sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O que eu vou levar da faculdade?

Série nostálgica e cheia de piadas internas, sobre fatos curiosos e marcantes da faculdade.

Walter Avancini: Aconteceu quando eu estava no segundo semestre. Estava conversando com mais umas oito pessoas no banco do saguão do IL. Foi então que um senhor de uns 50 anos apareceu. Ele perguntou “posso me sentar aqui? Porque eu não poderia?”. Ele então contou que já foi jovem, do seu filho que morreu e de um curioso fato acontecido na serra de Teresópolis. Durante a gravação de uma mini-série, que tinha Vera Fischer, Walter Avancini “conhecem Walter Avancini?” chegou para ele, que estava no meio de vários figurantes e disse “você”. Ficou nessa história por vários minutos, até que um grupo de pessoas resolveu ir embora. Outras pessoas não tiveram essa sorte e continuaram escutando a biografia de Walter Avancini. Ninguém sabe o fim dessa história. Mas, por vários dias nós vimos esse cidadão passando pelo bloco.

Panfletos: Nos murais do IL já foram expostos uma série de cartazes inesquecíveis. Como “Hercolumbos, o planeta que vai destruir a terra”. Cursos da Sahaja Yoga. Gnosis. Altos de Souza. Além de cursos bizarros. A equipe do CH3 colecionou alguns desses cartazes.

Zequias e a rampa: O IL tem três pisos. E algumas aulas aconteciam nos andares superiores. Assim como a Xerox ficava na parte de cima e para chegar lá era preciso subir uma série de rampas. Não para o Zequias. Ele não subia a rampa. Ele escalava o vão entre as rampas para subir. E depois para descer.

Revolução: Tínhamos um professor que nos parecia um pouco violento. Certo dia, cansados da pressão psicológica, a revolução começou. Consistiu em todo mundo sair da sala, fazer um abaixo assinado e tirar fotos mostrando o dedo. Depois, eu, Tackleberry e Zequias fomos acompanhar os bastidores. Temíamos que o professor promovesse um massacre no departamento. Quando ele saiu de lá, todos tiveram que se esconder no banheiro. Sim, com medo.

Horário: No primeiro semestre, todo mundo chega cedo antes das 7:30. A cada semestre esse horário ia se adiantando uns 10 minutos. De tal forma que no último semestre a sala só se completava lá por 8:30.

Professores faltosos: Para isso contribuiu o terceiro semestre. Um professor às vezes perdia o ônibus, outra dava aula para duas salas ao mesmo tempo. E conseguia não estar em nenhuma delas. Além de professores que foram embora. E do sábado, data em que historicamente ninguém aparecia com a chave para abrir o bloco.

Universo: Era o nome de um cara que parecia o Seu Jorge e por vezes aparecia no saguão. Às vezes ele lia uma super-interessante. E em outros dias ele conversava com alguém. Depois de um longo papo cabeça com uma garota ele fez uma pergunta sensacional “você quer praticar a sensibilidade comigo?”.

Trote: Nossa turma tomou um trote normal, até. Mas para aplicar o trote foi um fracasso. Tivemos idéias sensacionais, mas não tivemos a maldade suficiente para por essas idéias em prática. Acabamos brincando sozinhos de torta na cara.

E é a hora da sua participação. Conte sua história inesquecível sobre a faculdade, que nós postaremos aqui, no CH3, no volume 2 dessa série.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O carnaval do CH3

Você provavelmente deve estar se perguntando o que nós do CH3 fizemos no carnaval, certo?
Não? Eu sabia. Afinal, quem que ia se perguntar uma coisa dessas?
Mas como esse blog é nosso, vamos falar mesmo assim.

O CH3 havia preparado uma grande surpresa. Há meses planejamos colocar a escola de samba Unidos do CH3 na avenida e fazer um desfile de inauguração colossal. Já tínhamos os carros alegóricos, as fantasias, os músicos, o samba-enredo, tudo. Já estávamos para entrar no incrível desfile das escolas de samba do carnaval do Porto. Infelizmente, na última hora, deu merda.

Estava já tudo pronto. Hanz era o responsável pelas fantasias. Acontece que só fomos ver o resultado pouco tempo antes do desfile. E as fantasias eram absurdamente constrangedoras. O único material usado foi o látex, e ficava colada no corpo e apertando os fundilhos. Era a coisa mais sado-masoquista que você pode imaginar. Aí começou a discussão, porque além dos dançarinos profissionais, os membros também iam usar.

Jorginho de Ogum previu uma tempestade na hora do desfile, o que felizmente não aconteceu. Na verdade, às vezes acho que Jorginho chuta a maioria das previsões. Lembro que ele foi no Gugu prever o resultado da Copa do Mundo de 1998, junto com a Mãe Diná e aquele vidente que parece a Hebe, Walter Mercado. Todos tinham dito que o Brasil seria penta ali naquele ano. Enfim, voltando. Jorginho ficou frustrado por ter errado a previsão do tempo, emburrou e voltou pra casa. "Continuem seguindo sem minha pessoa que sou eu", declarou. E de fato era o que faríamos.

Mas aí chegou o Cão Leproso e disse que esqueceu a cuíca. Não acreditamos que isso tinha acontecido. Ele ia liderar o desfile e ia fazer um solo de cuíca. Grande parte da alegria do desfile estava em suas mãos e ele havia deixado escapar. Marcão, o pedreiro, havia escrito o samba-enredo todo inspirado na cuíca. Era algo assim "Ô-lalá, ô-lelê, cê-agá, cê-agá no desfile, é alegria procê".

Nem precisa falar que Alfredo Chagas foi um dos principais motivos para acabar com o ânimo dos nossos foliões. Começou a jogar os dançarinos contra a equipe (que ele mesmo fazia parte), dizendo que era nossa culpa porque estávamos nos vendendo para o contra-sistema. Muitos debandaram na hora. Alguns atiraram objetos. Guilerme perdeu a paciência e saiu na porrada com Chagas. Foi difícil separar os dois.

