sucesso em 2010 ou 2011. Fazer sucesso com o fake é coisa para empreendedores. Palmas para o Victor Fasano.

4 Pense como o seu fake
Principalmente no Twitter, você precisa pensar o tempo todo como se você fosse o seu fake. Os terremotos do Haiti? Não importa o que você pensa, mas sim o que o seu fake pensa. Sim, essa é a parte mais difícil.

5 Mantenha contato
Com a sua base de fãs, com outros famosos. Um bom fake não deve renegar sua condição de fake, mas deve circular naturalmente entre os altos escalões da sociedade. Converse com outros atores, outros famosos. Mande mensagens para seus companheiros de trabalho, responda os questionamentos das pessoas. Mantenha essa ambigüidade.

E aí o sucesso estará garantido. Ou não. Se não der certo, nós não prometemos o seu dinheiro de volta, porque você não nos deu nenhum dinheiro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Geração Ausente

Atenção: Se você procura algum manifesto sobre a desvirtuação das novas gerações na luta pelos valores democráticos, você está no lugar errado. Filie-se no DCE mais próximo de você

Estava ontem no MSN. Fui fazer alguma coisa rápida, coisa que não ia demorar mais do que 10 minutos. Coloquei meu status como ausente. Porque eu realmente estaria ausente do MSN e acho que 10 minutos não é um tempo de ausência suficiente para sair do programa. Quando voltei, havia uma mensagem. Ou, algumas mensagens. E me cobravam “não responde mais?”.

Essa situação é fictícia, porque de fato não aconteceu ontem. Mas poderia ter acontecido. Pode acontecer a qualquer momento.

Tudo por quê? Porque aqueles que usam ausente no MSN para demonstrar uma ausência verdadeira são uma minoria. Hoje temos uma geração de ausentes. Olho agora no meu MSN e das 17 pessoas online, apenas 4 estão disponíveis. Ou, estão disponíveis no status. Porque as 13 ausentes/ocupadas, estão por aí também.

Hoje em dia parece que aqueles que usam status de disponível são uns losers. Uns idiotas. Parece que ficar disponível é como dizer “ei, eu não tenho amigos, e estou disponível querendo conversar, conversem comigo!” (leiam esse trecho entre aspas com voz de justiça).

Enquanto isso os Ausentes ficam lá, com um ar blasé de “falo com quem eu quero, quem não quero finjo que não estou”. E de fato, a coisa mais estranha disso é que aqueles que não mentem seu status no MSN sofrem. Sofrem com o preconceito de estarem fora da moda, e com o fato de que as pessoas achem que elas são mesquinhas, quando estão realmente ausentes. Fazer o que, oras, MSN foi feito pra conversar e quem não quer conversar que não esteja lá. Os Ausentes também são, no geral, pessoas egocêntricas, que acham que sua simples aparição online seja motivo para que uma multidão de pessoas queira conversar com ela. Para evitar essa pane na internet, ela coloca status ausente.

Houve uma época em que a situação foi diferente. Quem ficava muito tempo ausente no MSN era ridicularizado. Era acusado de praticar atos subversivos. Era excluído dos círculos sociais. Não queremos chegar a esse ponto de perseguição inquisitória, não esperamos ser uma Inquisição Espanhola.



Mas estamos aqui, lançando humildemente uma campanha. Por um mundo de relações virtuais mais verdadeiras. O virtual e o real se confundem atualmente, não há o porque dessa distinção. Não façamos coisas virtuais que não seriam toleradas no mundo de verdade. Sejamos mais honestos. Adote essa campanha e diga sim! Ao status disponível do MSN.

Uma campanha, Blog CH3. Parceria, fundação Roberto Marinho.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como fazer do planeta, um lugar mais sustentável?

Sustentabilidade. Afinal, o que significa essa palavra? De acordo com a Wikipédia, ela é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

No nosso mundo atual, pressionado por seu eminente fim, sustentabilidade virou uma questão de honra. Você anda na rua e é cobrado a ser sustentável. Pessoas com garrafas de água chegam a apanhar na rua. Todo mundo fala dela, inclusive o CH3.

Nesse caso, é bom alertar os nossos leitores que, apesar de já termos falado sobre o fim do mundo recentemente, nós não estamos nos transformando em blogueiros naturebas, vegetarianos ou Hare Krishnas. Não tomamos chá de ayahuasca também.

A seguir, você poderá conferir algumas dicas sobre como levar uma vida mais sustentável.

