Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Sobre mulheres e nomenclaturas maldosas

Cachorra, galinha, piranha, vadia, biscate, vaca, meretriz. Vocês sabem o que isso significa. Quando se chama uma mulher por esse nome, você quer chamar de puta. Mas, puta é meio pesado, então você chama de galinha.

Já estamos tão acostumados com isso, que nem prestamos atenção e nem queremos saber o porque de chamamos alguém por esse nome. E ah, que fique bem claro. As prostitutas não são galinhas. Quando queremos dizer que uma mulher tem atitudes de uma prostituta é que nós a chamamos de galinha.

Eu também não quero saber o porquê que começaram a chamar as mulheres com esse comportamento assim. Mas sim, fazer uma pequena reflexão.

Piranha: Tudo bem. Piranhas caem em cima de qualquer coisa que elas vêem balançando. Faz sentido.

Galinha: Pessoas com as quais conversei sobre o assunto me disseram – “já viu como galinha faz sexo? Não? Então, a galinha tá lá paradona, ciscando, comendo agachada. O galo vem por trás, e em uns três segundos faz o serviço. É o cúmulo da rapidinha”. Ou seja, a galinha é uma coitada que é rapidamente coitada e nem tem culpa nenhuma.

Vaca: Oras, veja bem esse animal.

Veja de novo.


Mais uma vez.

Você imagina que esse pobre, pacato e singelo bicho tenha um comportamento tão indigno assim?

Cachorra: A cadela entra no cio a cada seis meses mais ou menos. Nessa época ela solta feromônios que chamam a atenção do macho. Ok, ela faz de tudo pra chamar a atenção do macho, mas depois disso vários machos ficam seguindo e cheirando suas partes íntimas. E depois do ato ela ainda anda enganchada na rua com os outros machos. E coitada, ela também não tem culpa. É uma coisa da sua natureza animal.

Mulher de vida fácil: Esse é o mais inexplicável. “Ah, é fácil ficar dando pra ganhar dinheiro”. Agora, imagine que ela faça programa com 3 caras numa noite. O primeiro é o Zé que não toma banho, depois o Ludson que é meio violento com mulheres, e no final o Mackson que tem fetiches estranhos. Se isso é fácil, imagina o difícil.

Agora, se você procurar a questão semântica das coisas, procure no blog do Professor Pasquale. Ou talvez no Twitter dele.

Falando em Twitter, o CH3 agora tem um também.
http://twitter.com/blogchtres, atualizado diariamente pelo Pai Jorginho de Ogum. Sigam-nos, os bons.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Eu não recomendo: O som do coração

Pense num filme ruim. Por pior que ele seja, ele não pode ser tão ruim quanto O Som do coração.

O dia em que eu vi esse filme foi um dia de muita decepção. Eu fui ao cinema crente de que assistiria “Onde os fracos não tem vez” um filme de machos, cruel, duro. No entanto, uma das pessoas que iria ver o filme já o havia visto. Restava apenas uma opção que era assistir “O Som do Coração”.

Logo que eu vi o cartaz eu disse que o filme seria ruim. Aparecia uma criancinha feliz nas costas do Robin Williams. Filmes com cartazes de criancinhas felizes não podem ser bons. Se essa criancinha estiver nas costas do Robin Williams, as chances são menores ainda. Disse as pessoas que o filme seria ruim, e expliquei o motivo. Brigaram comigo por isso.

E não deu outra. O filme é realmente péssimo. Resumirei a história com uma visão bem crítica.

Começa com dois personagens. Lyla e Louis. Lyla toca violino e Louis é guitarrista vocalista de uma banda mela cueca. Um dia os dois se encontram. Louis come Lyla. No dia seguinte o pai manda a menina pra outro lugar. Então ela descobre que está grávida, o pai discute com ela, ela saiu nervosa de um café, é atropelada e levada ao hospital. Onde dizem que ela perdeu o seu filho.

Certo. Passam-se uns oito anos nessa história. Nesse período a vida do Louis e da Lyla foram uma merda. Ela... sei lá o que ela fez. Já ele virou um empresário bem sucedido e cheio de dinheiro. Mas, os dois ainda tem dentro de sim o amargor, uma vida infeliz, por conta de uma foda de uma noite.

Eis que aparece então o August Rush. Um garotinho que vive num orfanato. Um dia ele acaba se perdendo na cidade, e acaba indo viver com o Robin Williams. Que faz um personagem escroto que se veste de maneira escrota e ensina criancinhas a tocar música. Para depois explorá-las.

