quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Há exatamente um ano eu começava a Retrospectiva 2007 dizendo que o post fora escrito à noite, mas desta vez escrevi durante a tarde. Também na retrospectiva de 2007 eu mandava os CHnautas se danarem, mas desta vez não vou fazer isso. Fiz uma promessa de que nunca mais usarei palavrões leves em minha vida.

De um modo geral em 2008 continua tudo na mesma. Todos os membros de CH3 estão vivos, já sobre os CHnautas não posso dizer o mesmo. Não sei se alguém de fato morreu, mas a CHnauta Emily não faz um comentário há um bom tempo, e não posta nada no blog dela desde março... Hanz continua depravado com sempre e Guilerme não conseguiu ganhar peso. O Cão Leproso continua o mesmo também, não perdeu nem uma parte do corpo em 2008, aliás nem em 2007. Há alguns dias encontrei aqui em casa um vídeo que me deixou emocionado, uma das últimas imagens do Cão Leproso ainda com os dois braços:



Quem também não perdeu nada em 2008 foi o São Paulo, bem perdeu a Libertadores, eliminado pelo Fluminense, mas em compensação foi campeão brasileiro mais uma vez, e de acordo com Jorginho de Ogum será em 2009 novamente. Se o ano de 2008 tem um nome, é o de Pai Jorginho de Ogum. Na previsão do dia 2 de janeiro nosso profeta disse que o Corinthians seria campeão, o que de fato aconteceu, campeão da segunda divisão. Pai Jorginho disse também Ronaldo jogaria no Flamengo de Guarulhos, e a profecia quase se realizou, ele está no Corinthians e freqüenta peladas com travestis. Pai Jorginho também acertou que Zagallo não morreria em 2008 (mas é bom deixar virar dia 1°, que ainda dá tempo) e sobre a morte de Fidel Castro. Isso mesmo, os camaradas do Alfredo Chagas que me perdoem, mas fontes confiáveis de CH3 confirmam que o líder que fez de Cuba uma potência do Comunismo já está morto faz algum tempo. É por isso que o irmão dele governa agora. As aparições de Fidel na mídia internacional são misturas de montagens e atuação de sósias. Só não dizemos que Fidel virou presunto porque em Cuba não tem presunto faz um bom tempo.

Mas o principal acerto de Pai Jorginho para 2008 foi com relação à crise da economia mundial. Seguindo seus conselhos, o pessoal do CH3 vendeu todas as ações que tinham da Vale e Petrobrás para investir no Carnicentas VIP, um empreendimento que se mostrou cada vez mais rentável, principalmente depois da interdição do Carnicentas original. A bolada que ganhamos permitiu a criação da CH3 TV e dos quadrinhos do Cão Leproso, momentos históricos para o blog, a compra de um Playstation 3 para nossa sede e até a aquisição de um Gurgel pelo Guilherme.

Quem não se protegeu contra a crise ainda está sofrendo as conseqüências. Para pagar as contas, Branca de Neve e os Sete Anões tiveram que entrar de vez para o mundo do cinema pornô, e Papai Noel só deu presentes de 1,99 este ano. Isso porque o bom velhinho pediu esmola pra comprar os presentes.

A única boa notícia da economia veio da rede Burguer king, que resolveu seguir nossos conselhos e lançar o “Flame”, perfume com cheiro de hambúrguer. Só falta emplacarmos a Porky, camisinha sabor carne de porco e a cerveja infantil Cervinha Kids.

Além da menina Isabella e da Eloá, também este ano morreu o ator Heath Leger, o que é uma pena, pois dificilmente veremos uma interpretação do Coringa no mesmo nível, e ficamos chocados com a morte de Adelir de Carli, o padre lonner homenageado aqui no CH3. 2008 foi o ano das Olimpíadas de Pequim, com brasileiros mais uma vez não ganhando quase nada e o início da terrível Lei Seca. As enchentes em Santa Catarina derrubaram os acessos do Estado em nosso blog e só parou de chover depois de um trabalho de Pai Jorginho de Ogum na região.

Em 2008 Hamilton foi o primeiro campeão negro na F1 e Obama o primeiro presidente negro eleito nos EUA. Madonna voltou ao Brasil depois de 15 anos e muita gente dormiu na rua pra comprar ingressos, tcs. No Canadá aconteceu a primeira Corrida de Queijo, um dos esportes favoritos do CH3 e fomos fazer a cobertura:

Este ano Hanz lançou sua ONG pansexual, e está fazendo do mundo um lugar pior para se viver. Michael Dick, um dos primeiros assistidos pela Pansex foi preso hoje no Oregon, EUA depois de invadir nu a casa de uma senhora de 88 anos. Dick não contava que a velhinha também era uma depravada, e agarrou suas genitálias até que a polícia aparecesse. A polícia do Oregon vem pegando pesado também com os lonners. Há alguns dias prenderam o nosso herói Kent Couch, o primeiro homem a atravessar o Estado pendurado em balões. A prisão foi por direção perigosa, Couch estava dirigindo (um carro) embriagado.

Aqui termina nossa retrospectiva 2008, listando os principais fatos do ano, ou não. Desejamos aos CHnautas um ótimo 2009 e que continuem perdendo seu precioso tempo com a gente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dicas para o ano novo

Vocês sabem, as pessoas são cheias de crendices com a passagem de segundo que transforma o ano velho em um ano novo. Ano passado nós já falamos sobre as simpatias para esse momento. Simpatias não se alteram independente das Condições de Temperatura e Pressão. Então, não adianta falar sobre elas de novo.

Mas é aquela história também. Ano novo, sempre é uma data para se comemorar, independente da cor da roupa que você vai usar. E várias pessoas sempre têm aquela dúvida “ai meu deus, onde vou passar o meu réveillon?”. Aqui, ninguém vai ter a audácia de te mandar passar o réveillon em qualquer lugar que seja, mas de qualquer maneira, vos damos algumas sugestões. Baseadas no que os membros do CH3 vão fazer.

Você pode fazer como o Gressana que vai passar a virada no campo, ao lado de galinhas canibais, pernilongos e jabutis tarados. É uma boa oportunidade de se retornar as raízes do homem primitivo. Mas não garanto que seja legal.

Outra coisa é fazer como o Cão Leproso, que baixou vários filmes pornôs na internet, e vai passar o réveillon sozinho. O Guilerme também vai passar tal momento sozinho, só que no quarto, e sem vídeos eróticos. Já o Hanz, aquele pansexual maldito, esperamos que fique sozinho também. Ou pelo menos longe de mim.

Tackleberry irá curtir todas as festas possíveis da capital cuiabana. Ele apenas torce para que os policiais também estejam festejando, e que ninguém vá fazer o teste do bafômetro com ele. Já Guilherme irá estar com sua família, mas sem fazer simpatia nenhuma.

Marcão e Pai Jorginho de Ogum vão passar a virada juntos. Eles pretendiam fazer a festa no Carnicentas. No entanto, o Carnicentas VIP foi devolvido por falta de pagamento do aluguel, e a antiga sede só será re-aberta dia 5 de janeiro. Os dois resolveram então apedrejar a loja da Americanas. O que trouxe a simpatia de Alfredo Chagas que vai dar apoio na manifestação. O CH3 rompeu suas relações com as Lojas Americanas, essa loja nefasta, pátria da propaganda enganosa.

Só desejamos a vocês todos, um feliz ano novo, e que o mesmo seja próspero, se assim vocês acharem necessário. E não percam, no dia 31, ainda temos a nossa retrospectiva.
***
Ok, você pode ter achado que esse post não é grande coisa. Mas vão reclamar do que, muitos blogs param nessa época do ano, inclusive blogs que recebem para postar. E nós que não ganhamos nada, mantemos a nossa periodicidade, mesmo durante as férias.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Grandes dúvidas que não têm explicação (2)

Porque o quadro negro é verde

A vida no colégio não é simples. Um ambiente de competições e humilhações, onde toda a maldade das crianças é exposta e estimulada continuamente. Professores carrascos, colegas chatos, amores não correspondidos, assassinatos, elefantes. Todos os colégios costumam a ter isso. Mas às vezes há exceções. No entanto, uma coisa todas as escolas tem em comum: os quadros-negros.

E aí entra um grande mistério da história da humanidade. Porque o quadro negro na verdade é verde?

Uma das explicações é de que está é apenas uma maneira de se mostrar o racismo. É um quadro, onde linhas brancas demonstram o conhecimento. Por vezes, riscos amarelos ou vermelhos. Jamais negros. Negro é apenas o lugar onde esse conhecimento é colocado. É uma maneira de se subjugar os negros.

Outra explicação é a de que o Palmeiras numa ação de marketing resolveu pintar todos os quadros negros de verde. Mesmo assim, o time só consegue ganhar títulos quando faz alguma parceria.

O fato é que vez por outra se encontram quadros negros azuis, ou até mesmo quase pretos. Mas eles não fazem sucesso diante dos clássicos quadros negros verdes. E nenhuma das explicações acima foi convincente. Por isso, procuramos o estudioso e garçom colombiano Alfredo Humoyhuesos, o homem que traduz em seu DNA o significado da palavra Enciclopédia e que não dorme nunca, porque sempre tem o que estudar.

Consegui achar uma brecha de seis minutos em sua agenda lotada. Ele logo iria viajar para as Bahamas onde estudaria a engenharia da construção de castelos de areia. Pedi para que ele me explicasse o porquê dos quadros negros serem verdes.

Então ele me disse que na verdade existiu uma época na qual os quadros negros foram realmente pretos. No entanto, com a crise de 1929, a exportação de Petróleo diminuiu drasticamente, fazendo com que a tinta preta ficasse em falta no mercado. Com isso, a produção de quadros negros caiu, e o índice analfabetismo aumentou drasticamente na década de 30.

Após a segunda-guerra mundial, várias convenções foram realizadas sobre vários assuntos. O congresso mundial de Educação foi realizado em 1947 em Copenhague. Alfredo diz que esteve presente, e sua maior recordação do evento eram os sensacionais chocolates dinamarqueses, além do debate sobre o que fazer para diminuir o analfabetismo mundial. Decidiu-se então fabricar quadros novos, que não fossem pretos, para se prevenir de uma possível nova crise do Petróleo.

Chegou-se então a cor verde. Porque o verde? Porque ele era feito do azul e do amarelo, duas cores básicas. O azul era feito a base de extrato de céu, enquanto que o amarelo a partir de urina. Duas coisas que nunca acabariam. As outras cores secundárias, Laranja e Roxo, foram descartadas, por razões óbvias.

