sexta-feira, 28 de junho de 2013

Os viciados em Opinião

Aquele seu amigo que comenta todas as suas postagens no Facebook. Ele mesmo que é muito ativo nas redes sociais, discutindo os mais variados assuntos. Ele que opina sobre a Primavera Árabe, sobre o vandalismo nos protestos, ele que gosta de definir qual foi a melhor versão do hino brasileiro na Copa das Confederações, que entra nas maiores discussões virtuais sobre vegetarianismo, arruma brigas por defender o voto distrital misto. Você não sabe e talvez nem ele saiba, mas, ele precisa de ajuda. Ele é um viciado em dar opinião.
Nós ocidentais, temos que ver que a primavera árabe com outro olhar. Não podemos comparar a situação
em que esses povos vivem, com a situação do ocidente. Eles estão vivendo a Revolução Francesa deles.

Todos nós temos opiniões sobre os mais variados assuntos, mesmo aqueles que nós não temos um conhecimento profundo. Eventualmente palpitamos sobre um assunto na moda, sobre algo que vemos na TV. Mas, geralmente preferimos nos resguardar, principalmente dos assuntos que não dominamos. O Viciado em Opinião não faz essa distinção.

Ao longo de toda a história da humanidade, tornar sua opinião pública não foi uma tarefa fácil. A situação começou a mudar lentamente com a invenção da prensa de Gutenberg, mas, mesmo assim, não era todo mundo que tinha o domínio da tecnologia e da própria escrita. O surgimento dos meios de comunicação de massa facilitou o processo, mas os veículos de comunicação sempre estiveram na mão de pequenos grupos. Além disso, regimes totalitaristas restringiam a manifestação de opiniões divergentes.

Tudo isso mudou no advento das redes sociais. Seu Twitter e seu Facebook são janelas para o mundo e o se você quiser ir adiante, poderá montar um blog. Você pode falar sobre tudo e é exatamente isso que o Viciado em Opinião faz. Paralelamente, não podemos negar que há uma pressão na sociedade para que você se manifeste o tempo todo. Se você não opinar sobre um assunto, parecerá uma massa de manobra dos poderes que corrompem sua alma.
Os jogadores deviam ter cantado o hino nacional de costas? Não sei. Eles não precisam fazer algo que eles não estejam sentindo, só porque a pressão popular quer. Não podemos julgá-los por isso.

Não há mal nenhum nisso, se não fosse pelo fato de que os adictos deixam de viver sua própria vida para opinar sobre o mundo.

Como em tantos outros vícios, é difícil saber quando o problema começa. No início pode parecer apenas um lazer, uma distração, mas logo se transforma em um inferno. O viciado se afasta da família, dos amigos, deixa de ter vida social, não assiste nem mesmo vídeos no Youtube para poder se manter antenado nas notícias do mundo e poder palpitar sobre elas. A página de comentários do G1 pode parecer a representação do apocalipse para você, mas para o Viciado em Opinião é a redenção.

Talvez o começo esteja nas aulas de redação do colégio, quando você é estimulado a escrever textos de 20, 25 linhas sobre todos os assuntos da atualidade, ler todos os site e ter uma opinião crítica sobre tudo. Isso é importante, mas torna-se um problema quando as pessoas se afastam de você pensando “lá vem aquele cara chato”.
É uma crueldade com os animais? Talvez. Mas temos que pensar que eles nasceram apenas para morrer. Se não fosse para nos comermos-o, eles não existiriam.

Como tudo na vida, há uma chance de uma recuperação, há uma chance de mudar. A primeira coisa que ele precisa é de força de vontade. Procurar psicólogos, psiquiatras que poderão lhe receitar sedativos a serem usados no momento em que ele se exaltar em uma discussão sobre o novo filme do Super Homem. Também precisará diminuir gradativamente o acesso às redes sociais. Chegara um momento em que o viciado conseguirá não opinar sobre pacotes anunciados pelo líder supremo da nação.

Há uma luz no fim do túnel.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Guia CH3: Como atuar legitimamente e ordeiramente nas manifestações

Todos os dias as notícias são as mesmas. Milhares de pessoas que manifestavam seus direitos de maneira cívica, pacífica e ordeira, são atrapalhados por uma pequena minoria de vândalos, baderneiros, criminosos que vandalizam o ato e provocam cenas de caos e confusão. Pessoas que atiram pedras em prédios, saqueiam lojas, destroem o patrimônio público, passam a mão na bunda de velhinhas, estupram cachorros, defecam em praça pública e se besuntam em chorume.

Isso está errado. Esse Guia é feito para que você não se comporte como esses bárbaros que urinam em lixeiras, derrubam postes, assaltam carros fortes, jogam papel nos bueiros e coçam o toba e cheiram o dedo. Vamos preservar o caráter legítimo e constitucional das manifestações.

As ocupações urbanas reivindicatórias estão se transformando. As pequenas caminhadas de outrora se transformaram em longas marchas, verdadeiros atos contra o sedentarismo, que exigem preparação física, psicológica e logística. Veja o caso de Cuiabá, em que manifestantes pensam em um trajeto de 30 km entre o Trevo do Lagarto e a sede do poder legislativo.

Numa situação dessas é preciso pensar nas vestimentas. De preferência a roupas leves que permitam a evaporação do suor e use tênis confortáveis, que não apertem os dedos. Se o trajeto for de natureza Off Road, calce suas botas e proteja contra os insetos e animais peçonhentos. Equipe-se com lanterna, bússola (marque a direção do parlamento) e canivete. Lembre-se de não usar o canivete para perfurar olhos de autoridades, extrair vísceras de policiais ou outrem. O canivete deve ser utilizado para fins pacíficos, como desobstruir o caminho e obter alimentos, caso a expedição se perca na selva.

Uma preocupação que todos precisam ter é com a hidratação. O corpo perde muita água durante os percursos e é fundamental repor os líquidos. Separe sua garrafinha de água ou isotônico, que também repõe os sais minerais. Se possível, leve uma banana, rica em potássio. Lembre-se, no entanto, de jogar a casca da banana no lixo, evitando acidentes. Os organizadores difusos do manifesto podem contribuir, criando pontos de distribuição de água para os participantes.

A preparação física e mental é essencial para conseguir manifestar sua civilidade. Vários protestos tem passado por trechos de ladeiras íngremes, um teste para o fôlego. Em Cuiabá, o ponto mais crítico é na Avenida do CPA próximo ao viaduto da Miguel Sutil. Hora de manter a concentração mental e segurar a respiração para enfrentar as câimbras e dores musculares para superar esse desafio. Atente-se a frequência cardíaca.

Outro desafio a ser superado é o logístico. O ideal é que você vá até o local do protesto se utilizando dos meios de transporte público, mas nem sempre o transporte público vai até o local do protesto. Se você for de carro, certifique-se de estacioná-lo em lugar seguro ou se o mesmo possuí seguro, porque ele poderá ser queimado por vândalos. Se você for de carro, prepare-se também para percorrer o longo caminho de volta. Se preferir, combine com o seu motorista particular um ponto de encontro.

