quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008

Há exatamente um ano eu começava a Retrospectiva 2007 dizendo que o post fora escrito à noite, mas desta vez escrevi durante a tarde. Também na retrospectiva de 2007 eu mandava os CHnautas se danarem, mas desta vez não vou fazer isso. Fiz uma promessa de que nunca mais usarei palavrões leves em minha vida.

De um modo geral em 2008 continua tudo na mesma. Todos os membros de CH3 estão vivos, já sobre os CHnautas não posso dizer o mesmo. Não sei se alguém de fato morreu, mas a CHnauta Emily não faz um comentário há um bom tempo, e não posta nada no blog dela desde março... Hanz continua depravado com sempre e Guilerme não conseguiu ganhar peso. O Cão Leproso continua o mesmo também, não perdeu nem uma parte do corpo em 2008, aliás nem em 2007. Há alguns dias encontrei aqui em casa um vídeo que me deixou emocionado, uma das últimas imagens do Cão Leproso ainda com os dois braços:



Quem também não perdeu nada em 2008 foi o São Paulo, bem perdeu a Libertadores, eliminado pelo Fluminense, mas em compensação foi campeão brasileiro mais uma vez, e de acordo com Jorginho de Ogum será em 2009 novamente. Se o ano de 2008 tem um nome, é o de Pai Jorginho de Ogum. Na previsão do dia 2 de janeiro nosso profeta disse que o Corinthians seria campeão, o que de fato aconteceu, campeão da segunda divisão. Pai Jorginho disse também Ronaldo jogaria no Flamengo de Guarulhos, e a profecia quase se realizou, ele está no Corinthians e freqüenta peladas com travestis. Pai Jorginho também acertou que Zagallo não morreria em 2008 (mas é bom deixar virar dia 1°, que ainda dá tempo) e sobre a morte de Fidel Castro. Isso mesmo, os camaradas do Alfredo Chagas que me perdoem, mas fontes confiáveis de CH3 confirmam que o líder que fez de Cuba uma potência do Comunismo já está morto faz algum tempo. É por isso que o irmão dele governa agora. As aparições de Fidel na mídia internacional são misturas de montagens e atuação de sósias. Só não dizemos que Fidel virou presunto porque em Cuba não tem presunto faz um bom tempo.

Mas o principal acerto de Pai Jorginho para 2008 foi com relação à crise da economia mundial. Seguindo seus conselhos, o pessoal do CH3 vendeu todas as ações que tinham da Vale e Petrobrás para investir no Carnicentas VIP, um empreendimento que se mostrou cada vez mais rentável, principalmente depois da interdição do Carnicentas original. A bolada que ganhamos permitiu a criação da CH3 TV e dos quadrinhos do Cão Leproso, momentos históricos para o blog, a compra de um Playstation 3 para nossa sede e até a aquisição de um Gurgel pelo Guilherme.

Quem não se protegeu contra a crise ainda está sofrendo as conseqüências. Para pagar as contas, Branca de Neve e os Sete Anões tiveram que entrar de vez para o mundo do cinema pornô, e Papai Noel só deu presentes de 1,99 este ano. Isso porque o bom velhinho pediu esmola pra comprar os presentes.

A única boa notícia da economia veio da rede Burguer king, que resolveu seguir nossos conselhos e lançar o “Flame”, perfume com cheiro de hambúrguer. Só falta emplacarmos a Porky, camisinha sabor carne de porco e a cerveja infantil Cervinha Kids.

Além da menina Isabella e da Eloá, também este ano morreu o ator Heath Leger, o que é uma pena, pois dificilmente veremos uma interpretação do Coringa no mesmo nível, e ficamos chocados com a morte de Adelir de Carli, o padre lonner homenageado aqui no CH3. 2008 foi o ano das Olimpíadas de Pequim, com brasileiros mais uma vez não ganhando quase nada e o início da terrível Lei Seca. As enchentes em Santa Catarina derrubaram os acessos do Estado em nosso blog e só parou de chover depois de um trabalho de Pai Jorginho de Ogum na região.

Em 2008 Hamilton foi o primeiro campeão negro na F1 e Obama o primeiro presidente negro eleito nos EUA. Madonna voltou ao Brasil depois de 15 anos e muita gente dormiu na rua pra comprar ingressos, tcs. No Canadá aconteceu a primeira Corrida de Queijo, um dos esportes favoritos do CH3 e fomos fazer a cobertura:

Este ano Hanz lançou sua ONG pansexual, e está fazendo do mundo um lugar pior para se viver. Michael Dick, um dos primeiros assistidos pela Pansex foi preso hoje no Oregon, EUA depois de invadir nu a casa de uma senhora de 88 anos. Dick não contava que a velhinha também era uma depravada, e agarrou suas genitálias até que a polícia aparecesse. A polícia do Oregon vem pegando pesado também com os lonners. Há alguns dias prenderam o nosso herói Kent Couch, o primeiro homem a atravessar o Estado pendurado em balões. A prisão foi por direção perigosa, Couch estava dirigindo (um carro) embriagado.

Aqui termina nossa retrospectiva 2008, listando os principais fatos do ano, ou não. Desejamos aos CHnautas um ótimo 2009 e que continuem perdendo seu precioso tempo com a gente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dicas para o ano novo

Vocês sabem, as pessoas são cheias de crendices com a passagem de segundo que transforma o ano velho em um ano novo. Ano passado nós já falamos sobre as simpatias para esse momento. Simpatias não se alteram independente das Condições de Temperatura e Pressão. Então, não adianta falar sobre elas de novo.

Mas é aquela história também. Ano novo, sempre é uma data para se comemorar, independente da cor da roupa que você vai usar. E várias pessoas sempre têm aquela dúvida “ai meu deus, onde vou passar o meu réveillon?”. Aqui, ninguém vai ter a audácia de te mandar passar o réveillon em qualquer lugar que seja, mas de qualquer maneira, vos damos algumas sugestões. Baseadas no que os membros do CH3 vão fazer.

Você pode fazer como o Gressana que vai passar a virada no campo, ao lado de galinhas canibais, pernilongos e jabutis tarados. É uma boa oportunidade de se retornar as raízes do homem primitivo. Mas não garanto que seja legal.