E com o tempo, o verde passou a ser extraído das arvores. No entanto, com a onda ambiental, é provável que o antigo método de céu + urina volte a ser adotado.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dingobel


Feliz Natal a todos que já perderam preciosos minutos de suas vidas visitando este blog durante esse ano (menos, é claro, a um certo anônimo f.d.p. que encheu um pouco nosso saco).
Esperamos que vocês continuem a nos visitar sempre, pois ficamos felizes.
-Equipe CH3

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma Questão de Avião

Amanhã é Natal, e depois muitos dos CHnautas irão viajar, se já não estão viajando. E falando em viagem caímos no assunto avião. (Evite o erro de usar qualquer tempo do verbo “cair” na mesma frase que “avião”, isso pode causar um pânico generalizado). Objetos de pânico para alguns e adoração para outros, os aviões causam polêmicas, felizmente o CH3 não teme polêmicas. O CH3 não tem medo de nada.

O termo “avião” deriva de “ave”, palavra latina criada de forma muito inusitada pelo primeiro comandante da Guarda Suíça do Vaticano. Em um dia ensolarado de 1506, o Papa Júlio II fazia sua caminhada matinal pelo Campo de Marte quando foi atingido por uma suntuosa cagada de pombo na cabeça, e o seu acompanhante, o intaliano Capitão Timótius Gressana caiu em uma crise compulsiva de risos. Timótius gargalhava e apontava dizendo “aveeee!!!” para o horrorizado Papa, assim o termo passou a ser utilizado para se designar os pássaros em geral e nunca mais se ouviu falar do Capitão.

O avião foi inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, uma cara bizarro que usava chapéus afeminados, mas até hoje os americanos insistem que seus inventores foram os irmãos Wright. Durante a Segunda Guerra Mundial os kamikazes japoneses usavam aviões para abater o inimigo, suicidando-se no processo. Tem quem pense que isso era uma prova de coragem, pra mim é burrice, mas o fato é que os japas eram obrigados a decolar com pouca gasolina pra não fugirem, e o melhor, não ensinavam eles a pousar o avião.

Mais de 100 anos depois do primeiro vôo do 14 bis o avião é utilizado principalmente para transporte de cargas, atentados terroristas em escala global, usos militares, pulverização de fertilizantes e principalmente, para viajar. Viajar de avião exige uma metodologia que envolve primeiramente chegar ao menos uma hora antes no vôo no aeroporto para fazer o check-in. E porque afinal de contas existe o check-in? Simplesmente porque as companhias aéreas vendem mais passagens do que a capacidade do avião, e se você não fizer o check-in dane-se, seu lugar vai pra outro.

O segundo passo é ter a paciência de aguardar os atrasos nos aeroportos, que aliás só existem porque mais pessoas do que o previsto fizeram check-in. Como as empresas vendem mais passagens do que cabe no avião, elas mentem para os passageiros que sobram que o vôo está atrasado até encaixá-los em outro. Hoje a Infraero está registrando apenas 19,6% de atrasos nos aeroportos, um número excelente.

Se você sobreviveu até a hora do embarque meus parabéns, mas ainda não acabou. Agora é hora de passar pelo salão e pelo detector de metais, logicamente depois dos velhos, grávidas e mulheres com criança de colo que sempre surgem nessas horas. Me pergunto porque as pessoas passam devagar pelo detector, cheios de tensão mesmo sem carregar nenhum metal, como se o aparelho desse choques. A bagagem de mão também passa por um detector, que no aeroporto Marechal Rondon não funciona. Eu já passei com um canivete dentro da mala e os seguranças não disseram nada, ou seja, eles fingem estar assistindo malas na tela. Não tente passar com objetos cortantes em outros aeroportos além do Marechal Rondon, principalmente para entrar nos EUA. Nos Estados Unidos um mero cortador de unhas já é motivo pra revista anal. Mês passado um iraniano foi detido com uma chupeta no aeroporto de Boston. As autoridades locais alegaram que ela poderia ser usada para asfixia.

Passando pelo embarque é a rotina de sempre. O capitão diz o nome dele e que tem autorização pra voar, como se fosse algo relevante. Depois a aeromoça dá algumas instruções em português e em um inglês perfeito e o capitão diz a velocidade e altitude de cruzeiro, como se você pudesse fazer algo a respeito. Nessa hora você pode sacanear com quem tem pavor de avião, diga: “Ufa, passou o segundo momento mais perigoso do vôo. O pior é o pouso, onde acontecem 78% dos acidentes aéreos.” (Se é você quem tem pavor fique tranqüilo, são apenas 75%). O vôo continua tranqüilo, com bebês chorando e senhoras falando o tempo todo. É também quando nos filmes as pessoas entram no banheiro pra transar. O único caso real de sexo em avião do qual tenho conhecimento aconteceu com Hanz. O velho bastardo transou com um sombrero em um vôo para Acapulco.

Enfim, se o avião pousa geralmente está todo mundo vivo. Com o cu na mão de for em Congonhas, mas vivos, e só resta descer e ir buscar a bagagem, se elas estiverem lá. Observar esse momento é como assistir “As Portas da Esperança” do Silvio Santos. Escolhemos falar sobre aviões porque tivemos vontade, e porque o Cão Leproso não viaja em aviões, não anda de barco, não pega túneis nem usa balões. Agora ele está de férias na Inglaterra, atravessando o Canal da Mancha a nado até a França.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Amigo Oculto CH3 2008

Alô a todos os nossos fiéis CHnautas e aos infiéis também, quem hoje vos fala é o Gressana. É mais um final de ano e o CH3 está em ritmo de comemoração, pois finalmente Marcão terminou de pagar as 56 prestações de sua geladeira.

E como já virou tradição aqui no blog, a nossa equipe resolveu fazer um amigo oculto. Bem, na verdade tradição ainda não é, nós fizemos ano passado e esse ano fizemos de novo, mas faremos todo ano agora. E como sempre, fazemos uma grande festa com o dinheiro que não arrecadamos durante o ano inteiro e nos endividamos até à alma. Mas esse é o espírito!

Dessa vez escolhemos por fazer a festa em minha humilde residência, pois são meus últimos meses como morador deste condomínio antes que eu seja despejado para morar sozinho. Novamente, convidamos leitores assíduos, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos e algumas celebridades menores, como ex-BBBs e essas mulheres-fruta de hoje em dia que não servem pra nada a não ser serem gostosas. Ficamos receosos que o espaço do condomínio não seria suficiente para receber tanta gente, mas arriscamos mesmo assim. A música ficaria por conta do Cão Leproso, que topou ser DJ por uns instantes, visto que os Benga Boys ainda estavam em turnê em Torixoréu.

Tendo chegado a maioria dos convidados, começamos a revelação do amigo oculto em um pequeno palco montado em frente à piscina. Tackleberry, o fundador do blog, agradeceu à presença de todos e leu alguns projetos futuros para a CH3 Corp, que incluíam a transmissão digital da CH3 Tv e a CH3 comics. Os aplausos foram calorosos. Então Guilerme, nosso amigo de isopor, dirigiu-se ao palco e proferiu um discurso emocionado que levou todos às lágrimas. Infelizmente foi interrompido por Alfredo Chagas e seu megafone, dizendo que era a vez dele discursar. Obviamente, não deixamos.

Então, Guilherme aparece para começar, e anuncia que seu amigo oculto é... Tackleberry! Emocionado e sob aplausos, Tackle abre seu presente: Um par de óculos de sol, bronzeador e um chapéu. "É para quando você fugir pras Bahamas", disse Guilherme. E Tackle lembrou de toda a grana que pretende desviar em negócios futuros.
Tackleberry então chama seu sorteado para subir ao palco assim que houver uma brisa a favor. Logo, todos adivinham que seu amigo oculto é... Guilerme! Sem dizer uma palavra, o boneco de isopor mais famoso de Cuiabá ganhou suplementos alimentícios e alguns pesos de academia. Tackle sabia que Guilerme queria ganhar mais corpo.
E eis que então, o isopor humano disse que seu sorteado era o menor integrante do CH3. Todos falaram: "é o Cão Leproso", mas ele disse que estavam errados, que era o Gressana. Sim, eu. Fui sorteado por Guilerme e ganhei um dvd dos Benga Boys, live in Poconé, dvd esse que foi gravado com câmera digital em um posto de gasolina. Fiquei emocionado com o presente, que já vi umas 12 vezes.

A comemoração só foi interrompida pelo inconveniente Alfredo Chagas, que havia naquele momento resolvido protestar contra o vegetarianismo e acabou derrubando o churrasco na piscina. Desagradável. Felizmente tínhamos mais carne disponível.

Continuando, anunciei que meu sorteado era uma pessoa vitoriosa, um campeão nas batalhas da vida. Menos quando jogava no Flamengo, claro. Estava falando de Marcão, o pedreiro vizinho de Jorginho de Ogum que havia entrado no blog por cota. Dei a ele um mês de vale refeição para o Restaurante Universitário. Marcão chorou de alegria.
Marcão ficou acanhado de repente. Não queria anunciar seu amigo oculto. Falava "ah, ele é muito chato". Não restava dúvidas. Alfredo Chagas tinha sido sorteado. Marcão deu a ele um dvd pirata do show do Erre Som. Alfredo Chagas grunhiu, não sabemos se gostou ou não. Só sei que ele não merece.
E como de costume, Chagas anunciou seu sorteado no megafone. Jorginho de Ogum! O pai de santo camarada, que faz as previsões para o futuro do blog, parecia surpreso. E ganhou uma camiseta do MST, que provavelmente nunca vai usar na vida.
Jorginho manda trazer seu presente, que chega em uma caixa do tamanho de um ser humano, e chama Hanz, o pansexual para subir ao palco. Emocionado, Hanz abre o pacote e vê que ganhou uma boneca inflável. Sua expressão muda ao ver o presente e diz pra Jorginho: "Ah, eu já ter igual dessa". Jorginho disse que ele podia trocar na loja. Mas Hanz aproveitou o pacote de embrulho mesmo assim, e isso causou certa náusea nos convidados.
Só haviam mais duas pessoas sobrando. Hanz anuncia que seu amigo oculto é o Cão Leproso! Leproso ganhou, quem diria, um PlayStation 3! Ficou tão emocionado que pulou de alegria e quase perdeu as pernas. Tinha sido o presente mais caro, e ninguém sabe de onde Hanz tirou o dinheiro pra isso.
E, como só havia sobrado um, Leproso nem precisou chamar Guilherme, seu sorteado. Guilherme levou pra casa vários presentes, que incluíam um frango de borracha, um box de filmes do Stallone, um chapéu do Mickey e uma lata de tinta. Guilherme agradeceu com um forte abraço.
Assim prosseguiu a festa, com os escândalos de sempre. Alfredo Chagas teve que ser expulso por incitar rebelião e Hanz teve que ser mantido afastado dos balões. Mas a festa estava muito boa e só acabou agora, quando vim escrever sobre ela.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sobre o atendimento nos bancos

Era o fim de uma ensolarada tarde cuiabana. Estava em uma sala acertando alguns detalhes para o recebimento de certa quantia em dinheiro. Meu interlocutor disse que eu só precisaria levar Xerox de todos os meus documentos, e o número da minha conta em determinado banco.

Ninguém dúvida que dinheiro é bom. Pode até não comprar a felicidade, mas, ajuda bastante. O problema é que os bancos, ao contrário, não trazem felicidade alguma. De acordo com a revista SuperInteressante, os funcionários de bancos são os empregados mais felizes do mundo. Pena que as pessoas que são atendidas por eles, não compartilham dessa felicidade.

