Aprovada pelo Senado Federal na última terça-feira, a Reforma da Previdência foi muito comemorada pelo Palácio do Planalto e pelo PIB Nacional. No entanto, outros setores da sociedade a receberam com ressalvas. O CH3 entrevistou Diogo Mendes Amorim, presidente do Instituto Neoliberal Latino-Americano (INLA), que falou sobre suas divergências em relação a lei.
Qual é a sua opinião sobre a reforma da previdência?
Eu não vejo razões para comemorar. Essa reforma tem verdadeiros absurdos, como a idade mínima para aposentadoria. Estabelecer que os homens precisam ter 65 anos e as mulheres 62 é uma hipocrisia. A expectativa de vida do brasileiro já está beirando os 80 anos, ou seja, sem fazer nenhum esforço considerável, qualquer cidadão tem tudo para viver pelo menos mais 15 anos como aposentado, sendo um peso morto para o Estado, que não contribuí em nada para a nossa economia, sendo sustentado pelo esforço de outras pessoas.
Mas o modelo previdenciário brasileiro não funciona justamente dessa maneira?
Esse é que é o erro. Se nós perguntássemos para as pessoas que estão hoje produzindo no mercado de trabalho, se perguntássemos se elas concordam em trabalhar para financiar a vida de idosos que não fazem nada, você acha que elas concordariam com isso? Eu tenho certeza que não.
Como resolver isso então?
Ou se obriga as pessoas a trabalharem até morrer – o que é uma maneira de se acelerar a morte das pessoas, ou eu não sei. Falta mais consciência cívica e responsabilidade fiscal aos idosos e inválidos no nosso país. O suicídio ainda é um tema tabu, mas essa é a única maneira de deixar de gerar despesas ao contribuinte, como muito bem ocorre no Chile.
O Chile é frequentemente citado como um exemplo de gestão econômica e previdenciária. Você acha que existem outros modelos de países que o Brasil deveria seguir?
No Chile nós temos algumas vantagens, mas as recentes combustões sociais mostram que nem tudo é perfeito. Por isso, meu modelo ideal é o de Serra Leoa. Por lá, a expectativa de vida é de 38 anos, uma idade boa para morrer e não gerar gastos para o Estado. Temos que entender que muitos dos ditos ‘avanços’ do último século são verdadeiras tragédias do ponto de vista fiscal. A queda da mortalidade infantil, em longo prazo, gera uma bolha de idosos aposentados. A queda da mortalidade materna faz com que essa mãe volte para o mercado de trabalho, além de ficar quatro meses recebendo salário sem fazer nada. Hoje em dia nós não temos mais epidemias ou guerras capazes de dizimar boa parte da população. Por isso que o movimento antivacina é tão importante. Ficar discutindo apenas a questão da previdência é como dar murro na ponta de iceberg.
Quais outras questões são importantes para a economia voltar a crescer?
É preciso dinamizar a máquina pública para melhorar a nossa situação fiscal. Privatizar escolas, hospitais, terceirizar serviços públicos. Diminuir o número de funcionários para que então o governo tenha dinheiro para investir no que realmente importa.
E o que realmente importa?
Eu lá sei!
A reforma trabalhista do governo Temer não foi suficiente para...
Uma reforma incompetente e sem sentido.
Qual seriam suas sugestões para novas leis trabalhistas?
O Brasil só vai voltar a crescer no dia em que for legalizado o trabalho espontâneo e voluntário. Muitas vezes o cidadão quer trabalhar sem receber nada de volta e os fiscais do Ministério Público atravancam a situação. Se nós ainda ajudamos o pobre miserável com um prato de comida ou um colchão para dormir juntos com os animais, acabamos sendo tratados como criminosos, ao invés de sermos reconhecidos como heróis. O trabalho liberta a alma e quem está trabalhando não comete crimes. A volta da punição física como forma de incentivar os trabalhadores a contribuírem efetivamente com a produção nacional é outra medida importante. Flexibilização é a palavra chave.
Se sinta a vontade para discorrer sobre o assunto.
A chamada uberização das relações trabalhistas é um sonho. Eu mesmo acho que isso poderia funcionar para qualquer emprego. Precisa de uma faxina, chama uma no aplicativo, ela vai lá na sua casa e você não precisa nem arrumar um cercadinho para ela dormir, ou levar para ver os filhos uma vez por ano, ou ainda enterrar ela no quintal de casa. Poderia ser assim com a PM. Acaba com a PM e cria um aplicativo. Se alguém tenta te roubar ou te sequestrar, você aciona o aplicativo, paga pela quantidade de policiais que você precisa e quem estiver disponível vai lá matar o bandido e te resgatar. Depois não precisa dar medalha pro policial ou nada disso. Serviço público é uma jabuticaba brasileira. Quem usa hospital tem que pagar. Quem vai na escola tem que pagar. Quem é assaltado, tem que pagar pelo transtorno que causou.
Mais alguma coisa?