Outra coisa é fazer como o Cão Leproso, que baixou vários filmes pornôs na internet, e vai passar o réveillon sozinho. O Guilerme também vai passar tal momento sozinho, só que no quarto, e sem vídeos eróticos. Já o Hanz, aquele pansexual maldito, esperamos que fique sozinho também. Ou pelo menos longe de mim.

Tackleberry irá curtir todas as festas possíveis da capital cuiabana. Ele apenas torce para que os policiais também estejam festejando, e que ninguém vá fazer o teste do bafômetro com ele. Já Guilherme irá estar com sua família, mas sem fazer simpatia nenhuma.

Marcão e Pai Jorginho de Ogum vão passar a virada juntos. Eles pretendiam fazer a festa no Carnicentas. No entanto, o Carnicentas VIP foi devolvido por falta de pagamento do aluguel, e a antiga sede só será re-aberta dia 5 de janeiro. Os dois resolveram então apedrejar a loja da Americanas. O que trouxe a simpatia de Alfredo Chagas que vai dar apoio na manifestação. O CH3 rompeu suas relações com as Lojas Americanas, essa loja nefasta, pátria da propaganda enganosa.

Só desejamos a vocês todos, um feliz ano novo, e que o mesmo seja próspero, se assim vocês acharem necessário. E não percam, no dia 31, ainda temos a nossa retrospectiva.
***
Ok, você pode ter achado que esse post não é grande coisa. Mas vão reclamar do que, muitos blogs param nessa época do ano, inclusive blogs que recebem para postar. E nós que não ganhamos nada, mantemos a nossa periodicidade, mesmo durante as férias.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Grandes dúvidas que não têm explicação (2)

Porque o quadro negro é verde

A vida no colégio não é simples. Um ambiente de competições e humilhações, onde toda a maldade das crianças é exposta e estimulada continuamente. Professores carrascos, colegas chatos, amores não correspondidos, assassinatos, elefantes. Todos os colégios costumam a ter isso. Mas às vezes há exceções. No entanto, uma coisa todas as escolas tem em comum: os quadros-negros.

E aí entra um grande mistério da história da humanidade. Porque o quadro negro na verdade é verde?

Uma das explicações é de que está é apenas uma maneira de se mostrar o racismo. É um quadro, onde linhas brancas demonstram o conhecimento. Por vezes, riscos amarelos ou vermelhos. Jamais negros. Negro é apenas o lugar onde esse conhecimento é colocado. É uma maneira de se subjugar os negros.

Outra explicação é a de que o Palmeiras numa ação de marketing resolveu pintar todos os quadros negros de verde. Mesmo assim, o time só consegue ganhar títulos quando faz alguma parceria.

O fato é que vez por outra se encontram quadros negros azuis, ou até mesmo quase pretos. Mas eles não fazem sucesso diante dos clássicos quadros negros verdes. E nenhuma das explicações acima foi convincente. Por isso, procuramos o estudioso e garçom colombiano Alfredo Humoyhuesos, o homem que traduz em seu DNA o significado da palavra Enciclopédia e que não dorme nunca, porque sempre tem o que estudar.

Consegui achar uma brecha de seis minutos em sua agenda lotada. Ele logo iria viajar para as Bahamas onde estudaria a engenharia da construção de castelos de areia. Pedi para que ele me explicasse o porquê dos quadros negros serem verdes.

Então ele me disse que na verdade existiu uma época na qual os quadros negros foram realmente pretos. No entanto, com a crise de 1929, a exportação de Petróleo diminuiu drasticamente, fazendo com que a tinta preta ficasse em falta no mercado. Com isso, a produção de quadros negros caiu, e o índice analfabetismo aumentou drasticamente na década de 30.

Após a segunda-guerra mundial, várias convenções foram realizadas sobre vários assuntos. O congresso mundial de Educação foi realizado em 1947 em Copenhague. Alfredo diz que esteve presente, e sua maior recordação do evento eram os sensacionais chocolates dinamarqueses, além do debate sobre o que fazer para diminuir o analfabetismo mundial. Decidiu-se então fabricar quadros novos, que não fossem pretos, para se prevenir de uma possível nova crise do Petróleo.

Chegou-se então a cor verde. Porque o verde? Porque ele era feito do azul e do amarelo, duas cores básicas. O azul era feito a base de extrato de céu, enquanto que o amarelo a partir de urina. Duas coisas que nunca acabariam. As outras cores secundárias, Laranja e Roxo, foram descartadas, por razões óbvias.

E com o tempo, o verde passou a ser extraído das arvores. No entanto, com a onda ambiental, é provável que o antigo método de céu + urina volte a ser adotado.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Dingobel


Feliz Natal a todos que já perderam preciosos minutos de suas vidas visitando este blog durante esse ano (menos, é claro, a um certo anônimo f.d.p. que encheu um pouco nosso saco).
Esperamos que vocês continuem a nos visitar sempre, pois ficamos felizes.
-Equipe CH3

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma Questão de Avião

Amanhã é Natal, e depois muitos dos CHnautas irão viajar, se já não estão viajando. E falando em viagem caímos no assunto avião. (Evite o erro de usar qualquer tempo do verbo “cair” na mesma frase que “avião”, isso pode causar um pânico generalizado). Objetos de pânico para alguns e adoração para outros, os aviões causam polêmicas, felizmente o CH3 não teme polêmicas. O CH3 não tem medo de nada.

O termo “avião” deriva de “ave”, palavra latina criada de forma muito inusitada pelo primeiro comandante da Guarda Suíça do Vaticano. Em um dia ensolarado de 1506, o Papa Júlio II fazia sua caminhada matinal pelo Campo de Marte quando foi atingido por uma suntuosa cagada de pombo na cabeça, e o seu acompanhante, o intaliano Capitão Timótius Gressana caiu em uma crise compulsiva de risos. Timótius gargalhava e apontava dizendo “aveeee!!!” para o horrorizado Papa, assim o termo passou a ser utilizado para se designar os pássaros em geral e nunca mais se ouviu falar do Capitão.

