O papibaquigráfo através dos tempos

Aproveitando a brecha (sem maldade) deixada pelo nosso ilustre colega Tackleberry e resolvi postar este, que é um artigo científico. Ou um artigo direto. Não sou muito bom com especificações. Mas de maneira geral, esse texto pretende mostrar a importância do papibaquigráfo na construção do conhecimento humano e na história do universo. Sim, ele, o único e imortal papibaquigráfo. O texto original contém 98 mil páginas. Ainda seria pouco para explicar tudo. Mas abaixo, teremos uma versão resumida.

1 O papibaquigráfo e o começo da humanidade
“E então deus criou o papibaquigráfo”. Este era um dos trechos originais da bíblia que foi retirado, por motivos que serão explicados em um capítulo posterior. Em certo dia sem muita coisa para fazer um dos homens primitivos, que se não me engano se chamava Alfonso, criou o Papibaquigráfo. O que ele queria fazer com isso? Boa pergunta. Mas o fato é que o papibaquigráfo em sua forma rústica acompanhou os primeiros passos do homem. E os primeiros tropeços também. As primeiras levantadas também, porque não.

2 O papibaquigráfo e o mito da caverna de Platão.
Platão em suas observações percebeu que a presença de um papibaquigráfo dentro da caverna onde se passa sua história seria contraproducente. Provavelmente nem arrepiaria as pessoas atualmente. Em seu livro de memórias, Sócrates relata uma conversa com Platão: “Plá, mas o que esse papibaquigráfo está fazendo em cima da mesa?”. “Papibaquigráfo? Podia jurar que era um urubu”.

3 O papibaquigráfo e a Igreja Católica.
Dizem que muitas pessoas escolheram Barrabás ao invés de Jesus, porque Barrabás tinha uma enorme coleção de papibaquigráfos em sua casa e sempre levava alguns exemplares para algumas surubas nervosas que aconteciam naquela época. Livros ilustrados sobre o fato foram queimados durante a Inquisição, período em que a Igreja censurou o uso de todos os papibaquigráfos e praticamente exterminou qualquer rastro de sua existência. Porque vocês acham que a Idade Média foi considerada a idade das Trevas? Sem um papibaquigráfo, o conhecimento humano caia no mínimo pela metade.

4 O papibaquigráfo e as expedições para a América.
Cristóvão Colombo chegou a América Central portando um Papibaquigráfo. Alguns nativos adoraram. Mas os astecas não, principalmente os de Teohotihuacán. Até hoje guatemaltecos consideram os portadores de papibaquigráfos personas non gratas e na capital de Honduras, Tegucigalpa o porte de papibaquigráfos é punido com a pena de morte. No Brasil o uso de papibaquigráfos é amplamente incentivado, principalmente por taquígrafos. E até o verbo papibaquigrafar foi adicionado ao dicionário recentemente.

5 O iluminismo e o papibaquigráfo contra o comunismo.
O iluminismo, movimento liderado por trocadores de lâmpadas, trouxe o papibaquigráfo de volta aos anais da humanidade. Dizem que não foi muito agradável, e os movimentos GLS (Gays, Leprosos e Salamandras) até hoje têm traumas. De certa maneira o trauma gerou um carma que a Carmem até hoje briga com a Laura. Karl Marx prenunciava em seu manifesto sobre o Grêmio Recreativo Escola de Samba O Capital que uma sociedade justa só poderia ser conseguida através da distribuição de papibaquigráfos entre a classe operária. Lênin levou isso a sério na Revolução Russa, mas seus opositores dizem que ele guardava muitos, para dar de presente para os 21 filhos que Lênin tinha fora do casamento. Nota-sê, que Lênin era a mãe. Até hoje, o Kremlin é decorado com papibaquigráfos.

6 O papibaquigráfo nos tempos de cólera ou o papibaquigráfo e a revolução cultural.
O primeiro nome dos Beatles seria “John and the papibaquigrafers”, mas Bob Dylan que era fanho desaconselhou-os. Assim como a famosa música Paperback Writer antes se chamava Papibaquigraph Writer. O festival de Woodstock foi marcado pela juventude nua, injetando papibaquigráfos na veia. Já nos tempos de cólera, tudo aconteceu porque os papibaquigráfos assim como as verduras não foram bem lavadas.

Conclusão – A banalização do papibaquigráfo na pós-modernidade
Na pós-modernidade o papibaquigráfo chegou às massas. Os saudosos se lembram dos tempos em que era totalmente underground ter um papibaquigráfo pra mostrar pra rapaziada. Papibaquigráfos são vendidos em lojas de 1,99 e a comunicação entre os seres humanos é algo completamente complexo. ONGs foram criadas, mas as pessoas resolvem perder tempo com essa palhaçada de aquecimento global.

Comentários

Carlo Gressana disse…
Eu sou um dos caras que tenta realçar os valores do papibaquígrafo. Hoje em dia ninguém da a mínima pra essa questão, tanto que um colega hoje teve a ousadia de perguntar "o que é um papibaquígrafo?". Fiquei indignado.
Thiago Borges disse…
Diga-se de passagem, foi noticiado que o próximo filme de Vivi Fernandez para Brasileirinhas se chamará Abusos de um Papibaquigrafo.