Tomadas essas precauções é hora de se preocupar com o conteúdo do protesto. Como todos nós sabemos, a causa é livre. Compre uma cartolina, ou reaproveite alguma utilizado em um trabalho escolar sobre a Idade Média. Capriche na letra, porque de nada adianta um protesto ilegível. Entre os temas em voga estão a Educação, Saúde, Transporte Público, Reforma Política, Corrupção, Segurança, Copa do Mundo, Conflitos no Oriente Médio, Sertanejo Universitário, privacidade no Facebook, Cura Gay, liberdade sexual, Escola de Frankfurt e a crise de representativade dos partidos políticos em um cenário pós-moderno. Se você não tiver uma ideia, copie alguma do Facebook ou site especializado.

Evite ofensas públicas – porque depois você poderá ser processado. Evite arremessar pedras em vidraças, evite ingerir suas próprias fezes, use camisinha e exerça a cidadania conscientemente.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

As 7 músicas novas dos Benga Boys

Segunda-feira, 17 de junho. O Brasil estava em ebulição. Manifestantes subiram no teto do Palácio do Planalto e tomaram as ruas de várias capitais brasileiras. Todas as cidades brasileiras organizavam seus protestos contra a corrupção, violência policial, qualidade dos serviços públicos e em pouco tempo começaram os famosos atos de vandalismo. Em Londres, a trilha sonora do protesto foi o The Clash com London’s Burning, London Calling, English Civil War, White Riot. Mas, e no Brasil?

Quinta-feira, 20 de junho. Os protestos chegaram com força a Cuiabá e 50 mil pessoas saíram às ruas. No meio de tantos gritos me deparo com o velho Zé Coveiro, vocalista e guitarrista dos Benga Boys. Seu visual está cada vez mais excêntrico, como se não tomasse banho há 40 dias. Travei um breve diálogo jornalístico com ele.
Como vão os Benga Boys?
Demos um tempo aí, estamos sem lugar pra tocar. Fora isso, o ultrahardcore nunca vai dar dinheiro e eu tive que pegar uns freelas lavando prato pra pagar aluguel. Fora isso, o Defunto pegou AIDS num daqueles filmes que ele fazia. Fora aquela confusão do último show em 2011, nossos instrumentos pegaram fogo. Mas a gente aproveitou esse clima aí do povo chegando na rua e resolvemos gravar sete músicas novas.
Já gravaram?
Precisamos de meia hora só, pra pegar nossa espontaneidade no estúdio. O Furúnculo já gravou os CDs e eu to terminando de fazer as capas. Domingo vai ter o lançamento, lá nas ruínas do Hospital Geral. Vamos pra um lugar maior, depois que o Ministério Público proibiu os shows em Banheiros Químicos. Depois pensamos em fazer uma turnê em Jangada, Diamantino, Acorizal e Paranatinga, onde der.
Aliás, teve um boato de que vocês tinham morrido num acidente de carro.
Mentira. Mas pouco importa. A morte não me impediria de fazer rock ‘n’ roll. Veja o João Cavalo. Ele morreu, mas o seu fêmur continua produzindo um som foda na bateria. Aparece lá domingo.

Domingo, 23 de junho. Saio de casa para prestigiar mais um show dos Benga Boys. Quase chegando no local do show vi uma grande aglomeração e pensei “uau, o público deles está crescendo, isso vai ser um problema”. Mas era só uma manifestação contra a seleção espanhola de futebol. O local do show tinha apenas umas 100 pessoas pogueando ao som do primeiro disco dos Ramones.

Encontrei o guitarrista Rodrigo Furúnculo vendendo CDs para um cidadão em uma cadeira de rodas. Ele me contou que ficou paraplégico após o lendário show no banheiro do IL em 1990 e que desde então nunca mais perdeu um show dos Benga Boys. “Tirando aqueles shows de quando eles tocavam em micareta”, disse. Logo depois, um fã mais radical reclamou que o encarte do CD era em caneta Bic. “Você traiu o movimento punk, véi! Nem utiliza mais caneta de posto de gasolina!”. Um princípio de confusão começou, mas foi interrompido quando o fã desmaiou em coma alcoólico.

Perto das 23h os Benga Boys entraram no palco. Zé Coveiro virou uma garrafa de Jamel e jogou a garrafa de vidro na plateia, cortando fora a orelha de um fã, que a segurou como se fosse um troféu. Ele fez um breve discurso sobre a situação do mundo e os motivos que fizeram o Benga Boys voltar. O público cantou “cala a boca e toca”.

A banda então tocou suas sete canções novas. “Obama Get Out My Facebook”, é uma virulenta canção contra Barack Obama bisbilhotando o Facebook da população. "Kill the Presidenta”, “Burn out braZil”, “Destroymania", "Street Clash", "FIFA Fuck Out" e "Blood in Your Eyes”, sobre as revoltas no Brasil. Poderia descrever aqui como as músicas são, mas nós estamos falando de hardcore. São todas iguais.

No final do último númeroo fêmur de João Cavalo se rompeu e foi substituída por uma tíbia. Seguiram-se então os clássicos como Fuckin’ With Dead Woman, I Love Your Mother Ass, Shit on the Corner, Put my Cock in your ears, T.O.B.A., Toilet Song e Bastard Dog. Quase no final foi a vez de um cover de Nazi Punks Fuck Off e durante seus 60 segundos de duração foram praticados 42 Stage Dives! Praticamente metade do público subiu ao palco e se jogou, o que provocou muitas quedas no chão.

A última canção foi a violenta Pussy Vomit, primeira música do grupo, tocada em versão ainda mais acelerada. Era possível escutar os ossos da plateia se quebrando e em certo momento eu fui atingido por um dedão do pé. No tradicional e apoteótico final do show, o baixista Pedro Tolete vomitou sobre os restos mortais da plateia.

Segunda-feira, 24 de junho. A semana CH3 em homenagem aos 7 anos do CH3 chega ao fim. A presidente Dilma Rousseff nos recebe em seu gabinete e Zé Coveiro me entrega seu CD, pedindo ajuda na divulgação. O problema, é que parece que se você colocar o CD no computador, ele explode.

domingo, 23 de junho de 2013

Os 7 passos na criação de um post

A ideia, o título, a elaboração, o estilo, a revisão, a visualização e a divulgação. Como diria Paul McCartney depois de fumar um baseado "existem sete níveis".

Aperte o play e escute esta espécie de podcast improvisado do CH3. Os 7 passos na criação de um post.



(No começo, pensamos em publicar podcasts a cada mês. Agora, publicamos um a cada dois aniversários. Fiquem calmos que 2015 nem é tão longe, é logo aí)

sábado, 22 de junho de 2013

Os 7 Grandes Momentos do CH3

1 O Brasil nas Olimpíadas
Este post surgiu de uma maneira inocente, logo no início de uma interminável e enfadonha série sobre os Jogos Olímpicos. Por motivos desconhecidos, acabou que essa postagem se transformou num pequeno sucesso durante as Olimpíadas de 2008. Promoveu discursos ferozes em blogs reacionários e plenários do poder legislativo. Foi utilizado por estudantes em redações do colégio e recebeu críticas por ser considerado pouco sútil. Foi utilizado por crianças em trabalhos de 4ª Série e a professora nem percebeu. Aliás, o jovem Vitor Martinelli de Friburgo, já deve estar na 9ª série. O que prova, duplamente, como nós estamos velhos.