Louis então encontra o antigo baterista da sua banda, que agora é taxista. Eles discutem e Louis percebe que sua vida é uma merda. Ele então resolve largar a sua vida, volta a vestir roupas rasgadas e a tocar numa banda mela cueca. Sendo que ele já está com uns 30 anos. Já Lyla volta a tocar violino. Todos buscando recuperar a felicidade perdida numa noite. Provavelmente foi o melhor sexo já feito em todos os tempos.

Já o garotinho August mostra um talento absurdo com a música. Toca violão de uma maneira espantosa. O escroto do Robin Williams continua explorando ele até que um dia a polícia invade o lugar onde as crianças ficam. Ele foge. Acaba parando em uma igreja, onde ele vê o coral cantando. Acaba ficando por lá.

O Louis resolve encontrar a Lyla. Sabe-se lá porque ele demorou oito anos pra procurar o nome dela na lista telefônica, se ele gostava dela tanto assim. Já a Lyla recebe a notícia do seu pai: seu filho não morreu, foi levado a adoção. Numa das interpretações mais patéticas da história.

Os dados então se cruzam. August é o filho dos dois. Filho de dois músicos ele herdou um talento absurdo para a música. Tão absurdo que ele compõe uma sinfonia a partir do barulho dos meninos jogando basquete na quadra. Aliás, ele sabe até desenhar as notas. E é levado para uma escola de música.

O filme fica naquela babaquice então. O Louis procurando a Lyla, que procura o August que não procura porra nenhuma. Quer só ficar com a cara de bobo dele compondo músicas. Quem procura o August é o escroto pedófilo do Robin Williams, que quer de alguma maneira ganhar dinheiro em cima do moleque. Em uma cena patética o Louis faz um Jam session com o August, sem saber que é o seu filho.

Tá, a história segue até a cena final. Trata-se de um concerto no Central Park. Que terá a Lyla fazendo um solo, mesmo depois de ficar oito anos sem tocar violino, e a sinfonia do muleque de oito anos. O Robin Williams já chora desgostoso a perca do dinheiro com o August.

E a tal cena final é ridícula. Me da enjoo só de lembrar. Lyla toca e começa a ir embora. Começa a sinfonia do August. Ela olha pra trás e começa a andar em direção ao palco. O Louis está numa bebedeira dentro do carro com os amigos, quando vê a placa anunciando que a Lyla estava tocando. Ele vê o moleque que tocou com ele na praça em cima do palco e vai em direção dele também.

A sinfonia acaba. E nesse momento o August olha pra trás e vê o Louis e a Lyla lado-a-lado. Os dois olham pro lado e se encontram. O August sorri. Por algum motivo ele sente que os dois são seus pais. E o filme acaba.

O fim é sem dúvida o melhor momento. É um alivio. Aliás, para não ser injusto o filme tem outra coisa boa. Ou teve no dia. O sistema de som do cinema estava péssimo e os atores pareciam estar falando na frente de um ventilador. Pelo menos isso garantiu umas risadas.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Coisas que eu não consigo entender

Vale ressaltar que esse post não tem nenhuma ligação com a música do Jota Quest.

Sem dúvida existem coisas que você não entende. Não falo de entender o funcionamento do sistema digestivo de um babuíno, ou do processo de montagem de um grampeador. E sim aquelas coisas que você vê vez por outra. Que de vez em quando aparece na sua vida e você diz “não entendo isso”.

Eu, por exemplo, não entendo o jogo de baseball. De vez em quando passa na TV sobre um jogo de beisebol. São várias entradas. Um cara joga a bola. Outro rebate. E um outro fica agachado com uma roupa ridícula. Se o cara consegue rebater, todos começam a correr de um lado para o outro de maneira louca. Agora, como se pontua... não sei. Além disso o jogo tem umas estatísticas bizarras, que são impossíveis de entender. “Ele é o cara que mais vezes fechou jogos na história” “mais rebatidas nesse campo” e etc.

Nos tempos de colégio, eu nunca entendi direito trigonometria. Sério, até hoje eu não entendo. E não sei qual é a importância de crianças da oitava série saberem isso! Porque alguém com 14 anos precisa saber fazer esses cálculos? Isso era pra ser coisa de engenheiro!

