Desde 2006, ano em que este blog surgiu, o CH3 mantém uma tradição: publicamos uma análise tática do jogo do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Fizemos isso poucos dias após nossa criação em uma vitória brasileira sobre Gana. Depois, retornamos à análise em 2010 e 2014 sobre o Chile, mantivemos a tradição em 2018 contra o México e em 2022 contra a Coreia do Sul.
Agora, no sagrado ano de 2026, não vai ser diferente. Ou, vai ser um pouco diferente. Afinal, pela primeira vez o Brasil perdeu o jogo das oitavas de final. (Essa poderia ser uma boa desculpa para quebrarmos a tradição, mas esse blog é muito afeiçoado aos pequenos rituais). Vamos lá.
Início do Jogo
A partida mal havia começado e a Noruega escapou pelo lado direito do ataque, cruzou a bola para a área e marcou o gol. Felizmente para o Brasil o bandeirinha analisou o impedimento.
O pênalti
Rayan roubou uma bola no meio de campo e após alguns passes ela chegaria até Matheus Cunha. O surfista de Campina Grande foi abalroado na grande área, mas o juiz marcou o pênalti apenas após ser chamado no VAR. Bruno Guimarães foi para a bola e deu um peteleco no canto direito, defendido pelo goleiro norueguês de coque.
No detalhe é possível observar que Bruno Guimarães tentava utilizar técnicas de respiração para se acalmar. Mas, essas técnicas, infelizmente, não impedem que alguém que tenha se cagado nas calças volte a estar limpo.
Haaland
O astro norueguês pouco tocava na bola, mas todo lançamento para ele provocava o famoso deus nos acuda na zaga brasileira. Haaland tratava nossos zagueiros como se eles fossem obstáculos a serem superados em um treino de crossfit. E obstáculos, todos nós sabemos, foram feitos para serem superados.
Gols Perdidos
A maior chance brasileira foi desperdiçada por Endrick poucos minutos após o jovem craque entrar em campo. Num lance de rara liberdade, ele mostrou que segue os ensinamentos de Alexandre Pires e não soube o que fazer com "essa tal liberdade", dominando a bola errado e tocando miseravelmente para fora.
Ainda no fim do primeiro tempo, Martinelli boa chance por não ser bom na brincadeira da cordinha.
Mudanças táticas afundam o Brasil
Após a segunda parada para hidratação, Ancelotti tirou Rayan e Martinelli, colocando Neymar e Danilo em campo. Com isso, Endrick foi empurrado para a direita no lugar de Rayan, enquanto Neymar entrou no centro do campo.
Com isso, o Brasil perdeu o poder de marcação de Rayan e Endrick abandonou o lado direito a sua própria sorte. Ao mesmo tempo, Neymar mostrou sua grande mobilidade, correndo como uma criança descoordenada no rouba-bandeira.
Perdemos nossa pouca capacidade de reter a bola na frente e a marcação pelos lados. Pois foi lá, justamente na direita da nossa defesa que um norueguês arrumou espaço para cruzar. Haaland fingiu que não estava na jogada e surgiu como um raio na frente de Gabriel Magalhães. Reparem que cinco brasileiros estavam na área, mas a bola acabou na cabeça do cometa.
No segundo gol, Haaland recebeu a bola com tempo suficiente para dominar a bola, analisar as condições de vento, temperatura e pressão, ajeitar o corpo e fuzilar o canto direito de Alisson. Na comemoração, ele fez um cara muito esquisita - o que talvez comprove que ele é um extraterrestre.
Mas talvez ele seja assim mesmo.
Suspiro final
Após a vaca ir para o brejo, Neymar começou a buscar agredir fisicamente os noruegueses. Não tenho certeza que o Brasil se daria bem em um confronto generalizado.
No último lance do jogo, o norueguês acertou um cotovelo no queixo de Casemiro. O juiz deu o pênalti, o que permitiu que Neymar pudesse fazer o gol, discutir com o goleiro e garantir cortes para as redes sociais. Ele ainda chorou, gerando mais engajamento e cumprindo seus objetivos na competição.






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