O avião foi inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, uma cara bizarro que usava chapéus afeminados, mas até hoje os americanos insistem que seus inventores foram os irmãos Wright. Durante a Segunda Guerra Mundial os kamikazes japoneses usavam aviões para abater o inimigo, suicidando-se no processo. Tem quem pense que isso era uma prova de coragem, pra mim é burrice, mas o fato é que os japas eram obrigados a decolar com pouca gasolina pra não fugirem, e o melhor, não ensinavam eles a pousar o avião.

Mais de 100 anos depois do primeiro vôo do 14 bis o avião é utilizado principalmente para transporte de cargas, atentados terroristas em escala global, usos militares, pulverização de fertilizantes e principalmente, para viajar. Viajar de avião exige uma metodologia que envolve primeiramente chegar ao menos uma hora antes no vôo no aeroporto para fazer o check-in. E porque afinal de contas existe o check-in? Simplesmente porque as companhias aéreas vendem mais passagens do que a capacidade do avião, e se você não fizer o check-in dane-se, seu lugar vai pra outro.

O segundo passo é ter a paciência de aguardar os atrasos nos aeroportos, que aliás só existem porque mais pessoas do que o previsto fizeram check-in. Como as empresas vendem mais passagens do que cabe no avião, elas mentem para os passageiros que sobram que o vôo está atrasado até encaixá-los em outro. Hoje a Infraero está registrando apenas 19,6% de atrasos nos aeroportos, um número excelente.

Se você sobreviveu até a hora do embarque meus parabéns, mas ainda não acabou. Agora é hora de passar pelo salão e pelo detector de metais, logicamente depois dos velhos, grávidas e mulheres com criança de colo que sempre surgem nessas horas. Me pergunto porque as pessoas passam devagar pelo detector, cheios de tensão mesmo sem carregar nenhum metal, como se o aparelho desse choques. A bagagem de mão também passa por um detector, que no aeroporto Marechal Rondon não funciona. Eu já passei com um canivete dentro da mala e os seguranças não disseram nada, ou seja, eles fingem estar assistindo malas na tela. Não tente passar com objetos cortantes em outros aeroportos além do Marechal Rondon, principalmente para entrar nos EUA. Nos Estados Unidos um mero cortador de unhas já é motivo pra revista anal. Mês passado um iraniano foi detido com uma chupeta no aeroporto de Boston. As autoridades locais alegaram que ela poderia ser usada para asfixia.

Passando pelo embarque é a rotina de sempre. O capitão diz o nome dele e que tem autorização pra voar, como se fosse algo relevante. Depois a aeromoça dá algumas instruções em português e em um inglês perfeito e o capitão diz a velocidade e altitude de cruzeiro, como se você pudesse fazer algo a respeito. Nessa hora você pode sacanear com quem tem pavor de avião, diga: “Ufa, passou o segundo momento mais perigoso do vôo. O pior é o pouso, onde acontecem 78% dos acidentes aéreos.” (Se é você quem tem pavor fique tranqüilo, são apenas 75%). O vôo continua tranqüilo, com bebês chorando e senhoras falando o tempo todo. É também quando nos filmes as pessoas entram no banheiro pra transar. O único caso real de sexo em avião do qual tenho conhecimento aconteceu com Hanz. O velho bastardo transou com um sombrero em um vôo para Acapulco.

Enfim, se o avião pousa geralmente está todo mundo vivo. Com o cu na mão de for em Congonhas, mas vivos, e só resta descer e ir buscar a bagagem, se elas estiverem lá. Observar esse momento é como assistir “As Portas da Esperança” do Silvio Santos. Escolhemos falar sobre aviões porque tivemos vontade, e porque o Cão Leproso não viaja em aviões, não anda de barco, não pega túneis nem usa balões. Agora ele está de férias na Inglaterra, atravessando o Canal da Mancha a nado até a França.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Amigo Oculto CH3 2008

Alô a todos os nossos fiéis CHnautas e aos infiéis também, quem hoje vos fala é o Gressana. É mais um final de ano e o CH3 está em ritmo de comemoração, pois finalmente Marcão terminou de pagar as 56 prestações de sua geladeira.

E como já virou tradição aqui no blog, a nossa equipe resolveu fazer um amigo oculto. Bem, na verdade tradição ainda não é, nós fizemos ano passado e esse ano fizemos de novo, mas faremos todo ano agora. E como sempre, fazemos uma grande festa com o dinheiro que não arrecadamos durante o ano inteiro e nos endividamos até à alma. Mas esse é o espírito!

Dessa vez escolhemos por fazer a festa em minha humilde residência, pois são meus últimos meses como morador deste condomínio antes que eu seja despejado para morar sozinho. Novamente, convidamos leitores assíduos, amigos, colegas de trabalho, desconhecidos e algumas celebridades menores, como ex-BBBs e essas mulheres-fruta de hoje em dia que não servem pra nada a não ser serem gostosas. Ficamos receosos que o espaço do condomínio não seria suficiente para receber tanta gente, mas arriscamos mesmo assim. A música ficaria por conta do Cão Leproso, que topou ser DJ por uns instantes, visto que os Benga Boys ainda estavam em turnê em Torixoréu.

Tendo chegado a maioria dos convidados, começamos a revelação do amigo oculto em um pequeno palco montado em frente à piscina. Tackleberry, o fundador do blog, agradeceu à presença de todos e leu alguns projetos futuros para a CH3 Corp, que incluíam a transmissão digital da CH3 Tv e a CH3 comics. Os aplausos foram calorosos. Então Guilerme, nosso amigo de isopor, dirigiu-se ao palco e proferiu um discurso emocionado que levou todos às lágrimas. Infelizmente foi interrompido por Alfredo Chagas e seu megafone, dizendo que era a vez dele discursar. Obviamente, não deixamos.

