quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Balanço das Olimpíadas 2016


Vamos relembrar os grandes momentos dos Jogos Olímpicos com a ajuda dos nossos especialistas de sempre.

Atletismo
Usain Bolt já era uma lenda do esporte mundial e veio ao Brasil para ratificar essa condição, caso alguém ainda duvidasse dele. “Correr lá fora é muito fácil, quero ver é correr aqui no Brasil tendo que competir quarta-e-domingo-quarta-e-domingo”, disse o técnico Muricy Ramalho. Bolt ganhou as três provas que disputou e se tornou triplo tricampeão. Também esbanjou simpatia, magnetizou o público, dominou o Snapchat, passou o rodo e se aposentou.

O grande momento brasileiro na competição aconteceu quando Thiago Braz, um desconhecido para o brasileiro médio, conquistou a medalha de ouro no salto com vara. Thiago foi superando o sarrafo em todas as alturas, até que sobrassem apenas ele e o francês recordista mundial. Em um momento de ousadia e alegria, o atleta brasileiro pediu para que o sarrafo fosse colocado em uma altura inimaginável para ele, mas ele foi lá, pulou, superou e deu início a um quase incidente diplomático com o francês que ficou transtornado com a derrota.

Natação
Depois de se afundar nas drogas e no drama de uma vida sem sentido, Michael Phelps voltou a nadar para sobreviver. Uma vez que a piscina era sua vida, Phelps conseguiu cinco medalhas de ouro e conseguiu parecer ainda mais sobre-humano do que já era.

Já o seu eterno concorrente Ryan Lochte não foi bem nas provas em que nadou e ainda tentou reeditar uma versão vida real de Se Beber Não Case. Aprontou altas confusões na madrugada, depredou um posto de gasolina, brigou com seguranças e ainda disse que foi assaltado. Perdeu patrocínios e ganhou a imagem de babaca.

Ainda nas piscinas, destaque para Katie Ledecky e Katinka Hosszu. Duas nadadoras que quebraram recordes e dominaram amplamente as provas que disputaram. “Hungria e Estados Unidos, Estados Unidos e Hungria. Dois países. Duas mulheres. Duas nacionalidades. Muitas vitórias”, disse Eric Faria.

Ginástica
Simone Biles tem apenas 1,40m de altura, mas isso não impede que ela quase alcance a estratosfera durante suas apresentações. Elástica, acrobática e veloz, Simone supera a capacidade de percepção do olhar humano e faz com que suas adversárias pareçam amadoras que não mereciam estar na competição.

O Brasil teve sua melhor participação na história, com três medalhas na categoria. Destaque para Diego Hypólito, que após conhecer o inferno nas últimas duas olimpíadas, superou as adversidades e conseguiu uma medalha que parecia que nunca seria sua.

Tiro
Ninguém esperava que o Brasil conseguiria uma medalha no tiro, ainda mais a sua primeira medalha na competição. Repentinamente a televisão informou que Felipe Wu Almeida estava conseguindo uma medalha e todos nos vimos lá assistindo aqueles homens com caras de psicopatas atirando em alvos não humanos. Wu conseguiu a medalha e ninguém disse que esperava que ele servisse de exemplo para que os jovens praticassem esportes.

Luta
O Brasil conseguiu medalha no judô, no boxe e no tae-kwon-do, mostrando que somos um país bom de briga. Mas, talvez não tão bom quanto o Azerbaijão que conseguiu uma porrada de medalhas apenas nos esportes em que é preciso ser monstro pra vencer.
Work, work, work, work. Work, work, You See me I be work, work, work. Work, work.



A torcida brasileira nas modalidades que envolvem combate físico não-letal foi um dos grandes destaques. Lutadores eram recebidos com gritos de “uh, vai morrer”, eram incentivados a cometer o homicídio. O publicou torceu para o juiz. Puxou em coro uma música dos Mamonas Assassinas para incentivar o boxeador Mina. Inesquecível.

Futebol
A tão falada medalha de ouro no futebol enfim chegou, após uma disputa de pênaltis que consagrou o goleiro Weverton ao improvável posto de herói nacional. O título não veio, é claro, sem um começo pífio e um turning point após uma bronca pública de Galvão Bueno, que se transformou em motivação para que os atletas fossem em busca da vitória. No futebol feminino, infelizmente não deu.

Vôlei
Após uma primeira fase tensa que resultou em uma quase eliminação precipitada, o Brasil se recuperou e conseguiu o título que parecia improvável. Na competição feminina, a China seguiu o mesmo roteiro, mostrando que às vezes é importante sofrer derrotas educadoras na fase inicial do torneio, para crescer na dor e conseguir o êxito final. “Umas boas palmadas, um pouco de fustigação e penitência são bem prazerosas”, opinou Hanz, o pansexual.

Outros Esportes
Muitas vitórias de Chineses, de britânicos, de americanos, um brasileiro na canoagem, decepção no handebol, e que se foda o golfe.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Observações Olímpicas Aleatórias

Os comentaristas

No sábado passado, um brasileiro enfrentava um norte-americano nas quartas-de-final de uma dessas tantas categorias do boxe olímpico. A partir dessas Olimpíadas, o esporte mudou e ao invés de o vencedor ser definido pela quantidade de golpes certos, ele é escolhido por juízes que decidem quem venceu cada round e ao final das três etapas da luta uma conta complexa define o vencedor.