Uso de água
Toda a água potável do planeta deve terminar nos próximos 20 anos. É o que os especialistas falam há mais de 30 anos. Se a água do planeta terminar, não vai ser legal. Mas você pode evitar isso.

Escovar os dentes consome cerca de 8 litros de água. Você pode evitar esse desperdício tomando a decisão de não mais escovar os dentes. Parar de tomar banho também economiza outros tantos litros. Fazer xixi no banho? Que nada. A maneira mais sustentável de fazer as suas necessidades é em meio da natureza. Inclusive o número 2.

Você também pode tomar a decisão de parar de lavar as suas roupas. Quando elas apodrecerem, não se preocupe. Uma calça jeans consome cerca de mil litros de água para ser fabricada. Fora o carbono que ela libera na atmosfera com o seu transporte. Quando suas roupas acabarem passe a andar nu.

Boa parte da energia elétrica consumida hoje no planeta vem de usinas termoelétricas que queimam carvão e poluem o meio-ambiente. E até mesmo as usinas hidroelétricas trazem danos aos rios e produzem toneladas de pequenas plantas aquáticas, que apodrecem e poluem os rios. É simples acabar com isso. Apague as luzes da sua casa. Mas apague em definitivo. Corte os fios. E nem pense em acender tochas de fogo. Já imaginou na fumaça que isso vai fazer?

Também é hora de abandonar os carros e passar a se locomover a pé. Deixe de lado todo e qualquer objetivo fabricado a base de petróleo. Chega de construir casas, que gastam tijolos e diminuem a quantidade de árvores no ambiente. É hora de procurar abrigos que a própria natureza proporciona.

Boa parte do metano liberado no planeta e proveniente dos arrotos bovinos. Vamos matar as vacas! Matemos todas e não deixemo-las se reproduzirem. Estoquemos a carne proveniente da matança com sal, para que fiquem conservadas.

Também é hora de acabar com as plantações! Chega de desmatar longas áreas pra produzir comida. Devemos viver de hoje em diante a base da coleta de frutos que a natureza proporciona. E também da caça. Mas devemos caçar animais apenas com pedaços de galho caídos de árvores, para preservar ao máximo a natureza.

Abaixo temos uma foto ilustração, de como essa sociedade evoluída, que preserva a natureza, poderia ser.

E é claro. Pode acontecer que um dia as futuras gerações abdiquem dessa vida e rejeitem as nobres atitudes que nós tomamos para salvar o planeta. Pode ser que elas reativem os registros de água, liguem os interruptores e dêem partida nos automóveis. Para evitar isso, devemos agora, aproveitar os últimos dias da energia elétrica e nos submetermos a castrações coletivas. É claro que você pode escolher ser castrado depois, mas é capaz de que doa mais.

E assim sendo, creio eu que o mundo possa sobreviver por toda a eternidade.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Esportes Idiotas

É claro que para um esporte ser considerado idiota o seu ponto de vista e a sua vivência contam muito. Eu por exemplo considero o beisebol um esporte idiota. Uma pessoa arremessa uma bola, outra rebate e sai correndo em um campo na forma de um diamante. Eles correm, correm e correm. E o resultado de tanto se correr eu não sei. Mas há quem ache que o futebol é idiota, 22 homens brigando por uma bola, era mais fácil dar uma bola pra cada um e resolver o problema.

Então nós vamos falar daqueles esportes, que a uma primeira vista, sejam claramente idiotas. Que as pessoas olhem aquilo e pensem “que idiota”. Seguiremos o provérbio dito por Forrest Gump, “idiota é quem faz idiotice”. Forrest, aliás, também dizia “a vida é como uma caixa de bombons”. A interpretação geral é a de que a semelhança se dá pelo fato de que nós não sabemos o que irá vir. Mas eu prefiro a interpretação de que a semelhança se dá porque o pior sempre fica para o final. Tipo o Charge, de amendoim.

A maior parte dos esportes idiotas do mundo envolve corridas. E eles são disputados na Inglaterra. Pode se concluir inclusive que os ingleses são um povo meio idiota. Eles prefeririam um “Silly People”.