Eu também não entendo... a existência dos pepinos do mar! Os bichos parecem uns cagalhões bizarros. Não é possível que no meu mundo essas aberrações existam. E digo o mesmo sobre os peixes abissais, as estrelas do mar e outros bichos escrotos.

Eu também não entendo as pizzas de estrogonofe. Oras, se você quiser comer estrogonofe que vá comer estrogonofe. É o mesmo que pedir uma pizza de feijoada, uma pizza de picanha ou uma pizza de macarrão.

Assim como eu não entendo o rodízio de sopas. Sim, isso existe nos lugares mais frios. Quem é que sai de casa pra tomar sopa? Sopa só se toma em casa ou quando se está doente. Agora... sair de casa pra tomar vários tipos de sopa? Sopa é tudo igual.

Eu não entendo, e nem sequer consigo imaginar, o momento em que um pai resolver chamar o filho de Keirrison, Wonarllevyston, Óleude, Adalgamir.

Eu não entendo como é que o Eduardo Costa é titular no time do São Paulo.

Não sei por que é que o feijão nunca esquenta o suficiente no micro-ondas.

E porque é que as pessoas vão ao rodízio de pizza e tomam refrigerante light? Vão na churrascaria e tomam suco com adoçante.

Eu não entendo o cravo no beijinho! Pra que dar o trabalho de ter que tirar ele! E ele deixa seu gosto impregnado no doce.

Sim, eu também não entendo outras coisas. Mas eu não me lembro de todas elas. Agora, digam. O que vocês também não entendem? Ou por um acaso vocês entendem alguns desses itens que eu não entendo?

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Trabalhos escolares

Na minha época (começar um texto assim denota uma sensação de muita velhice) fazer um trabalho escolar não era fácil. Isso lá pela terceira série, quando a professora de programa de saúde mandava fazer um trabalho sobre doenças transmitidas por vírus. Você arrumava uma enciclopédia na casa de uma tia, abria na página “raiva” e copiava o que a enciclopédia dizia. Copiava a mão numa folha de papel almaço.

Sim, você copiava tudo, mas copiava a mão, tendo que ler. Era um trabalho. Lá pela quinta série, os computadores se popularizavam e você começava a fazer a mesma coisa pelo computador. Alguns professores paranóicos na época não aceitavam trabalhos digitados, sob a justificativa de que não era possível saber quem era o autor. Precavidos demais. Isso era a época em que o Cadê era o buscador mais utilizado e que alguém dizia “conhece o Google, parece que ele é bom”. As pessoas nem sabiam direito da função do copia e cola.

E, claro, a internet era discada. E nem existiam tantos sites bons assim sobre qualquer assunto. Só lá pela época do primeiro/segundo ano (2002, 2003) que mais pessoas começaram a ter a tal banda larga. Nessa época, as tradicionais cartolinas de trabalho em grupo, aquelas que você se reunia antes da aula, colava umas fotos, e ficava discutindo quem tinha letra mais bonita pra escrever, elas foram substituídas pelas apresentações de slide em Power Point. Era sempre bom fazer grupo com alguém que soubesse mexer no Power Point. E, é claro, o disquete sempre dava problema. Eram poucas pessoas que tinham gravador de CD. E um CD-RW era objeto de desejo “sei de uma loja que vende CD-RW por 6 reais só”.

Enfim, as coisas mudaram. Hoje todo mundo tem internet banda larga (aliás, é difícil imaginar como é que as pessoas viveram tanto tempo sem isso), qualquer criança sabe usar o Power Point, o Google te leva a qualquer lugar do mundo, e os pen-drives acabaram praticamente com o problema de compatibilidade. Qualquer coisa, você pode mandar o trabalho pelo e-mail, eles tem capacidade liberada. Quem se lembra do tempo em que você tinha que viver esvaziando a caixa de e-mails porque o limite era de 6 megas?

Enfim. Essa longa introdução foi para chegar nesse ponto. O Google leva você a qualquer assunto. Pesquise por “raiva” no Google. Vários resultados, que parecem confiáveis. Agora pesquise por “O Brasil nas Olimpíadas”. Tantos outros resultados que parecem confiáveis também. Opa, peraí! O CH3 é o segundo resultado! Como assim? A professora passa um trabalhinho pros alunos sobre o Brasil nas Olimpíadas, e a criança caí aqui no CH3. Copia, cola e manda pra professora.

A professora então vai ler coisas como “os atletas brasileiros são sempre cagados”. Bem, isso já aconteceu. Um garoto da quarta série de um colégio do rio de janeiro publicou o começo do texto num slide de Power Point com a foto do Alexandre Pato. É um texto mais inocente sem dúvida.