Com tantos golpes no moral da escola, não tivemos outra opção a não ser abandonar o desfile pouco antes de entrarmos na avenida. De certa forma foi um alívio, pois foi quando o tumulto começou e vimos voar sangue pra todo lado. Facadas, tiros, porrada, muita gente não escapou da folia no Porto.
Decidimos vender o carro alegórico como sucata e até ganhamos um bom dinheiro. Mas Tackleberry fugiu com tudo para Tangará, onde aproveitou um bom descanso na cachoeira Salto das Nuvens.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Os assuntos da moda

*Ou “A...” não, não vou falar o verdadeiro assunto desse post. Prefiro manter a tensão.

Entre em qualquer um desses grandes sites da internet brasileira. Hoje dia 23/02/09 todas as notícias são sobre o desfile do Rio de Janeiro, as fotos das musas da noite, quem pegou quem no carnaval de Salvador e todas aquelas fotos dos shows da Ivete, Chiclete, Claudette e Mercurette nos circuitos de Salvador.

Também há um espaço para a entrega do Oscar de ontem. A biografia dos ganhadores, a história do filme indiano que ganhou, além é claro dos piores vestidos da noite. O Big Brother, quem diria, ficou em menor destaque. Você nem pode saber que a idosa do programa acordou de noite para ir ao banheiro e etc.

Pois bem, em uma estratégia de suicídio comercial, o CH3 resolveu que não ira se aprofundar em nenhum desses assuntos. Bem, é uma estratégia arriscada, mas até que segura. Sabemos que não vamos perder dinheiro nenhum e que também não iremos perder visitas. O que algumas pessoas chamam de loucura, nós chamamos de credibilidade e independência. Palavras vulgarmente usadas por jornais administrados por políticos.

Então, o post de hoje não vai apontar favoritos para o carnaval e também não vai dizer que o Oscar é uma premiação que tem critérios meramente comerciais deixando de lado a arte do cinema. Porque nós não somos comunistas metidos a entendidos de cinema.

Vamos nos ater nesse post a um assunto muito pouco explorado pela grande mídia e sobre o qual você provavelmente não conhece nada. Justamente por ser um tema que você não conhece, tenho certeza que você não conhece, eu poderia escrever qualquer besteira aqui e você não teria provas para dizer que eu estava errado. Mas pela ética, eu não farei isso.

Portanto, peguem seus cadernos. O tema do post de hoje é o criação de carpas sauditas em baldes de frias águas do rio São Francisco. Para este intricado processo você precisa fazer o seguinte:

1 – Comprar carpas sauditas. Certifique-se que elas são carpas com alguém que saiba definir o que é uma carpa. Para saber se elas são ou não sauditas, veja o RG delas. Ou então aplique um quizz de assuntos gerais sobre a Arábia Saudita. 2 – Compre alguns baldes. Um para cada carpa saudita. De preferência aos de cores claras.
3 – Encha os baldes com a água do Rio São Francisco, e certifique-se que ela esteja fria. Se for o caso, faça gelo com a água do Rio São Francisco e coloque-as no balde com a água.
4 – É muito mais fácil fazer isso se você morar em algum lugar perto do Rio São Francisco. Olhe no Google Maps e compre uma casa lá.
5 – Coloque as carpas nos baldes, que claro, devem estar com água gelada, e essa água deve ser do rio São Francisco.
6 – Crie as carpas. Como se fossem seus filhos. Leve pra passear, conte historinhas antes de dormir, veja se elas tem boas notas na escola.

Pronto. Você estará cumprindo o que foi traçado, no caso a criação de carpas sauditas em baldes de frias águas do rio São Francisco. Um assunto que nunca é abordado pela grande Mídia, porque é claro, ele é insignificante.

Depois de criadas, você decide o que faz com as carpas. Assa, frita, empana, cozinha, tosta, grelha. Ou não, apenas decide deixar a sua herança para elas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Tortura escolar

Apesar do título do post, hoje não vamos falar da 6ª série. Vamos falar sobre seu passado na pré-escola e nos primeiros anos do primário.

Se você tem mais do que vinte e poucos anos, procure voltar mentalmente à essa época. Você ali, naquelas mesinhas baixas, no meio daquela molecada que não parava quieta, pintando desenhos horríveis que a professora dizia que eram bonitos. O coleguinha bagunceiro, o coleguinha chorão (ou a chorona), o coleguinha rico, o coleguinha que volta e meia comia os giz-de-cera, e claro, o coleguinha dedo-duro FDP. Você nem podia quebrar alguma coisa acidentalmente que logo vinha um e dizia: "Foi o Pedro, tia, eu vi!"

Ah, é a coisa mais linda do mundo todos aqueles projetos de gente adoráveis juntos, aproveitando os anos mais inocentes de suas vidas, certo? Errado, é óbvio. Todo professor (no caso, professora, pois nunca vi um homem tomando conta de turmas de pirralhos) sabe que crianças juntas tendem a disseminar o caos e transformar uma simples aula de desenho em um pandemônio.

E como controlar essas pequenas crias do capeta? Com tortura psicológica, é claro!
Hoje é proibido, mas tente se lembrar o que faziam na sua época para te meter medo. Nem precisavam aplicar o castigo propriamente dito, mas a mera menção dele já era suficiente para fazer um de nós borrar as calças, o que às vezes de fato acontecia.

Citaremos alguns exemplos conhecidos.

Palmatória: No tempo de seu avô, provavelmente a palmatória era um castigo dos leves. Com o passar dos anos foi proibido, ainda que adotado clandestinamente. Mas cada vez que um professor ameaçava te dar uma surra de palmatória, você já abaixava a cabeça e dizia "vou ser bonzinho".

O Livro Negro: Até hoje não se comprovou se é lenda urbana ou não. Mas outra ameaça que os professores faziam era que, se você fizesse bagunça, seria mandado à diretoria e assinaria um livro de capa preta, o temível Livro Negro. Se você assinasse esse livro três vezes, seria expulso da escola. Alguns diziam que se você assinasse três vezes, poderia até morrer. Alguns bagunceiros juram que o Livro Negro existia e chegaram a assinar nele. Mas ainda assim há suspeitas.