A Corrida do Queijo é provavelmente o mais idiota dos idiotas. Nesse esporte um queijo redondo é arremessado do alto de um morro, o Cooper Hill. E as pessoas saem correndo atrás dele. É um esporte idiota, entre outras coisas porque ninguém jamais conseguiu apanhar o queijo. O queijo chega a 110km/h. Acaba então que o primeiro que atravessa a linha de chegada ganha o queijo. Como o morro é íngreme, muitas pessoas caem e descem o morro rolando. Elas sofrem fraturas graves ou até morrem. O queijo, de tão veloz, também pode matar pessoas. Mesmo assim, pessoas de vários locais do mundo vão até a Inglaterra para descer um morro atrás de um queijo, podendo morrer. Outras pessoas vão até o Cooper Hill para verem outras pessoas descendo um morro atrás de um queijo que elas não vão pegar. E ah, as pessoas fazem isso a mais de 200 anos.



Outros esportes de corridas idiotas são:
Corrida dos mascotes: Pessoas fantasiadas de animais correm num terreno irregular.
Corrida com a mulher nas costas: Disputado na Finlândia, os maridos correm em um campo enlameado com suas respectivas nas costas. O ganhador ganha o peso da mulher em cerveja.

Outro esporte muito, muito idiota, que eu não me lembro o nome é um em que as pessoa, para homenagear Ícaro, constroem algumas engenhocas para tentar voar. Elas se vestem de maneira idiotas, em carros idiotas e saem correndo numa ladeirinha que termina em um píer. Lá elas se jogam para tentar voar e caem no mar. Não é idiota se jogar no mar com uma roupa idiota, em um carro idiota, sob o pretexto de tentar voar? E que seja organizado um festival para isso?

Este é um esporte mais reconhecido. Ele é até disputado nas Olimpíadas de Inverno. O Curling. Vocês já viram esse esporte. É aquele disputado no gelo, em que uma pessoa arremessa uma pedra e as outras ficam na frente com um rodinho. O objetivo do esporte é arremessar uma pedra de granito de 20 quilos em uma pista de 45 metros e... não, eu não consigo entender. É um esporte muito popular no Canadá. O que confirma a informação do South Park, de que canadenses são idiotas.

Legal, achei interessante e quero praticar um esporte idiota
Bem, você pode entrar no site oficial da Corrida do Queijo e se preparar para participar do evento http://www.cheese-rolling.co.uk/
Entre também nesse site especializado em Curling http://www.curlingnet.com/
Mas eu queria praticar outros esportes idiotas
Não há problema. Você pode criar o seu próprio esporte idiota! É mais simples do que você imagina.


Além de poder criar a sua própria corrida idiota, você pode fazer várias outras coisas também.

Primeiro, você tem que pensar no lugar em que o esporte vai ser disputado. Crie regras bem rigorosas quanto as dimensões e normas técnicas. Pense em algo que seja complicado como... arrastar um quadrado de 50 quilos num piso de grama sintética. Crie complicações quanto às movimentações e variações do jogo. E no final crie um objetivo idiota. Você tem que arrastar esse quadrado até uma ponta, então subir no quadrado e espetar uma agulha numa rolha. Ao final de 40 minutos, ganha quem tiver espetado mais agulhas. E crie um nome bem idiota como: Corkneedle. Ou agulhobol.

Divirta-se. E se esse esporte tiver bastante espaço para estatísticas, intervenções táticas do treinador ou intervalos comerciais, você tem chance de emplacar ele nos EUA.


Ainda não estou satisfeito
Então vai pastar.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Crime Organizado

Como resolver o problema da violência no Brasil? Não sei. Uma das soluções possíveis é a legalização do crime no Brasil. Teríamos bandidos diplomados, que agiriam de acordo com um código de ética da profissão reconhecido pela legislação. Chega de bandidos despreparados que matam inocentes. Para cometer crimes, de agora em diante, só com carteirinha. Assim sendo, aqueles que agissem sem diploma seriam presos e punidos.

Escritórios de assaltantes poderiam ser abertos. O Brasil economizaria dinheiro com presídios e policiais e a população sofreria menos traumas, graças à abordagem segura e controlada dos bandidos. Caso a vítima tenha se sentido prejudicada durante a ação, poderia mover uma ação junto ao sindicato dos assaltantes.

Formação
Os aspirantes à profissão teriam que passar no processo seletivo para ingressar em algum curso reconhecido pelo MEC. Estudariam quatro anos. A primeira parte do curso seria de formação teórica. Aulas de psicologia, economia e realidade social. Depois veria a parte prática com o manuseio de objetos, técnicas de abordagem e ética.