2 A Queda da Bastilha
Lembro-me bem deste dia, crianças. Estávamos eu, Robespierre, Danton e o Cão Leproso na Rue de Rivoli, comendo um brioche na lendária padaria Le Croissant, do saudoso seu François. Conversávamos sobre os rumos da França de então e chegamos à conclusão de que era preciso mudar aquela situação. Começamos a organizar um movimento no Facebook e foi uma comoção quando nosso companheiro Desmoulins foi preso. Era preciso acabar com aquela situação e os protestos foram ganhando corpo até que o viadinho do Luís 16 perdeu a cabeça. Pena que Napoleão assumiu o poder, com o apoio de Alfredo Chagas. Foi um período de muita matança, mas de enorme aprendizado.

3 Vinícius Seminu
O dia em que Vinícius Gressana andou seminu pelo campus da UFMT entrou para a história. Ele havia prometido, em vídeo, que iria andar nu do Instituto de Linguagens até o Restaurante Universitário, caso chovesse no dia em que ele estivesse no Hopi Hari. Caso você não saiba, o Hopi Hari é um parque de diversão localizado em uma posição estratégica no interior de São Paulo, onde raramente chove. Portanto, seria um baita azar chover no dia em que você está lá e como o Vinícius é mundialmente famoso pelo seu azar, logo chegamos a conclusão de que choveria no dia em que ele estivesse lá. Pois é não choveu, mas, Vinícius resolveu andar seminu, só de meias, assim mesmo, para mostrar seu desprendimento e a sua liberdade de expressão.



4 O movimento pelas Diretas Já
Foram anos combatendo aquele governo de extrema-direita que mantinha o poder através da força. O Cão Leproso foi barbaramente torturado. Eles amarravam seus membros superiores e puxavam. Levou muitos eletrochoques e suas unhas das mãos foram arrancadas. Em 1984 sugeri ao meu amigo Dante de Oliveira que ele deveria aproveitar o momento de abertura, escutar a voz das ruas e pedir pela volta das eleições diretas. Comandamos então enormes passeatas que levaram milhões de pessoas às ruas. Infelizmente, o congresso não aprovou o projeto, mas conseguimos eleger o nosso compadre Tancredo Neves para a presidência. Infelizmente, ele morreu antes de assumir e deu essa merda toda depois.

Qual o ano da imagem, maestro?
5 Hoje
Porque hoje é o novo dia de um novo tempo que começou, todos os nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou. Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa é de quem quiser, é de quem vier. Essa música é uma farsa porque boa parte dos seus sonhos não será verdade. Eu, por exemplo, sonho em fazer quatro gols na final da próxima Copa do Mundo e ser consagrado herói nacional. Infelizmente, isso nunca vai acontecer.

6 O pentacampeonato da Copa do Mundo
Estava tomando uma cerveja com Pai Jorginho de Ogum quando o Felipão chegou no Carnicentas e disse “Bá, devo convocar aquele guri Romário, tchê?”. Pai Jorginho consultou suas entidades espirituais e falou que não, que a conjuntura astral mostrava que ele deveria apostar em Rivaldo e Ronaldo. Jorginho ainda deu um conselho: “O Brasil só vai se equilibrar depois que o Kleberson assumir uma vaga no meio de campo”. Felipão não deu moral, mas o segundo tempo do jogo contra a Bélgica mostrou que Jorginho estava certo. Antes da final, Jorginho ligou para Ronaldo, habitué do Carnicentas e disse “meu filho, vai sempre no rebote, porque o Kahn vai soltar alguma bola”. Que emoção. Não vivia nada parecido desde quando falei pro Carlos Alberto se mandar para o ataque no final daquele jogo contra a Itália em 1970.

7 A construção da Torre Eiffel
Essa daqui, poucas pessoas sabem. Marcão desenhou a Torre Eiffel baseada no corpo do Cão Leproso. Agora que vocês sabem, vocês vão perceber a semelhança. Houve uma grande discussão, porque o Hanz queria fazer a torre toda de látex, mas o Marcão, mestre dos cálculos, disse que era melhor usar outro material. Hoje, a Torre Eiffel é um dos principais pontos turísticos do mundo e deixam um legado do CH3 para a posteridade.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Os 7 anos do CH3


Pesquisando em textos anteriores, percebi que eu já havia me utilizado de todas as maneiras possíveis para começar um texto comemorativo, inclusive esta. Por isso, desta vez resolvi fazer algo diferente. Confiram agora os 7 anos do CH3.

Ano 1
O empresário Thiago Tackleberry criou o blog CH3 no dia 21 de junho de 2006. O primeiro ano de vida deste blog foi muito semelhante ao de qualquer outro ser, fizemos muita merda. Após poucos meses e postagens, os camaradas do blog se desmobilizaram e por pouco o nosso movimento não foi calado. Comemoramos nosso primeiro aniversário num clima pré-cemitério virtual.

Ano 2
Depois de quase ter sido esquecido, o blog é resgatado. Lembro-me bem que foi em um aniversário de uma amiga nossa, que os membros fundadores resolveram retomar as postagens. Ungidos pelo maravilhoso frango no palitinho do Saião, decidimos por postar dia sim e dia não e demos início a uma era de prosperidade. Nosso segundo aniversário foi comemorado com pompa e circunstância, inclusive com a criação da já tradicional Semana CH3.

Ano 3
Com o sucesso batendo em nossas portas, mantivemos uma rotina impressionante de posts, abordando os mais diversos assuntos. Tackleberry escreveu um polêmico post sobre os escoteiros, Vinícius delimitou um novo limite para os fetiches bizarros e eu criei uma incrível série sobre a busca por um pai de santo nos confins do universo. Em troca, recebemos a hostilidades de mais de 15 cidades no país, do escotismo e da Sociedade Civil Organizada. Comemoramos o nosso terceiro aniversário em ritmo de glória.

Ano 4
Logo que fizemos três anos, Tackleberry anunciou que estava se despedindo do blog. Bem, não foi um anúncio assim com pompa e circunstância, ele nem chamou a gente pra tomar uma cerveja e disse “estou fora”. Um dia ele não postou, no outro também não e então percebemos que ele nunca mais iria postar. Depois foi o Vinícius. Então eu me percebi sozinho, tendo que administrar sozinho uma grande corporação antes de completar 25 anos. Bem, menos mal que o CH3 não é uma grande corporação. O quarto aniversário foi celebrado em clima de fim de festa.

Ano 5
Sozinho, passei a desafiar os limites da minha capacidade, criando os mais variados posts sobre os mais variados assuntos. Em muitos momentos eu penso que teria sido mais fácil ter deixado tudo para trás e pulado de cima da ponte. Ok, eu estou sendo radical demais, seria mais fácil deixar o blog apodrecer sob o olhar de todos. Completamos cinco anos em um clima melancólico, prevendo o futuro desolador que aparecia diante do nosso (meu) horizonte.