Os bancos podem te ligar varias vezes aos dias oferecendo as melhores oportunidades para te endividar. “Cartão de crédito internacional”, “empréstimos”, “seguros”. Normalmente a melhor saída é lançar respostas de cunho religioso. “Meu único crédito é com deus”. “Não preciso de seguro, o senhor Jesus todo poderoso já me segura”.

No entanto, não há como usar esse artifício na ocasião em que você é quem procura os bancos. Dirigi-me a uma agência do banco para fazer a minha conta. O local estava um inferno. Pessoas eram travadas pela porta giratória. Peguei minha senha de número 189. Logo em seguida o painel chamou a senha 123. Restavam meras 66 pessoas na minha frente.

Três atendentes se revezavam para atender a massa desesperada pelos seus serviços. Claro que não tinham 66 pessoas na minha frente, porque muitas já haviam desistido. Foram apenas umas 43. Com o requinte de crueldade, de que na hora em que eu seria chamado, um grupo de idosos chegou à agência. Após duas horas e meia, finalmente estava à mesa da vitória. A bateria do meu mp4 estava quase acabando.

Fui atendido ai sim, na maior tranqüilidade. Fui avisado do prazo para voltar à agência e retirar meu cartão, sorridente, como em propagandas de bancos. Voltei após o prazo determinado. Para a minha surpresa de que o cartão não estava lá. Falaram-me então que eu teria o cartão entregue na minha casa.

Esperei alegremente o meu cartão. A campainha tocava, e o carteiro trazia livros. A campainha tocava, e era o cara trazendo garrafão de água. Esperei por um mês. Suspeitei que algo estava errado.

Pior do que ir ao banco é ter que ligar para ao banco. Existe essa lei de que a pessoa não pode esperar mais do que um minuto. Que qualquer atendente pode resolver qualquer problema. Mentira. Liguei para o número indicado. Esperei cinco minutos, e ninguém me atendeu. Liguei para outro 0800. A mulher mandou eu ligar no número em que ninguém me atendeu.

Fui atendido e a ligação caiu. Liguei novamente, e finalmente estabelecia uma conversa, na qual fui informado que a minha solicitação (saber onde meu cartão estava) deveria ser feita em outro número do menu inicial. Que dizia “cartão de crédito”. “Mas eu não quero cartão de crédito!”. Não importa. Mas, para minha segurança, minha conversa seria gravada.

Entrei em contato com o setor de cartões. Fui informado de que as linhas estavam ocupadas, e de que o tempo de espera era de cinco minutos. Durante esse tempo, fiquei escutando aquela voz robótica suplicando por ajuda para as vítimas da tragédia em Santa Catarina.

Finalmente uma voz veio. Depois de alguma dificuldade, a pessoa entendeu o que eu queria. Falou para eu esperar um segundo. Escutei seus dedos batendo no teclado. E quando a pessoa ia finalmente me informar o que eu queria... a ligação caiu.

Repeti o processo novamente, fui atendido novamente, expliquei e escutei o barulho do teclado. A voz veio então, pedindo para que eu confirmasse algumas coisas. Nome dos meus pais, meus telefones, nome de todos os presidentes norte-americanos. Soube então que meu cartão já estava na agência, fazia uns 15 dias.

Resolvi então fazer uma reclamação na ouvidoria. A mulher que me atendeu demorou uns 20 minutos pra registrar corretamente a minha reclamação. Pensei em fazer outra, de que a ouvidoria não entende o que os usuários querem.

E eis então, que finalmente recolhi meu cartão. Às 11 da manhã de um ensolarado dia cuiabano. E me livrei do banco, até sabe se lá quando.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Realidade Paralela

Eu já não sofro mais com a falta de idéias, agora o único problema é desenvolvê-las, porque geralmente surgem em momentos inapropriados e vão embora da mesma forma como aparecem. Bom é o hábito do jornalista, de andar com aqueles bloquinhos de nota sempre à mão. Não sei se todos são assim, mas é o que diz “A Prática do Jornalismo” sobre os jornalistas em filmes, então deve ser verdade.

Eu estava entrando no Carnicentas VIP novamente, mas desta vez alguma coisa estava fora do normal, muitas coisas, aliás, a começar pelo aspecto do lugar que havia melhorado significativamente. Pela primeira vez o Carnicentas VIP tinha ar condicionado, iluminação agradável e cheirava muito bem. Fui recepcionado por duas mulheres, que não só tinham todos os dentes como também eram muito bonitas. Jorginho de Ogum cuidava pessoalmente do balcão, enquanto Hanz e Cão Leproso disputavam uma queda de braços. O meu espanto em ver o Cão Leproso disputando uma queda de braços foi interrompido pela necessidade de correr. Estava sendo perseguido por um porco de costeletas, que corria em pé e segurava um machado na mão esquerda. Foi aí que eu percebi que se tratava de um pesadelo, pois porcos não têm costeletas.

Nos filmes quem tem pesadelos sempre acorda gritando e suando, e isso é pra quem dá sorte, porque os mais azarados se encontram com Freddy Krueger. Já os sonhos são diferentes, eles ficam muito bons com recheio de framboesa. As pessoas costumam gostar dos sonhos, principalmente se estiverem voando. O sonho só é problema pra quem fala ou faz alguma coisa dormindo. Eu não só falo, como xingo, dou chutes e socos, mas minha fala é em algum dialeto ainda não traduzido. Se você tem algum segredo e fala dormindo, é bom não dormir perto de ninguém, ou um dia vai se trair.

O sonho tem interpretações religiosas e científicas. Segundo a Bíblia, Jacó tinha previsões pelos sonhos, e pensadores e matemáticos também tinhas grandes idéias pelos sonhos. Yesterday surgiu após um sonho de Paul McCartney com um cachorro-quente.

Em uma abordagem pouco comum para sua linha de pensamento, Freud diz em “Interpretações de Sonhos” que o sonho nada mais é do que uma vontade reprimida de fazer sexo com sua mãe, já no Islamismo o bom sonho é inspiração de Alah, e o pesadelo uma mensagem de Satã. Tem sempre também aquela tia que só sonha com quem vai morrer, veja o último diálogo entre um amigo meu se sua tia Mundinha:

- Alô.
- Oi Arnaldo, tá tudo bem com você?
- Ooooi tia Mundinha, tudo ótimo, e com a senhora? Há quando tempo a senhora não liga hein?
- Tudo bem meu filho, resolvi ligar porque eu sonhei com você noite passada... você tinha morrido numa queda.
- Ah tia, pode ficar tranqüila que tá tudo bem comigo, tô até arrumando o telhado aqui de casa.
- Então tá bem, resolvi ligar pra saber né, e as crianças como estão?... Arnaldo?... Arnaldo?... Ô Arnaldo????? Pelamordedeus meu filho? Você tá aí?.... Ai meu Deus.... Ai meu Deus o Arnaldo morreu, não pode ser...
- Pegadinha do Mallandro!!!! Eu tô aqui tia.... Tia?... Tia Mundinha?

Se você tem alguma experiência interessante com sonhos ou sabe de alguma história como a da tia Mundinha compartilhe com a gente. Eu geralmente não lembro dos meus sonhos, mas estou tentando descobrir que mensagem havia por trás do porco de costeletas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Analisando "Atirei o Pau no Gato"

Todo mundo conhece a seguinte cantiga infantil:

"Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-rreu-rreu
Dona Chica-ca
Admirou-se-se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau"

Observando-a hoje com a experiência de vida que nós temos, há algumas ponderações a serem feitas. Que muitos de nós nunca percebemos em todos esses anos. Vamos parar para analisá-la.
Primeiro, ela repete as últimas sílabas. Licensa poética? Acho que não. Pra mim, foi um gago que inventou. Vamos colocar os versos em texto corrido e sem gagueira:

"Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu. Dona Chica admirou-se do berro que o gato deu."

Mais simples, não? Agora veja.
Percebe o quanto essa música é sádica? O narrador atirou um pedaço de pau em um pobre e inocente gatinho! Que crueldade... Que tipo de pessoa faz uma coisa dessas deliberadamente com um gato? E isso ainda nem é o pior. A letra diz que ele ficou frustrado pelo gato não ter morrido. Ou seja, o eu lírico é na verdade uma pessoa fria e cruel que tem tendências assassinas. Pior ainda se considerarmos o sentido sexual de "pau". O agressor no caso, seria um zoófilo.
Sim, estupefato CHnauta. Nós aprendemos desde crianças a sermos cruéis e violentos. Por nossos próprios pais e professores. Acham que isso não influencia o caráter? Bem, fiquem de olho em quem maltrata os animais (especialmente gatos) no seu círculo de convivência e vocês vão ver.
E o que dizer da Dona Chica? Ela viu tudo o que aconteceu e não fez nada para impedir. Nada. Tudo que fez foi ficar olhando, e admirar o gemido de sofrimento do inocente felino. Ela foi conivente com o ato. Pode-se até dizer que ela sentiu algum prazer em ouvir o miado agonizante. Um prazer doentio para uma dona de casa.

E para piorar, esta não é a única cantiga infantil macabra. Vejamos outro exemplo:

"Nana, neném, que a Cuca vem pegar. Papai foi na roça, mamãe foi trabalhar."

A Cuca é um demônio do folclore popular, que é retratada pela TV como um jacaré com o cabelo do David Bowie. Mas independente da aparência, a Cuca é um bicho cruel.
Nesse versinho aparentemente inocente, podemos inferir que o eu lírico é a própria Cuca, referindo-se a si mesma na terceira pessoa. Ela está cantando para a criança assustada. Lembrando-a que seu pai foi na roça e sua mãe foi trabalhar. Ou seja, ela está sozinha em casa. Não tem ninguém para protegê-la. É hora da Cuca fazer seu banquete...

Ainda há outros versinhos tendenciosos:

"Boi, boi, boi. Boi da cara preta. Pega esse menino que tem medo de careta."
É só eu ou vocês também enxergaram tendências racistas aqui?


"Sou pequeno do tamanho de um botão, carrego papai no bolso e mamãe no coração."
Desde cedo ensinando que a fonte de amor da família é a mãe, e o pai tem mero propósito financeiro, só serve para sustentar a família. E você, criança, é pequena e insignificante.

Cara, olha o que ensinavam para as crianças!! E depois reclamavam de Pokémon!! Lógico que quando a gente era pequeno era burro demais pra fazer essas associações, mas... Meu Deus.
Mais cabuloso do que isso, só as músicas satânicas da Xuxa:

sábado, 13 de dezembro de 2008

CH3 TV




Depois de muito tempo guardado, por motivos terceiros (monografia), o CH3 apresenta ao mundo hoje o seu novo projeto. A CH3 TV. Na verdade, está desde ontem no Youtube, mas apenas como pré-estréia. Este é apenas o episódio piloto da CH3 TV. Apresentamos o Jornal! apresentado pelo Guilerme, e uma série de propagandas. Mais tarde, a equipe CH3 irá se reunir para definir os rumos desse novo empreendimento.

