domingo, 31 de maio de 2009

Livros que não recomendamos

Não serei hipócrita. Estava sem assunto e sem tempo para fazer um post. E resolvi dar início a essa série (inicialmente eu pensava em um filme, mas fica pra depois). No caso é sobre o livro O Dossiê Iscariotes de Marcos Losekann. Li ele na faculdade, e o texto a seguir (em uma grande picaretagem) é a réplica idêntica do texto que eu entreguei como resenha para a professora.

O repórter infalível

Todo romance policial tem uma estrutura parecida. Acontece um crime terrível e misterioso e ninguém sabe quem é o criminoso. Então alguém começa a investigar o caso. Junta as provas, observa todos os detalhes que o levarão até uma solução. Ele pode conseguir isso através de um simples telefonema ou através de um rosto refletido nas pupilas de uma mulher em uma fotografia.

Os livros desse gênero não são feitos para mudar a vida de ninguém, nem para provocar reflexões sobre a existência humana, ou a prática do jornalismo ou o que seja. Os aficionados por este gênero costumam a ler várias obras em pouco tempo, movidos pela adrenalina, pela dúvida em saber o final, em saber o desfecho de toda a trama, como em um filme de ação.

“O Dossiê Iscariotes” do jornalista Marcos Losekann é justamente um Romance Policial. É um livro diferente da maioria dos livros que os jornalistas costumam a escrever. Normalmente um jornalista escreve um livro para falar de seus feitos, ou escreve um livro-reportagem, uma biografia. Losekann não, ele escreve como um escritor apenas. Para escrever um Romance Policial, ele poderia ser um agricultor ou ter qualquer outra profissão. Mas, apesar disso, seu trabalho como jornalista influenciou a obra.

Porque ao invés de um detetive, policial ou agente secreto, o investigador da história é um jornalista. Anderlon Gonçalves Valderês, o AGV, uma espécie de 007 brasileiro, correspondente do jornal brasiliense “O Capital” em Manaus. No fim de 1988 no dia em que o seringueiro Chico Mendes é assassinado, acontece uma rebelião em uma prisão de Manaus. Na rebelião todos os presos são executados e uma freira que estava como refém, também.

Motivado por suas dúvidas e por seu instinto jornalístico ele vai se aprofundando nos fatos e descobre que a chacina na prisão foi uma queima de arquivos. Com interesse do governador que tinha ligação com o narcotráfico e da Igreja, já que a freira estava grávida de um padre. Já a história de Chico Mendes não tem influência na história. É apenas uma coincidência que leva AGV ao Acre e faz o leitor saber o ano em que a história se passa.

São duas tramas que desenvolvem a história. Uma em que AGV investiga as ligações entre a rebelião, o governo e a Igreja, e outra em que simultaneamente a investigação AGV tem visões da feira morta, recebe mensagens do além em sua secretária eletrônica.

Mas se a história é até interessante, os personagens não são. AGV é um jornalista perfeito. Escreve textos excelentes, tem as melhores técnicas de apuração, é ético, as redações de todo o Brasil falam dele, ele é incansável, recebe prêmios todos os anos e como se não bastasse isso, ainda tem um corpo com músculos definidos, faz sucesso com as mulheres e é resistente ao álcool. Único problema é que ele tem AIDS, é ateu e tem hemorróidas. E esses problemas acabarão.

Já os chefes de AGV são os canalhas completos. João e Rita são antiéticos, péssimos jornalistas, tentam derrubar seus colegas, são invejosos, conspiram e fazem sexo o tempo todo. Comemoram a demissão de AGV com sexo, a volta de uma viagem com sexo, e o fazem na cama, na sala e no carro. E como se não bastasse, João ainda é estéril. Enfim, não há identificação com os personagens.

A forma como a história se desenvolve lembra uma novela. AGV vai apurando os fatos, escapa da morte, se apaixona e quando está para revelar o caso, é demitido e vai para a miséria. Então a parte espiritual do livro ganha força. As aparições da feira se tornam mais freqüentes e ele acaba embarcando para Roraima, onde bebe com os índios, supera o HIV que já consome suas forças, escala um monte e encontra Deus. Ele foi o jornalista selecionado para entrevistar Deus, porque era o mais puro de todos.

Não se sabe o que ele conversou com Deus. Provavelmente estará nas continuações do livro, já que Losekann pensa em escrever uma trilogia.

O leitor pode observar então que faltam poucas páginas para o livro acabar, e pensa como é que AGV conseguirá ter, afinal, um final feliz. E então, como numa novela, tudo se resolve no último capítulo. Em poucas páginas o convertido AGV com Deus em seu coração volta a Manaus, perdoa todos aqueles que lhe fizeram mal, soluciona o caso com provas contundentes, descobre que seus chefes se arruinaram, recupera seu emprego onde vai trabalhar com sua namorada, tem sua matéria publicada, e ainda milagrosamente é curado da AIDS. Só faltou um casamento pra acabar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Alfredo!

Todos já escutaram falar de Alfredo Chagas, um cara extremamente chato que sempre aparece em momentos inoportunos para torrar a paciência. Durante certo tempo ele assinou um editorial no nosso jornal impresso, o CH3 News – até o jornal ter acabado. Reproduzo abaixo seus melhores (?) textos. Reparem que nos textos, por vezes ele deixa de lado a sua aparência radical e adota uma postura bucólica, nostálgica, circunspecta e inquietante. Vale lembrar que anos após a publicação, descobrimos que Pai Jorginho de Ogum é que digitava os textos de Alfredo, visto que ele enquanto comunista liberal abomina o uso de computadores e chuveiros.

Lembro-me bem da primeira vez em que eu comi bacon na minha vida. Era um fim de ano e a família estava reunida no sitio da minha avó, Leonora. Minhas primas corriam nuas pelo quintal e os cavalos se excitavam. Eu pensei comigo “até que é uma”. Meus pais me chamaram para tomar banho. Dentro do vaso sanitário, havia algo estranho. Resolvi chamar meu pai, e ele disse “filho, isso é bacon”. Resolvi pegar e comer. Depois disso, me tornei médico, e nunca mais mantive relações sexuais com polvos.