Ano 6
Por incrível que pareça, o ano 6 do blog foi igual ao ano 5 só que com ainda menos sucesso, menos repercussão, menos Feliciano, enfim. Por vezes eu me pego pensando em como é que eu conseguiu passar um ano sustentando este blog com três posts por semana. O sexto aniversário foi completado numa tentativa de juntar os cacos e continuar sobrevivendo.

Ano 7
O ano 7, vejam vocês, foi semelhante ao no 6 só que ainda pior, com ainda menos visitas, comentários e tudo mais. Tenho a impressão de que eu estou reescrevendo os mesmos textos há pelo menos quatro anos e isso pouco importaria porque ninguém, além de mim, sabe disso. O povo saiu às ruas para protestar contra a qualidade dos temas aqui publicados e acredito que uma nova revolução poderá acontecer.

E assim, completamos 7 anos, tão efervescentes quanto um estomazil.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Por onde andam 7 membros do CH3?

Naquela página escrita “quem somos nós” ali em cima, você pode contar nove pessoas. Muita gente, mais do que a formação original dos Titãs e todos esses grupos de pagode clássico dos anos 90. Muitos desses integrantes parecem estar desaparecidos, com exceção feita a mim, que estou aqui, e ao Guilerme, meu avatar de isopor que está se despedaçando no meu quarto. Agora, onde estão os outros sete?
Um final de semana qualquer
para Tackleberry

Tackleberry
Fundador e diretor-presidente do CH3 Corp, Tackleberry já foi tema de um “Por onde anda” há um bom tempo atrás e chega a ser uma vergonha que nós tenhamos que explicar isso novamente. Tackleberry fugiu para as Bahamas com o dinheiro adquirido através do desvio de verbas publicitárias e emissão de notas frias. Tackle voltou ao Brasil e atualmente vive administrando um conglomerado de empresas que atuam nas mais diversas áreas, adquirindo um estilo de vida de milionário excêntrico, com direito a passeios de iate e voos de asa delta. Não o confundam com Eike Baptista.

Gressana também adotou um
visual psicopata. Seria ele uma
espécie de Travis Bickle?
Gressana
Desde que abandonou o CH3 sem deixar bilhete em meados de 2010, Vinícius Gressana resolveu viver como um publicitário recém-formado. Uma época terrível em que encontrávamos um Vinícius magro, abatido, definhando lentamente rumo a uma morte dolorosa. Ele finalmente abandonou essa vida e passou a se dedicar aos concursos públicos. Logo foi aprovado e hoje é, orgulhosamente, um burocrata. Se precisarem de um bom plano de previdência privada, falem com ele. Paralelamente, Vinícius começou um novo blog, o Café do Feliz, onde ele mostra todo o seu talento com um lápis na mão. Em pouco tempo, ele conseguiu o sucesso que o CH3 jamais conseguiu. O fracassado sou eu.

Pai Jorginho de Ogum
Homem visionário, o glorioso pai de santo segue expandindo seus negócios. Recentemente, ele aproveitou a onda hipster para criar o Carnicenta’s Pub na Lixeira. A música é brega e os móveis tem aspecto carcomido. O cardápio oferece bebidas excêntricas e pratos exóticos. Sim, é uma maneira rebuscada de descrever os mesmos péssimos serviços do Carnicentas original, só que os para os hipsters, tudo isso é vintage. O Carnicenta’s faz muito sucesso no Instagram.

Marcão
O pedreiro tem se aproveitado da procura por serviços da construção civil para lucrar. Qualquer reboco em parede está custando mais de mil reais. Fontes indicam que ele está quase consertando sua famosa e problemática privada entupida.

Cão Leproso
Nosso famoso cachorro sem braços deixou sua veia revolucionária aflorar. Ele se transformou em um manifestante ativo e já foi visto em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre, protestando pacificamente contra os desmandos do nosso país. Líder natural, por ele chama a atenção por onde passa, erguendo os cartazes mais criativos.

Alfredo Chagas
Ao contrário do que vocês podem imaginar, Alfredo Chagas não está envolvido em nenhuma manifestação. No começo ele até viu a revolta popular como uma oportunidade de protestar contra as velhas oligarquias anárquicas. Depois, ele se sentiu desprestigiado pelos protestos desfocados. “Eu sou um pioneiro na revolta descentralizada!”, bradou. Agora, Alfredo fica recolhido em sua casa, remoendo o ódio contra esses “manifestantes midiáticos, porcos pós-modernos!”, vociferou.

Hanz, o Pansexual
Em 2011, este blog teve a brilhante ideia de enviar Hanz, o Pansexual, para cobrir os jogos Pan-americanos em Guadalajara. Enviamos apenas a passagem de idade, mas ele voltou ao Brasil montando em uma lhama, que foi abusada sexualmente durante todo o percurso. Ao longo do trajeto, Hanz foi preso 89 vezes por desacato a autoridade, atentado violento ao pudor e maus tratos aos animais. Invadiu o Brasil pela floresta amazônica e em um momento trágico se envolveu em um combate com um índio canibal e após uma batalha de vida e morte, comeu o índio. Hoje os dois vivem juntos em Cuiabá, em uma relação completamente doentia que faria Almodóvar chorar em posição fetal.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A crise dos 7 anos

Sete anos meia bomba
Não existe uma fórmula lógica para um relacionamento. E falo aqui de qualquer relacionamento: entre homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher, um homem e seu cachorro. Nenhum relacionamento é igual ao outro. Não existe um guia prático e certeiro para fazer com que um relacionamento seja longo, estável e feliz.

Isso porque as pessoas são diferentes, além de muito complicadas. Chega a ser inacreditável que duas pessoas consigam conviver durante um longo período sem que elas se matem, porque esse seria o caminho natural da maioria dos relacionamentos entre dois seres vivos. Ficar em casa pode ser bom para uns, ruim para outros. A falta de rotina pode eternizar ou matar um casamento. Impossível prever.

Mesmo assim, existem inúmeras publicações que dão dicas para os relacionamentos, como fazer com que eles deem certo. Geralmente são matérias levemente machistas destinadas a mulheres inseguras, que receberão dicas sobre como fazer um bom sexo oral, lingeries que irão apimentar o relacionamento, posições para enlouquecer o macho na cama, apetrechos eróticos, sexo enlouquecido, enfim. É a famosa história de pegar o homem pela boca, mas não no sentido culinário da história.

Uma das maiores preocupações dos relacionamentos é com a famigerada crise dos 7 anos. Faça uma busca no Google sobre o assunto e você encontrará diversos links relacionados a sites de mulher. Todos querendo te ensinar como afastar esse momento apimentando o sexo.

Como sempre ocorre em todas as situações da vida, podemos definir dois grupos claros quando o assunto é essa crise. O primeiro é aquele grupo que diz que nunca passou por esse momento, que o sexo está ótimo. O outro grupo é formado por pessoas que assumem as dificuldades, mas que conseguiram superar o momento. Alguns mais radicais explicam que depois da crise dos 7, vem a crise dos 11, dos 13, 17, 21, 26, 37. Enfim, o relacionamento é uma eterna crise e nós precisamos arrumar um meio de sobreviver a eles. Estes cidadãos olham nos seus olhos e te apontam um futuro terrível.