Podem assistir, e depois comentar. Sua participação é muito importante.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Prática do Pansexualismo

Estava eu sentado a uma mesa de canto no Carnicentas VIP, um local fétido. Em Cuiabá só um lugar fede mais do que o Carnicentas VIP, o Carnicentas original, que foi interditado. Estava sozinho na mesa, pedi à filha muito feia de Jorginho de Ogum que me deixasse em paz, queria beber minha cerveja e, principalmente, atingir o objetivo pelo qual estava ali: me curar da falta de idéias.

Como relatei em meu post anterior, fui acometido por esta terrível doença que ataca as entranhas cerebrais, e o passeio com Cão Leproso até Tangará da Serra não passou de uma solução paliativa. Amigos disseram para eu procurar um psicólogo, mas prefiro encher a cara em um puteiro barato, só um detalhe, levei o meu copo de casa, a cozinha do Carnicentas VIP é deplorável.

A nostálgica jukebox postada ao lado do bar preenchia o salão com a melodia de Beto Barbosa, quando notei uma figura de aproximando pelo corredor que levava aos quartos. Era Hanz, o maldito velho Pansexual. Me perguntei por que cargas d’água o velho tarado já não estava mais preso, e ao mesmo tempo minha intuição dizia que ali terminaria o meu problema com a falta de idéias.

Hanz perguntou se podia se sentar à minha mesa, fiz que sim com a cabeça já esperando por um relato sobre sua saída da cadeia. Lendo meus pensamentos, o velho se sentou dizendo:

- Fui solta ontem de manhã. As guardas disse que se Hanz masturbasse de novo ia ser morta.

Os relatos do velho sobre sua estadia no Pascoal Ramos foram de certo modo óbvios. Segundo Hanz, Jorginho de Ogum se tornou uma espécie de oráculo no presídio, consultado até mesmo pelo diretor do lugar. Já Alfredo Chagas não estava se dando tão bem, pegara 15 dias de solitária após causar uma rebelião. Pensei: bem feito para aquele desgraçado. O velho tarado também me contou que acabou solto devido seus hábitos sexuais um tanto peculiares. A Secretaria de Segurança alegou temer por uma disseminação de DSTs dentro do presídio, como se isso já não acontecesse antes de Hanz. Outro fato determinante na soltura do libertino foi que Hanz começou a instruir as mulheres dos presos sobre a melhor forma de traficar armas, drogas e celulares nas cavidades corporais.

Se um velho tarado pansexual causa problemas nas ruas, confinado em um presídio a coisa fica muito pior. Conhecendo as façanhas de Hanz, posso dizer que a única solução para este ser asqueroso é a cadeira elétrica, e mesmo assim ele morreria fazendo sexo com a mesma. Mas não há pena de morte no Brasil, um país onde há mais pansexuais do que você imagina. Segundo o IBGESEX (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Sexual) para cada 14 brasileiros existe um pansexual, por isso Hanz resolveu criar a ONG Pansex, com a missão de proteger e estimular o pansexualismo ao redor do globo.

Segundo o velho depravado, a Pansex irá acolher pansexuais acima de 18 anos de qualquer sexo e nacionalidade, gente como o homem não identificado que ficou preso ao fazer sexo com um banco de metal em Hong Kong. Hanz sonha que com a Pansex o Brasil passe a ser uma referência global em pansexualismo, a Meca dos depravados sexuais do mundo todo. E quando perguntei ao velho onde ele pretende instalar essa tal ONG ele respondeu de imediato: no Carnicentas VIP, e ainda me disse que não sabia porque, mas estava de pau duro desde o início do dia.

Pra mim foi o basta, pedi minha conta para ir embora daquele lugar que em breve se tornaria um antro de depravação. Puteiro barato tudo bem, mas ONG pansexual já é demais. Saí de lá com a certeza de que nunca mais sofreria com a falta de idéias, e resolvi escrever este texto, com o título em homenagem ao sensacional “A Prática do Jornalismo”, que faz um ano de vida.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O amigo oculto

Antigamente era conhecido como amigo secreto, mas agora essa atividade mudou de nome para amigo oculto. Por quê? Não faço a mínima idéia. Nem faço questão, na verdade. Ora, tanta coisa pra fazer e eu vou ficar perdendo tempo pensando em porque o amigo secreto agora é amigo oculto? Francamente.

Enfim. Todo mundo sabe o que é amigo oculto. Todo mundo já brincou de amigo oculto. Até o menino Fabinho. Mas pra algum disléxico que eventualmente esteja lendo esse blog, é uma atividade recreativa realizada normalmente entre colegas de colégio, faculdade ou trabalho. Geralmente acontece no fim do ano. Cada um sorteia uma pessoa e dá um presente pra ela, sem contar pra ninguém quem sorteou. É lógico que, principalmente no colégio, sempre tem um tapado que não consegue segurar a língua e conta pra outro colega quem sorteou e estraga a surpresa. Sempre tem.

Aí que acontecem algumas coisas interessantes no amigo oculto. A primeira é, como normalmente o sorteio é entre um grupo grande, você tem grandes chances de sortear ou ser sorteado por alguém que não é seu amigo. Alguém de fora da sua panela. Você não sabe o que dar pra essa pessoa e essa pessoa também não sabe o que dar pra você. Aí é que está o grande problema. Porque em todo amigo oculto, alguém se fode. Às vezes mais de uma pessoa. Sempre tem um que gasta tempo e dinheiro pra dar um presente legal e ganha de outra pessoa um presente ridículo, tipo um par de meias, uma agenda ou um boné de marca de trator.

Não seja esse tipo de pessoa. Para evitar essas situações desconfortáveis, o CH3 dá algumas dicas caso você venha a sortear alguém que não conhece direito:

1) Guie-se pelo estereótipo do seu sorteado. Se ele for o gordinho engraçado, dê um livro de piadas. Se ele for o playboy marombado, uma camisa baby look de número duas vezes menor. Se for a patricinha fútil, dê um monte de kits de maquiagens gritantes e purpurinas. Se for o nerd, dê qualquer coisa relacionada a Star Wars. Se for o coprófago, bem, dê a ele algumas sessões de terapia mental, porque com certeza ele é doente.
2) Dar filmes em dvd normalmente dá certo. Mas dê um filme que a pessoa goste, mesmo que seja um lixo tipo Velozes e Furiosos. Dê um jeito de descobrir, fuce o orkut da pessoa e veja que filmes ela colocou lá pra ter uma idéia. E ah, compre o dvd original! Nem sonhe em dar de presente um dvd pirata que custa "cinco reáu".
3) Evite: meias, cuecas, bonés (se a pessoa não usa), agendas, canetas, toletes de borracha, cds da Britney Spears, dildos e qualquer vestuário que tenha lantejoulas.

Bom, nada disso vai evitar que você seja o azarado do dia, mas pelo menos você fez sua parte. Se você ganhar um presente ridículo, não tenha dúvidas: jogue o presente no chão e cuspa nele. É pra humilhar mesmo quem te sorteou, afinal, que merda é essa? Cadê a consideração? Se quiser, cuspa na pessoa que te sorteou também.

Ah, uma coisa que está acontecendo bastante hoje em dia é, na hora da revelação, cada um fazer uma mímica que represente o seu sorteado. Cuidado, não seja exagerado. Não precisa imitar um burro pra representar seu colega mais lerdo. Nem fazer sinal de boquete pra representar aquela garota, digamos assim, piranha. É chato pra todo mundo. Contenha-se e imite algo mais ameno.

Enfim, amigo oculto no final das contas é sempre divertido. Nós do CH3 já fizemos o sorteio e a revelação será em breve. Aguarde.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Reflexões sobre um ano de “A prática do Jornalismo”

Esse texto é um making off.

No dia 5 de dezembro de 2007, uma quarta feira, 59 pessoas receberam o seguinte e-mail do remetente
chtres@gmail.com:

Confiram no CH3. Muito bom para trabalhos academicos.

Um texto tão maldito que o e-mail voltou várias vezes.

Estava publicada “A prática do jornalismo”. O primeiro texto desse blog que foi parar em outros lugares da internet. Do sindicato dos jornalistas de MT, até blogs de pessoas que nunca conhecemos. É possível que o texto tenha circulado por e-mails da internet. Que ele tenha parado em perfis do Orkut. Sabe-se lá. Pessoas próximas ao blog (jornalistas) o consideram o melhor texto publicado por aqui. Também foi o texto recordista de comentários na época.

O texto foi escrito quando o sexto semestre do curso de jornalismo da UFMT caminhava para o seu final. Aliás, para a sua interrupção para as férias de Dezembro. Essa é uma época na qual os trabalhos se acumulam. Matérias semanais, planos de assessoria, resenhas de livros. O estudante de jornalismo mais sortudo consegue dormir umas quatro horas por noite.

Nesse ambiente de depressão, me veio à idéia de escrever sobre a prática do jornalismo. O nome surgiu a partir de um texto escrito pelo Gressana, “A prática do nudismo”. Jornalismo e nudismo rimam, apenas isso. Além de que, muito se discute a chamada prática do jornalismo.

O texto abre com a definição da Wikipédia sobre o jornalismo. Pelo menos a definição da época. No geral, o texto fala sobre os vários clichês jornalísticos. A maneira como se fala deles no cinema, e as várias coisas que escutamos ao longo do curso. “Jornalista tem que ter cheiro de rua”, “tem que ser jornalista 24 horas por dia”, como os jornais eram feitos antigamente, os tempos dourados. Essas frases foram exageradas, para retratar a vida de um jornalista como um inferno – o destino do jornalista.

No final do texto, uma piada sobre Assis Chateaubriand. Um dos grandes nomes do jornalismo, que tinha quatrocentos jornais, trouxe a TV para o Brasil, mas que era um mafioso, assassino, difamador. Também tem uma piada do Cid Moreira. Certo que hoje, quando se fala que vai ser jornalista, sua avó pergunta “igual o William Bonner?”, mas o Cid Moreira já deve ter sido o personagem dessas piadas em outros tempos.

E há o grande momento do texto, que é o sexto parágrafo:
O jornalista não vive. Ele está aqui apenas para apurar matérias e entrevistar pessoas. O tempo todo. O jornalista também não come, e não faz sexo. A não ser que seja para conseguir a capa do jornal, revista. O jornalista também não dorme. Esse tempo é dedicado para pensar em pautas. Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead e estão em pirâmide invertida.

É o parágrafo favorito, ou o trecho preferido. O qual, o autor faz uma revelação agora: ele não foi publicado do jeito que queria.