Esse post certamente vai fazer sucesso, disse Popó
Pois bem, depois de um primeiro round até equilibrado, o brasileiro foi espancado duramente pelo norte-americano na segunda etapa do combate. Em certos momentos, parecia até que eu assistia a luta entre Apollo Creed e Ivan Drago. A dinâmica se manteve até o fim da luta e naquele momento que precede a decisão final dos juízes, o mundo inteiro sabia que o norte-americano havia ganho, exceção feita a uma pessoa: Acelino Popó Freitas, o brasileiro campeão mundial de boxe e ex-deputado federal. Para Popó, comentarista do Sportv, tudo poderia acontecer na decisão dos juízes e era isso aí, o Brasil estava forte. Obviamente, o americano venceu por unanimidade.

Grande parte dos esportes olímpicos permanece inteligível para grande parte dos seres humanos. Para nos familiarizarmos com eles, os canais de TV contratam comentaristas especializados, pessoas que vivenciaram intensamente aquele esporte, alguém que poderá explicar o que está acontecendo por trás de todos aqueles movimentos específicos do esporte. Assim sendo, nada seria melhor do que chamar um ex-atleta dessa categoria, não é mesmo?

O problema é que assim como Popó, muitos desses ex-atletas comentaristas não trazem nenhuma nuance específica do esporte. São apenas cidadãos embebidos em nacionalismo, torcendo pelo Brasil de maneira completamente irracional, criando uma barreira que os impede de enxergar a realidade. Todos se perdem na paranoia ufanista de Galvão Bueno que tenta nos fazer acreditar que vai dar Brasil, mesmo quando o barco brasileiro está afundado no fundo do mar.

Cito também o exemplo de Dayane dos Santos, campeã mundial de ginástica. Nesta semana ela era a única pessoa que realmente acreditava que Arthur Zanetti conquistaria medalha de ouro na prova das argolas, enquanto que o mundo inteiro reverenciava uma apresentação impecável de um grego com um nome obviamente difícil.

Qual é o problema disso? Quem assistiu os comentários de Dayane deve ter criado a vã expectativa de uma medalha de ouro e ao constatar que o mesmo não ocorreu deve ter pensado que o Brasil foi roubado. Ou que o nosso atleta é um fraco. Enfim, gerou desinformação.
Realmente Galvão, a roupa dela está muito bonita

É claro que nem todos são assim. Me surpreendi ao ver o Ricardo, do vôlei de praia, comentando o esporte. Claro, torcendo pelo Brasil, mas tentando explicar o que é que se passava dentro da quadra, as estratégias que poderiam ser utilizadas. Porque, afinal, se for apenas para torcer, eu mesmo torço em casa. Se for pra ficar falando que “é isso aí, é manter a cabeça no lugar, jogar sério que o Brasil vai conseguir a vitória”, é melhor se matar.

Há também o caso Guga. Que comentou os jogos de tênis muito bem, praticamente levando o espectador para dentro da quadra, interpretando os sentimentos do atleta, mas que além disso é o rei do carisma e acreditamos que ele poderia dominar a televisão brasileira. Acho que farei um post sobre isso em um próximo dia.

A Casa dos Atletas

Se por algum acaso um dia eu tivesse um filho que se tornasse atleta e chegasse a competir em uma Olimpíada, a última coisa que eu permitiria é que uma equipe de TV viesse acompanhar a minha reação na minha casa. Isso dá um azar danado.

Pode perceber: se a TV foi até a casa de uma atleta brasileira que “tá na briga pela medalha de ouro”, certamente ela não irá ganhar o que esperava. Vai passar longe do pódio. Vai ter um mal súbito, que a impedirá de prosseguir na luta pelo “tão sonhado ouro”.

"Estamos aqui na casa do Ryan Lochte e parece que ele está
muito louco"
Seriamente, acredito que mais do que o azar dos repórteres de TV, esses “fracassos” são provocados pelo desconhecimento da cobertura esportiva. O brasileiro tem muita dificuldade em aceitar a mudança e acredita que as coisas serão como sempre foram. Em 2012, ninguém estava enchendo o saco da família do Zanetti que era um desconhecido com boas chances de medalhas. Ele foi lá e ganhou. Quatro anos depois, ele vira o “ouro certo”. Todos vão lá captar as lágrimas do ouro certo e ele não vem, porque quatro anos é tempo demais e bicampeonatos olímpicos são bem raros. Aconteceu com o César Cielo, com a Maureen Maggi.

De maneira geral, o perfil do atleta brasileiro medalhista de ouro em modalidades individuais é a do cara que tem boas marcas no cenário mundial, mas que não ganhou nada em competições anteriores e entra sem pressão nas Olimpíadas. Sem ninguém enchendo o saco ele vai lá e ganha.

