quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A nova tabela periódica

Uma organização importante que rege as regras que regem a tabela periódica, anunciou que o instrumento de tortura de alunos do Ensino Médio irá ganhar quatro novos elementos. Com 113, 115, 117 e 118 átomos cada, os novos elementos ainda sem nome irão completar a sétima fila da tabela.

O noticiário dá conta de que um dos elementos foi descoberto por um grupo de japoneses inúteis, enquanto que os outros três foram encontrados por um consórcio de cientistas russos e norte-americanos desocupados.

A tabela periódica, vocês devem lembrar, é uma estrutura organizacional complexa, separada por linhas, colunas e cores que identificam a quantidade de átomos na última fileira, os nomes e os tipos de diversos materiais. Temos os gases nobres, os metais pesados, as piadas com o elemento de número 29 e as frases prontas para decorar cada uma das colunas.

A maior parte dos elementos da tabela pode ser encontrada na natureza, com maior ou menor simplicidade. O hidrogênio está por aí, assim como o oxigênio. O carbono está em tudo, o hélio está nos balões infláveis, o néon em letreiros, o flúor nos consultórios de dentistas, o estanho em montanhas depredadas, o césio em cápsulas eventualmente abandonadas em lugares impróprios. Os novos quatro elementos não estão em lugar nenhum.

Aliás, isso não é uma novidade. Quase todos os elementos da parte final da tabela periódica não existem em condições normais. São aqueles com nomes bem escrotos, como Mendelévio e Ruterfórdio. Eles foram sintetizados em modernos laboratórios com a utilização de avançadas máquinas aceleradoras de partículas. Esses elementos são instáveis, existem por poucos segundos antes de se dissolverem novamente.

Ou seja, a pergunta que fica é: qual é o sentido disso tudo. Por que cientistas gastam tubos de dinheiros brincando em aceleradores de partículas para criar elementos que não são estáveis, que não vão existir naturalmente e que teoricamente não tem função nenhuma para nada. Tudo isso só para ter o prazer de colocar seu nome numa inutilidade dessa?

Aliás, o CH3 inicia aqui uma campanha para que os elementos sejam chamados da seguinte forme: Huguinho, Zézinho, Luizinho e Leprosinho.

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