Um assunto muito falado

Hoje o CH3 vai falar sobre... sexo! Quer dizer, música. Se bem que hoje em dia, com o funk carioca, esses dois conceitos andam praticamente juntos. Ainda mais com a dança do créu, que não tem qualquer propósito musical, é só a putaria pura e simples.
Mas vamos ao ponto. Existem várias músicas que quando você começa a cantar, as pessoas reagem de maneira como se tivessem recebido um choque moral. Não só porque são uma merda, na verdade, todas elas fizeram muito, mas muito sucesso um dia. E esse dia nem está tão distante assim. Como você vai ver, algumas fizeram sucesso estrondoso ainda nessa década. Mas faça a experiência. Quando você estiver no ambiente de trabalho ou estudo, comece a cantarolar para si mesmo os seguintes trechos de músicas. A reação das pessoas ao seu redor vai ser a mesma. Todos vão olhar pra você e fazer barulhos engraçados como "aaaffff", "nóóóóóó" ou "glugluglu":

"Quem samba com Molejo samba dierentiiiii... Quem samba com Molejo saba diferentiiiii..."
Pois é. Molejão. Hoje é o cúmulo do ridículo. Mas por volta de 97 e 98, rapaz, tocar molejo numa rodinha de pagode num churrasco era garantia de sexo no mesmo dia.

"Ulelê, ulalalá, é a dança do ET que veio a-ba-lar"
Rodolfo e ET. RODOLFO E ET! Os caras foram responsáveis pelo sucesso do Ratinho e mais tarde do Gugu depois que o mesmo extinguiu a Banheira. Lançaram dois cds.

"Bom, chibom, chibombombom. Bom chibom, chibombombom"
O nome do grupo era "As meninas". A música era declaradamente uma crítica à sociedade capitalista e à ascensão da nova burguesia. Talvez por isso que não durou muito tempo. E também porque convenhamos, era uma merda. Explodiu em sucesso em 2001. Não durou até 2002.

"Relaxa, senão não encaixa, relaxa, senão não encaixa, relaxa!"
O único crédito que dou a essa música é que ela tocava na Banheira do Gugu.

"Só no sapatinho, ô, ô. Só no sapatinho, ô, ô."
Virou tema de novela. O grupo se chamava Só no Sapatinho, porque apesar de ter outras músicas no cd, ninguém estava interessado em ouvir.

"Meus amigos falam que eu sou demais, mas é somente ela que me satisfaz."
Morango do Nordeste. Essa deve ter sido a música mais regravada aqui no Brasil. Além da versão forró, fizeram versão sertaneja, axé, pagode... Mas ninguém ousou mexer no verso mais ridículo: "apesar de colher as batatas da terra, com essa mulher eu vou até pra guerra".

"Maionese, ele me bate, bate feito maionese. E o que eu tinha tomado, subiu direto e foi pra cabeça."
Viu só? Em 2002 essa música era sucesso estrondoso. Hoje, cantá-la é o mesmo que pedir pra ser apedrejado.

"Tchurururururu, jogou seu charme em mim. Tchurururururu, não resisti, tô a fim!"
E o Latino continua no top das paradas de sucesso.

Enfim, como vimos, o sucesso de hoje é a vergonha do amanhã. Na música, cuidado com palavras como "fenômeno", "revelação" e "destaque do ano".

Comentários

Lali disse…
Isso tem a ver com uma música sertaneja que cantaram hoje na prova e você ficou cantarolando por um tempo? XD


Não lembro desta do latino. Mas eu lembro de uma que tinha a ver com "Oh baby, me leeeva". =)
Guilherme disse…
Morango do Nordeste realmente... essa frase da batata da terra... até hoje eu ainda penso no significado desse enigmático verso... seriam as batatas uma metafora para a celulite e o pós guerra?
Os vagabundos, as meninas, molejo... mas... ET E RODOLFO? Puta que pariu. É tudo o que eu tenho a dizer.
Andreza disse…
Melhor que eles, só a Marli.
Carlo Gressana disse…
E olha que eu nem citei o Robson.