Atletas eternos

Boa parte dessa nossa dificuldade em aceitar as mudanças do esporte se passa também pelo fato de que muitos dos nossos atletas são eternos. Tem uma brasileira no Salto Sincronizado, avisa a TV. Sim, claro que é ela, a Juliana Veloso, que disputou os jogos de Sidney. Olha a Daniele Hypólito que praticamente fundou a ginástica artística no Brasil. Hugo Hoyama jogou tênis de mesa até ser interditado por familiares próximos. Álvaro Miranda, o Doda, tá aí perdendo competições de Hipismo desde 2004 pelo menos. Vez por outra eu me surpreendo ao saber que Vicente Lenílson não nos representa mais no revezamento do atletismo. E quando foi que o Sebastian Cuattrin parou de remar? Tenho certeza que nos jogos de Dubai, em 2028, Yane Marques ainda será nossa representante no pentatlo moderno e escutaremos a história de Serginho, o líbero brasileiro que será avô durante a competição.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Phelpslândia


A cada vez que Michael Phelps caia na piscina e conquista mais uma medalha, os veículos especializados na cobertura esportiva não encontravam palavras para contextualizar os tamanhos do seu feito. Se não mudar de ideia, Phelps encerrará sua carreira olímpica com 23 medalhas de ouro e esse número é muito superior a qualquer outro atleta olímpico em todos os tempos. Não dá para simplesmente comparar com ninguém e assim ele foi elevado a condição de unidade nacional: se Michael Phelps fosse um país, ele seria o 38º maior medalhista de todos os tempos.

Mas, a vida de Phelps não seria fácil caso ele resolvesse se transformar em um país. Ele precisaria montar todo um aparato burocrático para sustentar a Phelpslândia, além de definir fronteiras, estratégias de segurança nacional. Um enorme gasto de energia que dificultaria em muito sua tarefa primordial de nadar e ganhar medalhas.

Talvez Phelps conseguisse juntar um grupo de amigos e fazer com que eles se transformassem na sua guarda nacional, responsável por impedir que ele sofresse ataques e garantissem sua integridade nacional. Definir um idioma seria fácil, era só colocar o inglês. Mas não tão simples seria estabelecer uma moeda, instituir uma casa da moeda e uma instituição financeira para gerir a sua economia. Qual seria a taxa de juros da Phelpslândia?

Phelps ainda perderia muito tempo percorrendo órgãos diplomáticos internacionais para se reconhecer enquanto país, participaria de muitas reuniões intermináveis e inúteis e não conseguiria treinar o suficiente para ganhar todas as medalhas que ele ganhou.

Se Phelps resolvesse que seu país seria uma ditadura, ele teria que criar leis, executá-las e ainda julgar as pessoas, perdendo ainda mais tempo. Se optasse por um sistema democrático, teria que compor um Legislativo, convocar eleições para decidir quem iria administrá-lo. Fazer negociações políticas. Montar um sistema de previdência social, enfim. Não é fácil ser um país.

Por fim, haverá o dia em que Phelps morrerá. Será extremamente estranho que um país passe por uma necropsia, um velório, seja eventualmente cremado e a briga pelo seu espólio será ainda maior do que é de costume. Portanto, podemos concluir que países só podem dar errado.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Guia Básico dos Esportes Olímpicos

O dia chegou, finalmente. Após sete anos de espera, os jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começam logo mais com a suntuosa cerimônia de abertura realizada no estádio do Maracanã. Ao longo de intermináveis horas, incontáveis delegações desfilarão pelo gramado, enquanto as mais diversas alegorias inexplicáveis tentam contar uma história de formação nacional.

Caso você esteja com alguma dúvida sobre os esportes disputados, publicamos aqui um guia simplista para que você entenda as modalidades disputadas, mesmo que você seja uma lesma acéfala de seis meses.

Atletismo: Milhares de atletas irão correr em retas, em curvas e estradas, enquanto que outros irão pular, pular de maneira elaborada, arremessar variados objetos a distâncias consideráveis.

Badminton: Pessoas separadas por uma rede utilizam-se de uma raquete para passar uma peteca de um lado para o outro, tentando impedir que ela toque o solo.

Basquete: Grupos de pessoas tentam arremessar uma bola dentro de uma pequena circunferência adornada por uma rede.

Boxe: Dois homens sobem em um espaço quadrado delimitado por cortas e desferem socos um contra o outro, evitando apenas a linha abaixo da cintura.

Canoagem: Pessoas sobem em um barco e fazem movimentos braçais ritmados na tentativa de cruzar o trecho de um lago mais rapidamente possível.

Ciclismo: Atletas montam em cima de bicicletas e tentam superar montanhas, estradas, pistas cheias de rampas ou alcançar, ao lado de outros colegas bicicleteiros, outro grupo que pedala em uma pista oval feita inteiramente de madeira.

Esgrima: Cidadãos trajados em roupas bizarras tentam atingir um oponente, também trajado de forma bizarra, utilizando diferentes tipos de espada, sem poder, infelizmente, transpassar o seu adversário.

Futebol: Grupos de onze homens tentam fazer com que uma bola entre em um espaço retangular de quase 18 metros quadrados sem utilizar as mãos.

Ginástica Artística: Cidadãos fazem piruetas em espaços abertos ou se utilizando dos mais diferentes artefatos aleatórios, tomando o devido cuidado para não cair no chão ou bater a cabeça.

Ginástica Rítmica: Cidadãs fazem piruetas se utilizando de fitas e outros objetos aleatórios.

Golfe: Pessoas se utilizam de um taco para atingir uma bola que deve entrar em um minúsculo buraco localizado em um enorme gramado, aparentemente porque eles não têm nada melhor para fazer.