A porta trancada: Provavelmente na sua escola tinha uma porta que vivia trancada e nunca se abria. Provavelmente os professores e diretores diziam que alunos mal-comportados iriam ser trancados lá como castigo, na escuridão total. No meu caso era ainda mais assustador, pois eles diziam que o quarto era cheio de espinhos de ferro enormes que saíam das paredes e você não podia se mexer, senão era espetado. Aumentavam ainda mais o terror dizendo que havia esqueletos de crianças arteiras lá dentro.

Ajoelhar no milho: Clássica. Crianças bagunceiras ficavam de joelhos sobre grãos de milho espalhados pelo chão. Dizem que surgiu uma variação, em que crianças eram forçadas a sentar na espiga, mas ninguém nunca comprovou.

Lendas urbanas: Como na época éramos inocentes, acreditávamos em todo tipo de lenda urbana. Os nossos educadores se aproveitavam disso e usavam-nas para semear o medo. Daí os casos variam. Na minha escola por exemplo, tinha uma vizinha que era meio mal humorada, pois sempre deixávamos a bola cair no quintal dela, e ela sempre devolvia com cara de brava. Quando devolvia. A diretora então dizia que ela era uma bruxa e que se fizéssemos baderna, ela iria nos entregar a ela para ela cozinhar a gente no caldeirão e fazer farinha com nossos ossos. Claro que esse tipo de tortura não daria certo nos dias de hoje, pois não existem mais crianças inocentes.

Enfim, "tortura infantil" devia ser uma matéria na grade dos cursos de Pedagogia nas universidades antigamente. Torçamos para que o MEC tenha removido, pois não se esqueçam que um dia teremos filhos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Carnaval 2009

O carnaval. A festa preferida dos brasileiros, que tiram esse dia para ficar pulando e etc. Como já é de praxe (se não era, a partir de agora é) o CH3 traz aqui algumas dicas para você decidir o que fazer no seu carnaval.

Micarecristo: Micarecristo é a micareta cristã. Em suma um carnaval em que as letras não fazem referências a sexo, e ninguém pode pegar ninguém. Ou seja, é como jogar futebol sem bola.

Show de rock: Nessa época sempre existem alguns shows de rock de bandas alternativas. Como sempre, uma boa oportunidade para você pegar sua camisa listrada e ir lá se exibir por ser um cara alternativo e não gostar dessas merdas de axé que a grande mídia empurra para o povão.

Bahia: Você pode acompanhar o carnaval da Bahia pela TV. O que, basicamente assim, você liga a TV em qualquer hora do dia em qualquer dia da semana e a Ivete Sangalo está no trio elétrico. Talvez o Chiclete. Com muitas pessoas pulando em baixo usando abadas feios. Se eles colocassem um VT de um dia durante os outros, aposto que ninguém ia perceber a diferença. Mas para os entendidos, são vários blocos em vários pontos diferentes de Salvador.

Ivete Sangalo: Você irá ver a Ivete durante vários dias. Basicamente as músicas delas são sempre assim: Ela começa cantando devagar, ai entra a banda, ela grita “tira o pé do chão galera” e a música fica animada. Ela é capaz de fazer isso com qualquer música, até Vento no Litoral do Legião Urbana. Quiçá Tears in Heaven do Eric Clapton.

Pausa para sugestão de comentário de uma fã de Ivete Sangalo: Quem você pensa que é? Você sabia que a Ivete é quem mais vende ingressos no Brasil? Que o DVD dela no Maracanã foi o mais vendido do mundo? Que ela é linda e todo mundo gosta dela? Seu fracassado, antes de criticar tente superá-la.

Desfiles: Você pode acompanhar os desfiles das escolas de Samba do Rio de Janeiro. É aquela coisa. Tal escola vai homenagear um estado qualquer porque o governador desse estado financiou o desfile dela. A Portela fará seu melhor desfile desde 1978 e terminará na sétima posição. A Mangueira irá levantar a platéia e não vai ganhar. A Leci Brandão irá falar “que belo desfile da Mocidade, a comunidade Padre Miguel merece esse show, porque eles se empenharam”. Todo mundo falará das comunidades e haverá uma polêmica sobre a genitália de alguém.

Beija-flor (que trouxe o meu amor e foi, foi embora): No final a Beija-Flor ganhará no Rio de Janeiro. O desfile dela será chato com um tema como “bumbonaiê do sorobaiá quero ver a Alegria do povo do Pará: uma aventura no mundo selvagem dos Índios da Ilha de Marajó”. Você pode ver também o desfile das escolas de São Paulo. Mas é ainda mais chato.

Apuração: Você pode não ver o desfile, mas ver a apuração (que é o que eu faço). Haverá aqueles jurados que dão 10 pra todo mundo, aquele que começa a dar notas como: “Salgueiro – 2.3, Imperatriz 5.1, BEIJA-FLOR 10!!!!!!”. Muitos xingamentos na mesa, na arquibancada e etc.

Pausa para sugestão de comentário de uma fã da Beija-Flor: Quem você pensa que é? Você sabia que a Beija-Flor é a atual tricampeã do carnaval carioca? Que ela tem um orçamento de 5 milhões para as alegorias? Que é a escola preferida de 36% dos cariocas? Que ela ganhou o prêmio estandarte de ouro. Vê se te enxerga pra poder criticar a Beija-Flor.

Paranatinga: Já muito falei sobre o Carnaval de Paranatinga. Tal post fez com que eu fosse proibido de voltar a pisar meus pés naquele sagrado solo.

Natureza: Você também pode escolher ficar em meio a natureza. Ir pra Chapada, pro Pantanal, ou pra qualquer lugar aí com árvores que seja perto da sua casa. Desde que não seja um terreno baldio.

Nada: É claro que você também pode escolher a opção de não fazer nada. Dormir, ver TV, ir no shopping. Ou enfim, nada que você possa contar para os seus amigos depois.

Para terminar eu cito um dado para que vocês reflitam: Sabiam que 46,3% das estatísticas são inventadas na hora?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Ética Comportamental

Como muitos já sabem, o CH3 iniciou uma nova fase como instituição. Agora não é mais um blog de universitários, e sim escrito por profissionais formados. Se empregados ou não é outra questão, mas formados.