Esse foi um texto que demorou uns dois meses para ser elaborado. Foi escrito, re-escrito, mudado, fragmentado. Eu achava que era um texto com um bom potencial, e por isso o trabalhei bastante. Depois de achar que estava bom o suficiente, faltava uma frase: Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead e estão em pirâmide invertida. Era a melhor frase do texto. Mas não era exatamente o que eu queria dizer. Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead. Bom. Mas “e estão em pirâmide invertida”. Muito pensei depois se não deveria ter escrito “Seus pesadelos estão em pirâmide invertida”. O fato é que acho, que nunca pensei na palavra correta, a palavra que eu imaginava, que melhoraria essa parte do texto.

Pensei várias vezes em fazer “a prática do jornalismo 2”. Mas desisti. Não queria que ele se transformasse em várias sequências. E que no fim, terminasse por passar na Sessão da Tarde.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Falta de Idéias

Considero hoje como um dia problema. Não tão problema, a ponto de eu sair dando tiros por aí igual Michael Douglas em "Um Dia de Fúria", mas um problema do tipo: putz, num tenho idéia do que vou postar no blog.

A falta de idéias é o maior dos males para blogueiros e publicitários, nos casos dos jornalistas eu não tenho certeza, o Guilherme pode explicar melhor. Quando nos deparamos com aquele espaço em branco, e da nossa mente não sai absolutamente nada para preenchê-lo, podemos cair derrotados ou encontrar forças para tomar uma atitude, como essas:

1. Escrever alguma piadinha sobre celebridades.
2. Colocar um vídeo engraçado da internet.
3. Ficar olhando fotos no stockxpert até cair um layout do céu.
4. Procurar por notícias bizarras até sugir uma inspiração.
5. Ver sites de pornografia (pode ser um problema quando no trabalho).
6. Dar uma cagada.
7. Tomar banho (muito comum também após a cagada).

Estas são algumas atitudes possíveis, resolvi colocar só sete na lista pro post ficar esotéricamente correto, com aquele mistério em torno do número. Sete dias da semana, sete maravilhas do mundo, sete pecados capitais, sete anões, etc, mas existe uma oitava opção, que é levar o cachorro pra passear. Quem não tem cachorro pode levar qualquer outro animal, desde o mesmo não esteja morto, no meu caso escolhi o Cão Leproso.

Dirigi até Tangará da Serra como o Cão Leproso no banco de passageiro. Ele parecia estranho, está assim desde o encontro com uma misteriosa lâmpada. Então me veio a idéia para escrever sobre a falta de idéias e resolvi voltar, no caminho comemos pastel em Jangada.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Liberdade

“Liberdade, liberdade. Abre as asas sobre nós”.

A liberdade é um bairro paulistano, influenciado pela cultura japonesa. Lá, além dos nipônicos, nós encontramos chineses, coreanos e outros povos de olhos puxados. Todos vendem yakisoba e outras comidas esquisitas. As ruas são decoradas por luminárias engraçadas e... opa, não é essa a Liberdade.

Pois bem. Liberdade é o nome dado a estátua presente em Nova York que segura uma tocha na mão e se veste com panos maltrapilhos. Será que para ser livre é preciso queimar as coisas? E... não, também não é essa, a Liberdade.

Liberdade é subjetiva. Os movimentos estudantis sempre batalham pela sua, de expressão. Liberdade pode ser passar a mão na bunda do guarda, o que alertamos, poderá resultar em uma atitude violenta do policial. Os presos quando saem da cadeia celebram a sua Liberdade. O rico chega no seu condomínio vigiado por 20 câmeras, com grades e cercas elétricas, e celebra a liberdade de poder tomar um whisky trancado em casa.

Se você procurar por “liberdade” no Google, encontrará imagens de pombos, pores-do-sol e pessoas com os braços estendidos ao céu, azul, gritando algo, que provavelmente é “uh-hu!”. Teoricamente então, a liberdade é estar sozinho em algum lugar bonito, gritando de braços abertos. É sentir o vento no rosto e o doce sabor do nada.

Mas, enfim. Cada um tem a sua liberdade. E a liberdade para nós do CH3 é entregar a monografia. Mesmo que seja apenas a primeira versão. Salvar o arquivo pela última vez são os braços esticados, a impressão e a encadernação é o vento no rosto, e entregar a monografia é igual a andar de moto escutando Born To Be Wild em uma rodovia americana.

Somos livres. Livres, livres. Alguns dias sem entrar na pasta “monografia” do seu computador. Sem olhar aqueles livros de duros de interpretar. Sem ter que se preocupar com as normas da ABNT. Sem ter que se preocupar em como numerar a partir de determinada página. Desconfio que esse seja o segredo guardado pela maçonaria, descobrir como numerar só a partir da página 9.

Lógico que em breve, os dias de liberdade acabarão, as algemas voltarão. Por qualquer motivo que seja. Mas não importa tanto. A liberdade é uma questão de momento.



*****
E o CH3 convoca os Chnautas para ajudar os desabrigados de Santa Catarina. Jorginho de Ogum está cobrando um quilo de alimentos não perecíveis de entrada para o carnicentas, e o Cão Leproso promete leiloar uma de suas orelhas.

sábado, 29 de novembro de 2008

CH3 + 1

Sempre somos questionados sobre o nome CH3. Já ouvimos diversas lendas urbanas em torno de sua origem, nada que envolva comprimidos de “boa noite Cinderela”, nem seus rins sendo contrabandeados enquanto você agoniza em uma banheira de gelo, mas mesmo assim são lendas urbanas.

Uma dessas lendas supõe que o nome CH3 foi escolhido devido ao metano, o gás do peido, e sempre que algum CHnauta levanta essa suspeita, nós confirmamos que tem tudo a ver, ou não. A fórmula do metano é CH4, mas na sua combustão ele forma do radical metila, vulgo CH3. Esse não é um bom motivo pra escolher o nome de um blog, ser chamado de metila? Muito escroto, se fosse assim colocaríamos Wonarllevyston, ou algo mais sutil, como Bryian McCallysterson. Além do mais, os membros de CH3 são bem tranqüilos, menos o Alfredo Chagas e o Gressana, que são explosivos.

Além de altamente inflamável, quem duvida veja aqui, o metano é um dos maiores causadores do efeito estufa, e sua concentração na terra está aumentando em 1% ao ano. Ou seja, se não nos livrarmos logo das vacas e pessoas que peidam em excesso, o planeta corre sério risco de explodir. As vacas são necessárias para nossa alimentação, mas as pessoas que peidam muito, bem, há controvérsias sobre sua razão de existir.

O pum de fato já foi algo de se admirar. Na Paris de 1892, Joseph Pujol, conhecido como Le Pétomane (O Peidorreiro) fazia sucesso e fortuna. Com os músculos abdominais e retais, Pujol era capaz de reter e expelir até 2 litros d’água e reproduzir músicas populares, como a banda Calypso faz hoje em dia.

O ato de peidar é inerente ao ser humano, mas sempre respeitando as convenções de Genebra sobre quantidade, som e odor. O senhor M por exemplo, grande conhecido do CH3, é famoso por violar essas convenções. O Peido Ninja, silencioso e mortal, é condenado pela ONU, e sua prática em encontros de cúpula pode render graves sanções ao país representado pelo infrator.

O peido também causa grandes constrangimentos em certas situações. O elevador por exemplo, é um atrativo para flatulências. Certos intestinos guardam um dia todo de trabalho justamente para a hora do elevador, é só entrar nele e lá vem a bufa. Um problema quando o elevador está cheio, mas uma catástrofe quando você está sozinho, solta uma verdadeira bomba e logo após entra aquela vizinha espetacular que vinha dando bola pra você. O jeito é disfarçar que não está sentindo nada, e ver que a sua chance foi para o fosso.

Certas pessoas até conseguem escapar de situações como essa do elevador sem maiores danos, são as especialistas e Peido Cínico. Só estão vocês dois no recinto, ela solta um peito que mais parece o odor de um animal morto e nega com tanta convicção que você acaba em dúvida se você peidou e não percebeu.

Para evitar as flatulências é preciso ter cautela com certos alimentos, como batata doce, brócolis, ovo e repolho. Ingira-os com moderação e nem pense em combiná-los, pois o resultados será catastrófico. Se você não tem grandes habilidades de dissimulação, e sabe que vai feder, a melhor alternativa é soltar a bufa em prestações, pro cheiro se diluir no ambiente. Segurar também é uma alternativa, mas não é para qualquer um, é preciso ter o dom. O importante é nunca se inclinar para o lado da cadeira quando estiver em público, pois alguém vai ver, pode ter certeza.

Agora um último conselho, nunca, mas nunca tente disfarçar o Peido Sonoro com outro barulho, caso haja algum erro de sincronia tudo pode dar errado. Foi o que aconteceu com o garoto Fabinho. Fabinho estava na sala de aula quando sentiu o surgimento de uma flatulência incontrolável. Em seu âmago, algo lhe dizia que aquilo não acabaria bem, por isso ele pediu à professora pra ir ao banheiro. Vendo a agonia na face do garoto, a professora respondeu com um carinho que nunca tinha demonstrado até então:

- Não Fábio, e volte para o seu lugar senão te ponho ajoelhado no milho.

Fabinho então teve uma idéia. Disfarçaria o peido com um espirro, e tudo abaria bem. Era o último dia de aula, o dia do amigo oculto, finalmente um dia em que ele se sentiria feliz. Chegou então o grande momento, não era possível controlar, só restava liberar a dor:

- AAAAAtchiiiiiiiimmmmmmm!!!

E logo depois um sonoro pum. Toda a sala parou e olhou para ele. Havia sido descoberto, e descobriu que o peido pesava, ele tinha se borrado. Para terminar o dia mais feliz da vida de Fabinho, seu amigo oculto lhe deu meias de presente. Fabinho usou as meias pra limpar a bunda, pois tinha acabado o papel higiênico.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nomes ridículos

Minha inspiração para escrever o post de hoje foi essa notícia:


Eu já tinha visto nomes escrotos, mas Wonarllevyston é de longe o pior. E o que mais me surpreende nessa história é que o nome completo do garoto é Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell, e ainda tem mais 4 nomes que, segundo as reportagens, são impublicáveis. Caramba! Quer dizer que nosso caro Wona tem um nome com 11 componentes. Eu fico me imaginando quais seriam os outros quatro. Pelo que dá pra induzir, devem ser "Picca", "Tollete", "Rollinha" e talvez "Osmar".

O caso é que Wonarllevyston não é o único. No Brasil inteiro, todo dia, pais cruéis estragam as vidas de seus filhos colocando neles nomes ridículos. Um antigo passatempo de nós membros do CH3 consistia em ficar lendo as placas de formatura da faculdade caçando nomes escrotos. Achamos belos exemplares, como Oátomo, Gay-Lussac, Asteróide, etc. Podem imaginar como é a vida escolar dessas crianças? Imagine na hora da chamada:

-Pedro?
-Presente.
-Rafaela?
-Presente.
-Rogério?
-Presente.
-Salamalenko?
-...
-Salamalenko? Classe!! Parem de dar risada de seu coleguinha!!
-Buáááááá!!!