Handebol: Seres humanos divididas em duas equipes tentam fazer com que uma bola entre em um espaço retangular utilizando apenas as mãos, podendo, eventualmente, colidir com outros seres humanos.

Hipismo: Cavalos são levados a mostrar qual deles é o mais submisso a um ser humano e capaz de realizar tarefas acrobáticas diversas.

Hóquei Sobre Grama: Pessoas que utilizam tacos fazem alguma coisa sobre um gramado, mas ninguém realmente se importa com esse esporte.

Iatismo: Humanos dos mais variados tipos sobem em barcos dos mais variados tipos e enfrentam ondas, correntezas e ventos na busca pela graça de conseguir desviar de boias e completar um percurso sem morrerem afogados.

Judô: Lutadores trajados em quimonos ficam se agarrando de múltiplas formas na busca por uma falha que permita derrubar o adversário de costas no chão.

Levantamento de Peso: Pessoas levantam peso, quem levantar mais ganha.

Luta Olímpica: Cidadãos desgraçados pela vida se utilizando de macacões justos se atracam no chão até que o juiz decida que alguém mereceu vencer.

Nado Sincronizado: Meninas com prendedores de roupa no nariz e roupas estranhas nadam de maneira aparentemente sincronizada dentro de uma piscina, tentando convencer os jurados que elas realmente são boas nisso, mas geralmente os jurados acham que não.

Natação: Atletas pulam na água e nadam de diferentes formas e por diferentes distâncias com o objetivo de serem mais rápidos e não engolirem água em quantidade suficiente para provocar um afogamento.

Pentatlo Moderno: Por razões até hoje inexplicáveis, atletas são obrigados a montar cavalos, nadar, correr, brigar com espadas, correr e atirar com armas de fogo.

Polo Aquático: Cidadãos lutam contra a força da água e contra a força do adversário para introduzir uma bola dentro de um gol flutuante.

Remo: A mesma coisa que acontece na canoagem, mas em barcos diferentes e com quantidades diferentes de pessoas dentro deste barco.

Rúgby: Um objeto oval é solto e as pessoas correm com elas na mão, caem no chão, se batem, pulam um em cima do outro e quem conseguir chegar do outro lado mais vezes ganha.

Saltos Ornamentais: Pessoas pulam na água tentando fazer com que este ato tenha alguma beleza artística e tomando cuidado para não bater a cabeça na borda da piscina.

Tawkwondo: Lutadores ficam pulando em círculos esperando que o milagre da fé conceda a eles um ponto.

Tênis: cidadãos separados por uma rede utilizam-se de raquetes para bater uma minúscula bola amarela de um lado para o outro, até que a bola se torne inalcançável para o oponente.

Tênis de Mesa: dois chineses ficam em lados opostos de uma mesa e ao que tudo indica há uma bola pingando entre eles.

Tiro com arco: Uma flecha é colocada em um arco e alguma espécie de força física a projeta em direção a um alvo, que oferece diferentes quantidades de pontos.

Tiro Esportivo: Criminosos se utilizam de diferentes tipos de pistola para acertar diferentes tipos de objetos. Completamente desnecessário.

Triatlo: Pessoas pulam no mar e nadam, saem do mar, sobem em bicicletas, pedalam, deixam as bicicletas de lado e passam a correr no que poderia ser uma fuga desesperada mas é apenas um esporte.

Vôlei: Pessoas são divididas por uma rede e devem em até três toques fazer com que uma bola caia em um espaço delimitado preenchido parcialmente pelos jogadores do time adversário.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Grandes dúvidas que não tem explicação (24)

Por que o cabo de vassoura é pior do que cenoura? Por que é preciso ter cuidado para não se dar mal?

No ano de 1997 o Brasil foi invadido por uma febre musical incontrolável que colocou pessoas de todas as idades para dançar. O Grupo Molejo, que até então fazia sucesso restritos nos círculos ligados ao movimento pagodeiro com hits como “Paparico”, “Cilada” e “Samba Diferente” estourou em todo Brasil com “Brincadeira de Criança”, canção lúdica que lembrava o universo da putaria infanto-juvenil de maneira nostálgica¹, com seu forma pergunta-resposta em que o vocalista de dentes excêntricos insistia que que seu interlocutor ainda não havia acertado qual era a brincadeira que ele mais gostava.
- Andrezão! Sabe qual é a brincadeira que eu mais gosto?

Ao final o grupo resumia: bom é ser feliz com o Molejão e foi isso que o Brasil fez. Fomos todos sermos felizes com o molejão e mal havíamos superado esse impacto inicial quando o grupo carioca ressurgiu com a Dança da Vassoura².

A letra aparentemente não faz muito sentido, poderia ser alguma fábula romântica de dois garis, um pretexto aleatório para o livre rebolado. Mas eis que em um determinado momento vinha o imortal verso. “Piti pi piti pi piti pau. Piti pi piti pi piti pau. Mas tome cuidado com o cabo da vassoura, é pior do que cenoura e você pode se dar mal”.

Depois de uma série de onomatopeias desconexas, provável herança das raízes africanas da música brasileira, a canção entoava um alerta relacionado a cabos de vassouras, que no caso, seriam piores do que cenouras, o que poderia gerar terríveis consequências para os desavisados sobre este perigo. Ai está a dúvida: por que o cabo de vassoura é pior do que uma cenoura?