A verdadeira verdade por trás das mentiras
Ando passando por ai, e percebendo que muitas pessoas falam e falam, mas não falam nada. Os espaços são preenchidos por coisas abstratas, mas eu pelo menos não creio que tenha algo que possa me lembrar recentemente. Tudo o que eu queria era apenas uma porção de mandioca frita, mas os nordestinos burros me ofereciam uma tal de macaxeira. Se pudessem eu os mandava ir pastar. Oras, macacos me mordam, e tenho dito.
Por : Alfredo Chagas, colecionador de centopeiras


Uma questão de seriedade
Não adianta de nada se levar alguma coisa a sério se ela não for feita com seriedade. A falta de comprometimento torna difícil a nossa realidade. Por isso que sempre digo que a carne deve ser servida o mais bem passada possível. Afinal, podem até dizer ao contrário, mas ninguém gosta muito do sangue que fica sobrando no prato. Tem gente até que diz que gosta de comer aquilo com farofa, mas eu pelo menos acho isso deplorável. E os garçons insistem em trazer a vaca ainda mugindo. Haja paciência!
Por: Alfredo Chagas, grande fã da Noruega.

A conseqüência da inconseqüência.
Não adianta, esses jovens de hoje em dia não respeitam mais os valores que eram preservados antigamente. No meu tempo a gente só queria jogar pipa e soltar futebol. Não necessariamente nessa ordem é claro, mas hoje em dia tudo mudou. O sexo domina o mundo e isso é bom, pessoas não usam camisinha e ficam colocando crianças aidéticas nesse mundo cruel e absurdo que todos nós conhecemos. Portanto, proponho um basta para essa sociedade plantadora de mandioca. E digo que tenho dito!
Por: Alfredo Chagas, possuidor de um Fliperama.


A questão é: como comer
Não dá certo. Comer é um ato explorado midiaticamente diariamente nesse nosso cotidiano abstratamente pintado impressionista. Há quem coma com a boca, e há quem faça o contrário. Mas eu pouco me importo, sempre disse. A camisinha é essencial, por mais que a Igreja tente negar. Mas não confundam as coisas, camisinhas com mostarda não são de fácil ingestão. Há quem saiba disso, e há quem não saiba. Ousaria dizer que esse é o milagre, o mistério e o sentido da vida. Vida essa que vivemos. E tenho dito, eu digo bem dito.
Por: Alfredo Chagas, mulherzinha da cela


Questões existenciais egocêntricas do caralho
Sempre me dizem, cuidado com os palavrões, mas eu digo que eles fazem parte dessa nossa natureza humana que por sinal é algo muito natural. Há quem coma sabão, eu sei, mas isso só pode ser conseqüência de uma demência desvairada. Se há quem coma pizza de estrogonofe e defenda a sua existência, apenas digo e pergunto ao mesmo tempo em que respondo: porque não? E você pode ficar parado que eu não dou a mínima porque isso é o meu máximo. E por isso tenho dito.
Por: Alfredo Chagas, que gosta de camisas laranjas


Um exemplo de sobrevivência
As pessoas vivem sobrevivendo em nossas ruas, avenidas e principalmente calçadas, onde ninguém é atropelado. Sim, sei que existem alguns casos, mas isso é algo que foge da amplitude humana. Tem quem queria escalar o Everest, mas todos deveriam saber dos perigos, tal qual acontece com quem dança no quiabo. O mercado exige profissionais que estejam vivos, e quem quebra o paradigma é acusado de problemas intestinais ou então de problemas mentais e sexuais. Absurdo! E tenho dito.
Por: Alfredo Chagas, amigo de orangotangos


Hora de aplaudir
Passava pelas calçadas da avenida próxima a minha casa, quando percebi a existência de um maldito grupo de bolcheviques que comiam uma casquinha de sorvete. Foi ai que eu pensei com meus botões, oras, é preciso medir com a mesma régua para se ter uma opinião formada sobre o desenlace dos fatos. Do que adianta uma portentosa lagosta se você não tiver um martelo? São essas as perguntas que irei morrer fazendo e que espero humildemente ainda obter resposta um dia. Tenho dito.
Por: Alfredo Chagas, que faz dança do ventre


Dinheiro compra a Esperança
Sempre ando pelas calçadas escutando que dinheiro não compra um monte de coisas e sempre me pergunto onde as pessoas estão com as cabeças delas. É claro que o dinheiro compra Esperança, prostituta panamenha que conheci na minha infância. Se o feijão está no ponto, não temos mais muito o que fazer a não ser torcer e saborear o excêntrico gosto do tempero de sabonete. E é por isso que eu sempre digo e repetirei enquanto ainda sobrar um maldito sopro de vento em meus pulmões. E tenho dito!
Por Alfredo Chagas, ventríloquo amador

Em breve mostraremos a segunda parte das colunas do ordinário Alfredo Chagas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Monstrinhos S.A.

A gripe suína deixou de ser o assunto mais explorado nas notícias para dar lugar ao Caso Maísa. A Vara da Infância proibiu a menina de 7 anos (completos semana passada) de trabalhar no Programa Silvio Santos e o Ministério Público está processando o SBT em R$ 1 milhão pelo Silvio ter feito ela chorar em seu programa.

Tá. Agora o que é revoltante: todo mundo fica passando a mão na cabeça da Maísa como se ela fosse um anjinho que é maltratada sempre pelo Silvio Santos malvado, feio e bobo. Li uns textos na internet que me deram nojo.

Pô, a guria é praticamente um monstrinho!

Alguém já viu o programa que ela apresenta de manhã? Meu! Ela humilha cada criança que liga lá na maior boa vontade, na esperança de ganhar um brinquedo. Ela paga da cara de quem perde, chama as crianças de burras... e teve o famoso caso do menino que escolheu a cor rosa numa brincadeira e a Maísa ficou chamando ele de viado. Em rede nacional, pra todo mundo ver. Se a galera acha as consequências do fato da Maísa estar na tv ruins pra ela, pras outras crianças do Brasil é pior.

O CH3 denuncia. Veja o que aconteceu com algumas das crianças que ligaram para a Maísa. (Obviamente a identidade das vítimas será preservada por questões de privacidade).

Juquinha foi humilhado pela Maísa por ter perdido a brincadeira por distração. Maísa esculhambou o pobre garoto, que nunca mais foi o mesmo. Começou descontando seus traumas em animais, depois em seus colegas. Até que hoje, um ano depois, matou seus professores.

Epaminondazinho não sabia o que acontecia quando alguém ligava para Maísa. Escolheu um brinquedo comum e Maísa acusou-o de ser fútil. Hoje explora sexualmente garotas menores de idade para conseguir dinheiro para comprar brinquedos caros.

