“A barata diz que tem sete saias de filó. É mentira da barata, ela tem é uma só”. Estes versos abrem uma popular música infantil, cantada por crianças de várias idades. Todos os versos seguintes continuam na estrutura deste primeiro. O interlocutor traz uma afirmação que teria sido feita pela barata, para logo em seguida, em uma espécie de fact checking em tempo real, informar que a barata estaria divulgando fake news. Para mostrar a coerência da checagem de dados, o verso é finalizado com a informação correta. No entanto, aos poucos a letra vai se transformando em um tratado de tirania e bullying contra a pobre barata, que a cada mentira recebe diversas risadas. A barata diz que tem um sapato de veludo, mas é mentira, na verdade ela tem o pé peludo. Ela diz ter um anel de formatura, mas em vez disso o que ela tem é a casca dura. Percebam que as risadas e apontamentos são direcionados exclusivamente a aspectos considerados negativos na aparência da barata. Ela pode até ter mentido, mas...
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