Cabos de vassoura são objetos cilíndricos, construídos em madeira, alumínio ou plástico e servem justamente para dar um suporte a parte da vassoura que exerce a atividade fim: varrer. Já a cenoura é uma raiz de cor alaranjada, comumente servida como salada ou ralada no meio do arroz, às vezes no recheio de um bife à rolê, enfim, tem fins culinários. A única semelhança entre uma cenoura e um cabo de vassoura é em seu formato, uma é cilíndrica e a outra é cônica.

Não precisamos fazer nenhum esforço mental para saber que a literatura humorística brasileira traça diversos paralelos entre estes tipos de objetos e a possibilidade de introduzi-los de maneira prazerosa, ou não, no seu próprio ânus ou no ânus de outra pessoa. Então, poderíamos concluir que é pior enfiar um cabo de vassoura no próprio cu do que fazer isso com uma cenoura?


Perguntamos a alguns especialistas no assunto e quase todos foram unânimes em afirmar que a cenoura é pior para esses fins, uma vez que ela costuma a ser mais grossa, com um formato irregular – o que pode proporcionar lesões, além de ser mais suscetível a quebras durante o ato, fazendo com que você acabe internado em um hospital com pedaços de cenoura presos dentro da bunda.

Contra o cabo de vassoura, pesa a possibilidade de que ele solte farpas durante o movimento, provocando uma dor imensurável. Ele também é mais comprido, mas os especialistas afirmam que nesse momento a espessura é muito mais importante do que o comprimento. Em todo caso, os especialistas sugerem que preservativos sejam utilizados para evitar acidentes mais graves, doenças e gravidez indesejada.

De toda forma, mesmo que Andrezão e a rapaziada por experiência própria saibam que é pior enfiar um cabo de vassoura no bunda, ao invés de enfiar uma cenoura, há outra questão aparentemente inexplicável que é o tom de advertência do período. “Cuidado com o cabo de vassoura”. Por que é preciso ter cuidado com ele? As chances de sofrer um acidente doméstico que termine com um pedaço de madeira enfiado até a metade dentro da sua bunda são mínimas. Muito provavelmente, pessoas que acabaram empaladas por cabo de vassouras o fizeram por livre e espontânea vontade ou durante algum ato de submissão sexual e assim sendo não há razões para se ter cuidado com esse assunto.

O Pagode dos anos 90, vocês podem perceber, guardam muitos mistérios.

¹Um aspecto importante do Brasil nos anos 90 é que as crianças eram expostas as mais diversas putarias na televisão brasileira. As bandas de axé falavam de temas extremamente pornográficos com um linguajar abusivamente infantil e colocavam as crianças para fazer danças sensuais disfarçadas de inocência. Não é a toa que essa geração cresceu e virou esse grupo de pessoas deprimidas e desconectadas da realidade.

²Os compositores dos anos 90 gostavam de criar danças para os mais variados assuntos. Tivemos danças coreografadas para carrinhos de mão, para caçambas, para pranchas, para tsunamis, para garrafas, pirulitos, enfim. Tudo com uma imagem pornográfica lúdica.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Terroristas do Whatsapp

A Polícia Federal deflagrou na semana passada uma operação que prendeu uma dezena de terroristas que atuavam em solo brasileiro planejando atentados durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, esse grupo difuso espalhado pelos mais diversos cantos do Brasil, planejavam suas atividades nos meios virtuais, utilizando principalmente o Whatsapp.

Em um esforço jornalístico, o CH3 teve acesso ao relatório que monitora essas atividades e conversou com algumas das vítimas da quadrilha pretensamente islâmica. As investigações comprovam que o grupo era realmente perigoso e estava disposto a inaugurar uma era de terror no território brasileiro.

O relatório aponta que no dia 17 de março de 2016, o líder do grupo, Jardel El Haddad Castro criou um grupo chamado “Vigília Brasil”. Ele adicionou outros integrantes da organização, como o perigoso Robert El Kadri Arruda, Fernando Bin Tariq Oliveira e Carlos Al-Owairan Nogueira. Logo, Jardel El Haddad repassou imagens do crepúsculo acompanhadas de mensagens motivacionais. Jardel ordenou “repassem a todos os seus contatos”.

Robert El Kadri respondeu logo depois afirmando que havia cumprido a missão. Fernando Bin Tariq questionou se o grupo da família deveria ser poupado e Robert respondeu que não. “É justamente no grupo da família que nós temos que começar, que nós precisamos massificar essa questão”, disse friamente.´
Os terroristas cuspiam nas pessoas e depois afirmavam que tinham caxumba
O grupo rapidamente diversificou suas ações. Em pouco tempo eles começaram a mandar áudios de 11 megas para os seus contatos. “Insista com seus contatos até eles ouvirem”, dizia Jardel El Haddad. Os áudios continham vozes de crianças contanto piadas repletas de trocadilhos. Mais uma vez, Robert El Kadrid se mostrou o mais violento de todos. “Se for o caso, compartilhe por e-mail”, também, mostrando que os terroristas muitas vezes utilizavam técnicas rudimentares.

No entanto, eles se mostravam atentos as movimentações do mundo moderno. Nem mesmo os recentes bloqueios contra o Whatsapp promovidos pela justiça brasileira interromperam as ações dos terroristas.