Então, Guilherme aparece para começar, e anuncia que seu amigo oculto é... Tackleberry! Emocionado e sob aplausos, Tackle abre seu presente: Um par de óculos de sol, bronzeador e um chapéu. "É para quando você fugir pras Bahamas", disse Guilherme. E Tackle lembrou de toda a grana que pretende desviar em negócios futuros.
Tackleberry então chama seu sorteado para subir ao palco assim que houver uma brisa a favor. Logo, todos adivinham que seu amigo oculto é... Guilerme! Sem dizer uma palavra, o boneco de isopor mais famoso de Cuiabá ganhou suplementos alimentícios e alguns pesos de academia. Tackle sabia que Guilerme queria ganhar mais corpo.
E eis que então, o isopor humano disse que seu sorteado era o menor integrante do CH3. Todos falaram: "é o Cão Leproso", mas ele disse que estavam errados, que era o Gressana. Sim, eu. Fui sorteado por Guilerme e ganhei um dvd dos Benga Boys, live in Poconé, dvd esse que foi gravado com câmera digital em um posto de gasolina. Fiquei emocionado com o presente, que já vi umas 12 vezes.

A comemoração só foi interrompida pelo inconveniente Alfredo Chagas, que havia naquele momento resolvido protestar contra o vegetarianismo e acabou derrubando o churrasco na piscina. Desagradável. Felizmente tínhamos mais carne disponível.

Continuando, anunciei que meu sorteado era uma pessoa vitoriosa, um campeão nas batalhas da vida. Menos quando jogava no Flamengo, claro. Estava falando de Marcão, o pedreiro vizinho de Jorginho de Ogum que havia entrado no blog por cota. Dei a ele um mês de vale refeição para o Restaurante Universitário. Marcão chorou de alegria.
Marcão ficou acanhado de repente. Não queria anunciar seu amigo oculto. Falava "ah, ele é muito chato". Não restava dúvidas. Alfredo Chagas tinha sido sorteado. Marcão deu a ele um dvd pirata do show do Erre Som. Alfredo Chagas grunhiu, não sabemos se gostou ou não. Só sei que ele não merece.
E como de costume, Chagas anunciou seu sorteado no megafone. Jorginho de Ogum! O pai de santo camarada, que faz as previsões para o futuro do blog, parecia surpreso. E ganhou uma camiseta do MST, que provavelmente nunca vai usar na vida.
Jorginho manda trazer seu presente, que chega em uma caixa do tamanho de um ser humano, e chama Hanz, o pansexual para subir ao palco. Emocionado, Hanz abre o pacote e vê que ganhou uma boneca inflável. Sua expressão muda ao ver o presente e diz pra Jorginho: "Ah, eu já ter igual dessa". Jorginho disse que ele podia trocar na loja. Mas Hanz aproveitou o pacote de embrulho mesmo assim, e isso causou certa náusea nos convidados.
Só haviam mais duas pessoas sobrando. Hanz anuncia que seu amigo oculto é o Cão Leproso! Leproso ganhou, quem diria, um PlayStation 3! Ficou tão emocionado que pulou de alegria e quase perdeu as pernas. Tinha sido o presente mais caro, e ninguém sabe de onde Hanz tirou o dinheiro pra isso.
E, como só havia sobrado um, Leproso nem precisou chamar Guilherme, seu sorteado. Guilherme levou pra casa vários presentes, que incluíam um frango de borracha, um box de filmes do Stallone, um chapéu do Mickey e uma lata de tinta. Guilherme agradeceu com um forte abraço.
Assim prosseguiu a festa, com os escândalos de sempre. Alfredo Chagas teve que ser expulso por incitar rebelião e Hanz teve que ser mantido afastado dos balões. Mas a festa estava muito boa e só acabou agora, quando vim escrever sobre ela.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sobre o atendimento nos bancos

Era o fim de uma ensolarada tarde cuiabana. Estava em uma sala acertando alguns detalhes para o recebimento de certa quantia em dinheiro. Meu interlocutor disse que eu só precisaria levar Xerox de todos os meus documentos, e o número da minha conta em determinado banco.

Ninguém dúvida que dinheiro é bom. Pode até não comprar a felicidade, mas, ajuda bastante. O problema é que os bancos, ao contrário, não trazem felicidade alguma. De acordo com a revista SuperInteressante, os funcionários de bancos são os empregados mais felizes do mundo. Pena que as pessoas que são atendidas por eles, não compartilham dessa felicidade.

Os bancos podem te ligar varias vezes aos dias oferecendo as melhores oportunidades para te endividar. “Cartão de crédito internacional”, “empréstimos”, “seguros”. Normalmente a melhor saída é lançar respostas de cunho religioso. “Meu único crédito é com deus”. “Não preciso de seguro, o senhor Jesus todo poderoso já me segura”.

No entanto, não há como usar esse artifício na ocasião em que você é quem procura os bancos. Dirigi-me a uma agência do banco para fazer a minha conta. O local estava um inferno. Pessoas eram travadas pela porta giratória. Peguei minha senha de número 189. Logo em seguida o painel chamou a senha 123. Restavam meras 66 pessoas na minha frente.

Três atendentes se revezavam para atender a massa desesperada pelos seus serviços. Claro que não tinham 66 pessoas na minha frente, porque muitas já haviam desistido. Foram apenas umas 43. Com o requinte de crueldade, de que na hora em que eu seria chamado, um grupo de idosos chegou à agência. Após duas horas e meia, finalmente estava à mesa da vitória. A bateria do meu mp4 estava quase acabando.

Fui atendido ai sim, na maior tranqüilidade. Fui avisado do prazo para voltar à agência e retirar meu cartão, sorridente, como em propagandas de bancos. Voltei após o prazo determinado. Para a minha surpresa de que o cartão não estava lá. Falaram-me então que eu teria o cartão entregue na minha casa.

Esperei alegremente o meu cartão. A campainha tocava, e o carteiro trazia livros. A campainha tocava, e era o cara trazendo garrafão de água. Esperei por um mês. Suspeitei que algo estava errado.

Pior do que ir ao banco é ter que ligar para ao banco. Existe essa lei de que a pessoa não pode esperar mais do que um minuto. Que qualquer atendente pode resolver qualquer problema. Mentira. Liguei para o número indicado. Esperei cinco minutos, e ninguém me atendeu. Liguei para outro 0800. A mulher mandou eu ligar no número em que ninguém me atendeu.

Fui atendido e a ligação caiu. Liguei novamente, e finalmente estabelecia uma conversa, na qual fui informado que a minha solicitação (saber onde meu cartão estava) deveria ser feita em outro número do menu inicial. Que dizia “cartão de crédito”. “Mas eu não quero cartão de crédito!”. Não importa. Mas, para minha segurança, minha conversa seria gravada.