Martinha foi humilhada por Maísa. Foi reconhecida na escola e hoje seus colegas a tratam como lixo. Martinha acabou encontrando refúgio no álcool e nas drogas. Hoje, dois anos depois está com aids. Tem apenas 8 anos.

Bafinho sempre sofreu bullying no colégio e em casa. Esperava ganhar um brinquedo para ter alguma razão de ser feliz. Perdeu o brinquedo e ainda foi humilhado por Maísa. Bafinho ainda não fez nada, mas podem ter certeza que quando crescer vai ser o pior serial killer da história desde o Bandido da Luz Vermelha.

Agora o escândalo surge quando a garota chora na tv. Só agora. Mas NINGUÉM PENSA NAS CRIANÇAS! Ninguém pensa nas crianças que sofrem nas mãos de Maísa!
Quando eu tinha 6 anos, brincava na lama, estudava à tarde, limpava a meleca do nariz na roupa, assistia desenho a manhã toda e lia gibi da Mônica. Mas quando eu fazia merda, apanhava de cinta. Acusam Silvio Santos de roubar a infância da menina. Querem tirar R$ 1 milhão do homem. Como se grana fosse problema pra ele. Provavelmente ele está lendo as notícias, sorrindo e pensando: "Valeu a pena. Valeu a pena..."

P.S. Mais uma vez, antes de surgirem os tradicionais comentários viadinhos do tipo "não, gente, isso é errado", não custa nada lembrar sobre esses selos que ficam aí na lateral direita do blog. ----->

domingo, 24 de maio de 2009

Grandes dúvidas que não têm explicação (6)

O menino fala para a sua mãe que ele quer fazer cocô. E logo depois faz o polêmico anúncio de que só o fará, se for na casa do Pedrinho. A mãe, é claro, fica chocada. Logo depois uma voz aparece no fundo explicando porque o garotinho tem essa fixação no banheiro do Pedrinho. É o famoso caso Pedrinho. Ou, uma propaganda horrível que invadiu nossas casas.

Certo, propagandas horríveis invadem nossas casas o tempo todo. O exemplo máximo, o supra-sumo do mau gosto é a propaganda do Guaraná Dolly. Todas elas. Não existe uma única propaganda deles que não seja uma merda. Ou, um cocô na casa do Pedrinho.

O detalhe que diferencia a propaganda do menino cagão é que ela não é feita no Brasil. Parece ser uma propaganda argentina. Uma merda importada.

Existem algumas propagandas que passam no Brasil que vem de fora. Refrigerante, sucrilhos e etc. Mas, geralmente só as que vêm da Argentina são dubladas (genialmente, diga-se de passagem). E quase todas essas são de produtos de limpeza. Os mais variados produtos de limpeza que você pode imaginar. Spray desodorante de banheiro, pedra sanitária, pasta de dente, escova de dente, papel higiênico, sabão em pó, sabão em barra e produtos para bochechar.

E todas elas são horríveis. A dúvida que fica é: se as propagandas são ruins, porquê elas passam no Brasil? Porque a publicidade brasileira não faz publicidade de produtos de limpeza?

Bem, existem algumas respostas que nós elaboramos.

1) Nos primórdios da propaganda brasileira os pagamentos eram feitos com o produto divulgado. Portanto, propaganda de cerveja era paga com cerveja. De comida, com comida. De carro, com carro. De disk-sexo com telefonemas grátis. E aí que o pior pagamento possível era receber 300 rolos de papel higiênico como pagamento. Ou 1500 pedras sanitárias. Aconteceu então que os publicitários brasileiros desencanaram de fazer publicidade para esses produtos.

2) Existe uma rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos. Os brasileiros geralmente sacaneiam os argentinos ganhando copas do mundo. Os argentinos deram o troco conseguindo infiltrar essas propagandas nas nossas vidas. Nós os sacaneamos brutalmente a cada quatro anos. Eles fazem isso em pequenas doses diárias.

3) Boa parte das empresas donas dos produtos de limpeza são multinacionais. E claro, eles não tem conhecimento de geografia e acabam por encomendar uma propaganda só para toda a América Latina imaginando que todos aqui falam espanhol. Então quando ela chega no Brasil, o povo tem que arrumar uma maneira de dublar.

4) E é claro. Os donos da loja tem um mau gosto do caralho.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Guia CH3: Como se tornar comentarista de futebol

“Comentarista de futebol não é uma função que se baseie em velhos clichês e costumes preguiçosos” – Anônimo Crítico Viadinho.

O futebol é um jogo composto por 11 jogadores, uma bola, um trio de arbitragem, 17 regras e pessoas assistindo. Uma parte desses espectadores o faz no próprio estádio. Mas existem ainda mais pessoas que assistem ao jogo pela televisão. Seja por preguiça, por distância, medo, superstição ou comodidade.

E para essas pessoas que assistem ao jogo no seu doce lar outras figuras se fazem essenciais ao jogo: a equipe da televisão. Especialmente o narrador, o comentarista e depois os repórteres de campo. O repórter é um pobre coitado que de vez em quando traz informações como “vai mexer a Campinense” ou “o Zagallo está pedindo pro Romário cair pela esquerda”. As figuras mais visadas são o narrador e o repórter.

Vamos esquecer o narrador e nos concentrar no comentarista. Existem dois tipos básicos de comentaristas, o comentarista de jogo e o comentarista de arbitragem. O comentarista de arbitragem é uma infeliz criação da Rede Globo. Consiste em um ex-árbitro que depois de assistir a jogada quarenta vezes critica o árbitro por ter errado. Sendo que: 1) o comentarista no tempo de árbitro errava muito; 2) qualquer pessoa que assiste o jogo tem condição de julgar se o juiz acertou ou errou.

Esse post ira ensinar você a ser comentarista do jogo. Siga as dicas.

Formação
Existem duas formações possíveis para ser comentarista de futebol. Uma é ser ex-jogador de futebol. A outra é ser jornalista. O ex-jogador de futebol tem a vantagem de poder falar várias besteiras em nome da sua experiência.

Táticas para comentar o jogo

Faça o espectador de idiota
Utilize termos difíceis, ou explique situações difíceis que o espectador não vai perceber, mas para não achar que é burro, vai concordar com você. Fale das duas linhas de quatro do Toledo, do posicionamento em linha da zaga do Operário ou de como o centroavante do CRB caí para o lado abrindo espaço na defesa adversária.