Joelton Lima de Andrade, amigo de infância de Robert El Kadri, colaborou de maneira anônima com as investigações. Ele topou falar com a nossa reportagem sem se identificar e contando com a confidência de que nós não informássemos que atualmente ele mora na Rua Amazonas 43, no município de Comodoro e dirige um veículo Fiesta placa OIQ-1291, uma vez que os terroristas são violentos e já fizeram ameaças contra a vida dele.

“Na última vez em que o Whatsapp caiu eu fiz como todo mundo e fui para o Telegram. E vinte minutos depois que eu baixei o aplicativo o Robert já estava lá me mandando passagens bíblicas ilustradas por fotos de pássaros. Eles eram muito rápidos”. As breves passagens do grupo pelo Telegram se mostraram ainda mais violentas. De acordo com Joelton, certa vez ele foi inserido no grupo do condomínio em que ele mora. “Eu ouvi dizer que eles invadiam grupos, se tornavam administrados e passavam a adicionar pessoas indiscriminadamente. Quando você ia perceber, já estava em 38 grupos diferentes”. O objetivo, afirma Joelton era recrutar pessoas para a causa islâmica. “Uma vez lá dentro, a única maneira de escapar era partido para o lado deles. Era uma espécie de sequestro-intelectual-virtual do qual não havia escapatória. Ou o crime, ou o isolamento virtual”.

O relatório aponta possibilidades sobre as ações que os terroristas planejavam para as Olimpíadas. O nosso colaborador anônimo Joelton acredita que o grupo não tem limites. “Provavelmente eles vão criar grupos e adicionar pessoas dentro deles e vão compartilhas várias memes com piadas sobre o salto com vara e outros esportes que possam ter algum trocadilho relacionado a objetos que podem ser introduzidos no ânus. Certamente eles vão encher tanto o saco do mundo que um dia o Estado Islâmico em pessoa vai resolver explodir isso aqui”.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Jornada de Trabalho

Na última semana, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), um cidadão chamado Robson Braga de Andrade, chamou a atenção com uma proposta para que o Brasil supere o momento de crise econômica: flexibilizar as leis trabalhistas e ampliar a jornada de trabalho dos brasileiros para até 80 horas semanais. A jornada máxima de trabalho diário seria de 12 horas.

Robsou citou como exemplo a França, cuja queda na produção industrial levou o país pelo mesmo caminho das 80 horas semanais¹. Se você fizer as contas, perceberá que trabalhando 12 horas por dia, conseguiria completar 72 horas de segunda a sábado e ainda sobraria oito horinhas para arrematar no domingo. Realmente um projeto brilhante, que contará com o apoio de toda a classe trabalhadora.

Difícil entender o que Robson pretende provocando essa discussão. Talvez, ele queira que os trabalhadores empregados valorizem a sua sorte em um momento em que o desemprego aumenta. Fique lá no seu trabalho, trabalhando em dobro para compensar o seu benéfico patrão que lhe concede essa oportunidade de trabalhar.

Voltando novamente as contas das 80 horas, até um tempo recente trabalhar de segunda a domingo com jornadas de 12 horas tinha outro nome: trabalho escravo. Não me surpreenderei se nos próximos dias alguém sugerir a volta dos castigos físicos como forma de estimular o trabalhador e aumentar a produção brasileira, fazendo a economia se reerguer.

Sendo que uma semana tem 168 horas, trabalhando 80 horas semanais e dormindo outras 56, o trabalhador ainda teria 32 horas semanais para aproveitar. Contando que ele gaste uma hora por dia com refeições e outra hora diária com necessidades fisiológicas, restariam 16 horas, das quais nas grandes cidades, 14 seriam gastas com deslocamentos no caótico trânsito brasileiro. Sobram pouco mais de 15 minutos diários para realizar tarefas domésticas, ou fazer compras e movimentar o mercado.

No final, as pessoas comprariam cada vez menos coisas por ter pouco tempo para isso e enfim, seria o início da recessão.

O que fazer nessa situação? Para superar a crise as empresas passariam a ter que distribuir sua produção e em breve todos trabalhariam de graça, num sistema conhecido como comunismo. Ou então, poderiam voltar a praticar o bom e velho escambo, que funcionou muito bem na época da idade média.

Sempre soube que esses caras da indústria eram comunistas.

¹Mais tarde, Robson negou ter defendido a mudança na legislação. Ele afirmou que na verdade o que ele disse é que o Brasil precisa abrir sua mente para as mudanças e citou o exemplo francês² de maneira completamente aleatória, sem defender essa ideia.
²Não menos tarde, jornalistas atentos perceberam que Robson citou o exemplo francês de maneira equivocada. Na verdade, o país do Zidane apenas autorizou que as jornadas pudessem alcançar 60 horas, não 80 horas, em casos específicos e previamente autorizados pelo Ministério do Trabalho.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Operação Meme

Esse é o tipo de informação que parece falsa e que as pessoas terão muita dificuldade em acreditar, mas realmente existe um departamento dentro da Polícia Federal responsável por nomear as operações desencadeadas pelo órgão de segurança. Espertos como apenas eles, os PFs sabem que nos tempos atuais o sucesso do combate ao crime depende diretamente do impacto midiático do seu nome.