Imagine quando essa criança chegar na fatídica 6ª série. Até os apelidos ficam difíceis. Experimente dar apelido de Wona para Wonarllevyston, Chana para Chananeco, Pita para Acheropita. Não soa bem, né? Os únicos apelidos que funcionam são aqueles tipo "Gordo", "Japa", "Baixote", etc.
O caso é que isso não é um problema recente. Sempre tem aquela tia que se chama Bucetilde, mas os sobrinhos sempre a chamam de "Tia Tilde", ou a tia "Terebentina", que se chama "Tia Tina". Já o Tio Pinto é difícil de disfarçar, até porque existe uma infinidade de caras com o nome do órgão sexual masculino e eles parecem não se importar.

Mas uma questão não quer se calar: Por quê? Por que os pais insistem em destruir a vida de seus pobres rebentos? Há quem diga que isso é vingança da mãe, descontando no moleque as dores do parto: "Cê não sabe como doeu te parir, cabeçudo!"
O fato é que algumas pessoas acham que isso é chique! Sim, acham que vai dar status pro guri. É o caso da mãe de Wona, que se chama Dalvina Xuxa. Segundo ela, deu todos esses nomes escrotos ao filho porque seguia sugestões de colegas, e depois resolveu abaianá-los por completo. Segundo ela, "tentei deixar mais sofisticado, mas confesso que exagerei". Não sei de onde tiraram a idéia que duplicar todo L e colocar Y sem motivo é deixar mais bonito. Normalmente é o contrário.
Dar nome de celebridade também é o fim da picada. Existe por aí uma infinidade de Michael Jacksons, além de Eric Claptons, Stallones e Marilyn Monroes. Claro que existem as variações: "Maico Jackson", "Ericlepto", "Stalone" e "Mérilin Monrou".

Enfim, CHnautas, quando chegar a hora de vocês transmitirem seus genes para a posterioridade, tenham misericórdia de seus filhos. Por mais que venham a se tornar capetas no futuro, ninguém merece isso.
Ah, mais uma coisa bizarra. Wonarllevyston, apesar de ter conseguido mudar o nome na justiça, apenas eliminou os nomes mais ofensivos e manteve o primeiro nome. Confesso que isso me surpreendeu. Se eu fosse o guri, mudaria meu nome pra algo mais comum, tipo Gustavo, Rodrigo, sei lá. Caramba.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O aniversário de Pai Jorginho de Ogum

Pai Jorginho de Ogum é um cara que dá muito trabalho. Vive incorporando espíritos, proferindo frases disléxicas. Faz previsões pouco precisas e sempre oferece sua filha, muito feia, como forma de pagamento. Mas, o seu desaparecimento foi a gota d’água. Por não ter um vaso sanitário em casa, ele resolveu fugir e a saga para encontrá-lo ao longo do Brasil foi estressante. Tive que enfrentar vários dias de viagem, agüentar Alfredo Chagas e ainda ganhei o ódio eterno do povo de todas as cidades pelas quais passei.

Então, não falava com o pai-de-santo desde que voltamos. Por conta do estresse da viagem e também porque eu não agüentava mais ir à casa de diversão noturna Carnicentas. É um local exótico, sem dúvida, mas o cheiro do lugar é horrível. Além disso, suspeita-se que a Caninha 21 servida no local contenha metais radioativos. E pra completar, ir ao Carnicentas significa encontrar Hanz, o pansexual. Aquele velho nojento.

No entanto, no último sábado o velho Jorginho completou 58 anos de idade e marcou uma festa no Carnicentas. Eu disse a ele que iria, mas, sabia que na verdade não ia ir. Além do mais, sair do estabelecimento de entretenimento adulto à noite é certeza de ser assaltado. Mas, resolvi ir ao local à tarde para cumprimentar Jorginho.

E qual foi minha surpresa ao chegar ao Carnicentas e ver uma placa de “Local interditado”. E um cartaz dizendo “por outros motivos, estamos atendendo temporariamente em outro local. Em breve voltaremos”. Foi chocante. Fui então até a casa dele, para saber o que tinha acontecido.

Encontrei Marcão na cozinha, fazendo seu famoso “Risoto Leblonense”. Já disse certa vez no que ele consiste. Caso você não saiba, prefira não saber. Não cumprimentei Marcão, por saber o que ele fazia com esse prato. Não cumprimentei Hanz, esse velho escroto, por que ele pode querer foder com a sua mão. E também não cumprimentei o Cão Leproso por motivos óbvios.

Pai Jorginho de Ogum estava varrendo a sala, enquanto cantarolava uma música do The Police. Com o detalhe, de que ele canta em inglês sem saber a letra. Desejei-lhe feliz aniversário e perguntei o que havia acontecido com o seu estabelecimento comercial. Ele me respondeu que ele estava interditado. Falei que, ora, isso era óbvio, tem uma placa na porta dizendo isso. Ele então me perguntou que, se eu sabia, porque havia perguntado? Mandei-o a merda. Porque afinal o lugar estava interditado?

Bem. A situação de higiene do local estava trágica. O Cão Leproso é que estava pegando lepra lá dentro. Hanz, vejam só, começou a sentir nojo do local. E quando Marcão derrubou uma garrafa de caninha 21, foi recomendado que o local ficasse fechado por dois meses para esperar que os efeitos da radiação passassem.

Perguntei então duas coisas. Se a clientela do local aceitou a mudança, e onde é que a casa estava atendendo. Ele me disse que só Alfredo Chagas aproveitou a ocasião para protestar contra o Movimento da Vanguarda Reacionária. Detalhe que o próprio Alfredo criou esse movimento. E que quanto ao local, ele me disse que eu deveria descobrir sozinho. Como eu realmente não queria saber, aceitei essa resposta mística sem fazer ameaças. Notei um claro sinal de decepção no rosto de Jorginho. Pelo menos fiquei tranqüilo em saber que o Carnicentas não estava fechado por conta da crise.

Voltei para casa. À noite fui sair. Por volta de 1h da manhã, quando estava chegando em casa, percebi a grande movimentação na rua, normal nas últimas semanas. De acordo com o guarda um puteiro estava funcionando mais para baixo. As prostitutas chegam ao local de moto. E elas também são feias. Parecem que vieram de capitais pobres do leste europeu. Ou não, não sei. Só sei que a impressão era de que era um puteiro pobre. Só posso dizer uma coisa, é péssimo ser vizinho de um estabelecimento assim. Principalmente pela música alta até altas horas da madrugada.

No domingo de manhã a rua estava com um cheiro ruim. Os gatos do fim da rua estavam todos no começo. Algo me cheirou estranho, não literalmente. Sai de casa e fui em direção ao já referido puteiro. E qual não é minha surpresa? O local estava funcionando como um “Carnicentas VIP”. Isso explica porque as prostitutas eram apenas feias. Normalmente, além de feias, elas parecem defuntas.

Adentrei o local e encontrei Hanz sodomizando uma goiabeira. Pai Jorginho estava submerso em uma piscina esverdeada. Marcão estava abraçado a três garotas (todas feias), e o Cão Leproso estava mijando em uma delas. Alfredo Chagas fez uma fogueira contra o aquecimento global. Encontrei outras pessoas conhecidas, que não vou informar o nome para preservar a família.

É muito azar. Jamais queiram ter um puteiro em suas ruas. Pode até parecer legal, mas não é. Acorde pai Jorginho, e ele me convidou para uma partida de pôquer. Recusei. Perguntei quando é que ele voltaria para seu antigo endereço. Ele me disse que em apenas duas semanas.

De repente começou uma correria, de que a polícia aparecia no local para prender o responsável pelo barulho e pelo cheiro insuportável. No meio da bagunça falei com Jorginho que, como era aniversário dele, eu o homenagearia no CH3. Ele poderia escolher o título do meu post. Ele parou, pensou e disse: “não consigo pensar em nenhum pensamento em forma de frase”. Pedi algo mais simples, e ele então me disse: “ah, coloca lá ‘o aniversário de Pai Jorginho de Ogum’”. Achei uma idéia pouco criativa, mas enfim, pedidos são pedidos.

Pai Jorginho, Hanz, Marcão e Alfredo Chagas estão presos no momento. Em breve eles deverão ser soltos.

domingo, 23 de novembro de 2008

Ser inconveniente

Algumas situações típicas:

1. Você está no supermercado e encontra uma amiga de quem não tinha notícias há alguns anos, coisa normal, visto que ela não tem Orkut. Após cumprimentá-la você nota um bebê horrível em um carrinho ao lado dela, e na maior simpatia diz:
- Que lindo! Como é o nome dele?
Sua amiga responde:
- Não é ele, é ela, se chama Fernanda.
Você fica sem graça querendo enfiar a cara no pacote de ração canina na prateleira ao lado.

2. Você está naquela roda no aniversário de uma amiga e surge um assunto de grande relevância, como a briga da Luana Piovani com o Dado Dolabella, então você diz:
- Aquele Dado é um viadinho, isso é falta de pinto pra ele!
É o momento em que você se lembra que o Zequinha, que todo mundo sabe que é gay mas não sai do armário, está na mesa.

3. Você encontra um amigo de infância que também não tem Orkut e você não via há muitos anos. Tentando ser engraçado você comenta:
- Cara, e aquela sua irmã mais velha hein, que tesão, até hoje tenho vontade de traçar ela!
O seu amigo muda de fisionomia e responde:
- Pô cara, ela morreu! Você não tem o mínimo de respeito.

Este post surgiu de uma situação extremamente desagradável que presenciei ontem pela manhã. Alfredo Chagas, um inconveniente de carteirinha, pediu pro Cão Leproso lhe dar uma mãozinha na pintura de um cartaz anti-globalização. Protestar contra a globalização já é sem noção, agora pedir uma mãozinha pra um cachorro sem braços já passa de qualquer limite.

Eu por exemplo passo por situações constrangedoras por não lembrar do nome das pessoas. Se algum dia nos vermos na rua, é bem provável que eu diga “E aí, tudo bem? Como está a correria?” e encerre a conversa antes de você perceber que não me lembro do seu nome.

Perguntar como vai a correria aliás contém um certo risco. Se você estiver conversando com um paraplégico, evite a palavra correria. Perguntar como ele anda então já é uma ofensa mortal.

As chamadas gafes podem acontecer com qualquer pessoa de bem. É praticamente impossível passar uma vida inteira ileso a elas. Mas há casos em que a gafe acompanha a pessoa por onde ela vá, e isso pode ser uma falta de sorte, como acontece com um dos membros deste blog, ou pode ser um caso de pessoa inconveniente. Sim, existe uma classe especial de seres destinados a provocar situações constrangedoras, são criaturas maléficas, frias e calculistas ou simplesmente muito burras para perceber as catástrofes que são capazes de causar.

As crianças e os velhos se encaixam nesta definição melhor do que ninguém. Estar perto de uma criança é correr o risco de passar vergonha a qualquer momento. Quer mentir a idade do seu rebento pra não pagar ingresso no cinema? Pode se preparar, ele irá desmenti-lo na frente da bilheteria, não importa o que você faça. Alguns casos chegam ao extremo, como um garoto que eu conheço, vamos chamá-lo de M, que quando mais novo dizia para as pessoas que elas não tomavam banho. Acha isso constrangedor? Pois não é nada. Se ele fosse na sua casa, era melhor servi-lo com o que tivesse de melhor, ou ele dizia:
- Aqui vocês não servem refrigerante pra visita não hein? Não tem nem uma coca? Tsc.