Aposte que o espectador é um idiota
Se o Brasil estiver empatando com a Bolívia diga “mas essa é a melhor Bolívia dos últimos tempos”. Os espectadores vão achar que você realmente acompanha o futebol boliviano nos últimos tempos. Também nos jogos do Brasil contra as outras seleções diga qualquer coisa sobre os jogadores do adversário. “O Iniesta é um dos volantes mais faltosos do mundo” ou “o que o Ibrahimovic perde de gols lá na Itália não está no papel”. Torça para que quem esteja assistindo os jogos realmente nunca tenha visto um jogo de campeonatos europeus.

Faça uso dos clichês
Use “o time está errando o último passe” quando o time não estiver chegando na área adversária. Nem precisa pensar que todo passe errado é o último. Também diga que o time tomou o gol na hora errada. Como se existisse uma boa hora para tomar gol.

Comente os fatores extra-campo
Se o jogo estiver uma porcaria, fale de como a festa na arquibancada está bonita, de como o estádio está bonito, ou de como o dia está bonito. Vale falar até que o uniforme do Barueri está bonito. Só não diga que os jogadores são bonitos. Pode pegar mal no ambiente másculo do futebol.

Mostre convicção
Não importe que o que você esteja falando seja uma enorme besteira. Mostre convicção nos sistemas que defende. Fale mal do sistema com três zagueiros. Faça isso em todos os jogos de times que joguem com três zagueiros. Não importa se esse time só ganhe jogos por goleada, e seja campeão todos anos. Explique que “esse esquema faz com que o time perca o meio de campo” e “tira talento da equipe”.

Seja simpático com todos
Evite fazer críticas sérias a quem quer se seja, para manter uma relação boa. Se a torcida da Desportiva Capixaba invade o gramado e mata o juiz em todas as partidas, não a critique. Se o Josiel perde dez gols que sua mãe faria, não diga que ele é ruim. Culpe apenas a má fase, e diga que vida de centroavante é assim. Quando te perguntarem se um jogador merece ser convocado para a seleção, diga que sim. Não importa se é o Kaká, Júlio Baptista, Elano, Douglas, Hugo ou Jorge Preá. Todos deveriam estar lá. E jogando como titulares.

Apele para a polêmica
Certo, se você se decidir por esse caminho, esqueça a dica de cima. Mas, diga que jogador tal é um mau caráter. Enxergue entradas violentas e desumanas durante a partida toda. Chame meio mundo de perna de pau. Interrompa opiniões contrárias com urros e brados retumbantes.

Faça seu bairrismo parecer credibilidade ou imparcialidade
Você é carioca. Na rodada do campeonato todos os times cariocas perdem por 6x0. Nas oito rodadas seguintes isso se repete. Até quando dois times cariocas se enfrentam, eles perdem. Mesmo assim, você não irá seguir a corrente paulista da imprensa que mete o pau nos times cariocas e destacará os valores das equipes do seu estado, que entre outras coisas é mais bonito. No final do campeonato escale uns cinco jogadores de times do seu estado, mesmo que todos tenham sido rebaixados. Fale que você não faz parte dessa ala paulista da imprensa, e vê os valores dos outros lugares. E que não é porque o time foi mal que não pode ter tido bons valores.

Ache que no nordeste tudo é festa
Se você for comentar o jogo de um time paulista/carioca no Nordeste, comente como o povo baiano é feliz, da festa dos pernambucanos e que lá é sempre assim. Imagine que lá tudo é festa. Imagine que os cearenses nem se importam em ganhar o jogo, eles só são felizes por natureza e vão dançar frevo até se o time perder.

Apêndice: breve guia para comentar a Copa Libertadores da América
Se você for comentar a Libertadores alguns outros comentários fáceis podem ser feitos:
- Qualquer torcida de qualquer time pressiona o adversário: “Próximo jogo é lá em Caracas (Medellín, Bogotá, Lima, Assunção, Santiago, Buenos Aires) onde a torcida pressiona muito.
- Qualquer jogo da Bolívia pra cima é disputado na altitude. Na altitude de La Paz, Lima, Quito ou Maracaíbo.
- Todos os times argentinos, uruguaios, paraguaios e chilenos são catimbeiros e violentos.
- Todos os times peruanos, colombianos, equatorianos e venezuelanos são inconseqüentes e frágeis na defesa, mas perigosos no ataque.
- Qualquer time estrangeiro tem: um goleiro esquisito que solta bolas; um zagueiro violento; um camisa 10 super habilidoso; um atacante marrento; e um jogador que é a arma secreta que entra no segundo tempo.
- A arbitragem deixa a carnificina ocorrer em campo. Deixa os adversários enrolarem a partida, mas punem somente os brasileiros.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Teste: Quem é você no CH3?

Provavelmente você já viu nesses blogs adolescentes da vida alguns testes tipo "que personagem de Malhação você é", "que personagem de Harry Potter você é", "quepersonagem de Crepúsculo você é" e "que personagem do Animal Planet você é". Hoje o post é um teste semelhante, para ver com qual membro da equipe CH3 você mais se identifica.
A cada pergunta marque apenas uma alternativa, a que você mais se identifica na situação proposta.

1- O que você faz da vida?
a) sou pai (mãe) de santo e dono(a) de prostíbulo barato
b) sou pedreiro
c) não faço nada, pois sou fisicamente inválido

d) não faço nada além de observar o dia passar

e) disponibilizo meus serviços sexuais em troca de dinheiro


2- Qual é seu hobby favorito?

a) prever o futuro

b) tomar banho na caixa d'água

c) pintar com
os pés
d) observar a gr
ama crescer
e) passar substâncias consideradas nojentas no corpo


3- Você entra numa livraria, por qual livro você procura?
a) Além do Horizonte, de Walter Mercado

b) Nenhum, pois você é pobre e analfabeto

c) Um Dia de Cão

d) Com
o Trabalhar com Isopor, de Arnaldo Belmiro
e) Kama Sutra Hardcore, pois acha o Kama Sutra normal muito light.