A operação Lava Jato, muito provavelmente não teria alcançado a sua 37ª etapa e descoberto crimes que remetem ao império romano se ela não tivesse um nome marcante.

No entanto, a Lava Jato é uma pequena exceção no mundo das nomenclaturas federais. As altas cabeças da instituição adoram exibir seu vasto repertório cultural e fazem referências que remetem ao império romano, passagens bíblicas, literatura clássica ocidental. Em que mundo nós teríamos informações sobre o que foram as Catilinárias?

Chegará um momento em que todas essas referências clássicas se esgotarão e precisarão ser substituídas por novos acontecimentos. Provavelmente baseados na produção cultural dos tempos atuais. E o que a humanidade melhor produz nos tempos de hoje? Memes. Chegará um dia em que as operações da Polícia Federal e demais órgãos de investigação serão nomeadas de acordo com memes da internet.

Logo no começo nós teríamos a Operação Comeu e Não Pagou, para investigar o tráfico internacional de mulheres para prostituição. A Operação Sanduíche-íche investigaria o contrato superfaturado com uma empresa fornecedora de alimentos para a Câmara Federal, como uma maneira de lavar dinheiro de propinas utilizadas para financiamento de campanhas eleitorais.

Teríamos a Operação Mamilos, para investigar um assunto polêmico. A Operação ET Bilu buscaria conhecer a verdade por trás de contratos de empresas estatais. A Operação Jesus Manero revelaria fraudes na prestação de contas de candidatos da bancada evangélica. A Operação Cecilia Gimenez investigaria fraudes em reformas mal executadas pelo poder público. A Operação Para Nossa Alegria revelaria alguma coisa, aí, que eu não estou bem certo agora.

Operação No Céu Tem Pão. Operação Rei do Camarote. Operação Eita Giovana. Operação 7x1 Eterno. Operação Nada Acontece Feijoada. Operação Taca-le Pau. Operação Dinofauro. Operação Já Acabou Jéssica (essa seria uma forma de dizer que determinado crime não ocorreria novamente). Operação Foda-se. Foda-se, foda-se, foda-se.

Acredito que os nomes não terminariam jamais, porque nós temos uma incrível capacidades de criar memes, muito superior a capacidade da PF de desencadear operações que coloquem a bandidagem na cadeia. Aguardo esse dia.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Uma ode para o DJ Teco

O DJ Teco surgiu na minha vida há muito tempo, tanto tempo que eu já não sei precisar exatamente quando. Ainda estava na faculdade quando Vinícius Gressana, sempre ele, relatou alguma experiência que ele vivenciou com o referido DJ. Não sei exatamente se Gressana esteve em uma festa que tocava músicas com o DJ Teco, em um carro que tocava essa música, se tinha um CD ou se manteve algum tipo de relação sexual com o animador de baladas. Fato é que Vinícius conhecia o trabalho do artista famoso por seu slogan - podemos chamar isso de slogan? – “DJ Teco: só toca as melhores”.

Eis um slogan simples e imbatível, porque o que geralmente esperamos de um DJ é que ele toque as melhores. Um DJ que só toca as piores seria um extremo fracasso, por mais que saibamos que os conceitos de pior e melhor, quando relacionados à música, são muito complexos.

Fato é que DJ Teco cresceu no nosso imaginário, no entanto, jamais comprovamos sua existência. Nunca saberíamos se Vinícius inventou um personagem, um amigo imaginário ou imaginou ter escutado seu nome e seu trabalho durante uma viagem com ácido nas muitas festas raves que ele frequentou em sua juventude alucinada.

Eis que nessa semana eu estava na academia e enquanto fazia os exercícios a trilha sonora era mais ou menos a mesma de sempre. Umas músicas pop do momento, sempre com batidas eletrônicas que eu não sei julgar se elas são a versão original ou algum remix feito por uma pessoa qualquer. Até que repentinamente no meio de um trecho instrumental soa a mensagem: "D-D-D-DJ Teco".


Aquilo foi como uma mensagem divina, como se Deus tivesse aparecido para mim naqueles autofalantes. Em um primeiro momento não acreditei que fosse verdade, até que ao fim da música o nome do DJ Teco voltou a ser repetido. De fato, ele existia. Vinícius esteve certo o tempo inteiro.

Fiquei um tempão aguardando que seu inestimável bordão, ou estilo de vida talvez, fosse repetido. No entanto, em nenhum momento a Voz afirmou que DJ Teco só tocava as melhores. Fui convidado a entrar no seu Facebook /DJTecoOficial, a anotar o seu número de telefone para eventuais convites para festas, eventos, almoços dançantes, programas casuais. Acima de tudo, conheci o seu novo slogan: "Com DJ Teco, você vai dançar sem parar". Sempre afirmativo esse homem. Que homem.

Vejam bem, é claro que eu entrei no seu Facebook e fiz isso enquanto ainda estava na academia. Descobri que ele está em um relacionamento sério com uma mulher, o que afasta o interesse das pessoas que ficaram interessadas com toda esse testosterona a serviço da dança ininterrupta. O rapaz é comprometido, sobretudo com a sua arte.