Entrei em contato com o setor de cartões. Fui informado de que as linhas estavam ocupadas, e de que o tempo de espera era de cinco minutos. Durante esse tempo, fiquei escutando aquela voz robótica suplicando por ajuda para as vítimas da tragédia em Santa Catarina.

Finalmente uma voz veio. Depois de alguma dificuldade, a pessoa entendeu o que eu queria. Falou para eu esperar um segundo. Escutei seus dedos batendo no teclado. E quando a pessoa ia finalmente me informar o que eu queria... a ligação caiu.

Repeti o processo novamente, fui atendido novamente, expliquei e escutei o barulho do teclado. A voz veio então, pedindo para que eu confirmasse algumas coisas. Nome dos meus pais, meus telefones, nome de todos os presidentes norte-americanos. Soube então que meu cartão já estava na agência, fazia uns 15 dias.

Resolvi então fazer uma reclamação na ouvidoria. A mulher que me atendeu demorou uns 20 minutos pra registrar corretamente a minha reclamação. Pensei em fazer outra, de que a ouvidoria não entende o que os usuários querem.

E eis então, que finalmente recolhi meu cartão. Às 11 da manhã de um ensolarado dia cuiabano. E me livrei do banco, até sabe se lá quando.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Realidade Paralela

Eu já não sofro mais com a falta de idéias, agora o único problema é desenvolvê-las, porque geralmente surgem em momentos inapropriados e vão embora da mesma forma como aparecem. Bom é o hábito do jornalista, de andar com aqueles bloquinhos de nota sempre à mão. Não sei se todos são assim, mas é o que diz “A Prática do Jornalismo” sobre os jornalistas em filmes, então deve ser verdade.

Eu estava entrando no Carnicentas VIP novamente, mas desta vez alguma coisa estava fora do normal, muitas coisas, aliás, a começar pelo aspecto do lugar que havia melhorado significativamente. Pela primeira vez o Carnicentas VIP tinha ar condicionado, iluminação agradável e cheirava muito bem. Fui recepcionado por duas mulheres, que não só tinham todos os dentes como também eram muito bonitas. Jorginho de Ogum cuidava pessoalmente do balcão, enquanto Hanz e Cão Leproso disputavam uma queda de braços. O meu espanto em ver o Cão Leproso disputando uma queda de braços foi interrompido pela necessidade de correr. Estava sendo perseguido por um porco de costeletas, que corria em pé e segurava um machado na mão esquerda. Foi aí que eu percebi que se tratava de um pesadelo, pois porcos não têm costeletas.

Nos filmes quem tem pesadelos sempre acorda gritando e suando, e isso é pra quem dá sorte, porque os mais azarados se encontram com Freddy Krueger. Já os sonhos são diferentes, eles ficam muito bons com recheio de framboesa. As pessoas costumam gostar dos sonhos, principalmente se estiverem voando. O sonho só é problema pra quem fala ou faz alguma coisa dormindo. Eu não só falo, como xingo, dou chutes e socos, mas minha fala é em algum dialeto ainda não traduzido. Se você tem algum segredo e fala dormindo, é bom não dormir perto de ninguém, ou um dia vai se trair.

O sonho tem interpretações religiosas e científicas. Segundo a Bíblia, Jacó tinha previsões pelos sonhos, e pensadores e matemáticos também tinhas grandes idéias pelos sonhos. Yesterday surgiu após um sonho de Paul McCartney com um cachorro-quente.

Em uma abordagem pouco comum para sua linha de pensamento, Freud diz em “Interpretações de Sonhos” que o sonho nada mais é do que uma vontade reprimida de fazer sexo com sua mãe, já no Islamismo o bom sonho é inspiração de Alah, e o pesadelo uma mensagem de Satã. Tem sempre também aquela tia que só sonha com quem vai morrer, veja o último diálogo entre um amigo meu se sua tia Mundinha:

- Alô.
- Oi Arnaldo, tá tudo bem com você?
- Ooooi tia Mundinha, tudo ótimo, e com a senhora? Há quando tempo a senhora não liga hein?
- Tudo bem meu filho, resolvi ligar porque eu sonhei com você noite passada... você tinha morrido numa queda.
- Ah tia, pode ficar tranqüila que tá tudo bem comigo, tô até arrumando o telhado aqui de casa.
- Então tá bem, resolvi ligar pra saber né, e as crianças como estão?... Arnaldo?... Arnaldo?... Ô Arnaldo????? Pelamordedeus meu filho? Você tá aí?.... Ai meu Deus.... Ai meu Deus o Arnaldo morreu, não pode ser...
- Pegadinha do Mallandro!!!! Eu tô aqui tia.... Tia?... Tia Mundinha?

Se você tem alguma experiência interessante com sonhos ou sabe de alguma história como a da tia Mundinha compartilhe com a gente. Eu geralmente não lembro dos meus sonhos, mas estou tentando descobrir que mensagem havia por trás do porco de costeletas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Analisando "Atirei o Pau no Gato"

Todo mundo conhece a seguinte cantiga infantil:

"Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-rreu-rreu
Dona Chica-ca
Admirou-se-se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau"

Observando-a hoje com a experiência de vida que nós temos, há algumas ponderações a serem feitas. Que muitos de nós nunca percebemos em todos esses anos. Vamos parar para analisá-la.
Primeiro, ela repete as últimas sílabas. Licensa poética? Acho que não. Pra mim, foi um gago que inventou. Vamos colocar os versos em texto corrido e sem gagueira:

"Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu. Dona Chica admirou-se do berro que o gato deu."