Triste, é o que aconteceu com o menino Fabinho. A professora pediu um trabalho sobre como acabar com o mosquito da dengue, ele procurou no Google, caiu no CH3 e entregou pra professora. A professora começou a ler “observe como o mosquito age. Veja a hora que ele sai pra trabalhar, se volta pra casa pra almoçar”. A professora então disse “que porra de trabalho é esse Fabinho?”

Começou a ler o trabalho em voz alta para a turma. Pediu para que as outras crianças apontassem o dedo para o menino e rissem dele. Depois Fabinho foi obrigado a usar uma roupa de mosquito e lamber o chão.

Duas semanas depois a professora passou um trabalho sobre doenças perigosas. Fabinho caiu no CH3 novamente (menino burro também) e entregou para a professora um trabalho sobre o distúrbio tobamaníaco. Novamente, a professora o humilhou e o mandou... bem, nem vou dizer o que a professora mandou ele fazer.

O pior, é que semana passada ele teve um novo trabalho. Dessa vez sobre a gripe suína. Não, ele não caiu no post das máscaras. Pesquisou na Wikipédia, na Larrouse e na Barsa. Entrevistou médicos do instituto Adolf Lutz. Mesmo assim, a professora humilhou ele, rasgou o trabalho e mandou ele passar o dia inteiro mastigando o conteúdo da lixeira da sala, como um porco. Pobre menino Fabinho. Ele tem só 9 anos.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Percepções paternas

Lembro de uma vez, se não me engano em um profissão repórter da Globo. Era um programa sobre jovens promessas do futebol brasileiro que logo vão jogar no exterior. Certa hora entrevistaram o pai do Alexandre Pato. Ele disse “percebi que meu filho seria jogador de futebol quando ele tinha três anos e eu dei uma bola pra ele e ele chutou”.

Bonito, não? Todo o sentimento, a intuição paterna que nunca falha, certo? Não. Oras, qualquer criança chuta uma bola com essa idade. Eu mesmo chutava, e o máximo que consegui foi ser reconhecido pelo padre do colégio como o melhor jogador do time numa partida das Olimpíadas da escola. E eu era o goleiro.

O único depoimento sobre bolas e intuições relevante foi um que eu vi uma vez de um travesti. Perguntaram quando ele soube que era gay e ele respondeu “quando meu pai me deu uma bola pra chutar, eu peguei no colo e ninei”.

Mas o fato é que depois que os filhos crescem e fazem sucesso, os pais começam a tentar achar nas coisas mais bobas da infância os sinais de que o futuro estava traçado. Aposto que o pai do Felipe Massa deve dizer “percebi que ele seria piloto quando ele tinha três anos e ele brincava de carrinho, e haha, acredita, ele ainda fazia o barulho dos carros!”. Ou o pai do Niemayer dizendo “percebi esse talento nele quando ele era pequeno e brincava com blocos de montar”.

Quantas pessoas não brincavam com carrinhos e depois reprovaram três vezes na prova do DETRAN? Ou que brincavam com Lego, mas não sabem desenhar uma linha reta. Ainda se o Felipe Massa com três anos soubesse tirar o carro da garagem, ou que o Niemayer tivesse feito um prédio com colheres aos dois anos.

Ou seja, esses depoimentos paternos não podem ser levados muito a sério. Certo que a imprensa adora essas coisas, mas, elas só devem ser consideradas relevantes quando forem algo parecido com os seguintes exemplos. Todos eles fictícios.

“Percebi que meu filho seria advogado quando ele tinha dois anos. Ele quebrou um carrinho dele, disse que a culpa era da empregada, juntou provas, incriminou a empregada e a fez comprar uma bicicleta como ressarcimento” – Pai de Jumar Dentes.

“Percebi que meu filho seria publicitário quando ele tinha cinco anos. Ele vendeu todos os apitinhos do aniversário dele pros amigos, por 50 reais cada um, dizendo que era possível escutar eles da lua”.

“Vi que meu filho seria jornalista quando ele era pequeno. Passou três horas estudando pra uma prova, e a prova não aconteceu. Ai ele cresceu, fez quatro anos de curso, e veja só, não serviu pra nada”.

“Percebi que meu filho seria jogador de basquete porque ele tinha 1,80 com 5 anos de idade. Quebrava um galho pra limpar o ventilador...” – Pai de Bebê Cômico.