4- Qual é sua música favorita?

a) Every Breath You Take, do Police

b) Diz que me
Ama, do Belo
c) Só as Cachorras, do Bonde do Tigrão

d) Fake Plastic Trees, do Radiohead

e) Weisses
Fleisch, do Rammstein

5- Qual é seu filme favorito?
a) O Sexto Sentido

b) Cinderela Baiana

c) Marley e Eu
d) O Enigma de Kaspar Hauser

e) Putar
ia Sem Limites 9

6- O que mais tem no seu guarda-roupas?

a) roupas brancas e de viado velho

b) roupas velhas e furadas

c) nada, e
u ando nu
d) nada, an
do sempre com a mesma roupa
e) látex. Muito látex


7- Para onde você costuma viajar nas férias?

a) para a Bahia

b) Cotriguaç
u, quando consigo carona
c) Palmas, TO.

d) não costumo sair de casa

e) Amsterdã


Chegou a hora de conferir suas respostas.

Se a m
aioria das suas respostas foi:

Letra A: Você é Jorginho de Ogum. Um salafrário e charlatão, aproveitador e explorador.



Letra B: Você é Marcão. Pobre e humilde, nunca se deixa abater pelas pedras no seu caminho.



Letra C: Você é o Cão Leproso. Apesar de suas dificuldades e deficiências, você segue em frente como pode.


Letra D: Você é Guilerme. Uma pessoa leve e serena, considerada fria e observadora, mas é só uma pessoa que gosta de ficar na sua.



Letra E: Você é Hanz, o Pansexual. Safado, pervertido, sem vergonha, nojento, zoófilo, naturista extremo. Quero distância de você.



Se você não marcou nenhuma das alternativas porque acha esse teste ridículo uma grande perda de tempo, você é Alfredo Chagas. Chato pra cacete, insuportável e ninguém te quer por perto.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Editora CH3: livros de desmotivação

Hoje em dia nós temos vários livros de auto-ajuda e motivação. Ocupam prateleiras e mais prateleiras nas livrarias. A Editora CH3 resolveu inovar e criar os livros de desmotivação. Afinal, às vezes é preciso que alguém venha nos dizer uma verdade e acabar com os nossos sonhos. Confira-os, junto com a resenha enviada pelos seus autores:

O monge e o mendigo - A péssima história de dois seres que se vestem mal, não tem amigos e são constantemente esquecidos pela sociedade.

Eu mexi no seu queijo – Eu mexi no seu queijo. Eu puxei seu lençol de noite. Eu desamarrei o cadarço do seu tênis. Eu que tirei o papel higiênico do seu banheiro. Eu risquei seu CD preferido. Eu sou seu pior pesadelo.

Pai pobre, pai miserável – Saiba tudo sobre a infelicidade de não se ter dinheiro.

Casais burros empobrecem juntos – Um casal que não tiver neurônios para pensar só pode ficar pobre. E provavelmente você é burro por estar comprando esse livro.

Você é substituível – Mesmo que alguém possa dizer o contrário, a verdade é que se você morrer amanhã, o mundo continua girando, alguém irá pegar o seu emprego e as pessoas próximas vão arrumar algo para se ocupar.

O que toda mulher burra não deve saber – Há varias coisas que uma mulher burra não deve saber. Mas se eu falasse-as aqui, você saberia, sua burra!

Há coisas que são impossíveis – Sim, certas coisas são impossíveis de serem feitas. Ou você acha que conseguiria correr mais rápido do que uma Ferrari? Que consegue voar? Sim, isso é impossível. Assim como os seus sonhos.

Como não fazer amigos e não ser influenciado por eles – A melhor coisa a se fazer é não arrumar amigos. Se você arruma algum amigo ele logo vai querer te influenciar e transformar a sua vida num pesadelo. Se isole do mundo.

Desista – Simplesmente esse seu desejo medíocre e imaturo não vai se concretizar.

Não adianta pedir, ninguém vai atender – A vida é como um rodízio de pizza. Nem sempre tudo o que você pede vem.

Dicas para viver mal – Continue apenas vivendo como você vive agora. Ou você acha que isso já não é viver mal o suficiente?

O poder do subconsciente: nenhum – Você acredita nisso?

Os homens só se casam com as manipuladoras se elas forem boas de cama – Não adianta. Se você está solteira, muito provavelmente você é ruim de cama. Ou muito feia. Ou muita chata. Ou todos esses itens juntos. Não adianta ler o site terra mulher.

Faça o que tiver que ser feito. Se for você quem fizer, não vai adiantar muito – Porque você acha que as coisas que você faz não dão certo?

Você não é especial – Nem um pouco.

Um livrinho para os meus inimigos – Malditos. Espero que morram todos de forma lenta e cruel. Quero assistir os vermes destruindo sua carne pútrida.

sábado, 16 de maio de 2009

Grandes dúvidas que não têm explicação (5)

Quem mexeu no meu queijo?

Eis uma questão que perturba cidadãos do mundo todo diariamente. Você está lá numa boa, feliz porque vai chegar em casa e comer queijo, e quando vê, alguém mexeu nele.
De que forma foi, não importa.
Podem ter tirado só um pedaço, mas a angústia, a ira e o ódio se apoderam de você. O sangue ferve em suas veias e sobe à sua cabeça e faz você olhar para cima, erguer as mãos e gritar, enquanto a câmera dá um zoom out: "Quem mexeu no meu queijoooooooo?"

Nutricionistas, antropólogos e até mesmo comunicadores e quitandeiros se reúnem em convenções para estudar a importância do queijo na alimentação e na sociedade. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre o motivo desse assunto ser tão polêmico a ponto de lançarem um livro dedicado exclusivamente a lidar com a perda desse produto lácteo. Afinal, o queijo está em segundo nível na pirâmide alimentar, é um alimento que deve ser consumido em poucas quantidades. E apesar de ser gostoso, não é nenhum filé de frango com bacon para ser tão valorizado.

Por isso, o próximo livro a ser lançado pela editora CH3 será "O Queijo Aberto Para Debate", no qual pretendemos responder à pergunta sobre quem mexeu no seu queijo. Convidamos diversos especialistas para os estudos e para opinar sobre o assunto, que está dividido em capítulos distintos. Veja alguns dos capítulos que você vai encontrar na publicação.

O queijo non ecziste.
Padre Quevedo tenta convencer que o queijo na verdade é um produto do medo e que ninguém poderia ter mexido em queijo algum, visto que ele nunca estava lá.

Eu mexi no seu queijo.
Um capítulo desafiador, um tapa na cara do leitor que fica choramingando porque "alguém mexeu no queijinho da dondoca". Entrevista exclusiva com Carlão Brucutu.

Foda-se o queijo.
Zé Coveiro dos Benga Boys diz que queijo é uma merda e que ele gosta mesmo é de cerveja.