Os desejo de se formar de um universitário pode vir dos mais diversos motivos, como agradar os pais, ser o primeiro integrante da sua família a ter um diploma universitário, simplesmente se livrar dos estudos ou ter direito a uma cela especial na cadeia. Isso mesmo, com o mercado cada vez mais competitivo, muita gente se regozija em poder seguir a carreira de estelionatário sabendo que não vai ser a mulherzinha da cela caso vá pra cadeia. Os formados em Química por exemplo, fazem muito sucesso no narcotráfico graças ao privilégio da cela especial. Aí começa então o problema da ética no comportamento.

Falar em ética num blog alimentado por dois publicitários e um jornalista é estranho, pois há quem diga que no mundo existam menos publicitários éticos do que títulos legítimos do Corinthians (compre na Editora CH3 – Ética para publicitários por Duda Mendonça). Já os jornalistas até mantém uma boa imagem a custo de sangue e suor, mas nós sabemos o que há por trás dos bastidores. Resolvemos fazer então uma lista de atitudes antiéticas, que podem mudar sua vida caso você resolva segui-las ou evitá-las:

- Falar mal dos seus professores: Ainda mais grave se o professor for seu orientador, é realmente antiético se for em público, e principalmente se envolver o nome da pessoa. Minhas aulas de ética na faculdade por exemplo foram uma merda, um lixo, não aprendi nada e digo isso pra todo mundo, mas como não digo o nome do professor ninguém pode me impedir.

- Filmar o sexo com sua namorada e colocar na Internet: Muitos consideram um ato antiético, mas muito rentável se ela for uma celebridade. É um hábito que tem desdobramentos, como por exemplo o amigo que recebe o seu vídeo depois de prometer que não vai mostrar pra ninguém, grava em CD e começa a vender por aí.

- Usar a mão de alguém inconsciente para se masturbar: Esse tem agravantes, sendo ainda mais sério de a pessoa for do seu sexo. Fontes seguras me garantem que um caso desses aconteceu há alguns anos no interior de Mato Grosso, e o rapaz vítima da pegadinha do colega ficou eternizado com o apelido de “Mãozinha”

- Empurrar cadeirantes de ladeiras: É visto como um ato de maldade extrema, não importa o quanto seja divertido.

- Dar chá de cueca em anões: O grande problema deste ato, é que a cueca realmente chega até a cabeça do anão, por isso eles se sentem traumatizados. Pode ser complementado com o ato de colocar objetos no alto, fora do alcance dos pequeninos.

- Avisar o professor que a nota do seu colega está errada: Isso só acontece quando o professor erra nossa nota pra cima. Sempre tem uma CDF na sala e um viadinho, seres odiados que avisam que o professor errou, e são também eles que tomam a atitude antiética de lembrar o professor de passar a tarefa.

- Deixar toletes na privada: É uma sacanagem com quem vai usar o vaso depois de você, e com você mesmo. Quem faz isso nunca parou pra pensar que podem estar fazendo qualquer coisa com o seu tolete na privada. Nós sabemos o que Hanz faz com toletes alheios.

- Completar falas de gago: Eu já fui gago por umas semanas da minha vida, e sei bem como é essa experiência. Gagos odeiam que completem suas falas, piorou se a sugestão for errada. Você pode até sacanear o gago errando as palavras de propósito. Se ele dizer que estava em um restaurante italiano comendo ma... ma... maaaa... você interrompe com: Maconha! Macaco! Mamadeira! Marionete! Marinheiro! E assim vá até ele se matar.

- Pegar a mulher do seu amigo: É o popular fura olho, tema de teses de doutorado sobre o comportamento humano, novelas da globo e músicas de todos os ritmos. É uma das especialidades do cantor Latino, mestre da MPB. Abaixo você pode conferir o clipe da música “Amigo Fura Olho”, com um show de interpretação do cantor.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O encantador de cães

Um dos programas que fazem sucesso na TV paga atualmente é “O encantador de cães”. O encantador no caso é Cesar Millan, um mexicano que mora nos Estados Unidos e resolve o problema de cachorros problemáticos (na verdade ele resolve os problemas dos donos retardados). E não importa qual seja o problema do cachorro, Millan saí para passear com o cão e ele fica curado. Não se sabe se ele passeia com o cachorro por alguma rota misteriosa. Se o problema persistir (o que raramente acontece), Millan coloca uma mochila nas costas do cachorro. A tática extrema é levar o cachorro para seu centro de reabilitação aonde cerca de 50 cachorros ficam cheirando a bunda do cachorro problemático.

CH3 fala a seguir de alguns cachorros que foram encantados por Cesar.

Rex: Rex era um cão mal educado que pulava nas pessoas e avançava em outros cachorros. Millan levou Rex para passear e agora ele não pula mais nas pessoas.

Pitoco: Pitoco aterrorizava o filho de sua dona e era possuído pelo demônio. Depois que Millan o levou para passear, Pitoco virou evangélico e brinca de casinha com o menino.

Bolota: A família de Bolota resolveu que ele deveria administrar as finanças da casa. A casa foi ao caos porque o cachorro só comprava biscoito de cachorro e carne. Depois que ele passeou com César Millan, a família saiu do vermelho e Bolota ganhou o Nobel da Economia.

Lassie: Lassie se prostituía nas ruas da Califórnia. Passeou com Millan e se transformou em uma estrela dos cinemas.

Cão Leproso: Cão Leproso estava falhando no gol do CH3 Futebol Clube. Ele foi passear com Millan e desde então tem garantido o sucesso da equipe.

Jeremias: O dono de Jeremias resolveu que o cachorro deveria fazer sua lição de casa para que ele tivesse mais tempo para jogar videogame. O cachorro só comia a lição de casa do garoto. Mas, desde que Jeremias passeou com Cesar, o cachorro faz toda a lição e transformou seu dono no melhor aluno da sala. Para completar, Jeremias ainda ganha do dono no videogame.