“Ficou claro que ele seria psicólogo quando ele começou a me culpar por tudo. Ele tinha só seis anos”. – Mãe do Freud.

“Logo percebi que ele faria ciências sociais. Com cinco anos ele foi na casa do vizinho rico e distribuiu todos os carrinhos dele na vizinhança. Com seis anos, sempre que eu mandava ele tomar banho, ou escovar os dentes, ele fazia um panelaço. Com sete anos ele queimou os pneus da bicicleta dele em protesto contra o dever de casa”.

“Vi que ele ia fazer engenharia elétrica porque com 11 anos ele trocava todas as lâmpadas da casa. E depois ele colocava elas na bunda”.

“Percebi que ela seria assim, com 8 anos ela esfaqueava todas as bonecas dela” – Mãe da Nardoni.

“Percebi que meu filho faria filosofia quando ele tinha 27 anos e não tinha passado em nenhum curso vestibular”.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Atingido por um meteoro

Nesse mês de junho um fato insólito aconteceu na Alemanha. Um jovem de 14 anos foi atingido por um meteoro. Gerrit Blank estava caminhando calmamente indo para o colégio quando de repente sentiu uma dor na mão. Depois veio um clarão. Tratava-se de um meteoro do tamanho de uma ervilha, a quase 50 mil km/h.

Não sei quantas pessoas foram atingidas por meteoros. Mas quase todas morreram. Gerrit foi apenas o segundo ser humano da história a sobreviver ao impacto de um meteoro.

Morrer atingido por um meteoro é constrangedor. É preciso ser um baita pé frio para que isso aconteça. Imagina a família no velório
- Morreu do que?
- Foi atingido por um meteoro.
- Sério.
- É, aconteceu.
- Nossa, mas isso é raro né.
- Bem, nem tanto. Por ano 150 meteoros caem na terra.
- Nossa!
- Mas... a maioria cai no mar, ou não atinge ninguém.
- Então foi muito azar.
- Foi, sem dúvida. Só duas pessoas sobreviveram após serem atingidos por um meteoro.
- Realmente, foi muito azar.

Agora, imagine por outro lado o jovem Gerrit conversando com seu melhor amigo.
- Cara, fui atingido por um meteoro.
- hahahahahhaa, tá bom, t-rex.
- Sério pô, um meteoro pegou na minha mão, do tamanho de uma ervilha.
- Hahahaha, você tinha fumado quanto veio?
- Porra, to falando sério, um meteoro caiu na minha mão.
- Hahahahahahaha
- Porra, olha o meteoro aqui porra, certificado pela NASA!
- Ih rapaz. Parece que é sério mesmo.
- To falando.
- Você é pé frio heim. Qual é a chance de alguém ser atingido por um meteoro?
- Baixas, sem dúvida.
- Pé frio pra caralho mesmo, saí daqui porra, daqui a pouco uma bigorna cai na sua cabeça.
- É? Sabe qual é a chance de sobreviver ao ser atingido por um meteoro?
- Qual?
- Uma em um milhão. Sou apenas o segundo na história a sobreviver.
- Hmm... mas por um acaso mais de um milhão de pessoas já foram atingidas por isso?
- Bem, não sei.

De fato o mais assustador é a outra sobrevivente a esse acidente. Ela foi atingida por um meteoro do tamanho de uma laranja.

E mais assustador que isso, só a morte de David Carradine, o Bill. Que se enforcou enquanto se masturbava. E o pior, mais de 1000 pessoas morrem assim anualmente. É assustador pensar que um ser humano com a mesma composição que você, seja capaz de morrer assim. E mais de 1000 por ano?

Por mais que enfim... nada é mais assustador do que morrer atingido por um meteoro. A qualquer momento um pode cair do céu e cair exatamente em cima da sua cabeç

Sábado, 27 de Junho de 2009

Teorias Conspiratórias

Você acredita em teorias conspiratórias? Não? Acha que me engana dizendo isso?

As teorias conspiratórias estão por aí em qualquer lugar. Nesse exato momento podem estar conspirando contra você. Ou contra mim. Ou contra nós. Não acredite naqueles que dizem que isso não pode estar acontecendo.

Algumas teorias conspiratórias são famosas.

