Propostas de Jorginho de Ogum

Antes de ver sua candidatura à Presidência da República dissolvida pelas engrenagens que movem a velha política, Pai Jorginho de Ogum participou de uma série de reuniões com os mais diversos setores da sociedade. Também foi a campo para realizar pesquisas de opinião e se fechou em seus sonhos para conversar com as vozes do além e entender os desejos que o espírito brasileiro ecoa pelas ruas. Do fundo de toda essa reflexão, Jorginho emergiu com uma série de propostas que formariam o seu plano de Governo.

Infelizmente, algumas velhas exigências burocráticas como a necessidade de filiação partidária, da realização de convenções e da apresentação de certidões negativas acabaram por dinamitar esta candidatura que nascia do povo e para o povo. Mesmo alijado da disputa e vendo sua equipe debandar para outros candidatos (Alfredo Chagas é o principal conselheiro do Cabo Daciolo), Jorginho não irá fugir dos seus compromissos enquanto cidadão e divulga agora essa série de propostas modernas. Ele espera que os candidatos reconheçam a sua superioridade e procurem Jorginho para que ele possa negociar o seu apoio público.

Modelo de Estado

Jorginho de Ogum entende que é preciso ser firme em suas convicções e acabar com esse discurso meio bomba sobre o Estado Necessário. Percebendo que os ventos da opinião pública sopram sobre a necessidade de reduzir a interferência estatal na economia, Jorginho fez uma proposta ousada de criar o Estado Nulo. Um plano de desestatização constante até acabar de uma vez por todas com o Estado. Sua ideia mais polêmica é a de privatizar o cargo de presidente. Uma vez eleito, Jorginho abriria uma concorrência pública e venderia o cargo de presidente para a iniciativa privada. “Iria regularizar o que já ocorre”, diz. De acordo com o ex-candidato, uma série de empresas se mostrou interessada na proposta e em participar do leilão. Os benefícios: o povo deixaria de gastar milhões por ano sustentando o salário e os benefícios de um presidente e sua enorme equipe de assessores, além de água, luz, comida e combustível. Todos esses gastos seriam repassados para a iniciativa privada, que iria buscar uma maneira de obter lucro com a presidência – algo bem possível e com expertise disponível no mercado.

Saúde

Político de visão ampla sobre os assuntos mais corriqueiros, Jorginho de Ogum sabe que Saúde não é apenas hospital. É também esporte, lazer, qualidade de vida e saneamento básico. Percebendo que a sociedade atual também clama por mais liberdade, Jorginho de ogum iria adotar uma política de facilitação ao acesso de tratores, manilhas, brita e pás-carregadeiras.  Chega de deixar o esgoto correndo a céu aberto. Cada cidadão teria a liberdade de se defender das bactérias e vírus que nos matam, podendo construir sua própria rede de esgoto. “O cidadão, se quiser, pode até montar uma estação de tratamento de esgoto na casa dele, isso é liberdade”, afirmou Jorginho.

Educação

Uma das principais queixas da família brasileira é que as escolas de hoje em dia interferem demais na criação das crianças. Professores com opiniões políticas contraditórias, muito sexo e travestismo. Por isso, Jorginho de Ogum foi direto no cerne do problema, acabando com as escolas. “Em um mundo meritocrático, não cabe a ninguém ficar ensinando ninguém a fazer nada. As crianças terão que ser elas mesmo responsáveis por seu próprio aprendizado, indo atrás do conhecimento, sem receber tudo de mão beijada”, disse. Ele acredita que a iniciativa irá render grandes frutos no futuro, com uma geração que não é acomodada, que é mais empreendedora e que corre atrás. As escolas, por sua vez, seriam transformadas em prostíbulos. “Já que esse é um ambiente carregado de sexo, nada melhor que o pai de família ir até lá para descontar o estresse do dia-a-dia”.

Transporte, Infraestrutura e Logística

Planejamento dividido em três partes:
1) Transporte Urbano: Jorginho de Ogum iria liberar as condições para que cada cidadão pudesse ter seu próprio ônibus e pudesse transportar pessoas em troca de dinheiro. “É um absurdo, em um mundo que se diz livre, que pessoas fiquem dependentes de outras para se locomover. No meu governo, quem quiser virar motorista de ônibus, vai poder”.
2) Aproveitando que a população vai ter um maior acesso aos tratores, além de construir redes de esgoto, o povo também vai poder pavimentar suas ruas e estradas. “Digo mais, se alguém quiser construir uma ferrovia, não vai ser o Estado que vai impedir”.
3) A essa altura vocês já imaginar que, com relação à logística, Jorginho de Ogum pretende que os brasileiros tenham mais acessos a caminhões e possam, eles mesmo, ir buscar os alimentos e bens de consumo que necessitam. “Nada vai impedir que alguém saia de Taguatinga e vá até Miritituba buscar umas cenouras para fazer sua salada, em seu próprio caminhão. Aliás, o ideal é que cada um possa plantar a sua cenoura. O que também já diz sobre quais são os meus planos para a agricultura”.

Agricultura

Plano devidamente esclarecido quando Jorginho falou sobre Logística.

Segurança Pública

Jorginho de Ogum crê que a defesa pessoal não será um problema para a população em um eventual governo seu, uma vez que todos terão o seu trator próprio. “Quero ver o marginal que vai ter coragem de atacar um cidadão de bem armado com uma retroescavadeira”, diz. No entanto, como político que escuta os anseios da sociedade, Jorginho iria liberar o porte de armas. “Desestressa o cidadão de bem que tem aquele tesão em um cano fumegante e sente aquela vontade de alvejar um cidadão indefeso na rua. Todo o componente sexual de descarregar um arma irá, certamente, contribuir para o planejamento familiar e já resolve a questão do aborto”.

Há, no entanto, outra questão importante, que são as drogas. Jorginho diz que é de conhecimento público que os entorpecentes chegam ao Brasil através da Bolívia. Para isso, sua solução é simples: anexar a Bolívia. “Dessa forma, a droga passaria a ser produzida no Brasil, diminuindo os gastos com segurança na fronteira e gerando mais emprego para o povo brasileiro”. E o consumo de drogas? “O cidadão tem que ter a liberdade de ter uma overdose, se quiser”.

Relações Internacionais

Um dos problemas que afligem o Brasil atual, a migração de venezuelanos seria resolvida com a anexação da Venezuela. “Já temos milhares de brasileiros miseráveis, nada mais justo do que incorporar os venezuelanos a essa massa miserável”. Além disso, Jorginho lembra, a anexação da Venezuela garante que o Brasil tenha seu próprio pedaço de caribe.

E são essas as principais propostas de Jorginho de Ogum.

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