Totó: Era um marginal. Roubava supermercados, bancos e farmácias. Queimava mendigos e maltratava sua família. Cesar Millan levou Totó para passear e não adiantou. Depois colocou uma mochila nas costas de Totó e não funcionou. Por fim, Totó foi levado para o centro de reabilitação do Encantador. Depois de 45 dias lá, Totó mudou. Passou a ajudar velhinhas a atravessar a rua, foi para missões humanitárias na Somália e passou a ser conhecido como Bono Vox.

Branquinho: Branquinho constrangia os seus donos porque ele sempre tentava manter relações sexuais com as pernas das visitas. Depois de passear com Cesar Millan, Branquinho parou de fazer isso. Em compensação agora ele passa horas trancado no banheiro.

Roberto: Ele era um cão de rua. Passeou com Millan e agora é o cachorro de Barak Obama.

Tob: Tob era um cachorro muito burro. Seus amigos o chamavam de Toba. Era tão burro que o poste é que mijava nele. Depois de passear com Cesar Millan ele se formou em Comunicação Social. Em sua formatura ele entrou com um mix de “Só as cachorras” com “Dogão é mau”.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Monografia: o confronto final.

Um dos piores momentos (senão o pior) da vida de um universitário é a monografia. E um dos piores momentos da monografia é a apresentação da monografia.
Nós membros postantes do CH3 passamos por isso durante essa semana. Relatamos aqui a nossa experiência, assim como fazem os beberrões dos Alcoólicos Anônimos. Para quem já passou ou está passando pela situação, junte-se ao grupo. Conte também suas experiências.

Gressana
Data de apresentação: 11/02/09
Nota: 9,5
Relatório:
Bem. Minha apresentação estava marcada para o segundo dia. Eu fui ver alguns trabalhos no primeiro dia para ter uma noção. Aí sim que o desespero aumentou. Medo de não conseguir falar os 20 minutos no mínimo, de gaguejar, tremer, etc. Isso tudo é aumentado no meu caso por dois problemas: 1) Sofro de ansiedade. Todos sofrem, claro, mas às vezes parece patológico. 2) Sempre que tenho que fazer algo desse tipo, me dá vontade de defecar. Claro que é psicológico, tanto que depois da apresentação, a vontade passa na hora.
Enfim, deixei pra preparar a apresentação na véspera, é claro. Todo mundo faz isso, não adianta negar. Terminei todos os slides e uma cola de 6 folhas digitadas no word com fonte arial 12, por volta da 1:00 da madrugada. Fiquei rolando na cama por um bom tempo e acordei umas duas vezes no meio da noite. A minha apresentação seria às 10:30 (que acabou sendo remarcada para as 10:00), mas combinei com minha namorada de nos encontrarmos às 9:30 no saguão. Então coloquei o despertador pra tocar 8:30. Acordei às 6:00 sozinho e comecei a estudar.
Chegando a hora, eu quase podia ouvir a marcha fúnebre tocar. Felizmente nenhum problema com a energia ou falta de data-show. Mas o nervosismo não passou, ainda mais quando vi que tinha plateia. Apresentei gaguejando um pouco e esquecendo algumas coisas. O copo d'água que deixaram sobre a mesa foi esvaziado rapidamente. Cheguei a inclusive, babar.
Depois que passa é um alívio imenso. Ainda mais quando os professores elogiam o trabalho. Imagina se você, depois de apresentar ouve "olha, seu trabalho é irrelevante". Daria vontade de chorar. Enfim, passei um pouco do tempo permitido e tirei 9,5.

Tackleberry:
Data de apresentação: 12/02/09
Nota: 9,0
Relatório:
12 de fevereiro de 2009. O dia de me livrar da faculdade de uma vez por todas começou bem complicado. Primeiro porque eu mal dormi. Na verdade comecei a preparar minha apresentação no próprio dia 12, por volta da meia noite. Alguns diriam: Meu Deus! Você é louco? Está fazendo pouco caso do seu curso?
Eu respondo não, apenas me enrolei deixando coisas do trabalho e deste querido blog para a última hora. E não tenha dúvidas de que em minhas prioridades o CH3 está na frente da minha monografia. Uma vez um velho sábio disse: Se me restar uma única página de editor de texto a ser preenchida, que seja com um texto pro CH3.
Enfim, terminei de fazer minha apresentação por volta das 3 da manhã. Uma revisada básica para ver se encontrava algum erro, e pronto, agora eu dormiria até 6 horas, um pequeno descanso para chegar cedo na UFMT e enfrentar meu desafio. Tudo sairia como o previsto se eu não tivesse desligado o despertador e continuado a dormir. Por sorte, alguns dizem pela vontade de Deus, acordei sozinho às 7 horas, com minha apresentação marcada para as 7:30. O que se seguiu a partir daí ainda é confuso em minha mente, tudo se movia em uma velocidade alucinante, mas exatamente às 7:25 eu estava no corredor do IL, mentalizando meu trio de julgadores tamborilando os dedos na mesa cheios de impaciência, como em American Idol.
Não foi o que aconteceu. Por minha sorte estamos no Brasil, onde tudo termina em uma fila de conga. O saguão estava em plena harmonia, com os professores em roupas comuns, sem capuzes de carrasco e até sorrindo. De imediato avisaram que teria data show para todas as apresentações, só não tinha chave para abrir as portas.
Após 40 minutos de espera e um pacote de Skiny sabor queijo (o último da minha vida de universitário) apresentei minha pesquisa em 22 minutos. Não precisei ameaçar a vida de ninguém e passei sem mais percalços, tirando um 9 no final. Se o dia teve um ponto alto, não tenho dúvidas em afirmar que foi o Skiny.