Depois de diplomados, eles teriam que passar no exame da OABC (Ordem dos Assaltantes, Bandidos e Contraventores) para conseguir sua carteirinha do tipo A, que permite furtos com armas brancas. Com o tempo eles podem evoluir para uma carteira tipo B – armas de fogo. E assim por diante.

Exemplos
- Olá, isso é um assalto.
- Deixa eu ver sua carteirinha... Ok. Tipo B. O que você quer?
- Seu celular. Pode deixar que eu vou te devolver o seu chip. Já copiou todos os contatos pra ele? Então faz isso. Tem muita foto no cartão de memória? Fica então. Abraço.
- Obrigado.

- Sua máquina fotográfica. Já descarregou as fotos? Passa aqui então pra esse laptop que eu roubei. Tenho CD aqui pra gravar.

- Passa o notebook. Peraí que eu vou fazer um backup antes pra formatar. O que você quer que eu salve?

Claro que existem os casos não agradáveis.
- Deixa eu ver a carteirinha... Ah, não, tipo D! Estuprador!
- Sim. Mas pode deixar que eu trouxe a camisinha, o gel lubrificante e um colchonete.

Com os assaltantes devidamente cadastrados, o problema da segurança em eventos internacionais como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, seria mais facilmente solucionado. Durante o período da competição o governo Federal contrataria os diplomados e pagaria a eles férias remuneradas.

*Este texto é ficcional. As idéias aqui defendidas não são defendidas por ninguém, muito menos pelo CH3. O CH3 não faz apologia ao crime, à política de segurança brasileira, ao MEC, aos grandes eventos internacionais e nem a nada citado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

“Eu vivo de projetos”

Você já parou para pensar: o que faz a Nana Gouvêa? Ou, o que ela faz para sobreviver?

Recapitulando: Nana Gouvêa veio ao estrelato (?) em 1996 quando posou como capa da revista Playboy como musa do Botafogo. Esse foi o primeiro dos seus 9 (!) ensaios sexuais. Existiu uma época em que ela monopolizou capas da Sexy ao lado de outras famosas como Viviane Araújo e Mari Alexandre.

Como havia um certo tempo entre os seus ensaios sexuais, ela passava o tempo participando do quadro “Banheira do Gugu”. Com o fim do quadro, não é possível dizer o que ela realmente faz atualmente para ganhar dinheiro, além de ainda continuar aparecendo em uma ou outra revista.

Sua ocupação atualmente parece a de ser flagrada com o seio a mostra na praia, ou a calcinha a mostra em uma festa. Pelo menos uma vez por mês se vê a notícia de que um desses dois fatos aconteceu. “Famosa deixa seio a mostra na praia” diz a manchete do globo.com. Aposte que é Nana Gouvêa.

Se você buscar por Nana Gouvêa no Google, dos 10 primeiros resultados, 2 se referem a “Nana Gouvêa deixa seio a mostra” um é o seu site oficial, outro é a Wikipédia e os outros seis se referem a fotos nuas. Na busca por imagens, a foto na qual ela aparece mais vestida é uma, em que seu vestido seria suficiente para que ela fosse linchada e esquartejada na Uniban.

Mas e ai, o que faz Nana Gouvêa? Ou, o que fazem essa fauna de sub-celebridades que habitam o nosso noticiário? Alemão do BBB, Fulaninho da Malhação, Juju ex-assistente de palco do Pânico? Tente perguntar a elas e a resposta é “bem, estou num novo projeto”.

Sub-celebridades vivem em projetos. Projeto, aliás, que eles não podem revelar mais detalhes no momento, mas que vai ser algo legal e que tem muitas pessoas envolvidas.

O que são esses projetos, afinal? Não sei. Talvez seja vender o corpo. Mas acho que a verdade é que é um tanto quanto constrangedor assumir que você vive de ser convidado para participar de festas (aliás, outra dúvida pertinente: você convidaria Nana Gouvêa para sua festa de aniversário? Acharia que as pessoas iriam falar sobre a festa pelo simples fato de ir lá?).

Pensando bem, acabei de descobrir o caso Nana Gouvêa. Ela realmente é contratada para ser fotografada com a calcinha a mostra. Assim, uma festa que ninguém nunca ouviria falar ganha comentários na internet do tipo “Nana Gouvêa deixa calcinha a mostra em festa de lançamento do Panetone Bauducco”. Assim, tudo mundo sabe que o Panetone Bauducco está sendo lançado.

