quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Contas de Buffet

Se em algum momento da sua vida você já organizou uma festa - seja um casamento, um velório ou uma confraternização da firma, já deve ter parado para pensar nas quantidades de comidas e bebidas que precisam ser adquiridas para satisfazer todos os convidados. Afinal, não é legal que as pessoas voltem para casa passando fome e precisem parar em um dos subways do caminho para comer um sanduíche de trinta centímetros com o dobro de queijo e recheio.

Você já parou para pensar em quantos salgadinhos você come quando participa da festa de aniversariantes do mês do seu trabalho? Em quantos cachorros quentes você manda para dentro em aniversários de crianças? Quantos docinhos você come como se fosse um animal faminto em qualquer oportunidade em que esses malditos docinhos se coloquem na sua frente? Aposto que não. Diante da comida nós nos comportamos como bestas irracionais e não paramos para pensar em quantidades, apenas na satisfação pessoal.

Pois, é para responder a essas dúvidas que os matemáticos e cientistas dos Buffets criaram cálculos específicos para determinar quanta comida é suficiente para alimentar a manada. Saiba que uma garrafa de vodca serve oito pessoas, que cada ser humano come uma média de seis docinhos e meio, sendo que esse meio docinho é aquele que uma pessoa pega, dá uma mordida, descobre que ele é de abacaxi, lembra que odeia abacaxi e o repassa para outra pessoa que come a metade restante do docinho. Uma pessoa bebe exatos 167 ml de espumante, uma garrafa de vinho serve quatro pessoas, um quilo de alcatra serve sete pessoas e por aí vai.
Cada indivíduo como em média um desse.

Para chegar a este número, os matemáticos e cientistas dos Buffets realizaram pesquisas complexas, verdadeiros experimentos científicos que abrangeram áreas como sociologia, antropologia, biologia, física, química e medicina. Hábitos sociais, primitivos, processos químicos e fisiológicos foram descritos e estudados.

Saibam portanto, vocês, que toda vez que forem em um casamento, na hora que vocês estiverem comendo o oitavo docinho, que ele estará sendo removido da conta pessoal de alguém. Alguém vai deixar de comer um doce para satisfazer sua gula. Alguns eventos mais criteriosos colocam fiscais para vigiar os convidados e só liberam doces acima da cota pessoal se você levar a autorização de outra pessoa que lhe concede o direito por esses doces. Seja essa concessão por meio de dinheiro, amizade, ou favores sexuais.

Pense nisso na hora em que for pedir mais 30 ml de espumante, outras tantas gramas de costela de porco, grãos de arroz. Não exceda sua cota.

Para ser sincero, nada disso é verdade. Todos os sites especializados não mencionam nenhuma pesquisa científica, apenas conhecimentos empíricos antecedidos pelo alerta “não dá para dizer com certeza”, cada um é cada um. Afinal, há quem não goste de doce e há quem coma 35 docinhos de uma vez só, sujando a gravata para isso se for preciso. Há quem, com orgulho, alerte que irá comer todo os 20 quilos de bolo, nem que para isso eles precisem matar. Ou morrer. Ou ambos.

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