Guilherme:
Data de apresentação: 13/02/09
Nota: 10
Relatório:
Meu rádio estava programado para começar a tocar as 7:00 da manhã. O CD que ia tocar era o Highway 61 revisited do Bob Dylan. O disco começa com Like a Rolling Stone, praticamente um comercial da Coca-Cola. Só que eu acordei 6:40 e fiquei 20 minutos esperando a música começar a tocar. Tomei banho quente e não tive fome. Escutei praticamente o disco todo. Quando se vai apresentar uma monografia você se prepara tanto para não dar nada errado na última hora, que quando chega à última hora você já não tem nada para fazer. Saí de casa e o trânsito estava um inferno. Demorei uma meia hora até conseguir chegar na faculdade. Chegando lá fui avisado que minha apresentação começaria depois. Ao invés de começar as 9h, começou 10:20. Antes de começar fiquei rindo no corredor da morte com alguns amigos. Sim, no lugar onde depois da apresentação, você fica na tensão esperando o professor dar a sua nota, tal qual se espera o médico falar se a operação deu certo. Não gaguejei, mas esqueci uma boa parte do que eu tinha que falar. Em casa eu treinava minha fala em uns 25 minutos, lá eu falei em 18.Tirei 10 e foi tudo bem. Infelizmente acabei não tomando minha última coquinha enquanto estudante. Agora, sabe-se lá quando.

É isso aí, CHnautas. Acabou um pesadelo para nós e agora tem início outro: a vida começou pra valer.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Comovente História de Bob

Conheça agora a ascensão, apogeu e queda de uma estrela:

Setembro de 1993 – Mesmo ainda sendo um garoto, Bob já trabalha ajudando o pai no Mercado Municipal de São Paulo. Sua devoção pela família só não é maior do que o desejo de vencer na vida.

Outubro de 1993 – Bob tem sua grande chance. Um diretor global o observa de longe, entre uma fila de tantos outros transeuntes no Mercado. O homem alto, calvo e barbudo, que testemunhas dizem ser Walter Avancini, fixa nos olhos de Bob, se aproxima e diz: É você! Daí segue-se a virada na vida do garoto, contratado para estrelar um programa matinal na Rede Globo, por um salário que permitiria a tão sonhada aposentadoria de seus pais.

A partir daí a carreira de Bob vai de vento em polpa, assim como a audiência do programa. A vida que ele tanto sonhara finalmente se realiza. Dinheiro, garotas de pedigree, Bob tem affairs com as colegas mais cobiçadas dos sets de gravação. Mas o sucesso no trabalho não se reflete totalmente na vida pessoal. Os pais de Bob se separam e seus 6 irmãos vivem arrastados entre abrigos do governo. O pai, responsável pela renda do garoto gasta tudo apostando em cães de briga e o patrimônio já parecia estar condenado quando o previsto aconteceu, o programa é cancelado em 1996. Encerra-se o ciclo mais intenso na vida de Bob.

1996 – Bob já não era mais um garoto inocente, seus pais o abandonaram e agora tomava conta de seu destino. Os 3 anos de experiência na frente das câmeras deveriam algo de bom ao jovem, mas não é o que acontece. Os produtores de outros canais dizem que sua imagem estava muito vinculada à Globo. Qualquer outra atração no mesmo molde seria associada como plágio. Só não é o fim da carreira de Bob porque ele aceita fazer dois filmes pornográficos de zoofilia de baixo orçamento. Bob estrela “Minha mãe é uma cadela!” em 1997 e “Minha mãe é uma cadela! 2” em 1999.

O dinheiro juntado com a pornografia é significativo, mas ainda pouco para quem acostumou a levar um padrão tão alto de vida. Bob logo volta à miséria e passa a viver de favores, junta trocados catando bolinhas nas quadras de tênis do Alphaville. Assim se passa mais um ano, e a notícia de que um de seu irmão teria sido encontrado no centro de Campinas leva Bob à fresca cidade do interior paulista. Veja bem, disse que a cidade é fresca, não cheia de frescos.

Bob chega a Campinas com um carrinho de reciclagem e uma bolinha de tênis, sua bolinha da sorte, na bagagem. O sonho de voltar a rever alguém do seu sangue leva Bob a todos os bares e espetinhos da cidade, 3 meses de buscas sem nenhum resultado, nem sequer uma pista de seu irmão. Resignado ele decide esperar, deixando de enfrentar uma vida que só revida com duras lições. Bob vai morar numa praça da cidade.

Assim se passam 9 longos anos, e Bob de intruso passa a ser um símbolo da sua pracinha no bairro Cambuí. Adorado pela comunidade e seus amigos taxistas, o jovem leva uma vida pacata no local, fazendo a segurança durante a noite em troca de comida e cuidados com a higiene. Até um lugar para dormir Bob ganhou da população local.

Fevereiro de 2009 – A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas aplica um auto de infração contra os taxistas da praça, exigindo o despejo de Bob por risco de agressão aos transeuntes. Uma denúncia totalmente infundada, fruto do ódio de uma moradora do bairro que não pode ser identificada. Segundo diversas testemunhas ouvidas por CH3, a denúncia ocorreu porque Bob engravidou uma das moradoras da casa da mulher, e essa teria muita influência entre as autoridades locais. A perspectiva de ser afastado do seu lar e das pessoas com quem convivia há quase uma década leva Bob ao desespero, chegando a considerar o suicídio.

A permanência de Bob na praça se dá graças à comoção internacional. Entidades como o Greenpeace, o Vaticano, os Escoteiros da Albânia e a banda U2 intercedem em favor de Bob, mas mesmo assim ficar em seu lar sai muito caro. A prefeitura de Campinas exige que Bob receba um RG e seja castrado para que sua linhagem não se perpetue sobre a Terra. Bob aceita fazer a cirurgia, realizada na última segunda feira.

Bob nos tempos de TV Colosso...
...e na praça com sua bolinha da sorte.

Mas nem tudo são espinhos na vida de um cão. Após sua aparição na mídia, Bob foi reconhecido por seu irmão caçula, seu único parente ainda vivo. Ele mora em Cuiabá e é conhecido como Cão Leproso.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Profissões desgraçantes: Ex-BBB

Tudo começa a partir do momento em que você envia um vídeo para o pessoal da Globo. Nesse vídeo, sei lá o que você faz, conta sua vida, conta piadas, conta contos eróticos. O pessoal vê, te acha legal e te chama para participar do Big Brother Brasil. Você ficará confinado em uma casa durante três dias ou três meses. Irá andar com trajes de banho, participar de várias festas, beber, conversar com o Bial e participar de brigas estúpidas.