E em menor grau é o que deve acontecer com essas outras sub-celebridades. No mundo em que vivemos, saber que o Kléber Bambam está em um novo projeto vira notícia. Logo “Kléber Bambam revela novo projeto durante comemoração de aniversário de Claudinho Motta, produtor musical”.

Mais um caso solucionado pelo CH3.

* Agradecimento ao Luiz Eduardo Doria, que foi quem me deu resposta ao questionamento do começo do texto.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Matérias Subversivas

Você sabe como funciona um carro forte? Sim, aquele que transporta fortunas em dinheiro para abastecer os bancos e caixas eletrônicos? Bem, o funcionamento mecânico dele é simples e tal qual o de um carro normal. Os pistões que são movidos e... não, não é isso. Digo, o funcionamento o esquema de segurança do veículo para tentar evitar os assaltos?

Não sabe né? Ainda bem. Se você fosse um jornalista, resolveria fazer uma matéria sobre isso? Algo do tipo:

“A hora em que a porta é aberta é a mais vulnerável para o Carro Forte. Por mais que uma estratégia seja montada e a atenção redobrada, seria o momento propício para um ataque. Bandidos armados com fuzis AK-47 provavelmente teriam êxito no assalto”.

“O dinheiro fica guardado em caixas verdes no fundo. Mas não é porque os guardas estão mortos que o roubo estará garantido. O reforço chegaria em no máximo 14 segundos, tempo máximo que a ação pode durar. Ou então, o ideal seria ter uma equipe maior para trabalhar na retaguarda fuzilando os policiais que chegassem”.

Eu não faria uma matéria assim. Você talvez não a faria. Mas se você trabalhasse na revista Super Interessante as chances de isso ocorrer seriam maiores. Porque no geral eles são uma revista subversiva. E não falo isso com base em princípios religiosos. Provavelmente o papa teria ficado puto da vida se visse as capas “Sexo na Igreja”, “Darwin – o homem que matou deus”, e “quem escreveu a bíblia”.

O texto, ou infográfico, que me motivou a escrever esse texto foi o publicado na edição verde de fim de ano da revista. Era sobre o Aerolula, o vulgo avião do presidente Lula. A imagem trazia em detalhes o quarto do presidente, o esquema de segurança, onde as pessoas ficam, a cozinha, as portas. Ideal para quem quiser promover um atentado terrorista contra o presidente. Claro que para isso você teria que antes arrumar dinheiro e uma maneira de conseguir entrar no avião. Mas pelo menos não perderá tempo arrumando o mapa do avião para planejar o ataque.

Mas esse infográfico me fez lembra outro, de uma edição de 2007 ou 2008 que falava sobre energia nuclear. Era um mapa com as principais fontes de energia que abastecem a Europa. Onde ficam as termoelétricas, hidroelétricas, usinas nucleares e os caminhos que elas fazem para abastecer o continente. Era a matéria ideal para quem quisesse bancar um ataque para deixar a Europa as escuras e promover o terror.

Sei que logo verei o dia em que a revistará mostrará no Manual da última página algum dos seguintes itens:
- Como fazer uma bomba caseira
- Como derrubar o governo do seu país
- Como derrotar a rede Globo
Ou não.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Previsões para 2010

Começo de ano é uma época repleta de clichês e repetições. Assim como a páscoa traz matérias sobre o preço dos ovos e o dia do livro sobre a leitura, o começo de ano sempre é marcado pelas previsões.

O CH3 não poderia ficar para trás nesse ramo da indústria das previsões. Para fazer isso, recorremos pela enésima vez e ele: o senhor do bem e do mal, o mago do lado oculto da força, o rei da soturnidade, o pai da vida: Jorginho de Ogum.

Encontrei Jorginho de Ogum com um exemplar do jornal Folha do Estado por sobre a cabeça, com os pés encostados na mesa e o corpo reclinado para trás. Sim, ele estava dormindo. O movimento estava fraco e eu era a primeira pessoa a requisitar os seus serviços naquele dia. Ele até me disse que pretendia abrir uma filial de veraneio em Chapada dos Guimarães, onde as pessoas estão agora.

Sem pechinchas, ofertas ou ameaças múltiplas ele deu início as previsões. Ele me parecia bastante feliz. Se eu fosse um jornalista, aliás, eu sou, e fosse fazer um perfil sobre ele, começaria dizendo “Jorginho está feliz. Sentado em sua cadeira ele aparenta tranqüilidade e harmonia”.