Agora que este blog está completando 7 anos, posso dizer que não estamos passando pela crise dos  7 anos. Não, não que o sexo esteja ótimo, até porque, até onde sabemos, um blog não tem vida sexual ativa. A verdade é que a crise já nos atinge faz tempo e chegou a um ponto em que fomos chamados de falidos por um comentário anônimo!

A crise já está instalada e nunca vai passar, a culpa não são dos 7 anos. Chupa Marie Claire!

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Curioso Número Sete

O sete é o mais curioso dos números, diria que ele é cabalístico, mesmo que nós nunca saibamos exatamente o que queremos dizer quando falamos que alguma coisa é cabalística. A cabala mexe com o imaginário popular. Os mais religiosos dizem que o sete é o número de Deus. Os místicos dizem que o sete é o número da perfeição.

Sete são os dias da semana de acordo com o calendário gregoriano afixado em alguma parede próxima a você. Sete eram as maravilhas do mundo antigo e você nunca vai se lembrar de todas elas (Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria, Os Jardins Suspensos da Babilônia, quais mais?). Sete são os pecados capitais, por mais que ninguém saiba o que quer dizer luxuria, geralmente eles acham que é um sinônimo de luxo.

O arco-íris tem sete cores, mas você não vai achar nem um pote de ouro nem uma parada gay no final dele. O jogo dos sete erros tem exatamente sete erros e essas coincidências são de arrepiar. Você precisa de sete jogos para ganhar a Copa do Mundo e o Zagallo sempre faz uma maldita contagem regressiva sobre isso. Sete eram os anões da Branca de Neve e acredito que sete eram os anões do orçamento.

Os cavaleiros do zodíaco alcançavam sete sentidos, mas o Shaka de Virgem exagerava, aquele golpe “Tesouro do Céu” era sacanagem. Também temos sete notas musicais e o 007. Sete dias era o prazo que Samara Morgan lhe dava cada vez que você atendia o telefonema dela. Sete são os dias da semana, sete é o número de anos que o CH3 está completando e esta é a Semana CH3.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A violenta história do vinagre

Recentemente, as autoridades brasileiras tomaram conhecimento de uma perigosa arma de destruição de massa: o vinagre. Ao longo da história da humanidade, o artefato tem sido utilizado em rebeliões, guerras e atentados terroristas. Várias passagens da história mundial são contadas através deste liquido, supostamente inofensivo e utilizado para temperar saladas em diversas casas do mundo.

O vinagre foi inventado pelo biólogo grego Theofanis Sofolokoulos, que trabalhava na fabricação de uma bomba caseira para explodir a cidade de Tróia. Seu experimento se mostrou tão poderoso, que os gregos construíram um cavalo de chumbo revestido de concreto para transportá-lo e colocá-lo dentro da cidade inimiga. História famosa, contada no livro Odisseia, de James Joyce.
Não é vinagre. É o sangue
das vítimas

Certo dia, Theofanis descobriu que sua mulher estava tendo um caso com o seu amante de 13 anos. Duplamente traído, ele buscou vingança e uma forma de matar os dois. Teve a brilhante ideia de servir os dois com uma salada temperada com vinagre. Para sua surpresa, sua mulher e o seu amante disseram que estava uma delícia. Ele esperou que os dois tivessem uma morte lenta e dolorosa ao longo dos próximos dias, mas não conseguiu. Intrigado com o poder alimentício de artefatos químicos, Theofanis experimentou tomate com pólvora. E morreu.

Sua morte silenciou os segredos explosivos sobre o vinagre e sua mulher e o menino de 13 anos inauguraram um rodízio de salada. O vinagre rapidamente se popularizou enquanto tempero de salada. Eventualmente, alguns acidentes domésticos aconteciam, com explosões na cozinha. A culpa era usualmente atribuída ao gás, ao fósforo, ou mesmo aos perigosos aspargos. Ninguém cogitou a hipótese de que o vinagre pudesse ser o responsável.

O poder do vinagre só foi redescoberto quando o físico Isaac Newton foi atingido por uma garrafa na cabeça em 1873. A morte de uma das principais celebridades de sua época provocou comoção nacional e o vinagre passou a ser estudado. Coube a outro físico, Albert Einstein descobrir que o tempero era o responsável pela fissão nuclear e este trabalhou deu origem aos primeiros testes nucleares. Os fatos começaram a se seguir.

Em 1945 os Estados Unidos lançaram uma bomba de vinagre sobre Hiroshima no Japão, finalizando a segunda guerra mundial. Durante a Guerra do Vietnã os Eua desenvolveram o Gás de Vinagre, que até hoje é utilizado pelos aparatos repressores do Estado. Em 2001, Osama Bin Laden atirou dois aviões carregados de vinagre nas torres gêmeas de Nova York e recentemente se popularizaram os casos de psicopatas que invadem colégios norte-americanos portando garrafas de vinagre e matando as crianças. Estudos recentes comprovam que o simples contato visual com o vinagre pode provocar graves distúrbios mentais.

Portanto, os malefícios do vinagre estão aí, sendo comprovados diante dos nossos olhos. Fazem bem as nossas autoridades que estão trabalhando duro para conter a utilização desta perigosa substância.

Diz a lenda, que a inserção de um pacote de Mentos dentro uma garrafa de vinagres provoca uma pequena hecatombe. Uma lenda, porque infelizmente, ninguém que tenha se atrevido a realizar o experimento sobreviveu para contar a história.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Guia CH3 da Copa das Confederações

É amanhã amigos, que começa a maior competição esportiva do planeta, depois da Copa do Mundo, das Olimpíadas, Jogos Pan-americanos, Jogos Sul-americanos, Uefa Champions League, Copa Libertadores da América, Campeonato Brasileiro, Liga Mundial de Vôlei e Campeonato Carioca de Showbol. A maior festa popular brasileira depois do Carnaval, São João, Bumba Meu Boi, Páscoa, Réveillon em Copacabana, Réveillon na Paulista e a Festa de São Benedito. Falamos, claro, da Copa das Confederações.

Foi pensando neste evento retumbante, contagiante, grandiloquente, acrobático, rizomático, dantesco, monumental, que o CH3 preparou este sensacional, brilhante, revolucionário, prosopopéico, chauvinista Guia, com tudo o que você precisa saber para não perder um só detalhe do 2º maior torneio de seleções organizado pela Fifa.

AS SELEÇÕES

BRASIL
Os anfitriões entram em campo pressionados. A seleção comandada por Luis Felipe Scolari participará do torneio com a obrigação de conquistar o título, jogando um bom futebol e massacrando impiedosamente seus adversários. A grande dúvida é se Neymar conseguirá marcar quatro gols épicos por partida, ou se ele vai preferir seguir em busca do recorde mundial de simulações de falta.
Destaque: Flávio Murtosa tentará a conquista do único torneio que lhe falta na carreira. E olha que ele nunca chutou uma bola, deu uma entrevista, ou orientou o posicionamento da equipe.