Crianças são entidades cruéis, e enquanto algumas se recuperam e encontram a salvação, outras ficam velhas e se tornam o procurador do demo na Terra. Se você duvida, pense na criança mais terrível que você conhece e acrescente à ela 60 anos de experiência. Qualquer semelhança com aquela sua tia fofoqueira não é mera coincidência.

Os inconvenientes estão por toda parte, são de toda raça, sexo e idade, além de serem especialistas em espantar as pessoas à sua volta com perguntas no fim da aula, histórias épicas sobre si mesmos, comentários fora de hora e beliscões em mamilos alheios.

Se você já passou por alguma situação constrangedora causada por um inconveniente, aproveite conte pra gente, mesmo que o inconveniente tenha sido você mesmo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Internet people

Hoje falaremos sobre o internauta. E o que é um internauta? Qualquer um que entra na internet é um internauta. Qualquer um. Eis o problema.

Tracemos um perfil do internauta em geral. Primeiro, dos gringos. Eles fugiram do orkut quando começou a lotar de brasileiros e migraram pro MySpace. O internauta gringo, principalmente o norte-americano, é muito chato. Extremamente chato. Reclama de tudo.
Em fóruns internacionais, sempre que alguém abre uma discussão, termina em briga. Sobre qualquer coisa. Pode ser sobre um inocente episódio do desenho do Mickey, vai dar em briga. Sempre que anunciam um filme, a primeira coisa que o gringo faz é reclamar dizendo que o filme vai ser uma incrível merda e não irá ver. No dia da estréia ele estará na fila da bilheteria. Se tem um comercial em vídeo que toca uma música bacana, e alguém perguntar que música é aquela, imediatamente ele será ofendido pelos internautas gringos: "That's the (...) song, you asshole!". Aqui no Brasil as pessoas trocam "bom dia" por "te amo", lá fora eles trocam "cara" por "asshole".

Mas se a coisa é ruim lá fora, em território nacional é bem pior. Porque se os gringos são intolerantes, os brasileiros são incrivelmente BURROS. Burros mesmo, a grande maioria é absurdamente burra. Ninguém mais sabe escrever. Acentos, vírgula e cedilha não existem para o internauta brasileiro. E não é só internetês não! As pessoas realmente NÃO SABEM escrever. Concordância, conjugação de verbos e a boa gramática são praticamente estupradas. Por exemplo, a maioria escreveria "burrise" ou "burrisse" para referir-se à burrice dos outros. Uma coisa é abreviar ou criar códigos pra adaptar a escrita à característica da internet que é a velocidade, mas não, não é esse o caso.

Mas não pára aí, não. Tem tapado de todo tipo na internet. Não é a toa que existe um site só pra isso: tolicesdoorkut.com. Se você passar meia hora lá você vai ficar abismado com a educação precária do nosso país. Passe uma hora no site e você estará chorando e gritando "Não pode ser verdade! Não pode ser verdade!". Mas é.

O caso mais engraçado são as pessoas que usam depoimento no orkut como se fosse e-mail, contado assuntos pessoais. Subentende-se que a pessoa apagará o depoimento depois de ler, mas sempre tem um que aceita. Muita gente já foi descoberta saindo do armário, ou chifrando o(a) namorado(a) por depoimento que as outras pessoas aceitam. Aí você vê umas mensagens nos depoimentos tipo "gato, a noite de ontem foi ótima, mas que ninguém sabia, muito menos meu namorado" (traduzido do internetês).

Gente caindo em spam também, daqueles mais ridículos tipo "estou peladinha na webcam, veja em www.lesbikut.com"... tem gente que vai lá, acessa e infesta o computador de vírus. Tem casos de namoros que acabam porque a namorada imbecil vê um spam de uma garota fake nos recados do namorado, falando sobre as fotos de uma festa que teve. Casamentos são cancelados por causa de spam.

Tem um caso engraçado de um cara que perguntou quando o Bob Marley ia fazer show no Brasil. É zoado até hoje (merecidamente), e até hoje ele ameaça as pessoas no orkut dizendo que vai abrir processo contra o mundo. Os casos de foto de banheiro são incríveis! Existem milhares de pessoas que tiram foto no banheiro e aparece um tolete no vaso, ou a mãe cagando no fundo. Também é possível ver dildos em fotos que algumas garotas tiram no quarto, ou alguém que tava sem calcinha. Haehaheahehahe!!
E como a pessoa que postou não vê? É que ela não abre a foto depois que passa pro compudador, só identifica qual é pelo thumbnail. Nem vê depois que coloca no orkut também. Aí fica a mãe peladona lá no fundo. Parabéns!

Cara, é incrível. Sobra até pro CH3. Tem texto nosso que a molecada copia e coloca em trabalho de escola, achando que é sério, e professor vai lá e aprova o aluno. Vários textos nossos saíram no yahoo respostas, postado por gente que acha que falamos sério! Por isso tivemos que colocar esses selos aí do lado. Mas parece que ainda tem gente que não vê, ou pior, não entende.

Enfim, sabemos que ao menos vocês, CHnautas são representantes positivos da juventude (?) internauta brasileira. Sintam-se privilegiados.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dicas póstumas para um vestibular tranqüilo

Nesse último domingo aconteceu o vestibular da UFMT. Aliás, não só o vestibular da UFMT. Vestibulares foram realizados no Brasil inteiro. E o CH3 posta aqui, dicas revolucionárias para que você tenha um vestibular tranqüilo. Revolucionárias, porque aposto que ninguém pensou nisso antes. E também, porque elas estão sendo postadas depois que o vestibular acabou. Não me lembro de dicas póstumas para o vestibular. Serve para que você veja tudo o que fez de errado e tente evitar esses erros futuramente.

É bom lembrar que essas dicas são para que o vestibular seja tranqüilo. Isso não significa que você vá ser aprovado. Mas, aprovado ou reprovado, terá feito isso na maior tranqüilidade. Então, não crie expectativas de que você vá ler “memorize as fórmulas”, “faça associações”, “estude 9 horas por dia” ou coisas parecidas. Aliás, não pense que você vá ler isso de novo aqui. Você acabou de ler, mas é bom lembrar que não a titulo de dica. O foco desse texto é justamente o dia, e o momento da prova.

Antes, um adendo sobre a tranqüilidade. Tranqüilidade vem do latim tranquilus que significa “calmo”. Calmo, por sua vez, vem do latim calmus que significa “tranqüilo”. É o estado de nervos em que se encontra eternamente o técnico Oswaldo de Oliveira. Se opõe ao estado de nervosismo. Por exemplo: diante de um Leão, o nervoso diz “Caralho, puta que o pariu! Um leão!” e é morto pelo Leão. Já o tranqüilo diz “vejam só, um Leão, quem diria”. E é morto pelo Leão. Pelo menos, é uma morte tranqüila.

Pois bem, a primeira coisa a se fazer no dia do seu vestibular, é acordar. Se você não acordar, você corre um sério risco de perder a prova. Se isso acontecer, você corre um sério risco de apanhar do seu pai. A não ser que você não tenha acordado pelo fato de ter morrido enquanto dormia. O que é uma morte tranqüila, e elimina a possibilidade de você apanhar do seu pai. Se ele for um bom pai.

Você pode ficar nervoso antes, e durante a prova. Mas isso, meu filho, é coisa sua. Não vou aqui falar para você fazer yoga, tomar remédios, fazer a respiração do cachorrinho, e etc.

A questão é o que você vai levar para a prova. Leve vários lápis e canetas, e borrachas. Vários, eu digo, uns três de cada. Se você levar mais, vai perder alguns, e vai ficar nervoso com isso. Pensando bem, é melhor levar uma borracha só. Evite levar canetas com purpurina, ou canetas com cores exóticas. Não leve corretivo, não vai adiantar nada. O corretivo só vai te deixar mais nervoso. Também não leve durex.

Alguns objetos são proibidos dentro do local de realização da prova, tais como:

Aparelhos eletrônicos: portanto, não leve celulares, mp4s, aparelhos de GPS, rastreadores de mísseis, vídeo games, laptops, palmtops, computadores, máquinas digitais, ou filmadoras. Há uma controvérsia se relógios podem ou não entrar. De qualquer forma, relógios cucos, mesmo não sendo eletrônicos, são expressamente proibidos. Qualquer aparelho eletrônico recolhido será colocado dentro de uma sacola plástica e arremessada contra a parede. E ah, se você deixar seu celular nessa sacola, desligue-o. Ninguém vai achar legal o seu ringtone do NX Zero.

Armas: não leve facas, estiletes, revolveres, espingardas, metralhadoras, bazucas e muito menos tanques de guerra. Há uma controvérsia se relógios são ou não armas. Qualquer arma apreendida será doada para os alunos do colégio onde a prova é realizada. Se você for McGyver, não poderá levar nada, porque qualquer objeto em suas mãos é uma arma. Se for Chuck Norris, não poderá fazer a prova. Porque qualquer parte do seu corpo é considerada uma arma. No entanto, não sei quem poderá te impedir de fazê-la.

Drogas: Nada de entrar com maconha, cocaína, ecstasy, heroína, LSD. Nem cigarros ou bebidas alcoólicas. Muito se discute se relógios são ou não dopantes. Toda e qualquer droga recolhida será usada pelos fiscais, para evitar o uso pelos vestibulandos.

Objetos pornográficos: Não leve para o local de realização da prova objetos como bonecas infláveis, vibradores, pênis de borracha ou patos em forma de vagina. Qualquer um desses objetos será levado até uma sala, e só será liberado depois que os fiscais de prova examinarem a procedência de cada um. Vale lembrar que não é um consenso se os relógios são ou não, um objeto pornográfico.

Animais de estimação: deixe em casa o seu cachorro, gato, hamster, canário, peixe, iguana, jabuti, elefante, mamute ou hipopótamo. Quem insistir em levar o seu animal de estimação para o local da prova só vai poder encontrá-lo ao final, no churrasco de confraternização dos fiscais. Em alguns lugares, o relógio pode ser considerado um animal de estimação.

Se você levar qualquer um desses objetos, a sua apreensão poderá resultar em muito nervosismo. E depois você vai chegar em casa reclamando que não teve um vestibular tranqüilo.

Outra questão importante relativa à prova é a alimentação. Sim, é permitido levar comida para a prova. Só que, ao entrar na sala, você deve apontar para a comida e dizer “vou comer”. Não fale isso apontando para a fiscal. Só que é preciso tomar cuidado com a comida. De preferência a barras de cereal, ou chocolate em barra. Barra eu digo, aquelas de dois tabletes, não as de um quilo. Não leve marmitas, nem uma carne para assar na brasa. Se for levar frutas, de preferência a maçãs, ou peras. Descarte qualquer possibilidade de levar uma melancia ou uma jaca. Também não leve um saco de pipoca. As salas não têm microondas.