Queijo baratinho.
Não importa quem mexeu no seu queijo, o importante é que queijo é barato e você pode comprar por apenas r$ 1,99 o kg na Padaria do Zé. Pãozinho quente toda hora.

Enfim, não deixe de conferir esse incrível lançamento que irá mudar sua vida.
(O CH3 agradece à Padaria do Zé pelo patrocínio. Nove anos de glória, pão quentinho toda hora)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Profissões desgraçantes: testador de aviões

Talvez você não saiba, mas todo produto que você consome e utiliza foi testado por alguém. Talvez não exatamente o seu produto, mas um similar a ele, que pertença ao mesmo lote que ele. Sua cerveja foi degustada por um especialista para saber se o gosto estava bom ou não. Sua televisão foi testada para saber se as cores, a sintonia e tudo mais funcionavam. Seu carro foi pilotado por alguém, para saber se ele não ia desmanchar, se os freios iam funcionar e o motor não iria quebrar. A cadeira foi testada para que ninguém a quebrasse na hora de sentar.

Entre todos esses produtos testados está o avião. Sim, o avião que você às vezes utiliza para ir a algum lugar, passou por uma série de testes. Lembro-me que quando a Boeing foi lançar um novo modelo de avião super luxuoso, ela noticiou que o avião estava pronto e só iria fazer alguns testes antes.

E como são esses testes? Oras, para saber se a cerveja é boa, é preciso bebê-la, para saber se o carro funciona é preciso dirigi-lo. Logo, então, penso eu, para saber se o avião funciona ou não, para realmente testá-lo, é preciso voar com ele.

Então existe alguém que costuma a testar esses aviões. Alguém que faça um primeiro vôo com o avião pra saber se ele realmente voa. Você pode pensar “ah, legal, conhecer as tecnologias novas antes de todo mundo”.

Mas pense. O cara que prova a cerveja, o máximo que pode acontecer é tomar cerveja ruim. O cara do carro pode ter que ligar pro guincho, e o cara da TV ver o jogo de futebol em preto e branco. Mas, e o cara do avião? Ele jamais vai poder avisar “olha, deu um problema, o avião ainda não podia voar”. Porque se der erro no avião, o avião cai, e o testador morre.

Sim, é impossível ele falar “olha, a asa solta facilmente” ou “ele caí ao passar pelas nuvens” ou ainda “o manche é duro, não deu pra desviar da montanha”. Se o teste falhar, você morre. Meio chato não?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Escolha sua máscara

Não, esse post não é uma dica para participar de um baile a moda antiga.

Estive nesse fim-de-semana em São Paulo. No aeroporto de Guarulhos pude perceber que o medo da gripe suína está disseminado, já que várias pessoas estavam usando máscaras no local. O aeroporto também estava vazio, mas acho que era só coincidência. Vendo isso, e vendo que a venda de máscaras aumentou bastante, resolvi fazer esse post técnico, para ajudar você a escolher qual é a melhor máscara para encarar essa situação.


A primeira opção é a mais simples e a mais utilizada. Mas a menos eficiente. Oferece uma certa proteção, mas irá te deixar todo suado ao redor da boca.



Já a máscara do lado é uma opção melhor. Certo que te deixara com um aspecto meio esverdeado, e suas roupas serão bem esquisitas. Mas irá te deixar muito mais animado, além de te fazer participar de vários trenzinhos de rumba.


Essa é a mais eficiente das máscaras. Trata-se de uma máscara de ferro. Apenas cuide para que ela não enferruje, porque se isso acontecer, você pode ficar com tétano.


Essa máscara pode parecer invisível, mas é a máscara dos atacantes da seleção brasileira. O problema é que você precisa de bastante dinheiro para conseguir ter ela.

Essa máscara é melhor se você quiser participar de bailes de carnaval, festas pornográficas, ou encenações macabras. Faça isso sem contaminar ou ser contaminado.



Sem dúvida uma ótima opção. Vá para o lado mal da força, fale com voz metálica e ao invés de ser contaminado, seja o próprio vírus.




Uma boa opção para não contaminar crianças em festas infantis, e ainda deixá-las entretidas.

Uma opção interessante, que irá te afastar de qualquer possibilidade de contato humano.




Eu desaconselho essa opção. Pelo fato de que ela é bem escrota.

domingo, 10 de maio de 2009

Troféu CH3

CHnautas. Se hoje vocês estão lendo este blog, é principalmente por causa de um dos membros postantes. Ele, que salvou o blog do limbo, da quebra de continuidade. Sim, o CH3 podia estar na lama hoje. As pessoas poderiam falar: "há! O CH3... nunca mais foi o que eram um dia." Mas não. Houve alguém que salvasse o blog de cair no esquecimento.

É claro que estamos falando de Guilherme. Guilherme demonstrou criatividade e força sobre-humanas ao postar dia sim, dia não, em um momento em que os outros membros postantes passam por dificuldades criativas e empregatícias.
Com seus textos sempre imaginativos, sem noção e ao mesmo tempo críticos e diretos, Guilherme manteve acesa a chama que brilhava no CH3 desde os tempos em que o blog era preto com uma logo um tanto ultrajante.
Capaz de doar o sangue para o CH3 (e realmente doou), teve a coragem de se aventurar pelos cantos mais obscuros do Brasil em busca a Jorginho de Ogum quando este estava desaparecido. Contava apenas com seu gurgel e a companhia do Cão Leproso.

Hoje o post é em homenagem ao incansável Guilherme. Recolhemos alguns depoimentos (não aqueles do orkut) dos membros da equipe CH3 e de outros fãs do blog pelo mundo. Aguenta, coração.

Pai Jorginho de Ogum: "O Guilherme é o responsável culpado por eu ter adentrado esse negócio de blog que eu nem conhecia o que era. Lá estava eu, cuidando do Carnicentas e fazendo minhas previsões, ganhando meu dinheiro de sustento monetário, quando ele veio me pedir previsões horoscopais. Continuou pedindo até que finalmente me contratou espontantaneamente para fazer participação nesse blog da internet mundial. Agradeço a oportunidade, visto que pois agora minha filha pode voltar a estudar."

Zequias:
"Guilherme é o cara!"




Alfredo Chagas: "Guilherme é um parasita do mundo moderno. Aproveita da oportunidade que eu dou a ele pra usar o CH3 como meio de submissão subversiva social. Só continua aí porque eu que sustento essa instituição falida."