Mais simples, não? Agora veja.
Percebe o quanto essa música é sádica? O narrador atirou um pedaço de pau em um pobre e inocente gatinho! Que crueldade... Que tipo de pessoa faz uma coisa dessas deliberadamente com um gato? E isso ainda nem é o pior. A letra diz que ele ficou frustrado pelo gato não ter morrido. Ou seja, o eu lírico é na verdade uma pessoa fria e cruel que tem tendências assassinas. Pior ainda se considerarmos o sentido sexual de "pau". O agressor no caso, seria um zoófilo.
Sim, estupefato CHnauta. Nós aprendemos desde crianças a sermos cruéis e violentos. Por nossos próprios pais e professores. Acham que isso não influencia o caráter? Bem, fiquem de olho em quem maltrata os animais (especialmente gatos) no seu círculo de convivência e vocês vão ver.
E o que dizer da Dona Chica? Ela viu tudo o que aconteceu e não fez nada para impedir. Nada. Tudo que fez foi ficar olhando, e admirar o gemido de sofrimento do inocente felino. Ela foi conivente com o ato. Pode-se até dizer que ela sentiu algum prazer em ouvir o miado agonizante. Um prazer doentio para uma dona de casa.

E para piorar, esta não é a única cantiga infantil macabra. Vejamos outro exemplo:

"Nana, neném, que a Cuca vem pegar. Papai foi na roça, mamãe foi trabalhar."

A Cuca é um demônio do folclore popular, que é retratada pela TV como um jacaré com o cabelo do David Bowie. Mas independente da aparência, a Cuca é um bicho cruel.
Nesse versinho aparentemente inocente, podemos inferir que o eu lírico é a própria Cuca, referindo-se a si mesma na terceira pessoa. Ela está cantando para a criança assustada. Lembrando-a que seu pai foi na roça e sua mãe foi trabalhar. Ou seja, ela está sozinha em casa. Não tem ninguém para protegê-la. É hora da Cuca fazer seu banquete...

Ainda há outros versinhos tendenciosos:

"Boi, boi, boi. Boi da cara preta. Pega esse menino que tem medo de careta."
É só eu ou vocês também enxergaram tendências racistas aqui?


"Sou pequeno do tamanho de um botão, carrego papai no bolso e mamãe no coração."
Desde cedo ensinando que a fonte de amor da família é a mãe, e o pai tem mero propósito financeiro, só serve para sustentar a família. E você, criança, é pequena e insignificante.

Cara, olha o que ensinavam para as crianças!! E depois reclamavam de Pokémon!! Lógico que quando a gente era pequeno era burro demais pra fazer essas associações, mas... Meu Deus.
Mais cabuloso do que isso, só as músicas satânicas da Xuxa:

sábado, 13 de dezembro de 2008

CH3 TV




Depois de muito tempo guardado, por motivos terceiros (monografia), o CH3 apresenta ao mundo hoje o seu novo projeto. A CH3 TV. Na verdade, está desde ontem no Youtube, mas apenas como pré-estréia. Este é apenas o episódio piloto da CH3 TV. Apresentamos o Jornal! apresentado pelo Guilerme, e uma série de propagandas. Mais tarde, a equipe CH3 irá se reunir para definir os rumos desse novo empreendimento.

Podem assistir, e depois comentar. Sua participação é muito importante.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Prática do Pansexualismo

Estava eu sentado a uma mesa de canto no Carnicentas VIP, um local fétido. Em Cuiabá só um lugar fede mais do que o Carnicentas VIP, o Carnicentas original, que foi interditado. Estava sozinho na mesa, pedi à filha muito feia de Jorginho de Ogum que me deixasse em paz, queria beber minha cerveja e, principalmente, atingir o objetivo pelo qual estava ali: me curar da falta de idéias.

Como relatei em meu post anterior, fui acometido por esta terrível doença que ataca as entranhas cerebrais, e o passeio com Cão Leproso até Tangará da Serra não passou de uma solução paliativa. Amigos disseram para eu procurar um psicólogo, mas prefiro encher a cara em um puteiro barato, só um detalhe, levei o meu copo de casa, a cozinha do Carnicentas VIP é deplorável.

A nostálgica jukebox postada ao lado do bar preenchia o salão com a melodia de Beto Barbosa, quando notei uma figura de aproximando pelo corredor que levava aos quartos. Era Hanz, o maldito velho Pansexual. Me perguntei por que cargas d’água o velho tarado já não estava mais preso, e ao mesmo tempo minha intuição dizia que ali terminaria o meu problema com a falta de idéias.

Hanz perguntou se podia se sentar à minha mesa, fiz que sim com a cabeça já esperando por um relato sobre sua saída da cadeia. Lendo meus pensamentos, o velho se sentou dizendo:

- Fui solta ontem de manhã. As guardas disse que se Hanz masturbasse de novo ia ser morta.

Os relatos do velho sobre sua estadia no Pascoal Ramos foram de certo modo óbvios. Segundo Hanz, Jorginho de Ogum se tornou uma espécie de oráculo no presídio, consultado até mesmo pelo diretor do lugar. Já Alfredo Chagas não estava se dando tão bem, pegara 15 dias de solitária após causar uma rebelião. Pensei: bem feito para aquele desgraçado. O velho tarado também me contou que acabou solto devido seus hábitos sexuais um tanto peculiares. A Secretaria de Segurança alegou temer por uma disseminação de DSTs dentro do presídio, como se isso já não acontecesse antes de Hanz. Outro fato determinante na soltura do libertino foi que Hanz começou a instruir as mulheres dos presos sobre a melhor forma de traficar armas, drogas e celulares nas cavidades corporais.

Se um velho tarado pansexual causa problemas nas ruas, confinado em um presídio a coisa fica muito pior. Conhecendo as façanhas de Hanz, posso dizer que a única solução para este ser asqueroso é a cadeira elétrica, e mesmo assim ele morreria fazendo sexo com a mesma. Mas não há pena de morte no Brasil, um país onde há mais pansexuais do que você imagina. Segundo o IBGESEX (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Sexual) para cada 14 brasileiros existe um pansexual, por isso Hanz resolveu criar a ONG Pansex, com a missão de proteger e estimular o pansexualismo ao redor do globo.

Segundo o velho depravado, a Pansex irá acolher pansexuais acima de 18 anos de qualquer sexo e nacionalidade, gente como o homem não identificado que ficou preso ao fazer sexo com um banco de metal em Hong Kong. Hanz sonha que com a Pansex o Brasil passe a ser uma referência global em pansexualismo, a Meca dos depravados sexuais do mundo todo. E quando perguntei ao velho onde ele pretende instalar essa tal ONG ele respondeu de imediato: no Carnicentas VIP, e ainda me disse que não sabia porque, mas estava de pau duro desde o início do dia.

