O que eu vou levar da faculdade?

Série nostálgica e cheia de piadas internas, sobre fatos curiosos e marcantes da faculdade.

Walter Avancini: Aconteceu quando eu estava no segundo semestre. Estava conversando com mais umas oito pessoas no banco do saguão do IL. Foi então que um senhor de uns 50 anos apareceu. Ele perguntou “posso me sentar aqui? Porque eu não poderia?”. Ele então contou que já foi jovem, do seu filho que morreu e de um curioso fato acontecido na serra de Teresópolis. Durante a gravação de uma mini-série, que tinha Vera Fischer, Walter Avancini “conhecem Walter Avancini?” chegou para ele, que estava no meio de vários figurantes e disse “você”. Ficou nessa história por vários minutos, até que um grupo de pessoas resolveu ir embora. Outras pessoas não tiveram essa sorte e continuaram escutando a biografia de Walter Avancini. Ninguém sabe o fim dessa história. Mas, por vários dias nós vimos esse cidadão passando pelo bloco.

Panfletos: Nos murais do IL já foram expostos uma série de cartazes inesquecíveis. Como “Hercolumbos, o planeta que vai destruir a terra”. Cursos da Sahaja Yoga. Gnosis. Altos de Souza. Além de cursos bizarros. A equipe do CH3 colecionou alguns desses cartazes.

Zequias e a rampa: O IL tem três pisos. E algumas aulas aconteciam nos andares superiores. Assim como a Xerox ficava na parte de cima e para chegar lá era preciso subir uma série de rampas. Não para o Zequias. Ele não subia a rampa. Ele escalava o vão entre as rampas para subir. E depois para descer.

Revolução: Tínhamos um professor que nos parecia um pouco violento. Certo dia, cansados da pressão psicológica, a revolução começou. Consistiu em todo mundo sair da sala, fazer um abaixo assinado e tirar fotos mostrando o dedo. Depois, eu, Tackleberry e Zequias fomos acompanhar os bastidores. Temíamos que o professor promovesse um massacre no departamento. Quando ele saiu de lá, todos tiveram que se esconder no banheiro. Sim, com medo.

Horário: No primeiro semestre, todo mundo chega cedo antes das 7:30. A cada semestre esse horário ia se adiantando uns 10 minutos. De tal forma que no último semestre a sala só se completava lá por 8:30.

Professores faltosos: Para isso contribuiu o terceiro semestre. Um professor às vezes perdia o ônibus, outra dava aula para duas salas ao mesmo tempo. E conseguia não estar em nenhuma delas. Além de professores que foram embora. E do sábado, data em que historicamente ninguém aparecia com a chave para abrir o bloco.

Universo: Era o nome de um cara que parecia o Seu Jorge e por vezes aparecia no saguão. Às vezes ele lia uma super-interessante. E em outros dias ele conversava com alguém. Depois de um longo papo cabeça com uma garota ele fez uma pergunta sensacional “você quer praticar a sensibilidade comigo?”.

Trote: Nossa turma tomou um trote normal, até. Mas para aplicar o trote foi um fracasso. Tivemos idéias sensacionais, mas não tivemos a maldade suficiente para por essas idéias em prática. Acabamos brincando sozinhos de torta na cara.

E é a hora da sua participação. Conte sua história inesquecível sobre a faculdade, que nós postaremos aqui, no CH3, no volume 2 dessa série.

Comentários

Gressana disse…
A maioria das minhas histórias de faculdade são as mesmas, por razões óbvias. Menos no caso do horário, que nos últimos semestres, nossas aulas começavam umas 9:00, 9:30...

Provas: Felizmente as provas do nosso curso são muito fáceis e quase nenhuma requer estudos. Quando tínhamos prova sem consulta, a turma reclamasse até que o professor resolvesse deixar consultar. Um alívio pra quem já fez engenharia.

Depois penso em mais.
Tayane disse…
Dia do capeta: dia 6/6/6 alguém resolveu fazer uma comemoração em homenagem ao Demo, com parabéns, decoração e comidinhas, Andreza ganhou o primeiro pedaço e calouros começaram a ter medo da organizadora da festa.

Aula de Fotografia: A mesma pessoa forçava os coleguinhas a vestirem fantasias e sairem pela universidade desafiando a dignidade, deles.

Sem contar que o curso contribuiu bastante para o aumento do nível de vocabulários e pensamentos. Descobrimos que a sociedade é um rizoma e ideologia é paradigma e tabu inerente (by andreza) ao ser-humano e que o amoooor e o desejo movem a economia mundial.

Fiquei nostálgica...
Gressana disse…
Lembro do RU. Filas intermináveis num barracão quente como o inferno pra comer uma gororoba. Às vezes valia a pena. Às vezes, você se arrependia.
Maíra Matos disse…
foda de almoçar no RU era em dia de trota de elétrica, ter que ver o povo todo pintado de verde e ainda com aquele aroma agradável.
E falar em provas, o bom é quando o professor fala que a prova vai ser em consulta e que não poderá ficar em sala por ter reunião! Todos da sala não concordaram com uma questão e anulamos sem o consentimento do professor ausente. Ainda fui com 9,5 de média.