terça-feira, 14 de março de 2017

Disgaylândia

Na semana passada, o excelentíssimo deputado federal mato-grossense Victório Galli, membro do glorioso Partido Social Cristão e defensor da tradicional família brasileira, deu sequência a uma guerra declarada por determinados setores evangélicos a Disney. Tudo começou quando um desenho sobre Star Wars mostrou dois garotos se beijando e o Silas Malafaia defendeu um boicote ao tradicional estúdio norte-americana.

Galli reverberou as críticas em uma entrevista para uma rádio cuiabana. O deputado afirmou que Mickey Mouse é gay e que para comprovar isto basta fazer um estudo aprofundado, como ele fez. O parlamentar chegou a dizer que o relacionamento do rato com a Minnie seria de fachada, apenas para enganar as pessoas. Aprofundando suas críticas, o social cristão citou o Rei Leão, outro exemplo do gayzismo da Disney. Ele afirma que o leão deveria ser um animal forte e corajoso, mas no desenho ele aparece indefeso o que é um sinal de que é veado.

O congressista gostou de reforçar que ele fez um estudo, aprofundado estudo sobre o caso e não deixa de ser interessante imaginar ele assistindo horas e mais horas do Mickey Mouse e pausando o vídeo em determinados momentos e gritando “taí, é viado” (ele também não gosta do fato de que os personagens da Disney não tem pais, ou filhos, apenas tios e sobrinhos). Pois então, o CH3 resolveu fazer também um estudo, sério e aprofundado estudo, para mostrar como a baitolagem reina solta nos clássicos da Disney.

Bambi
Não sei se vocês já perceberam, mas o personagem principal deste desenho é um veado, animal que é amplamente associado aos gays na sabedoria pessoal. Com traços tipicamente afeminados, o veado veado vê sua mãe ser assassinada – mais uma prova de que a Disney não gosta de famílias tradicionais – e precisa se virar na selva ao lado de seus amiguinhos gays. O ano era 1942 e a Disney já fazia essa lavagem cerebral na cabeça das nossas crianças de então, que hoje são os nosso velhos e estão por aí dando a bunda, bando de bichas velhas.

Mogli
A história de um jovem que cresce apartado da estrutura familiar necessária, sendo criado por lobos e vira um adolescente que vaga pela floresta e muito provavelmente praticando a homozoofilia.

Aladdin
Talvez vocês já não se lembrem, iludidos pelo glamour das animações da Disney, mas Aladdin era um bandido que dá a sorte grande e fica milionário, mostrando que além dos gays, o estúdio também protege os marginais. O grande parceiro do criminoso é um gênio, que também se utiliza de elementos além dos previstos na lei, de corpo musculoso e durante todo filme fica subtendido que o desejo maior do Aladdin era ser enrabado por aquele conjunto de músculos azuis claros. No final, o assaltante deseja que o gênio fique livre, o que é uma maneira de ele mandar seu amor proibido embora e se casar por arranjo com uma princesa.

Toy Story

Esta animação homoafetiva dos anos 90 gira em torno da tensão sexual envolvendo um menino e seus dois bonecos – também homens e que por sua vez também são apaixonados. A única personagem feminina, que aparece no segundo filme – uma mulher da vida, pouco ligada aos afazeres domésticos que se esperam de uma fêmea, constrange os bonecos principais. No terceiro filme há uma cena pornográfica em que os personagem estão com medo – coisa de boyolas – e se dão a mão diante da morte, inclusive homens segurando a mão de outros homens e mulheres de mulheres, sendo que todos nós sabemos que segurar a mão já é o primeiro passo do sexo.

Branca de Neve e os Sete Anões
Não precisa ser muito espero para imaginar o que sete anões fazem juntos em uma casa no meio da floresta. Estas aberrações esquecidas por deus certamente estão libertando seus fetiches pervertidos distante dos olhos da sociedade – mas não dos olhos de deus. Esse filme é uma nanosuruba gay demoníaca.

Zé Carioca
O típico malandro carioca que foge do casamento porque certamente é apaixonado pelo Pedrão, em cuja imagem ao lado podemos observar, tenta comer o cu do papagaio em uma cena doentia mostrada para nossa crianças.

Pinóquio
Não precisamos dizer que esse é um filme sobre a excitação provocada pela mentira, o boneco sofre ereções em ambientes masculinos toda vez que mente, sendo que a grande mentira é a sua sexualidade. Há explicitamente a insinuação de que aquele velho pervertido é o responsável por diminuir a paudurescência do Pinóquio, com aquela metáfora fajuta de cortar o nariz com um serrote.

Up - Altas Aventuras
Um velho pederasta some no mundo com uma criança e os pais dessa criança não fazem nada. O começo do desenho mostra a vida do velho com sua esposa e, confesso que chorei até, mas os dois nunca tiveram um filho mostrando que a Disney odeia as famílias! Provavelmente o velho, além de tudo comunista porque se recusa a vender sua casa e impede o avanço da sociedade, usa drogas e inicia o pobre escoteiro em algum ritual satânicogaymaconhista.

Acabaram de me ligar aqui avisando que na verdade esse desenho é da Pixar, mas isso só prova que o complô da fanta uva está dominando Hollywwod inteira.

No próximo post voltaremos mostrando que Rambo, Taxi Driver, o Exorcista e La La Land são apologias ao gayzismo.

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