O atentado de 11 de setembro foi planejado pelo governo dos EUA. Sim, é isso mesmo. George W. Bush contratou alguns árabes malucos, pagou um dinheiro para eles seqüestrarem um avião e jogá-los contra o World Trade Center e matar uma porrada de americanos. Ainda fez um acordo com Osama Bin Laden, para que ele assumisse a autoria. Tudo, só para ter uma desculpa para bombardear o Iraque e conseguir petróleo. Faz todo o sentido.

Elvis não morreu. Sim. Eu não consigo imaginar porque as pessoas inventariam essa morte. Para mitificar ele? Ele não conseguia mais lançar discos? E o que ele fez nos últimos 30 anos? O que um senhor de 75 anos faz? Canta Love me Tender no chuveiro? Virou chefe da máfia? Muitas pessoas dizem que viram Elvis Presley depois da morte dele. O que, assim, do jeito que tem covers/sósias dele, não é difícil.

Paul McCartney morreu em um acidente de moto, um sósia foi colocado no seu lugar: Afinal, depois do acidente seu estilo de composição mudou, os Beatles pararam de tocar ao vivo e várias pistas foram colocadas nas capas dos discos da banda.

O homem nunca pisou na lua. Montaram um super estúdio. O fundo é chroma crey. O chão é de areia da praia. A nave é um cadilac tunado. E o Francis Ford Copolla dirigiu a cena toda.

O Brasil entregou o jogo na final da Copa de 98. Sim, Ronaldo recebeu uma grana para passar mal e desestabilizar a equipe. A equipe também recebeu dinheiro pra ficar desestabilizada. E também a garantia de que ganharia a copa de 2002 em cima da Alemanha. E Alemanha em troca ganharia a copa de 2006. Eles perderam, mas faz parte da teoria, pra não chamar a atenção.

Junte-se a essas, as teorias sobre Extraterrestres na Área 51, a morte de John Kennedy, o assassinato da Princesa Diana. E ainda as seitas, religiões e tudo mais.

E você quer saber o que há de verdade nessas teorias? Você pode não saber nada sobre eles, mas eles sabem tudo sobre sua vida.

De fato, as teorias da conspiração têm um muito de complexo anal persecutório. De certa maneira é fácil criar uma teoria da conspiração.

A morte de Michael Jackson é uma campanha de marketing. Sim, ele morreu. Mas morreu apenas para fazer um remake mais verdadeiro do clipe de Thriller.

Um dos membros do CH3 está morto. Ele mal posta no blog. Especialistas afirmam que seus posts recentes parecem ter sido escritos pelos outros dois membros.

O problema é conseguir fazer com que essas teorias se tornem famosas e conhecidas. Há um grupo responsável pelas famosas teorias de conspiração e eles é que decidem qual irá se tornar famosa, ou não.

Existem teorias que muitas pessoas não conhecem. Ou, que eles querem que você não conheça.

Roberto Marinho era irmão de Hitler. As evidências são muitas. Construíram impérios transnacionais. Tinham facilidade com a comunicação e esconderam muitas informações ao longo da história. Infelizmente essa teoria da conspiração não é passada pelo fato de que boa parte dos controladores de informações de teorias de conspiração trabalham dentro da rede globo.

Papai Noel e Coelhinho da Páscoa são um casal gay. Nunca que as crianças poderiam saber disso. O verdadeiro nome do Coelhinho era “Ursão da Páscoa” mas o nome foi considerado inapropriado. Papai Noel faz brinquedinhos, e o coelhinho fica na cozinha fazendo ovos (fálicos) de chocolate.

Agora que você acabou de ler esse post, se eu fosse você fechava logo essa janela. Eles não querem saber que você sabe disso. Eles podem estar te observando, agora.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

A semana no mundo

A intenção desse post era repercutir o que aconteceu no mundo durante a semana CH3. Ver como essa semana seria eternizada nos jornais. No dia em que o CH3 for o blog mais importante do mundo, os jornalistas irão se lembrar das antigas semanas CH3. “Na semana CH3 de 2011 nasceu o terceiro filho de Madonna com Jesus.

Pois bem. Em Cuiabá a tarefa é fácil. Quem pesquisar essa semana pelos jornais, ira descobrir que Cuiabá vivia num estado de barbárie. Pessoas morrendo de dengue e de gripe suína. Assaltos e subornos. Ameaças de morte. Maníacos. Cuiabá era o verdadeiro inferno.

No Brasil, a semana foi marcada por escândalos do senado. Crise internacional e buscas por destroços do acidente de avião. Ou seja, nada de novo. A Semana CH3 foi a única coisa de diferente que aconteceu.