Anoitei o seu número, vi que ele tem Whatsapp e agora passo os dias pensando se mantenho algum contato com ele ou se mantenho um distanciamento saudável de fã, apenas um admirador do seu trabalho. Pensei em adicioná-lo em todos os grupos de Whatsapp dos quais eu sou moderador, mas felizmente lembrei que eu não sou moderador de nenhum grupo e que essa é a última coisa que eu desejo para minha vida e espero que enquanto eu seja vivo eu jamais tenho que cumprir essa ingrata missão de adicionar alguém em um grupo de Whatsapp e acabar com a vida da pessoa. Principalmente com a do DJ Teco.

Fiquei muito feliz em saber que DJ Teco realmente existe, o que comprova que durante todos esses anos, por mais que os fatos nos sugerissem exatamente o contrário, Vinícius Gressana mantinha parte da sua consciência mental em pleno funcionamento e ainda tem alguma noção sobre o que é o mundo real e o que é o virtual. Quanta felicidade.

Nos dias seguintes, a música de DJ Teco - que vai fazer você dançar sem parar - continuou tocando na minha academia. Claro que eu não dancei. Ainda não sei distinguir se é mais de um disco, de uma playlist, ou se é a mesma de sempre porque eu não adquiri a capacidade ainda de diferenciar uma música eletrônica da outra. Mas, acredito que a repetição da música na academia seja algum sinal de uma parceria, uma amizade dele com os empreendedores do local. O que indica que DJ Teco pode estar mais perto do que eu imagino.

Vida longa para este homem.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Agradecimentos gerais

O encerramento de qualquer coisa tem que ter uma série de agradecimentos.

Em primeiro lugar, eu queria agradecer ao meu pai, minha mãe e a você Xuxa, que com sua pele macia besuntada em Monange eternizou a maneira correta de se agradecer alguém.

Muito obrigado ao nosso professor de economia do terceiro semestre, que se eu não me engano se chamava Wanderley. Se suas aulas não fossem tão ruins, provavelmente não teríamos criado tantas piadas que inspiraram o início do blog. Se você, querido professor, não perdesse frequentemente o ônibus que saía de Barra do Bugres com direção a Cuiabá, provavelmente nada disso existiria.

Laís, a @lais do Twitter. Ela ensinou Tackleberry a criar o blog e deu dicas de outras funcionalidades. Se, quando procurada pelo Tackle, Laís tivesse informado que estava ocupada e nunca mais respondido, talvez esses pensamentos tempestuosos de criar um blog tivessem se esvaído da cabeça do nosso Tackleberry e o CH3 jamais teria existido. Laís, aonde quer que você esteja, obrigado. Ah, você também é responsável pelo primeiro comentário da história. Obrigado.
Laís, muito provavelmente você foi a responsável por ensinar o Tackleberry a subir essa imagem e é eternamente culpada por isso aqui.

Nossos agradecimentos ao Elemento X, eterno ombudsman informal e eminência parda do blog. Obrigado ao irmão do Tackleberry, que hoje já deve ter 43 anos, mas que na época em que o CH3 surgiu tinha apenas 11 e divulgou a página pelo Japão. Obrigado também para o Bruno Mangabeira, que deus o tenha, que divulgava o blog no saguão do IL no distante ano de 2006. Mesma situação vale para o lendário Adérito Schneider. Quem mais? Também agradecemos Leidiane e Andreza, das nossas amigas de faculdade provavelmente foram as últimas a desistir de acompanhar isso aqui. Não podemos esquecer também do Zequias, eterna fonte de inspiração.

Nosso muito obrigado para Emily e Mariana, que durante muito tempo acompanhavam o CH3 e comentavam em todas as postagens. Faz muito tempo que elas sumiram, talvez porque nós as ofendemos com algum texto, talvez porque elas arrumaram um emprego, ou talvez tenham vindo a óbito. Pouco importa. Obrigado por esse apoio longínquo. Entre os comentaristas perdidos ocasionais daqui eu lembro ainda do excêntrico Zói de Tandera, o crítico pontual Tarcílio de Carvalho. Um abraço também para o Edinho Cidral, que eu não sei quem é, mas que tem o estranho hábito de comentar os nossos posts de aniversário e apenas eles.

Eterna gratidão ao cara do comentário anônimo sobre críticos de cinemas, que certamente nos fez chegar até aqui ao dizer que as coisas não são como nós dizemos que elas são. Aceno distante e sorriso cúmplice aos looners do Brasil também, sempre presentes por aqui.


Obrigado ao Luan Germano, que não sei como é que nos descobriu, mas por vezes mantinha contato com o blog por e-mail - e-mails esses que eu demorava cerca de 45 dias para responder. Luan também já agradeceu ao blog por termos o ajudado a escrever um artigo de opinião, o que certeza é o elogio mais estranho que nós já recebemos.

Agradeço também a Maíra Matos, pessoa que conheço desde que eu tenho uns sete anos, que acabou estudando no mesmo colégio em que eu estudei e acabou por ser minha caloura na faculdade e que tá até hoje por aí, eventualmente divulgando o blog, mesmo por vezes achando que ele já acabou.

Forte cumprimento ao Dado Dória, que mesmo sem qualquer tipo de remuneração já contribuiu diversas vezes com o blog e sempre me resgatou em diversos momentos de falta de assunto. Valeu.

Certamente eu devo estar esquecendo de alguém, mas que se foda. Obrigado a todos e voltamos qualquer dia.

FIM