Cão Leproso:
"O Guilherme é o que menos ri da minha condição de não ter os braços."


Guilerme:
"Guilherme, você está me devendo 20 reais."



Stallone Cobra:
"Guilherme. Você gosta de dar tiro. E eu odeio gente assim. Você é um imaturo. Você é um... cocô. E eu vou matar você."


Pedro Tolete (dos Benga Boys):
"O Guilherme é fº%@ pra c@r@!#º".




Ricky Wilson (vocalista do Kaiser Chiefs):
"Ili i um heroi".





Enfim, palmas para o membro salvador do CH3. Além dessa homenagem, Guilherme levou pra casa o troféu de honra ao mérito e ganhou uma viagem para ver o show do Oasis em São Paulo, que ele está aproveitando agora mesmo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Classificados CH3

Classificados CH3

Agora o CH3 se rendeu ao mundo capitalista. Iremos publicar uma série de anúncios classificados a partir de 2 reais a linha. Vamos a eles.


- Vendo os enxovais do meu filho que nasceu morto. Tel: 33178974

- Compro dentadura semi nova. Pago com um boquete bem gostoso. 98237981

- No percan el grande espetáculo Del gran circo Del Paraguay. Vengam e tragam SUS niños. Entrada R$ 5,00 ou animal de pequeno porte.

- Não percam a Grande Feira de Caixões. Caixões a prova d’água, blindados e nas mais diversas cores, até branco pras menina virgem.

- Troco sapatos por pernas mecânicas. Corra porque eu não corro. 2828-1298

- Compre a rifa das cinzas do vovô e concorra também a sua bengala. Custa só dois reais.

- Vendo o caixão do meu tio, que infelizmente sobreviveu a um incêndio e deu prejuízo pra família. 9012-1929

- A comunidade judaica convida seus membros para comer delicioso churrasco feito inteiramente em forno à gás. Venham e concorram a uma circuncisão gratuita.

- Troco coleção de revistas pornográficas por próteses manuais ou cirurgia para remover dois ou três pares de costelas. 9012-1289

- Possuo criança e giro a cabeça dela. Ideal para animar aniversários. Faço shows particulares e públicos. Falar com o demo na encruzilhada.

- Restaurante Bicho Atropelado: Servimos os restos dos bichos encontrados mortos atropelados na beira da estrada. Trabalhamos com muito carinho e muito amor. Na estrada pra chapada.

- Vendo rim semi-usado em troca de whisky escocês. 1982-1929.

- Visite o terreiro de pai Jorginho de Ogum e na compra de duas (2) galinhas de macumba ganhe um pacote de farofa. Corra que a promoção é porte tempo indeterminado. Faço macumbas nervosas.

- Vendo meus livros ou troco por um cão guia de cegos.

- Lavo, passo, cozinho e mantenho relações sexuais com o patrão. Joana, 9969-6969

- Compro óculos para hipermetropia.

- Compro objetos de fácil besuntação, como: manteiga, margarina e gordura de pato. Falar com Vinícius.

- Contrato mulher gostosa e discreta que chupe bem gostoso. Porque a minha já passou da hora. 1919291219

- Procuro bala perdida. Prometo não encher de formiga o palhaço que encontrou. Zé Cemitério, 9666-6666

- Queima de estoque do IML. Calças, cuecas, tênis e meias de quem passou dessa para a melhor. Desconto em camisetas com furos de bala e dentaduras a preço de banana.

- Restaurante Porção. 50% de desconto em porcos com gripe.

- D-d-d-d-dou-do-doutor P-pa-p-pa-pap-pa-paulo. Fonoaudiólogo.

- Participe do Lambadão para idosos da funerária cova alegre. Desconto para idosos sem plano de saúde. Um oferecimento do cemitério Lavrado, há mais de 50 anos semeando o homem.

- Cambio lindo perro doberman por mano ortopédica y ojo de vidrio.

- Vendo chicletes mascados semi novos, troco camisinha usada por Ferrari 0km. E vendo Belina 76, bom estado, com pneus e volante. Falar com o Sérgio no período da tarde. 99282938

- Procuro minha tartaruga que fugiu de casa há 26 anos. Estou desesperado. Professor Glauco.

- Troco meu já quebrado coração, minha alma despedaçada, pelo amor de tão bela donzela, minha cinderela cruel. Arruinou meu coração, me deixou tomando banho no sereno e me fez virar cantor sertanejo. Rudney: 99288636

- Procuro o sentido da vida. Perdi ele no Balcão do Zé. Tel: 22192992998182

-Vendo Ap. c/ TV, s/ WC, +FB. Vc q tc c/? Nick: Taradinho18 (mas na verdade tenho 14)

E também passaremos em breve a veicular propagandas do Google. Porque fazemos isso? Sim, o mundo é capitalista e o Google fica nos incentivando a fazer isso. Iremos passar um período de teste e no final dele chegaremos a alguma conclusão. Qualquer coisa reclame conosco. Vendo par de pilhas:
chtres@gmail.com

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Grandes nomes da história (5)

Provavelmente você não sabe o que é caxangá. Eu também não sei o que é. Você também jamais deve ter jogado caxangá. Ou se jogou, jogou sem saber. Independente disso você sabe que os Escravos de Jó jogavam caxangá. E eles tiravam e punham e deixavam ficar. Porque guerreiros com guerreiros faziam zigue zigue zá. (pensando bem é duvidosa essa história de tirar e por).

Tudo bem, os Escravos de Jó jogavam e tudo mais. Mas quem é que era Jó, afinal?

Podemos concluir que ele era um escravocrata. Mas que era até paciente, porque deixava que seus escravos jogassem a vontade. E pelo jeito não se irritava com o fato de que todo mundo cantava que seus escravos se divertiam. Ele podia dar umas chibatadas e tudo mais. Mas não, ele era um cara paciente. Daí veio o termo “Paciência de Jó”.

Mas veio o dia em que a escravidão acabou no Brasil. E Jó ficou sem seus escravos que tanto jogavam caxangá. Durante um tempo, ele ficou sem ter o que fazer na vida. Assistiu a primeira guerra mundial, viu a crise de 29, a segunda guerra mundial e só então teve uma idéia. Passou a se chamar Jô, engordou e virou um popular humorista obeso.

