Grandes Letras Clássicas da Música Brasileira

O CH3 abre este espaço para fazer uma análise, uma reflexão sobre algumas das principais letras da música popular brasileira, nos último 20 anos.

Vem Nha Nha, do Boquinha da Garrafa
Vem nha nha devagarinho
Vem nha nha, vem de mansinho
Vem nha nha, bem gostosinho
E vem comigo, vem nha nha


Um exemplo do aproveitamento da cultura Pop na música. Nha nha, era expressão utilizada pela mulher do prefeito na novela “A Indomada”. Novela que marcou época, principalmente por conta do lendário personagem “O Cadeirudo”. Nha nha, no caso é uma metáfora sutil para o sexo.

O pinto, do Raça Pura
O pinto do meu pai. Fugiu com a galinha da vizinha. Já procurei dia noite, já procurei noite e dia. Esse pinto não é mole. Esse pinto é safado. Não consegue dormir, sem ter uma galinha ao lado. E pra dormir, tem que coçar a cabecinha.

Grupo empresariado pelo jogador Vampeta, fez enorme sucesso com essa obra prima. Percebam toda a sutileza envolvida no uso do pinto e da galinha. Pode ser uma fábula infantil sobre um pinto que deixou o seu lar para tentar a sorte com outra galinha. Mas, é mais provável que seja uma metáfora para o sexo. O pinto, no caso, seria o pênis do pai do interprete. Assim sendo, o fato de o pênis não ser mole, sugere a conotação sexual da canção.

Pimpolho, do Art Popular
Pimpolho é um cara bem legal. Pena que não pode ver mulher. Na dança ele já pede pra baixar. Já pede pra baixar. Ela quer parar e ele não quer. Ela tá dançando e o pimpolho tá de olho. Cuidado com a cabeça do pimpolho.

Possivelmente, é outra metáfora para o sexo. O Pimpolho, seria o pênis, novamente.

Depois do prazer, do Só pra Contrariar
To fazendo amor com outra pessoa. Mas meu coração, vai ser sempre seu. O que o corpo faz, a alma perdoa. Tanta solidão, quase me enlouqueceu.

Um sincero pedido de desculpa? Ou uma tremenda cara de pau. De norte a sul, de leste a oeste, mulheres do Brasil se dividiram entre essas opiniões. O cantor Alexandre Pires assume a sua relação extraconjugal, mas informa a sua conjugue chifruda, que seu coração continuaria sendo dela. Ele propõe uma separação entre “corpo” e “alma”. Uma discussão de cunho metafísico.

Fio de cabelo, de Chitãozinho e Xororó
E hoje. O que encontrei me deixou mais triste. Um pedacinho dela que existe. Um fio de cabelo no meu paletó! Lembrei de tudo entre nós, do amor vivido. Aquele fio de cabelo cumprido já esteve grudado em nosso suor!

Um misto de saudade e nojo e invade a alma (aproveitando o gancho deixado por Pires, Alexandre in Depois do Prazer) do ouvinte nessa canção. Pode ser percebido todo o amor do interlocutor, que se emociona com a menor lembrança de sua amada. No entanto, a lembrança de que o fio de cabelo já esteve grudado em vossos suores, cria um asco. Não há o que negar. Sendo a música cantada por uma dupla (no caso, Chitãozinho e Xororó) e estando o fio de cabelo preso no suor deles e da amada, não se pode descartar a hipótese de um ménage a trois incestual.

Comentários

em teste disse…
ahahahahhaha

Sabe, esses dias tava lembrando das letras do É eu tchan! Tipo aquela do "ela fez a cobra subir". Meu Deus!Como as nossas crianças dançavam ao som dessa letra??? Compadre Washington devia ser processado pela vara de menores. E outra que sempre me intriga é a do Caetano "não quero sugar todo o seu leite..." E tb essa do Alexandre Pires pra mim é a melhor e mais metafísica de todas.
J. Tomaz disse…
Como sempre vocês com textos ótimos!

Me divirto!