Outras coisas. Não faça a prova nu. Não se masturbe durante a prova, e também não cole a prova do seu rival. É deveras chato, porque não há como descolar depois. E nem como repor a prova que foi colada.

Outra questão importante é relacionada a idas ao banheiro. Se você tiver que ir ao banheiro, um fiscal irá te acompanhar. Pelas últimas determinações da Convenção de Genebra, o fiscal irá ficar em pé ao seu lado, enquanto você estiver sentado no vaso. Ele irá inclusive examinar todas as folhas de papel higiênico usado. A NASA treinou todos os fiscais, e garante que não há coprófagos exercendo a função. Mas, vá saber. Portanto, defeque em casa, se isso for possível. Deixará-te muito mais tranqüilo.

Esperamos então, que esse texto tenha sido de muita utilidade, para que quando você vá fazer o vestibular, faça o de maneira tranqüila. Porque afinal, como diria o filósofo francês Renè Von Borbughuì, "o resultado é um mero detalhe". Vestibular que deriva do latim vestus, do inglês bull e do português ar. Ou seja Touro vestido respirando. Não faz muito sentido, mas a visão de um touro vestido respirando não é tranqüilizante.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Uma pequena homenagem

Este post é uma homenagem aos anões, também conhecidos por portadores de nanismo ou pessoas verticalmente prejudicadas. A vida não é fácil quando se sabe que não vai crescer na vida, e dizem que seu único futuro é trabalhar em circo ou como assistente de Papai Noel de shopping, atividades que graças ao Pânico na TV se transformaram em festivais de pedaladas.

Recentemente os anões receberam por lei o direito de emprego como os deficientes físicos, uma ótima decisão do governo para combater o preconceito, apesar de nunca vermos anões em profissões realmente degradantes, como o jornalismo ou a publicidade. Geralmente eles ficam dançando nos feirões da City Lar, trabalhando dentro das máquinas de refrigerante ou atuando em produções cinematográficas destinadas ao público adulto. O fetiche por anões é algo mais comum do que se imagina. Aqui no CH3 muita gente já entrou procurando por sexo com anões, e nós sabemos disso porque o Google Analytics contou. A privacidade na Internet é algo que não existe mais mesmo com o cadeado do orkut, o Google sabe de tudo. Voltando ao anões, graças ao fetiche dos irmãos Grimm por sexo com anões, temos o conto de Branca de Neve, e foi também movido pelo fetiche que J. R. R. Tolkien escreveu Senhor dos Anéis. No caso de Tolkien é mais um fetiche por pessoas pequenas, porque como se não bastassem os anões, a história ainda é cheia de Hobbits. Só pode ser um fetiche, é o único motivo para alguém deixar o destino do planeta nas mãos de alguém com menos de 1,5m de altura.

Anões são cultura, por isso inspiram tantos capítulos nos livros de piadas. O CH3 mesmo já escreveu um post sobre como apartar uma briga de anões e muita gente achou que era piada, mas anões brigam pra valer, e agora ganham dinheiro por isso. A foto ao lado divulga a disputa do primeiro título mundial de boxe na categoria anões, entre Nazih “Cabeça de Martelo” e Jamie, “O Gigante”, realizada na Austrália dentro de um cercadinho. CH3 cobriu a grande luta repleta de golpes baixos, vencida por Nazih com facilidade. O resultado já era de se esperar, já que o Cabeça de Martelo é muito maior que o Gigante, são 1,28m contra 1,07m.

Aliás, “Gigantes do Norte” é o nome de um time de futebol de Santa Isabel, no Pará, o primeiro e único time de futebol de anões do mundo. Se você duvida, dê uma olhada:


Na próxima semana o Gigantes do Norte enfrenta o Corinthians no Pacaembu. Em entrevista ao CH3 o técnico Mano Menezes declarou já preparar o Timão, preocupado com as bolas aéreas, ponto forte da equipe paraense. Já o comandande do Gigantes, Carlos Lucena (que não é anão) disse que jogando fora de casa a obrigação é partir pra cima, mesmo com o desfalque do seu principal jogador, o meia Madson, transferido para o Vasco.

sábado, 15 de novembro de 2008

Para descontrair

(Antes, gostaria de agradecer a todos aos CHnautas que comentaram no post anterior. Nunca na história do CH3 tivemos um post que sensibilizasse tantos internautas a darem seu depoimento. O assunto é de fato comovente para todo nós.)

Ultimamente tenho recebido algumas reclamações por e-mail de que meus textos andam muito sérios ultimamente. E também várias pessoas já vieram falar sobre isso comigo e fizeram a já batida piadinha: "why so serious?" parafraseando o Coringa no último filme do Batman. Bem... A verdade é que quando se está fazendo monografia, seu humor cai consideravelmente.
E visto que muitos estão na mesma situação, resolvi fazer um post hoje mais descontraído.

Vou começar com algumas piadas de loiras:
Qual a diferença entre uma loira morta e uma boneca inflável?
R: O prazo de validade.
Que tipo de homem a loira prefere: japonês, branco ou negro?
R: O que tiver mais dinheiro.

Piada de gaúcho agora.
Como gaúcho tira a camisinha?
R: Peidando.
Dois gaúchos estavam se comendo, então o de trás dá uma fungada no cangote do da frente. O da frente diz: "Peraê, viadagem não!"

Também hoje vou seguir algumas tendências dos sites de humor, pegar algum acontecimento recente no meio das celebridades e fazer piadas a respeito. Clique no link para ver a notícia completa:

Dado Dolabella é indiciado por agressão a Luana Piovani.
Esse Dado Dolabella é mesmo metido a valentão... Deve ter ido pra boate levando a sua fiel machadinha na mala. Daí chegou na Luana e falou "você traiu o movimento clubber, véio!". E pow! Bem na cabeça.

Ivete Sangalo faz show com Preta Gil no Rio de Janeiro.
Preta Gil sempre anda por aí com gostosas como Ivete Sangalo e Juliana Paes. Mas infelizmente, Preta, gostosura não se passa por osmose.

Agora vou postar vídeos engraçados do youtube.
Veja esse vídeo muito engraçado de um gordo fazendo gordice:


Agora olha esse moleque, que retardado, hahahaha:


Bom, é isso aí. espero que tenham se divertido.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A vida de um monógrafo

As mudanças são aparentes. O cansaço e a insônia são mostrados pelas olheiras. O peso se altera para mais ou para menos, mostrando que a rotina de alimentação da pessoa mudou. Seus cuidados com a aparência também. Seja a barba mal feita, o cabelo bagunçado ou as unhas não pintadas. Esses sintomas atingem tanto homens quanto mulheres. E são sintomas comuns, anualmente várias pessoas os têm.

Se você conhece alguém que esteja assim, não se preocupe muito. Não se trata de uma epidemia ou de uma doença fatal. Após algum tempo, os sintomas desaparecerão e a pessoa poderá tentar voltar a ter a sua vida normal. Afinal, a pessoa estava apenas fazendo a sua monografia.

Como a monografia é uma coisa considerada normal, as pessoas podem até achar que este é um processo que os seres humanos enfrentam com naturalidade. Mas, não é. A monografia estressa os monógrafos e causa reações parecidas com as fases pela qual a pessoa passa antes de morrer.

Primeiro, vem a negação. Nesse período, o monógrafo trata a monografia como se ela não existisse. Olha o calendário e pensa que ainda tem muito tempo disponível e resolve viver a sua vida adoidada. Ou, pelo menos normalmente.

Depois vem a raiva. Quando o monógrafo percebe que tem que começar a fazer alguma coisa. E a sensação é de raiva. Porque eu preciso fazer isso? Que merda, maldito seja o mundo!

Chegamos então a fase da barganha. Que é quando o monógrafo começa a tentar fazer sua monografia e percebe o tanto de coisa que tem que fazer. O normal então é pedir ajuda para deus. “Ajude-me a fazer a monografia e eu começo a ir à igreja”. No entanto, esse pedido também pode ser feito aqueles scraps do Orkut que se oferecem pra fazer o trabalho.

O passo seguinte é a depressão. É a sensação de que sua vida acabou, que você jamais vai conseguir fazer isso, que nunca vai se formar e se tornará eternamente alguém frustrado. É a fase mais duradoura.

Finalmente chegamos a aceitação. Quando você aceita a situação, seja qual for. Ou você faz o trabalho ou se consola em fazer apenas no semestre seguinte, ou resolve que o diploma não é assim tão importante e que os conhecimentos adquiridos ao longo desses quatro anos serão muito úteis.

Existem várias maneiras de reagir a essa fase da vida.

Tranqüilidade: Os tranqüilos são aqueles que nas conversas com os amigos se mostram sempre tranqüilos com a sua situação. Que estão escrevendo, sabem o que fazer e que tem confiança de que tudo vai dar certo. Pura pose. Na verdade, os tranqüilos têm surtos de desespero no quarto e antes de dormir tentam se sufocar no travesseiro para abreviar a dor. E os tranqüilos são os piores, porque eles fazem isso apenas para ver a cara de desespero dos seus colegas diante do seu sucesso.

Desespero: Esse é o mais normal. Encaixa-se em todos os sintomas mencionados no começo do texto. O desesperado pode ser tanto melancólico, quanto abatido, quanto desiludido.

Desespero em excesso: É a versão extrema da categoria acima. Combina o abatimento melancólico com um estado de nervos elétrico. Inquietação. É como se a pessoa tivesse tomado doses cavalares de cafeína.

E a monografia traz seqüelas. Você nunca mais será o mesmo, nunca mais uma dissertação, um artigo, ou qualquer coisa acadêmica passara imune a você. Não tem aquela história de “ah se precisar faço, se não, não faço”. Você pode tanto tomar um horror eterno, ter pesadelos e calafrios quando escutar essa palavra ou, pelo contrário, pode tomar gosto pela situação e fazer especializações, mestrados, doutorados, publicar artigos científicos mensalmente e etc.

Enfim. A vida de um monógrafo é uma desgraça pura. Só não é pior do que a vida do jornalista. A não ser que você seja um jornalista fazendo monografia. É tanta desgraça para uma vida, que, dizem, prisioneiros de guerra no Sudão são obrigados a serem jornalistas e a apresentarem monografias mensalmente.

Os monógrafos sonham com citações. Acordam pensando em referências bibliográficas. Em cada ato do seu dia eles pensam na metodologia a ser usada. Tem pesadelos com a ABNT.

Você vive com a eterna sensação de que seu dia está encurtando. Você se esquece das estrelas do céu, do sol que brilha e... (o parágrafo foi censurado, por ser extremamente parecido a um livro de auto-ajuda).

E não há nada para se fazer com isso. Apenas terminar a monografia. Triste.
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Abrimos os nossos comentários para que você, CHnauta, compartilhe a sua experiência. Tal qual uma seção de Monógrafos Anônimos.