Fez vários comédias, atuou em seriados de televisão, teve seu próprio programa de televisão até ganhar um programa de entrevistas para fazer. Lá ele rebola utilizando ternos que você não usaria gratuitamente. As vezes é preciso ser paciente pra agüentar o programa.

Em 2003 ele resolveu partir para uma nova empreitada e virou jogador. Não de caxangá e sim de futebol. Como atacante do Corinthians perdeu vários gols, foi perseguido pela torcida e acabou vendido para a Rússia.

Seu talento como pacificador, ditador e entrevistador o levou até a seleção brasileira e ao futebol inglês, onde não consegue se firmar. Falam que ele é visto esporadicamente em prostíbulos da cidade de Petrópolis ao lado do Zé Pereira, que todo mundo sempre deixa ficar. Os boatos mais maldosos afirmam que ele provoca risadas das prostitutas toda vez que ele tira as cuecas.

E ah sim, os escravos todos morreram e a prática do caxangá continua sendo um mistério.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

As maiores notícias do milênio

Sabemos que quando uma notícia ganha destaque, durante semanas você só vai ouvir falar dela e em todo lugar que você ver, lá estará ela. Seja na internet, nos jornais, revistas, oudoor, etc.
Mas não é só a hiper-exposição. A hipérbole também se faz presente.

Parênteses:

Aos incluídos digitais que não sabem o que é hipérbole:
Hipérbole (s, fem): é a figura de linguagem que ocorre quando há exagero intencional numa ideia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer, transmitindo uma imagem ampliada do real.

Resumindo, hipérbole é um exagero do c@®@¬#º.

Mas repare que se dependesse das notícias, o mundo já teria virado um caos inúmeras vezes. Como exemplo, e não desmerecendo a gravidade da situação, veja o caso recente da gripe do porco. Tudo bem que tá todo mundo cagando de medo, mas pô... Não vai demorar até começarem a espancar qualquer um que espirrar na rua. Quem ficou aborrecido com essa história foi Hanz, o pansexual, que ama os suínos de uma maneira especial e agora não pode mais demonstrar esse amor. Menos ainda em público.

Agora mostraremos a você, CHnauta, como a notícia vem sido veiculada pelo mundo durante diversas épocas: a forma normal e a forma exagerada.

Dias atrás:
Normal: Gripe suína espalha-se rapidamente e coloca a população em alerta. Médicos alertam para os cuidados.
Exagerda: Gripe suína é a nova ameaça global. Espalha-se apenas com o olhar e é capaz de matar impiedosamente. Situação à beira do pandemônio. Arrependa-se de seus pecados.

Final de 2008:
Normal: Primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama tem boas expectativas para seu mandato.
Exagerada: Foi eleito o homem que salvará os EUA e o mundo. Podemos dormir mais tranquilos agora, pois Obama estará olhando por nós.

2006:
Normal: Nova cantora pop, Amy Winehouse destaca-se pela voz marcante e principalmente pela atitude inconsequente.
Exagerada: Amy Winehouse é o maior fenômeno musical da história da humanidade.

2001:
Normal: Ataque terrorista ao World Trade Center deixa milhares de mortos e o presidente dos EUA George W. Bush declara estado de guerra.
Exagerado: O mundo em luto. A humanidade jamais será a mesma.

1945-1990:
Normal: A Guerra Fria coloca os cidadãos do mundo todo em estado de alerta.
Exagerada: O mundo pode acabar a qualquer momento.

Enfim, podemos retroceder até a época em que eles publicavam a notícia nos papiros:
"Revelada a traição do milênio: o culpado é Judas".

(Aos viadinhos que sempre vêm aqui falar "não, gente, isso é errado!", não estamos fazendo pouco caso de nenhum desses eventos ou de suas vítimas. Vão dormir.)

domingo, 3 de maio de 2009

O quebra-mola

O quebra-molas é a coisa mais irritante do trânsito. Sim, é verdade que nós temos os motoqueiros, os motoristas de ônibus, os taxistas e os motoristas de caminhonete. Também temos os buracos nas ruas, os motoristas de Vectra além dos caras que pensam que são o Schumacher com seus carros importados. Junte-se a eles os motoristas de carro velho que andam a 40km/h na pista da esquerda. Sim, se formos somarmos todos esses fatores vamos chegar a uma breve conclusão de que o trânsito é um inferno.

Mas eu estava falando dos quebra-molas. E sim, os quebra-molas conseguem ser mais irritantes do que motoqueiros, motoristas de ônibus, taxistas, motoristas de caminhonete, buracos, motoristas de Vectra, dubles de piloto, carros velhos a 40km/h na pista da esquerda.

Os quebra-molas não são chatos naquele sentido de que eles ficam te cutucando, te fazendo perguntas chatas. Ele no geral é bem quietão, fica ali na dele, parado no meio da rua.

E justamente, por ficar ali no meio da rua que os quebra-molas são chatos. Principalmente porque quase sempre eles não são sinalizados. Então você está lá andando normalmente e do nada vê “puta que pariu um quebra-mola”. As vezes você consegue frear, em outras queima-pneu e em outras não freia, dá uma pancada, bate a cabeça no teto, raspa o fundo do carro no chão e etc.

Justamente porque todo motorista já teve algum problema com quebra-molas, alguns ficam traumatizados. E pra eles passar num quebra-mola é quase um dilema ético. Sim, você precisa reduzir a velocidade. Mas no geral, dá pra você frear, e depois de passar pelo quebra-mola e acelerar. Mas não, muitos motoristas praticamente param o carro para passar pela lombada. Eu só tolero quem faz isso porque está querendo passar a mão na bunda de uma pedestre qualquer.

Fora isso, ainda há aqueles que acham que precisam de uma estratégia para passar pelo quebra-mola. Com alguns metros de antecedência ele observa o formato do quebra-mola analisa o melhor lugar para passar com as rodas da frente e depois com as rodas de trás. E então joga o volante para um lado, alinha o volante, jogo pro outro, freia, e demora uns 3 minutos para passar. Nisso, já se formou um engarrafamento monstruoso.

Provavelmente esse cara deve se orgulhar da sua habilidade para passar em quebra-molas (seu assunto preferido em churrascos), também se gaba de seu carro ter os amortecedores mais conservados da cidade, e há uma grande chance de que ele seja instrutor de auto-escola. E assim, ele sempre diga para o aluno na primeira vez em que o aluno deixa o carro morrer numa lombada, ou bate no quebra-mola “você tem que aprender a passar em quebra-mola”.