Pra mim foi o basta, pedi minha conta para ir embora daquele lugar que em breve se tornaria um antro de depravação. Puteiro barato tudo bem, mas ONG pansexual já é demais. Saí de lá com a certeza de que nunca mais sofreria com a falta de idéias, e resolvi escrever este texto, com o título em homenagem ao sensacional “A Prática do Jornalismo”, que faz um ano de vida.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O amigo oculto

Antigamente era conhecido como amigo secreto, mas agora essa atividade mudou de nome para amigo oculto. Por quê? Não faço a mínima idéia. Nem faço questão, na verdade. Ora, tanta coisa pra fazer e eu vou ficar perdendo tempo pensando em porque o amigo secreto agora é amigo oculto? Francamente.

Enfim. Todo mundo sabe o que é amigo oculto. Todo mundo já brincou de amigo oculto. Até o menino Fabinho. Mas pra algum disléxico que eventualmente esteja lendo esse blog, é uma atividade recreativa realizada normalmente entre colegas de colégio, faculdade ou trabalho. Geralmente acontece no fim do ano. Cada um sorteia uma pessoa e dá um presente pra ela, sem contar pra ninguém quem sorteou. É lógico que, principalmente no colégio, sempre tem um tapado que não consegue segurar a língua e conta pra outro colega quem sorteou e estraga a surpresa. Sempre tem.

Aí que acontecem algumas coisas interessantes no amigo oculto. A primeira é, como normalmente o sorteio é entre um grupo grande, você tem grandes chances de sortear ou ser sorteado por alguém que não é seu amigo. Alguém de fora da sua panela. Você não sabe o que dar pra essa pessoa e essa pessoa também não sabe o que dar pra você. Aí é que está o grande problema. Porque em todo amigo oculto, alguém se fode. Às vezes mais de uma pessoa. Sempre tem um que gasta tempo e dinheiro pra dar um presente legal e ganha de outra pessoa um presente ridículo, tipo um par de meias, uma agenda ou um boné de marca de trator.

Não seja esse tipo de pessoa. Para evitar essas situações desconfortáveis, o CH3 dá algumas dicas caso você venha a sortear alguém que não conhece direito:

1) Guie-se pelo estereótipo do seu sorteado. Se ele for o gordinho engraçado, dê um livro de piadas. Se ele for o playboy marombado, uma camisa baby look de número duas vezes menor. Se for a patricinha fútil, dê um monte de kits de maquiagens gritantes e purpurinas. Se for o nerd, dê qualquer coisa relacionada a Star Wars. Se for o coprófago, bem, dê a ele algumas sessões de terapia mental, porque com certeza ele é doente.
2) Dar filmes em dvd normalmente dá certo. Mas dê um filme que a pessoa goste, mesmo que seja um lixo tipo Velozes e Furiosos. Dê um jeito de descobrir, fuce o orkut da pessoa e veja que filmes ela colocou lá pra ter uma idéia. E ah, compre o dvd original! Nem sonhe em dar de presente um dvd pirata que custa "cinco reáu".
3) Evite: meias, cuecas, bonés (se a pessoa não usa), agendas, canetas, toletes de borracha, cds da Britney Spears, dildos e qualquer vestuário que tenha lantejoulas.

Bom, nada disso vai evitar que você seja o azarado do dia, mas pelo menos você fez sua parte. Se você ganhar um presente ridículo, não tenha dúvidas: jogue o presente no chão e cuspa nele. É pra humilhar mesmo quem te sorteou, afinal, que merda é essa? Cadê a consideração? Se quiser, cuspa na pessoa que te sorteou também.

Ah, uma coisa que está acontecendo bastante hoje em dia é, na hora da revelação, cada um fazer uma mímica que represente o seu sorteado. Cuidado, não seja exagerado. Não precisa imitar um burro pra representar seu colega mais lerdo. Nem fazer sinal de boquete pra representar aquela garota, digamos assim, piranha. É chato pra todo mundo. Contenha-se e imite algo mais ameno.

Enfim, amigo oculto no final das contas é sempre divertido. Nós do CH3 já fizemos o sorteio e a revelação será em breve. Aguarde.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Reflexões sobre um ano de “A prática do Jornalismo”

Esse texto é um making off.

No dia 5 de dezembro de 2007, uma quarta feira, 59 pessoas receberam o seguinte e-mail do remetente
chtres@gmail.com:

Confiram no CH3. Muito bom para trabalhos academicos.

Um texto tão maldito que o e-mail voltou várias vezes.

Estava publicada “A prática do jornalismo”. O primeiro texto desse blog que foi parar em outros lugares da internet. Do sindicato dos jornalistas de MT, até blogs de pessoas que nunca conhecemos. É possível que o texto tenha circulado por e-mails da internet. Que ele tenha parado em perfis do Orkut. Sabe-se lá. Pessoas próximas ao blog (jornalistas) o consideram o melhor texto publicado por aqui. Também foi o texto recordista de comentários na época.

O texto foi escrito quando o sexto semestre do curso de jornalismo da UFMT caminhava para o seu final. Aliás, para a sua interrupção para as férias de Dezembro. Essa é uma época na qual os trabalhos se acumulam. Matérias semanais, planos de assessoria, resenhas de livros. O estudante de jornalismo mais sortudo consegue dormir umas quatro horas por noite.

Nesse ambiente de depressão, me veio à idéia de escrever sobre a prática do jornalismo. O nome surgiu a partir de um texto escrito pelo Gressana, “A prática do nudismo”. Jornalismo e nudismo rimam, apenas isso. Além de que, muito se discute a chamada prática do jornalismo.

O texto abre com a definição da Wikipédia sobre o jornalismo. Pelo menos a definição da época. No geral, o texto fala sobre os vários clichês jornalísticos. A maneira como se fala deles no cinema, e as várias coisas que escutamos ao longo do curso. “Jornalista tem que ter cheiro de rua”, “tem que ser jornalista 24 horas por dia”, como os jornais eram feitos antigamente, os tempos dourados. Essas frases foram exageradas, para retratar a vida de um jornalista como um inferno – o destino do jornalista.