Sem mais delongas, vamos de uma vez as previsões.

Esporte
O Brasil se sagrará campeão da Copa do Mundo de futebol. Mas, Itália, Espanha e Alemanha também têm boas chances. Jorginho de Ogum disse que não descartaria a hipótese de Argentina ou França surpreenderem. “Os astros demonstram diversas possibilidades. Há seis meses da competição, ainda há tempo de um fortalecimento da conjuntara astral de uma dessas equipes”.

Nas competições nacionais o título não deve sair das mãos de Flamengo, São Paulo, Corinthians, Internacional, Grêmio ou Cruzeiro. E os times brasileiros têm tudo para conquistarem a Copa Libertadores, se nenhuma equipe argentina for campeã.

Política
O segundo turno das eleições presidenciais deve ser disputado por José Serra e Dilma Rousseff. E apesar de um favoritismo do candidato tucano, Jorginho de Ogum não se surpreenderia caso a petista consiga a vitória.

Nas eleições estudais, Jorginho de Ogum tem uma certeza: 95% dos candidatos eleitos serão vagabundos corruptos.

Personalidades
Muitas personalidades correm o risco de morrer esse ano. Pessoas como Oscar Niemayer, Fidel Castro, Nelson Mandela, Zagallo, José Alencar, Joãozinho Trinta podem passar dessa para uma outra. No entanto, surpresas podem acontecer e outras celebridades correm risco. Assim como muitos anônimos da multidão.
SaúdeO avanço da dengue continuará no Brasil e ao longo do ano a palavra “dengue” será pronunciada 3102 vezes no jornal da TVCA.

Clima
O clima irá continuar na pauta de discussões da sociedade, no agenda setting. Com convicção, Jorginho de Ogum afirma que fará bastante calor em Cuiabá esse ano, exceção dos 15 dias em que fará frio.

Depois de obter essas previsões de Jorginho de Ogum, dei por encerrada a consulta, principalmente porque eu não me lembrava de outros assuntos que sejam de interesse público. Agradeci a Jorginho. Ele colocou um CD de Emmerson Nogueira para tocar, enquanto Marcão adentrava o local para roubar uma laranja e atrapalhar o sono do mestre dos magos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Resoluções para 2010

Agora que o ano terminou e começou outra vez, é aquela história. Hora de fazer as resoluções para o ano novo. Imbuídos do espírito de paz, harmonia e muita luz, luz, luz, as pessoas resolvem: vão parar de fumar. Ou usar drogas pesadas. Ou de beber. Ou então vão emagrecer 10 quilos, serem gentis e cordiais com os mais próximos. Ou simplesmente... sei lá. As pessoas fazem até simpatias para o ano novo.

O CH3, enquanto um blog, e não uma pessoa, não tem a capacidade de decidir parar de fumar. Mesmo assim, temos lá nossas resoluções para o ano novo. Ou nossas expectativas. Nossos projetos.

- Como foi um evento que motivou as origens do CH3, o blog fará uma cobertura especial da Copa do Mundo de 2010. Ainda não sei, opa, não sabemos como, mas será feito. E será feito de uma forma que agrade uma grande parcela de leitores do nosso blog que considera o futebol um evento alienante da sociedade.

- Esperamos retirar da gaveta um velho projeto: o podcast. Esperamos que, quem sabe, até junho nós possamos articular isso.

- Pretendemos materializar um projeto ainda mas antigo: a camisa CH3.

- Pretendemos ao final do ano conseguir a marca de 50 mil acessos anuais.

- Pretendemos conseguir nosso primeiro acesso vindo do Acre. Acreditem, em 3 anos e meio, jamais um Acreano visitou o blog.

- Queremos ao fim do ano sermos milionários aventureiros bon-vivants que gastem o dinheiro em passeios de Iate no Mediterrâneo.

- Queremos mandar o primeiro ser humano a marte.


- O blog pretende finalmente organizar os seus marcadores. Atualmente 1/3 do blog não conta com marcações.

- Pretendemos não lançar nenhum candidato a cargo eletivo. Mas pretendemos cobrir as eleições, se as eleições fizerem por merecer.

E é isso. Como o blog é adepto da vida livre e sem compromissos, não fizemos nenhuma lista. Portanto, se nós por um acaso pretendêssemos algo a mais, não nos lembraríamos agora. O que é bom, porque nos exime de qualquer pressão.