Grandes Nomes da História – Furacão Sandy

Ninguém sabe direito qual é a diferença entre ciclone, tornado, furacão e tufão. Teóricos perdem muitas horas de suas vidas divergindo sobre aspectos técnicos, tão criteriosos, que o cidadão normal jamais entenderá o que é cada um. Numa definição mais simples, podemos dizer que todos são grandes perturbações na atmosfera terrestre. Uma grande perturbação, essa é a definição para um furacão.

Cuidado, Sandy, do seu lado
Dentro dessa definição, Sandy pode ser enquadrada muito bem. Ela vem perturbando a atmosfera terrestre nesses seus quase 30 anos de vida. Desde quando ela era uma criança de oito anos e fazia dupla com seu irmão, Júnior, que então se assemelhava a um extraterrestre de mullets. Na mais tenra infância eles já nos perturbavam com a sórdida canção da Maria Chiquinha, aquela trama rodriguiana de amor, sexo, traição, chiste, homicídio, esquartejamento e necrofilia.

Na medida em que Sandy foi crescendo, a perturbação ficou ainda maior. Como não se lembrar de Dig-dig-joy? Até chegarmos ao ápice que foi a clássica “Imortal” com seus ainda mais clássicos versos “o que é imortal, não morre no final”. As músicas de Sandy Júnior deixavam suas colegas de sétima série suspirando.

Ao mesmo tempo em que o furacão e seu irmão conquistavam o mundo com versões nacionais pavorosas de músicas internacionais (igualmente pavorosas), criava-se um mito sobre sua virgindade. Mito que começou, sei lá, quando ela tinha apenas 12 anos e já cantava sobre como é bom beijar. Creio que até hoje, as pessoas ainda perguntem para ela se ela é virgem e se toparia leiloar sua castidade na internet.

Com o tempo, as pessoas perceberam que o Júnior era apenas um apêndice na dupla e os dois se separaram em um processo não cirúrgico. Mas, como se fossem queijo e goiabada, nunca conseguiram repetir, separados, o sucesso que fazem juntos. Desde então, notícias sobre Sandy têm sido raras e ocasionais.

Como no caso em que ela deu uma entrevista a playboy e afirmou que achava possível que as pessoas sentissem prazer anal. Declaração que caiu feio uma bomba na internet e pessoas do mundo inteiro passaram a acreditar que Sandy era um furacão na cama, sem limites para o prazer. Logo, ela foi levada a fazer um comercial da cerveja Devassa, no qual ela dança em cima de um balcão, enquanto sua voz em off diz que todo mundo tem um lado devassa. Sua atuação não convenceu ninguém e passou a impressão de que ela chorou em posição fetal logo após a gravação ter sido concluída.

E como agora, quando Sandy finalmente chega aos Estados Unidos. Coisa que ela nunca conseguiu e olha que ela tentou enquanto fazia a dupla com seu irmão. Sandy chegou para arrasar. Para provocar uma grande perturbação na atmosfera. E jamais voltará a ser esquecida. Quanto ao Júnior, não tenho a mesma certeza.
Cuidado árvore, na sua frente!

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