Até o momento no qual você saí da casa. E a partir desse momento você se transforma em um ex-BBB. Alguém sabe o nome de 10 participantes do programa do ano passado? Sabe o que eles fazem? Ou sabe até o que os ganhadores fazem? A minha aposta é de que se antes eram cantores, cabeleireiros, manicures, faxineiros, eles continuam a ser o mesmo. Só que cobrando um pouco mais caro pelo serviço.

O fato é que não há futuro nessa profissão. Até que não são formados muitos ex-BBBs por ano. Uns 15? Mas o fato é que na sociedade não há muito espaço para eles. A concorrência é forte. Assim que você saí da casa, você ainda consegue se manter na mídia por um tempo. Cinco meses talvez. Você será entrevistado pelo programa do Nélson Rubens e pelo Vídeo Show. Também saíra no Paparazzo. Isso caso você tenha um belo corpo, o que é caso de 90% dos participantes do programa. É raríssimo encontrar um Big Brother gordo ou anão.

E sim, se você for mulher terá boas chances de sair na Playboy. Ou até na Sexy se ninguém for muito com a sua cara. Depois disso a mulher ainda irá ser entrevistada no programa do Jô, onde ele vai mostrar algumas fotos suas.

E depois... depois vem o ostracismo. Participar de bailes de debutante... ser humilhado por um programa como o Pânico. Se você for a Sabrina Sato ainda tem a sorte de receber dinheiro para ser humilhada. Chegará o ponto em que convites de produtoras de filmes pornôs chegarão até você.

E nada mais existirá depois. Talvez uma citação sarcástica em uma revista. Se alguém te reconhecer na rua, te observará tal qual se você fosse um ornitorrinco. Olha lá a Estela! A mulher que tirava meleca do nariz no primeiro Big Brother! Ou melhor, provavelmente ninguém te reconhecerá. Mas você ainda poderá orgulhosamente dizer “sabe quem eu sou? Sou Dhomini, ganhador do Big Brother”.

Mas é claro que o fundo do poço chega quando você é convidado para, e aceita, fazer a propaganda do Guaraná Dolly.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Avatar, parte 2: BuddyFuck

Alô, CHnautas do Brasil e do mundo.
Como vocês viram no post anterior, nosso amigo Tackle mostrou a importância de se ter um avatar, não importa como seja ou pra que fins você o utilize.
Continuando no assunto, vemos que hoje um dos avatares mais populares é o BuddyPoke do orkut. Com certeza você já viu. A maioria dos seus amigos tem. E desde que Hanz, o pansexual criou um, a "pokesfera" nunca mais foi a mesma. Hanz tem aterrorizado todos seus amigos através do BuddyPoke, e um dos que mais sofreram foi o sr. M., conhecido do blog.

Enfim, o que vemos hoje é que muitas pessoas estão interagindo com outras com esse avatar. Algumas interagem com as outras mais por buddypoke do que pessoalmente. Ou então reflete no buddypoke o que aconteceu na vida real. Veja alguns casos.

Caso 1: Carlinhos e Mariana:

Carlinhos dançou com Mariana
Carlinhos pagou uma bebida para Mariana


Carlinhos beijou Mariana


Carlinhos e Mariana dormiram juntos


Carlinhos ligou para Mariana

Mariana e Carlinhos discutiram


Mariana deu um basta em Carlinhos


Carlinhos está se sentindo rejeitado


Caso 2: João Pedro e Vitor
. Eles eram amigos de longa data. Veja o que aconteceu em uma tarde de futebol com os amigos.

João Pedro buscou Vitor

Vitor e João Pedro bateram uma bola

João Pedro pagou uma bebida para Vitor

João Pedro e Vitor deram risada

João Pedro pagou uma bebida para Vitor


João Pedro pagou uma bebida para Vitor

João Pedro pagou uma bebida para Vitor

João Pedro e Vitor se beijaram

Caso 3: Marlon e Fernanda. Graças ao buddypoke, atitudes inaceitáveis estão ganhando cada vez mais praticantes.

Marlon flertou com Fernanda

Marlon chamou Fernanda para sair


Marlon buscou Fernanda em casa


Marlon e Fernanda assistiram a um filme


Marlon beijou Fernanda

Fernanda rejeitou o beijo de Marlon

Marlon deu um soco em Fernanda

Fernanda está chorando

Marlon está se sentindo malvado
É isso aí, fieis CHnautas. O buddypoke teve consequências irreversíveis para o mundo virtual e o mundo real. Daqui a pouco veremos pessoas acarinhando t-rexes por aí.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Avatar

Você sabe o que é avatar? Pois é, eu também sei e mesmo assim tive que citar e colocar a fonte do que é avatar na minha monografia. Cientificamente o Houaiss (2004) estabelece a origem do conceito avatar na crença hindu, da materialização dos deuses em forma humana ou animal.

É por isso que monografia é um saco. Todo mundo sabe o que é banana, mas se você citá-la em uma monografia uma única vez, terá que incluir uma referência e na bibliografia colocar o ano, edição, endereço, CEP, e alvará de funcionamento da editora, bem como o nome, RG, CPF, título de eleitor, certificado de reservista e tipo sanguíneo do autor. Você pode colocar também se o autor é ou não doador de órgãos, mas é opcional.

Ultimamente ter um avatar é um hábito cada vez mais comum. Nos Estados Unidos só participa do baile de formatura quem tem avatar. Pesquisas comprovam que o avatar é o terceiro objeto de desejo da humanidade, só atrás da Ferrari e do iPhone. Ao contrário dos dois primeiros, ter um avatar pode ser simples e barato. Se você for um bom desenhista é simples, desenhe o seu próprio avatar, com o problema de que ele não poderá se mexer. Já se você quiser um avatar barato entre no Orkut e faça o seu BuddyPoke, mas saiba que ele poderá sofrer quaisquer tipos de abuso. Pessoas como Hanz O Pansexual estão por todo o Orkut e por isso eu não tenho BuddyPoke. Não teria paz na minha vida sabendo que a qualquer momento um velho tarado pode apertar a minha bunda.

