segunda-feira, 7 de julho de 2014

Márcio Canuto a mil por hora


Márcio Canuto é daquelas figuras onipressentes nos momentos em que a balburdia impera. Desde que eu era criança ele marca presença na televisão, cobrindo toda e qualquer aglomeração que aconteça no território nacional. Se há uma loucura de compras na 25 de março, feira de São Cristovão, fila de show da Madonna, pessoas reunidas para assistir a seleção brasileira, lá estará o Canuto.

Seu estilo de atuação é diferente de qualquer outro jornalista do mundo. Ele não esconde o sotaque nordestino, ao contrário da maior parte dos repórteres que gastam horas de fonoaudiologia para desaparecer com seus acentos agudos. No vídeo, Canuto também não se mantém afastado dos acontecimentos. Em muitos casos, ele é o acontecimento. Porque Márcio Canuto é um alucinado.

Durante suas aparições ele já foi mordido, levou tombo, deu um tapa na cara do entrevistado e sempre com AQUELE SEU ESTILO CAPS LOCK DE VIVER. A animação, ou mais do que isso, o entusiasmo, a loucura com a qual ele consegue encarar os mais simples fatos do cotidiano.

Canuto não é daquelas pessoas que acordam e dão bom dia para o sol. Ele dá um BOM DIA SOL ISSO AQUI TÁ UMA LOUCURA! Antes de sair pela casa acordando todo mundo. Não duvido que ele deva ter britadeiras, betoneiras e uma orquestra de panelas na sua cozinha. A convenção de Genebra proibiu que ele utilize megafones ou vuvuzelas.

Márcio deve enfrentar dificuldades em locais que exigem silêncio, como hospitais e templos budistas. Diz a lenda que até os surdos conseguem escutá-lo e que a voz de Márcio Canuto se PROPAGA NO VÁCUO. Sua vida é mais acelerada do que Indiana Jones 2.

Como a aposentadoria de Galvão Bueno está próximo, sugiro que Canuto passe a ser o principal narrador da Globo. Imaginamos como será épico vê-lo narrar uma disputa de pênaltis, ainda mais se permitirem que ele fique na beira do gramado para DAR UNS TAPAS NA CARA DOS JOGADORES. O mundo nunca mais seria o mesmo.

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