JAPÃO
Até agora, os japoneses são a única seleção classificada para a Copa do Mundo por meio das eliminatórias. Tudo bem que seus adversários eram Austrália, Jordânia, Iraque e Omã, mas não deixa de ser um mérito. O Japão vive um momento histórico, pela primeira vez tem jogadores se destacando no futebol internacional. Fruto de um projeto de longo prazo, que prevê a conquista da Copa do Mundo até 2050.
Destaque: Shinji Kagawa, considerado por muitos como o maior jogador japonês de todos os tempos, o cacofônico meia do Manchester United vai complicar muito narrador.

MÉXICO
Tradicional asa negra da seleção brasileira, os mexicanos deverão vencer o Brasil e complicar a situação da equipe nacional na fase de classificação. Fora isso, não dá pra acreditar muito na equipe, que faz claudicante campanha nas eliminatórias da Concacaf.
Destaque: Javier Hernandez, atacante do Manchester United apelidado carinhosamente de Chicharito, ou, ervilhinha, em uma tradução livre.

ITÁLIA
Ah, Itália. Cannavaro, Totti, Zambrotta… Pois é, a equipe que encantou Fernando Vanucci em 2006 não existe mais. Os italianos chegam ao Brasil com uma seleção parcialmente renovada, que ainda conta com a presença dos eternos Pirlo e Buffon. Um time de tradição, mas que tenderá a não dar a menor bola para este torneio.
Destaque: Mario Balotelli, polêmico atacante do Milan que revela alguns traços de psicopatia. Será um problema se a tropa de choque da PM tentar pará-lo.

ESPANHA
Atuais campeões mundiais, bicampeões europeus, lideres do ranking da Fifa há 50 meses, um time com a base do Barcelona multicampeão nos últimos anos… A lógica apontaria a Espanha como óbvia favorita a conquista do torneio. Mas, todos nós sabemos que a Copa das Confederações atende mais pela lógica da pelada e não dá pra saber o que vai acontecer. Ah, não estranhe que alguns chamem a Espanha de amarelona, caso eles percam o torneio.
Destaque: Fernando Torres, que pode conquistar mais um título, mesmo sendo o centroavante com pior custo benefício da história do futebol mundial.

URUGUAI
Os uruguaios são especialistas em arrasar festas brasileiras e, como eles correm sérios riscos de não se classificarem para a Copa do ano que vem, esta pode ser a última oportunidade de sua história de conseguir um segundo Maracanazzo. Não duvidem disso, o destino adora rir das nossas caras.
Destaque: Luis Suárez, espécie de Edmundo uruguaio. Faz gols na mesma medida em que se envolve em polêmicas racistas e morde o braço de adversários.

TAITI
Curiosamente, a grande zebra da Copa das Confederações, não é nem sequer um país. O Taiti é uma ilha que faz parte da Polinésia Francesa, protetorado francês no oceano pacífico. Os taitianos fariam jogo duro com a equipe de voluntários da competição e chegam ao Brasil com um objetivo audacioso: marcar pelo menos um gol.
Destaque: As belas praias da região.

NIGÉRIA
Kanu, ele é perigoso, se aposentou recentemente, mas a Nigéria continua sendo uma equipe perigosa, recheada de clichês sobre o futebol africano. Força física, desorganização tática, habilidade inconsequente e etc. As vésperas da competição, os jogadores se envolveram em uma polêmica, quando não quiseram viajar para o Brasil por conta de discussões sobre a premiação.
Destaque: Se eles chegarem ao Brasil, preste atenção no bom goleiro Enyeama.

OS ESTÁDIOS
Mané Garrincha - Brasília: Demolido e reconstruído do zero, trata-se de um projeto moderno que atende todos os requisitos da Fifa para segurança e conforto do torcedor.
Castelão – Fortaleza: Passou por ampla reforma, ganhando cobertura e cadeiras com encosto. O gramado foi rebaixado para atender o padrão Fifa de visibilidade.
Arena Pernambuco - Recife: Construído do zero, trata-se de um projeto moderno que atende todos os requisitos da Fifa para segurança e conforto do torcedor.
Mineirão – Belo Horizonte: Passou por ampla reforma, ganhando cobertura e cadeiras com encosto. O gramado foi rebaixado para atender o padrão Fifa de visibilidade.
Fonte Nova – Salvador: Demolido e reconstruído do zero, trata-se de um projeto moderno que atende todos os requisitos da Fifa para segurança e conforto do torcedor.
Maracanã - Rio de Janeiro: Passou por ampla reforma, ganhando cobertura e cadeiras com encosto. O gramado foi rebaixado para atender o padrão Fifa de visibilidade.
O novo Castelão

E a caxirola?
Enfia no cu.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

12 de Junho: o mal-estar da civilização

Se você fazer um ranking para escolher o melhor dia do ano para sair de casa, o dia 12 de junho ocuparia a 365ª posição, ou 366ª se o ano for bissexto. É melhor sair de casa no Natal, no Ano Novo, na Páscoa, Carnaval, Finados, segunda-feira ou 29 de fevereiro. Qualquer dia do ano supera o Dia dos Namorados.

Fogão de seis bocas é coisa do
passado. A moda agora é fogão
de oito bocas com dois fornos
Todos os estabelecimentos comerciais querem lucrar com o esse dia. Mesmo as lojas de eletrodomésticos e as funerárias fazem promoções especiais para os apaixonados. Não basta dar uma lembrança, é preciso dar O Presente inesquecível. Um problema em uma sociedade recheada de pessoas imaturas em relacionamentos instáveis, dispostos a presentear seu parceiro com um carro zero no terceiro mês de namoro.

Esta data não está restrita apenas aos namorados. Os amantes, ficantes, pretendentes, aqueles que, como dizem as celebridades, estão apenas se conhecendo, os noivos. Todos tem que se presentear. Mesmo aqueles que já estão casados há 45 anos e aparecem em matérias do Jornal Hoje dizendo a batida frase “eternos namorados”. E todos eles saem para um jantar especial.

Em qualquer outro dia do ano você consegue sair de casa e ir comer em algum lugar, exceção feita aos moradores de São Paulo. Pode não ser o melhor lugar da cidade, o seu lugar preferido, mas, você consegue sair, estacionar seu carro, se sentar em uma mesa, ter acesso a um cardápio, fazer seu pedido, comer, pagar a conta e voltar para casa. Você pode escolher fazer isso sozinho, em companhia de outra pessoa, de várias pessoas ou com a Torcida Uniformizada do Flamengo. No dia 12 de junho, não.

Melhor ser órfão no dia das mães e
rena no Natal, do que ser solteiro no
Dia dos  Namorados.
Sair com sua alma gêmea (dois amantes, dois irmãos) nesta noite é uma epopeia. Você rodará pela cidade congestionada de carros ocupados por casais em busca de um lugar vago. De antemão, você desconsiderará alguns estabelecimentos, porque eles estarão obviamente lotados, ou são ridiculamente caros. Seu foco estará em rotas alternativas, mas nem por isso fáceis.

Passe em frente daquela pizzaria que você já foi umas três vezes e recebeu tratamento exclusivo do garçom. Ela está lotada de mulheres de vestido e homens de camisa social. Passe em frente do outro bar que só costuma a ter meia dúzia de intelectuais boêmios e ela também estará lotada de casais, nem sempre intelectuais, nem sempre boêmios.