Outra possibilidade é fazer um avatar no SecondLife, mas lá todo mundo gosta de avacalhar, não é muito recomendável. Se você quer ter seu avatar em um ambiente mais tranqüilo e seguro, escolha o XBOX 360 ou o Nintendo Wii, são como Alphavilles de avatares, por isso não são muito baratos.

A grande questão é o que acontece com o avatar se seu dono morre, afinal os hindus acreditam que eles são representação dos Deuses. Fui atrás de livros sobre o assunto, a começar por um monastério budista onde descobri que na Índia não existe Orkut, então eles veneram as vacas como avatares. Lendo o Alcorão descobri que os avatares virtuais são odiados como símbolo do Imperialismo Norte Americano e que os islâmicos preferem fazer seus avatares de pelos pubianos, já os judeus guardam como avatar as sobras da circuncisão do Bar-Mitzvá.

Nenhuma das religiões convencionais respondeu à minha indagação, então recorri a Pai Jorginho, nosso especialista para assuntos extra-mundanos e usuário do BuddyPoke. Quando cheguei ao Carnicentas encontrei-o esparramado em sua poltrona de vime, o Cão Leproso aos seu lado fazia sua declaração do imposto de renda no site da Receita Federal. Sem mais delongas lhe informei o motivo de minha visita, e após me oferecer sua filha mais nova e eu recusar, ele me disse que o avatar prende a alma do seu dono, que seu BuddyPoke vagará entre perfis do Orkut por toda a eternidade. Ao ver minha expressão de surpresa, o sábio puxou um sorriso do canto esquerdo da boca, deu uma pitada no seu cachimbo e disse: - Pegadinha do Mallandro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A formatura como ela é

Sexta-feira, 5 horas da tarde. Um grande impasse se estabeleceu no meio da equipe CH3. Como vocês sabem, os postantes dos blog estavam se formando. E afinal, quem é que iria convidar Jorginho de Ogum e os outros? Ninguém queria convidar, afinal eles teriam que sentar-se à mesa junto com os seus familiares. Aos poucos os problemas foram resolvidos.

Primeiro, o Cão Leproso não poderia ir, afinal, ele é um cachorro. E não ajuda ser um cachorro falante nessa hora. Depois, informamos ao Hanz, o pansexual, que ele não poderia entrar vestido em látex. O que fez ele se recusar em ir. Foi então que falamos a Marcão que seria preciso apresentar a identidade na porta para entrar. Como ele não tem o tal documento, também não iria. Pai Jorginho de Ogum decidiu que não iria sozinho, uma vez que Guilerme ficaria em casa. Só tivemos, pra variar, o desprazer de encontrar Alfredo Chagas trabalhando como o cara que coloca We Are The Champions pra tocar.

As comemorações já haviam começado na terça-feira na Aula da Saudade. Um misto de vários programas de auditório. Gincanas e momentos emotivos. Destaca-se que o grupo do Gressana perdeu todas as gincanas da qual ele participou. E até a que ele ganhou, ele quebrou um bambolê. Na brincadeira da batata quente, a mesma queimou nas mãos dele, obrigando-o a usar uma fantasia constrangedora.

A colação de grau foi o de sempre. Pegamos uns canudos fictícios. E, apesar de termos lutado para que isso não acontecesse, o cerimonial conseguiu fazer com que tocasse We Are The Champions em um momento. No final pelo menos, tocou aquela música Tchake na babe dos Beatles. E a missa, foi uma missa. Algumas pessoas tiveram medo de que Guilherme, que é pagão, fizesse a igreja se partir ao meio.

Chegou então à hora da festa. Fomos vestindo nossos smokings alugados. Cabe notar que o smoking é uma roupa esquisita. A gravata borboleta é presa no pescoço em um quase sufocamento.

Por volta de 1 hora da manhã aconteceria o momento da entrada dos formandos. E realmente podemos notar que as entradas estão cada vez mais profissionais e competitivas. Claramente alguns dos formandos contrataram Carlinhos de Jesus. Além de vaias das famílias rivais. Quando certo grupo mexicano adentrou ao local, foi possível escutar gritos de “já ganhou” ao fundo. Estávamos em uma competição, e ninguém havia nos avisado disso.

Por coincidência do destino, os membros do CH3 entraram em seqüência. Fazendo com que a entrada de cada um fosse ainda mais esquecível do que a anterior. Felizmente. Então vieram mais abraços dos formandos (foram 48 momentos de abraço ao longo da semana) e o apresentador do jornal, digo locutor do cerimonial fez os seus agradecimentos (e ele me chamou de Blá em todos os dias).

Esse momento é praticamente um Big Brother, para onde você olhe, há fotógrafos, câmeras te filmando. Não há nada que você tenha feito nesse momento que não seja filmado. E tocou We Are The Champions, novamente.

Dançou-se a valsa e agora teoricamente a festa seria nossa. A banda começou a tocar e o jantar foi servido. Eis então que o cantor da banda obrigou os formandos a subir no palco. E fez todos eles rebolarem até o chão. Aliás, quase todos, porque eu fiquei parado. É a lógica de ter um trote quando se entra na faculdade e outro ainda pior quando se saí. A TV ainda me filmou mandando alguém tomar no cu.

O jantar foi servido e finalmente os pais e avós puderam ir embora. Sim, o salão estava lotado e meia hora depois do jantar estava vazio. Isso porque a comida estava péssima. A pior coisa da noite. Muitas pessoas também se sentiram frustradas pelo fato de a banda ter tocado todo o repertório possível de axé. Alguns esperavam pelo famoso momento retro, dance/gay e pop/rock. No fim, músicas de corno, para começar a incentivar as pessoas a irem embora.

Então, as cinco horas da manhã todos foram embora. Ainda não sabemos se todos conseguiram sobreviver a volta para casa.


(se quiser ver fotos, que vá ao orkut)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Voltamos em breve

Estamos de ressaca recesso.
Voltaremos à programação normal terça-feira dia 03/02.
Aguarde.