sexta-feira, 15 de abril de 2016

O que Dilma deve fazer?

A situação da presidente Dilma Rousseff está cada vez pior. A cada novo dia, mais 3.438 antigos aliados desembarcam do governo e passam a reforçar as trincheiras pró-impeachment. A situação é tão caótica, que a qualquer dia ela vai perder um F do sobrenome e acordar como Dilma Roussef. Há poucas coisas que ela pode fazer. Em contato com os mesmo velhos especialistas de sempre, o CH3 conseguiu apontar quatro caminhos que talvez levem a presidente a conseguir escapar do impedimento.

1) Renúncia
Dilma convocaria um pronunciamento em rede nacional e se dirigiria ao povo brasileiro. Com olheiras pesadas, ela diria que forças ocultas tramam contra o seu mandato e rondam o Palácio do Planalto, numa clara alusão ao demônio. Ela listaria seus feitos, admitiria alguns equívocos e diria que sai de cabeça erguida. A renúncia é seu gesto de coragem, sua abdicação do poder em prol da harmonia política brasileira. Sua cabeça é o alimento que saciaria os golpistas e poderia trazer de volta a estabilidade ao país. Seria uma saída melancólica, que a colocaria como uma covarde e talvez não vete o impeachment, porque o Congresso brasileiro é muito louco. Mas, é uma saída, literalmente.


2) Suicídio
Tal qual fez Getúlio Vargas, que disse ter dado sua vida pelo povo brasileiro e que agora vos ofereceria sua morte, Dilma colocaria um fim em sua vida. Os benefícios? Vilanizar a oposição, criar um clima de comoção nacional e fazer com que todos nós pensássemos que ela enfrentou uma barra pesada. Ficaríamos com peso na consciência, vai. Ela precisaria pensar na melhor forma de cometer esse atentado contra a própria vida e acho que se jogar do alto da torre de Brasília seja a maneira mais impactante. Por outro lado, precisamos lembrar que vivemos na era do meme e da falta de empatia e é provável que seu cadáver vire motivo de piada e algumas pessoas ainda iriam comemorar. Além do mais, é uma saída muito pesada.

3) Apelar para a violência
Pode não parecer legal, mas é sempre uma opção, que além de tudo, sacia alma. Dilma chamaria Michel Temer e Eduardo Cunha para uma reunião a sós em seu gabinete, sob o pretexto de um comunicado importante. Lá dentro, eles seriam surpreendidos por um grupo de capangas que aplicariam uma surra inesquecível nos dois sucessores da presidência. Ao conseguirem sair da sala, seriam filmados cheios de hematomas, roupas rasgadas e sangramentos pelas equipes de imprensa ávida por uma informação. Seriam humilhados. Deputados oposicionistas seriam arrastados para os banheiros da Câmara e obrigados a engolir suas gravatas. O Congresso Nacional viraria um filme de Quentin Tarantino. Dilma não sofreria o Impeachment porque talvez fosse presa, ou desse um início a uma Guerra Civil que resultaria em sua morte na guilhotina. Talvez ela escape por imposição. Ou talvez sofra o afastamento, mas pelo menos teria descontado a raiva.

4) Tocar o puteiro
Sem dúvida, essa seria a melhor saída para a crise nacional. Dilma chamaria um pronunciamento em rede aberta e diria ao povo brasileiro. “Hoje eu tenho uma proposta. A gente se enrosca e perde a linha a noite inteira”. Apenas isso e encerraria sua fala. Ficariam todos boquiabertos e sem reação. Merval Pereira questionaria se ela enlouqueceu, certeza confirmada com o início de novo pronunciamento em rede nacional no qual Dilma recitaria a íntegra de “Os Lusíadas” de Camões. A presidente ainda convocaria uma entrevista coletiva em que citaria todos os servidores públicos empregados por indicações políticas de parlamentares que agora integram a oposição. De noite, Dilma convocaria novo pronunciamento. Sentada em uma mesa de bar, aparentemente embriagada, Dilma passaria o horário inteiro do Jornal Nacional contando podres impublicáveis de Michel Temer e seus aliados. No domingo de votação na Câmara, Dilma iria até o Congresso e se sentaria na frente de Eduardo Cunha toda de preto. A cada voto pelo seu afastamento, ela choraria e gritaria, criando enorme clima de constrangimento. Talvez ela sofra o impeachment mesmo assim, mas pelo menos iria se divertir e não vai morrer de úlcera ou ataque cardíaco. Ah, claro, se ela for afastada, seu último ato seria usar a faixa presidencial para limpar a bunda de um cachorro, antes de entregá-la para seu sucessor.

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