Você finalmente vê que um restaurante está com uma mesa vaga. Mas é impossível estacionar o carro e chegar até lá. O outro restaurante trabalha com uma lista de espera e horas marcadas. Você já está quase desistindo, pensando em passar no supermercado e levar uma pizza Sadia para assar em casa. Mas o supermercado também estará lotado de casais que tiveram essa mesma ideia. Até que, por um milagre, você encontra um local.

Ocorre então o constrangedor momento do encontro de casais. É aquela hora em que você desce do carro e encontra outro casal, também descendo do carro, ou quando os dois casais se encontram na porta do restaurante. Todos pateticamente produzidos, batalhando por um lugar na mesa, com aquela cara de constrangimento, cumprindo o ritual.

Pior ainda é quando você encontra o já citado casal juntos há 45 anos. A vontade é de falar “meus amigos, vocês já construíram uma família, já tem uma casa, fiquem nela. Comprem uma pizza Sadia e uma garrafa de vinho. E, por favor, não me venham com essa história de eternamente namorados”.

Ainda existem os casais que partem para uma prorrogação da noite em um Motel Chamego da vida. Uma verdadeira aventura marcada por filas e constrangedoras congestionamentos na porta. Sempre existe a possibilidade de você encontrar o pai dela no carro da frente, ou ser assaltado e ficar sem graça para dizer o local do acontecimento no B.O.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Queóps Financeiro

Certa vez, durante uma visita ao Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, tive acesso a uma informação essencial para minha vida. Uma tela animada informava que a palavra trabalho tinha origem no latim tripalium, um instrumento de tortura medieval formado por três paus. O tripalium era ótimo para promover espancamentos didáticos e para esticar a vítima, causando a desarticulação dos seus membros superiores e inferiores. Um instrumento moderno, uma verdadeira máquina de matar.

Bem, mais do que aprender sobre a evolução da tortura, aprendi que o trabalho é considerado uma desgraça desde a antiguidade. Não importa se você acorda às 4h da manhã para passar três horas dentro de um ônibus e passa o dia inteiro limpando privadas com um breve intervalo de 15 minutos para comer uma marmita fria. Se no fim do dia você cai desacordado na cama ou se seu trabalho se resume a pintar quadros de natureza morta na sala de casa. Não importa, se você tivesse a opção, você não trabalharia.

Trabalho não é prazer e se você se diverte trabalhado, você não tem realmente um emprego. Esta torturante informação deveria ser amplamente divulgada na Grande Imprensa. O jornal de hoje deveria informar isso, ao invés de incentivar as pessoas a procurarem uma atividade prazerosa. Isso acabaria com a ilusão e com o sofrimento pelo qual as pessoas passam em busca da felicidade na função que desempenham. É mais justo informar às pessoas que o sofrimento é inerente ao trabalho, mas que você precisa disso para sobreviver.

Essa informação também ajudaria a acabar com os esquemas de pirâmides financeiras.

O esquema da pirâmide é simples. Você paga um valor para uma pessoa e depois recebe esse mesmo valor de outras cinco pessoas. Essas 25 pessoas também receberão dinheiro de outras cinco pessoas. Em 14 passos, precisaríamos promover expedições interplanetárias para que o esquema continuasse viável.

Para que o golpe não se pareça óbvio, você tem que prestar algum serviço irrisório, que pode ser vender barras de cereal ou fazer publicidade. Ah, a publicidade. Como é um trabalho difícil de ser quantificado, ela é ideal para praticar os mais diversos atos ilícitos.

Na era da internet, os esquemas de pirâmide financeira são acompanhados pela promessa de liberdade, dinheiro fácil. Fique em casa colando anúncios no Facebook e ganhe dinheiro facilmente. Voltamos a dizer, trabalho não é fácil, é uma tortura. Você só ganha dinheiro facilmente através de atividades ilícitas.

Os participantes da pirâmide acabam formando guerrilhas, verdadeiras tropas de choque virtuais. Qualquer notícia denunciando que o esquema é uma fraude recebe uma enxurrada de comentários afirmando que isso é mentira, que se trata de um negócio sério. Os discípulos de Gizé enchem as redes sociais falando como eles são felizes e como ganham dinheiro fácil, otários. Mas, isso faz parte do negócio, afinal, eles só continuarão a receber dinheiro se mais pessoas entrarem no negócio, investindo o dinheiro deles que irá para o seu bolso, otários.

Enfim, se desde cedo todos nós fossemos ensinados que o trabalho é uma tortura, nada disso aconteceria. Ninguém alimentaria ilusões por um emprego legal com boa remuneração. O mundo seria um lugar melhor para se viver.

Voa!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Nome de Motel

Uma das partes mais difíceis da vida de um empreendedor é escolher um nome para sua empresa. Você precisa escolher um bom nome, que seja chamativo, que passe credibilidade e que não afaste os clientes. Uma tarefa muito mais fácil quando você está em um grande negócio, com uma grande equipe de pensadores movidos por dinheiro. No entanto, dar um nome ao seu pequeno negócio não é fácil. Principalmente se for para apelidar o seu micropênis.

Imagina se fosse "Pau Duro"?
Você iria numa padaria chamada “O Pão Duro”? O dono até quis resaltar que aquele era um estabelecimento econômico, mas colocou em dúvida a qualidade do produto. Perto do local em que eu trabalho, existe um restaurante chamado Karícia. Um péssimo nome. Você imagina que pode ser abusado sexualmente enquanto está se servindo de feijão. Karícia seria um nome muito melhor para um motel.

Certa vez, um conhecido meu disse “motel é um negócio que dá dinheiro no interior”. Questionado sobre os motivos dessa afirmação, ele não se esquivou: “em qualquer lugar tem gente querendo trepar. Só precisa de um colchão e um espelho no teto”. De fato, nós temos muitos motéis espalhados no território nacional. Inclusive, certa vez Cuiabá foi considerada a capital nacional dos motéis.

Motéis talvez não sejam exatamente um micronegócio, pelo menos não alguns, mas não é fácil nomeá-los. Os donos costumam a se inspirar em cidades ou estados norte-americanos para batizar seus estabelecimentos. Montana, Las Vegas, Hollywood, Los Angeles, Nevada, Dallas, Massachusetts. Só não pode Chicago e Boston, porque passam uma sensação escatológica. Assim como Washington, porque ninguém vai confiar no Motel do Washington, por mais que o dono se chame Assis.

Nomes de paisagens bucólicas, que lembram rios, vegetações, também são frequentes. Savana, Canyon, Bariloche, Alpino. Talvez eles queiram passar uma imagem de conforto, mesma tentativa dos fabricantes de chocolate. Por razões óbvias, evite o nome Caatinga, ou Mata Atlântica, para evitar comparações com a Cláudia Ohana.

Outra escolha fica com casais famosos da história, como Sansão e Dalila. Aqui em Cuiabá existe um chamado Bonnie & Clyde, lembrança do ilustre casal contraventor norte-americano, eternizado no filme de Warren Beaty, que no Brasil ganhou a duvidosa tradução de “Uma Rajada de Balas”. O motel ficou famoso graças ao seu popular jingle que tinha o verso “Bonnie & Clyde somos eu e você”. Eu não me sentiria confortável em estar no papel de um casal que acaba metralhado. Cravejado de balas em um motel, triste fim.