Claro. Reforma Tributária. Precisamos taxar as pessoas que moram em favelas como forma de indenização pelos danos visuais que elas provocam. Com isso, poderemos diminuir os impostos para os empresários que geram empregos e contribuem com a economia.
Qual é a sua opinião sobre a reforma da previdência?
Eu não vejo razões para comemorar. Essa reforma tem verdadeiros absurdos, como a idade mínima para aposentadoria. Estabelecer que os homens precisam ter 65 anos e as mulheres 62 é uma hipocrisia. A expectativa de vida do brasileiro já está beirando os 80 anos, ou seja, sem fazer nenhum esforço considerável, qualquer cidadão tem tudo para viver pelo menos mais 15 anos como aposentado, sendo um peso morto para o Estado, que não contribuí em nada para a nossa economia, sendo sustentado pelo esforço de outras pessoas.
Mas o modelo previdenciário brasileiro não funciona justamente dessa maneira?
Esse é que é o erro. Se nós perguntássemos para as pessoas que estão hoje produzindo no mercado de trabalho, se perguntássemos se elas concordam em trabalhar para financiar a vida de idosos que não fazem nada, você acha que elas concordariam com isso? Eu tenho certeza que não.
Como resolver isso então?
Ou se obriga as pessoas a trabalharem até morrer – o que é uma maneira de se acelerar a morte das pessoas, ou eu não sei. Falta mais consciência cívica e responsabilidade fiscal aos idosos e inválidos no nosso país. O suicídio ainda é um tema tabu, mas essa é a única maneira de deixar de gerar despesas ao contribuinte, como muito bem ocorre no Chile.
O Chile é frequentemente citado como um exemplo de gestão econômica e previdenciária. Você acha que existem outros modelos de países que o Brasil deveria seguir?
No Chile nós temos algumas vantagens, mas as recentes combustões sociais mostram que nem tudo é perfeito. Por isso, meu modelo ideal é o de Serra Leoa. Por lá, a expectativa de vida é de 38 anos, uma idade boa para morrer e não gerar gastos para o Estado. Temos que entender que muitos dos ditos ‘avanços’ do último século são verdadeiras tragédias do ponto de vista fiscal. A queda da mortalidade infantil, em longo prazo, gera uma bolha de idosos aposentados. A queda da mortalidade materna faz com que essa mãe volte para o mercado de trabalho, além de ficar quatro meses recebendo salário sem fazer nada. Hoje em dia nós não temos mais epidemias ou guerras capazes de dizimar boa parte da população. Por isso que o movimento antivacina é tão importante. Ficar discutindo apenas a questão da previdência é como dar murro na ponta de iceberg.
Quais outras questões são importantes para a economia voltar a crescer?
É preciso dinamizar a máquina pública para melhorar a nossa situação fiscal. Privatizar escolas, hospitais, terceirizar serviços públicos. Diminuir o número de funcionários para que então o governo tenha dinheiro para investir no que realmente importa.
E o que realmente importa?
Eu lá sei!
A reforma trabalhista do governo Temer não foi suficiente para...
Uma reforma incompetente e sem sentido.
Qual seriam suas sugestões para novas leis trabalhistas?
O Brasil só vai voltar a crescer no dia em que for legalizado o trabalho espontâneo e voluntário. Muitas vezes o cidadão quer trabalhar sem receber nada de volta e os fiscais do Ministério Público atravancam a situação. Se nós ainda ajudamos o pobre miserável com um prato de comida ou um colchão para dormir juntos com os animais, acabamos sendo tratados como criminosos, ao invés de sermos reconhecidos como heróis. O trabalho liberta a alma e quem está trabalhando não comete crimes. A volta da punição física como forma de incentivar os trabalhadores a contribuírem efetivamente com a produção nacional é outra medida importante. Flexibilização é a palavra chave.
Se sinta a vontade para discorrer sobre o assunto.
A chamada uberização das relações trabalhistas é um sonho. Eu mesmo acho que isso poderia funcionar para qualquer emprego. Precisa de uma faxina, chama uma no aplicativo, ela vai lá na sua casa e você não precisa nem arrumar um cercadinho para ela dormir, ou levar para ver os filhos uma vez por ano, ou ainda enterrar ela no quintal de casa. Poderia ser assim com a PM. Acaba com a PM e cria um aplicativo. Se alguém tenta te roubar ou te sequestrar, você aciona o aplicativo, paga pela quantidade de policiais que você precisa e quem estiver disponível vai lá matar o bandido e te resgatar. Depois não precisa dar medalha pro policial ou nada disso. Serviço público é uma jabuticaba brasileira. Quem usa hospital tem que pagar. Quem vai na escola tem que pagar. Quem é assaltado, tem que pagar pelo transtorno que causou.
Mais alguma coisa?
Claro. Reforma Tributária. Precisamos taxar as pessoas que moram em favelas como forma de indenização pelos danos visuais que elas provocam. Com isso, poderemos diminuir os impostos para os empresários que geram empregos e contribuem com a economia.
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