Mas, tudo ficou em segundo plano pelo dia de hoje, o Day after da semaba CH3. O dia em que morreu Michael Jackson.

Sim. Michael Jackson morreu. Parece incrível. Num primeiro momento isso não parecia possível. Como um grande astro e ainda com 50 anos, não parecia que ele estava para morrer. Morrendo ainda numa idade em que as pessoas não costumam a morrer, e sem nenhum anúncio. É diferente. Não se imaginava que ele morreria, assim como John Lennon, Elvis Presley, James Dean. Não se imagina que a Madonna possa morrer amanhã. Ou o Mick Jagger.

Ainda mais por ser um cara que faz sucesso desde que era criança. Quem gostava de Jackson 5 deve estar se sentido um velho acabado, nesse momento.

Depois, ele mudou de cor, de rosto, de sexo e entrou num processo de destruição da sua imagem pública que só encontra paralelos no que faz Suzana Vieira nos dias de hoje.

Para todos verem, como o mundo nunca é o mesmo após uma semana CH3.


E enfim, a morte do Michael Jackson é algo tão insólito, que não poderia ficar fora do blog.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O futuro do CH3

Chegamos ao final da Semana CH3, na qual comemoramos 3 anos de existência.
Mas e agora? Chegaremos a comemorar mais 3 anos, ou ainda muito mais? O que vai ser de nós? O que o futuro nos reserva? Não podemos saber. Afinal, qualquer coisa pode acontecer de um dia para o outro.

Felizmente, sempre que o assunto é o futuro, temos um especialista no assunto a quem nós sempre podemos recorrer. Nem sempre, pois não é muito agradável ir à casa de Jorginho de Ogum e evitamos fazer isso ao máximo.

Ontem no horário de almoço me dirigi ao Jardim Leblon para conversar com nosso amigo pai de santo. Bati palmas e fui recebido pela mulher de Jorginho, que é muito feia. Ela disse: "Jorginho tá lá nos quintal do fundo, aquele cachorro disgramado".

Lá chegando, Jorginho estava chorando. Pensei "aiaiai...". Ele me contou que sua esposa havia tentado cortar seu órgão sexual depois dele ter pulado a cerca com algumas das garotas de seu estabelecimento de diversão noturna, o Carnicentas.

Eu disse que isso não me importava. Precisava saber das previsões para o blog.
"Pois bom", disse ele, "preciso ler as mãos do Cão Leproso".
Isso era impossível. O Cão Leproso não estava por perto. Então Jorginho tirou um punhado de búzios do bolso e jogou no chão de terra batida. Ele se ajoelhou pra ler, entoou um mantra e disse: "Todos vocês vão morrer. Um por um de vocês, todos os participantes do blog irão passar dessa morte para uma melhor."
Eu disse que isso era óbvio. Todo mundo morre. Perguntei se ele sabia o que o futuro reservava especificamente a cada membro do CH3.

Quando mencionei a palavra "membro", Jorginho começou a chorar de novo. Estava claro que minha visita tinha sido inútil.
Então resta falar sobre os planos para o blog. Para o futuro mais próximo, depois de amanhã (dia 26/06) voltaremos a postar normalmente. Postaremos dia sim, dia não até exaurirmos nossas capacidades mentais e motoras. Ou seja, como a vida anda dura, não sabemos até onde vamos. Mas temos planos de continuarmos firmes por um bom tempo.

Estamos planejando um podcast. Como a coisa tá corrida, não temos previsão exata, mas acreditamos que o primeiro já estará disponível mês que vem.
Quanto à camiseta do CH3, ainda precisamos ter uma reunião com a equipe para ver como fica. Mas seria muito bacana fazê-la de fato.
Se o maior medo dos chnautas é que nos tornemos um blog de piadas prontas sobre celebridades, fiquem tranquilos. Manteremos o nível.

Obrigado a todos por acompanharem a Semana CH3 2009.
Fiquem agora com um Especial do CH3 TV: Um vídeo-documentário sobre a nossa dura trajetória. Pode demorar pra carregar, mas acreditem: Vale a pena!

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Os personagens do CH3

Quem freqüenta o CH3 sabe que nós temos vários personagens. Não personagens que vivem num mundo paralelo. Eles convivem conosco, como se fizessem parte de nossas vidas. De vez em quando chegamos a pensar que eles realmente existem, até trocamos scraps com eles. Saiba como eles foram criados.