Também temos os nomes que sugerem exclusividade e tratamento diferenciado, como: Vip, Premium, Classe A, Extra Gold. Também vale para as cervejas.

Mas, o fato é que é no interior que as coisas ficam mais interessantes. Na beira da estrada já vi motéis com os curiosos nomes de Chamego, C K Sabe (o infeliz confundiu o Q e o K, imagino eu) e Pelourinho. Este blog espera iniciar em breve uma série nas redes sociais, retratando este curioso mundo dos nomes de motéis. É um compromisso público que assumimos aqui. Não nos deixem sós!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tipos da academia

Certo que este blog já fez até mesmo um podcast sobre o tema "Academias de Ginástica". Mas, creio que esse tenha sido nosso pior podcast e que ainda ficou muita coisa para ser explorada depois disso. Abaixo, alguns dos tipos clássicos que frequentes este ambiente de exercício físico.

O cataratas do Iguaçu

Um dos tipos mais difíceis de se conviver dentro de uma academia. O Cataratas é aquele cidadão que sua como um porco, sua em bicas, sua pra caralho. Sim, a sudorese é um problema que pode atacar qualquer tipo de pessoa. Mas é preciso ter bom senso. Os cataratas gotejam pelo chão, espalhando um rastro de suor pela academia e não levam sequer uma toalha para enxugar os aparelhos. Os outros usuários da academia acabam surpreendidos por encostar numa espuma encharcada de suor.

O segunda-feira chegou

Aquele, ou aquela, para quem a segunda-feira finalmente chegou. Segunda-feira, todos sabem, é o dia mundial de começar a praticar atividade física. Ele levanta mais cedo, separa um tênis novo, coloca uma roupa de exercício e comparece com toda a disposição do mundo na academia. Fica horas caminhando na esteira, sofre em vários aparelhos e nunca mais volta a academia.

O rouba peso

Você está lá, procurando uma anilha de 10 quilos para fazer um exercício besta, mas não encontra. Porque? Porque um cidadão parou a academia, fazendo com que todos vejam ele mandando um supino com 223 quilos. E ele faz uma série, conversa com as pessoas, alonga, bebe água, faz outra série. Você acaba indo embora antes que ele termine o seu supino sagrado.

O folgado

Cidadão que não se contenta em fazer apenas um exercício. Ele faz vários exercícios ao mesmo tempo, e vai te deixando sem possibilidades de fazer nada. Ele também ignora qualquer aviso de guardar os pesos e equipamentos de volta nos lugares. No fundo, ele acha que está dentro de casa.

O intelectual de esquerda

Sujeito letrado que está sempre contra a mídia burguesa e decorou o Capital de Marx... opa, estamos falando de outra academia.

O proteico

Um dia ele chega em você e pergunta se você não quer tomar um suplemento. Fala que não tem problema não, todo mundo toma. Suas conversas se baseiam em aminoácidos, sibutraminas, whey, quatro tipos de creatina e albumina. Anda pela academia com sua garrafa squeeze que contém um pó misterioso. Imagino que, em casa, ele coma quatro ovos cozidos logo pela manhã.

O Blasé

Vai a academia com seu iPod tocando bandas alternativas, para não escutar as músicas de novela que toca na academia. Levanta o peso com desdém e demonstra desprezo pela situação, deixando claro que só está ali por recomendações médicas.

Vovô Geração Saúde

Simpático senhor da melhor idade que malha com muita disposição, mostrando que os avanços da medicina associados a prática da atividade física são capazes de elevar a qualidade de vida dos octogenários.

O Metrossexual

Cara musculoso, que malha em frente ao espelho, deixando claro que ele se comeria se fosse possível. Alisa os seus músculos, compara seu corpo com fotos de atletas malhados e, disfarçadamente, tenta introduzir uma barra no ânus.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Relógio Calculadora

Estamos vivenciando uma era em que o telefone celular ocupa um enorme espaço em nossas vidas. Se antes ele era apenas um dispositivo para facilitar a comunicação entre as pessoas, hoje ele é multifuncional. Nossos celulares nos acordam, tiram fotos e mantém nossa agenda. Por meio deles atualizamos nossas redes sociais, mandamos e-mails, escutamos músicas e conferimos os resultados da rodada.

A chegada dos smartphones ampliou sua presença em nossas vidas. Baixamos aplicativos que descobrem a música ambiente, contam onde está a Blitz da Lei Seca, fazem café, pregam peças nos amigos e ainda divertem nossos filhos enquanto lavamos a louça.

Se hoje os celulares ocupam essa função central em nossas vidas, este espaço já foi dos relógios. Utensílios que perderam um enorme espaço, inclusive porque os celulares também mostram as horas. Antigamente nós tínhamos uma série de relógios enormes, com muitas funções, que te transformavam no cara mais legal do recreio do colégio.

Relógio Calculadora: Começamos com um clássico. Como já deu para perceber no nome, este era um relógio que tinha uma calculadora embutida. Sua função era calcular, por mais desconfortável que fosse fazer qualquer cálculo em seus botões minúsculos. Sobreviventes desta época contam que jamais viram ninguém utilizar funcionalmente estes relógios. Seu principal objetivo era impressionar as pessoas e causar discórdia durante a aplicação de uma prova de matemática. Seu uso em vestibulares foi proibido pelo protocolo de Kyoto.

Relógio Controle Remoto: Outro clássico. Fontes pouco confiáveis garantem que ele só era fabricado no Paraguai, porque quem tinha um sempre dizia “minha tia comprou no Paraguai”. O relógio possuía botões que funcionavam como um controle remoto universal, capaz de comandar qualquer televisão do mundo. Pouco utilizável quando se estava na escola, no carro, no ônibus, no supermercado, no meio da rua, no cinema, enfim, mesmo em casa, quando era bem mais fácil usar o controle original da TV. No fundo, ele servia mesmo era para mudar o canal escondido, bem na hora da cobrança dos pênaltis.

Relógio com Agenda: Este não era um modelo específico, mas vários relógios vinham com uma agenda eletrônica para até, não sei, uns 30 contatos. Sua existência me faz acreditar que os fabricantes de relógios da época trabalhavam com o conceito de que você só precisava ter um para sobreviver. Você até poderia gravar o nome dos contatos no seu relógio, mas era um trabalho desgraçado, porque você tinha que ir letra por letra. Podia ser fácil inserir um Abel (20 toques), mas era extremamente complicado colocar Yuri (73 toques).



Relógio com Horário Mundial: Aparecia um mapa mundi na tela e então você começava a passar pelos horários em várias cidades do mundo. Londres, Paris, Moscow, Dubai, Pequim, Tóquio, Adelaide, Wellington, Lima, Nova York, Rio de Janeiro. Visualmente era bonito, mas, não tinha nenhuma função prática, a não ser que você seja um multimilionário que dorme cada noite em um hotel diferente de uma cidade diferente em um continente diferente. Mas, hoje em dias os celulares já atualizam a hora automaticamente.

Bem, fiquei tentado a colocar o relógio da coca cola aqui. Mas ele não servia nem para ver as horas direito.