No final do texto, uma piada sobre Assis Chateaubriand. Um dos grandes nomes do jornalismo, que tinha quatrocentos jornais, trouxe a TV para o Brasil, mas que era um mafioso, assassino, difamador. Também tem uma piada do Cid Moreira. Certo que hoje, quando se fala que vai ser jornalista, sua avó pergunta “igual o William Bonner?”, mas o Cid Moreira já deve ter sido o personagem dessas piadas em outros tempos.

E há o grande momento do texto, que é o sexto parágrafo:
O jornalista não vive. Ele está aqui apenas para apurar matérias e entrevistar pessoas. O tempo todo. O jornalista também não come, e não faz sexo. A não ser que seja para conseguir a capa do jornal, revista. O jornalista também não dorme. Esse tempo é dedicado para pensar em pautas. Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead e estão em pirâmide invertida.

É o parágrafo favorito, ou o trecho preferido. O qual, o autor faz uma revelação agora: ele não foi publicado do jeito que queria.

Esse foi um texto que demorou uns dois meses para ser elaborado. Foi escrito, re-escrito, mudado, fragmentado. Eu achava que era um texto com um bom potencial, e por isso o trabalhei bastante. Depois de achar que estava bom o suficiente, faltava uma frase: Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead e estão em pirâmide invertida. Era a melhor frase do texto. Mas não era exatamente o que eu queria dizer. Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead. Bom. Mas “e estão em pirâmide invertida”. Muito pensei depois se não deveria ter escrito “Seus pesadelos estão em pirâmide invertida”. O fato é que acho, que nunca pensei na palavra correta, a palavra que eu imaginava, que melhoraria essa parte do texto.

Pensei várias vezes em fazer “a prática do jornalismo 2”. Mas desisti. Não queria que ele se transformasse em várias sequências. E que no fim, terminasse por passar na Sessão da Tarde.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Falta de Idéias

Considero hoje como um dia problema. Não tão problema, a ponto de eu sair dando tiros por aí igual Michael Douglas em "Um Dia de Fúria", mas um problema do tipo: putz, num tenho idéia do que vou postar no blog.

A falta de idéias é o maior dos males para blogueiros e publicitários, nos casos dos jornalistas eu não tenho certeza, o Guilherme pode explicar melhor. Quando nos deparamos com aquele espaço em branco, e da nossa mente não sai absolutamente nada para preenchê-lo, podemos cair derrotados ou encontrar forças para tomar uma atitude, como essas:

1. Escrever alguma piadinha sobre celebridades.
2. Colocar um vídeo engraçado da internet.
3. Ficar olhando fotos no stockxpert até cair um layout do céu.
4. Procurar por notícias bizarras até sugir uma inspiração.
5. Ver sites de pornografia (pode ser um problema quando no trabalho).
6. Dar uma cagada.
7. Tomar banho (muito comum também após a cagada).

Estas são algumas atitudes possíveis, resolvi colocar só sete na lista pro post ficar esotéricamente correto, com aquele mistério em torno do número. Sete dias da semana, sete maravilhas do mundo, sete pecados capitais, sete anões, etc, mas existe uma oitava opção, que é levar o cachorro pra passear. Quem não tem cachorro pode levar qualquer outro animal, desde o mesmo não esteja morto, no meu caso escolhi o Cão Leproso.

Dirigi até Tangará da Serra como o Cão Leproso no banco de passageiro. Ele parecia estranho, está assim desde o encontro com uma misteriosa lâmpada. Então me veio a idéia para escrever sobre a falta de idéias e resolvi voltar, no caminho comemos pastel em Jangada.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Liberdade

“Liberdade, liberdade. Abre as asas sobre nós”.

A liberdade é um bairro paulistano, influenciado pela cultura japonesa. Lá, além dos nipônicos, nós encontramos chineses, coreanos e outros povos de olhos puxados. Todos vendem yakisoba e outras comidas esquisitas. As ruas são decoradas por luminárias engraçadas e... opa, não é essa a Liberdade.

Pois bem. Liberdade é o nome dado a estátua presente em Nova York que segura uma tocha na mão e se veste com panos maltrapilhos. Será que para ser livre é preciso queimar as coisas? E... não, também não é essa, a Liberdade.

Liberdade é subjetiva. Os movimentos estudantis sempre batalham pela sua, de expressão. Liberdade pode ser passar a mão na bunda do guarda, o que alertamos, poderá resultar em uma atitude violenta do policial. Os presos quando saem da cadeia celebram a sua Liberdade. O rico chega no seu condomínio vigiado por 20 câmeras, com grades e cercas elétricas, e celebra a liberdade de poder tomar um whisky trancado em casa.

Se você procurar por “liberdade” no Google, encontrará imagens de pombos, pores-do-sol e pessoas com os braços estendidos ao céu, azul, gritando algo, que provavelmente é “uh-hu!”. Teoricamente então, a liberdade é estar sozinho em algum lugar bonito, gritando de braços abertos. É sentir o vento no rosto e o doce sabor do nada.

Mas, enfim. Cada um tem a sua liberdade. E a liberdade para nós do CH3 é entregar a monografia. Mesmo que seja apenas a primeira versão. Salvar o arquivo pela última vez são os braços esticados, a impressão e a encadernação é o vento no rosto, e entregar a monografia é igual a andar de moto escutando Born To Be Wild em uma rodovia americana.

Somos livres. Livres, livres. Alguns dias sem entrar na pasta “monografia” do seu computador. Sem olhar aqueles livros de duros de interpretar. Sem ter que se preocupar com as normas da ABNT. Sem ter que se preocupar em como numerar a partir de determinada página. Desconfio que esse seja o segredo guardado pela maçonaria, descobrir como numerar só a partir da página 9.

Lógico que em breve, os dias de liberdade acabarão, as algemas voltarão. Por qualquer motivo que seja. Mas não importa tanto. A liberdade é uma questão de momento.



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E o CH3 convoca os Chnautas para ajudar os desabrigados de Santa Catarina. Jorginho de Ogum está cobrando um quilo de alimentos não perecíveis de entrada para o carnicentas, e o Cão Leproso promete leiloar uma de suas orelhas.