Pai Jorginho de Ogum: Pode ser dito o personagem principal. Ele surgiu pela primeira vez num jornal que eu fazia nos tempos de colégio, sobre a alcunha de Inconfidentes S.A. Isso em uma edição depois que todos havíamos saído do colégio, no fim do ano de 2005. Fui contar o que aconteceria com as pessoas no ano de 2006.

Os Inconfidentes S/A, essa sociedade não criminosa e com fins lucrativos, sempre de olho no futuro, no passado e no presente, resolveu inovar. Ao invés de contar a vida das pessoas no ano de 2005, fomos visitar o pai-de-santo Jorginho de Ogum, que por um preço bem sincero, fez a previsão do futuro de algumas pessoas. Infelizmente, nem todos poderão ver seu futuro, pelos seguintes motivos.

1 – Esquecimento
2 – Falta de pagamento
3 – Todas as alternativas anteriores
4 – Nenhuma das alternativas anteriores

Depois de um breve contato por telefone, Jorginho de Ogum, marcou o encontro, em sua cabana de previsões no Jardim Leblon, ele compareceu ao lugar ao lado de 3 garotas de programa, e uma garrafa de Caninha 21. Apresentando suas técnicas que consiste na sorte através das cartas, jogamos uma partida de pôquer, e depois de beber a garrafa de caninha 21, ele retirou as cartas e previu o futuro. O resultado você vê a seguir.


Depois ainda publiquei uma entrevista com ele.

Ele apareceu pela primeira vez no CH3 para fazer previsões sobre a reta final da Copa do Mundo de 2006. Errou todas, mas mesmo assim iniciou sua trajetória de sucesso. Previu o fim da novela, criou um prostíbulo barato, foi candidato a governador e sumiu no mundo.

Marcão: Surgiu para fazer uma conexão com o pai Jorginho de Ogum. Seu vizinho. E com uma foto muito engraçada. Apareceu para analisar a cabeçada de Zidane na final da copa do mundo. Faz parte do núcleo miserável do blog.

Hanz, o pansexual: O personagem mais tardio. Surgiu completando o grupo, quando Tackleberry viu um site enviado pela Tayane. Um velho alemão ridículo. Veio transformar isso aqui numa baderna ainda maior. É o personagem mais bizarro e não aparece tanto, porque temos nojo dele.

Cão Leproso: Cão Leproso não surgiu para o CH3. Lembro-me que durante uma aula de economia, Vinícius estava surtado desenhado como um louco. Fez desenhos da vaca corintiana assaltante, do pato aleijado. Sugeri a ele que criasse um pato leproso. Mas ele fez ainda melhor e desenhou o Cão Leproso. Eu morri de rir. Era um desenho sensacional, pela cara do Cão. Ele ainda fez o ornitorrinco autista, e outros personagens que desapareceram. O Cão Leproso não. Nos dias seguintes ele fez vários desenhos com o cão, cada um melhor ainda que o anterior. E um personagem tão sensacional não poderia ficar de fora do blog. Pela sua sensacional cara que representa tudo e nada ao mesmo tempo. Fez ensaios artísticos, e foi meu companheiro na busca por Jorginho.

Guilerme, o Original: Também não surgiu pelo blog. Eu o ganhei de aniversário. Num projeto da Tayane com o Vinícius. Trata-se de uma réplica idêntica a mim, do meu tamanho inclusive. Feito em isopor. Algo tão insólito não podia ficar de fora do blog também.

Alfredo Chagas: Surgiu como um colunista para o CH3 News. Alguém incoerente, mas que defenda seus pontos de vista de maneira visceral. Um comunista reacionário, um vanguardista conservador. E muito chato. Sempre aparece do nada.

Alfredo Humoyhuessos: Criei-o para citá-lo como uma fonte sobre qualquer assunto difícil. Uma espécie de sumidade, intelectual, que pode falar sobre tudde qualquer assunto. Surgiu o colombiano Humoyhuessos (cinzas e ossos). Apareceu pela primeira vez para falar sobre objetos encontrados na comida.

Garoto Fabinho: Conversávamos eu e o Vinicius sobre humilhação nos tempos de colégio. Citei um caso bizarro sobre um suposto garoto Fabinho. E estava feito o post. Um personagem que mostra todo o nosso lado malvado. Aquele que temos até medo.

Em breve criaremos um personagem oriental e outro, ministro do supremo, para darmos voz às minorias.