A moda agora é: escafandro

Quem nunca quis usar um escafandro? A lendária roupa de mergulho que atravessou os séculos volta à moda agora, aproveitando-se dessa história de retrô. As pessoas estão usando o escafandro para ir ao trabalho, para chamar a atenção nas baladas e até mesmo para fazer rappel, ou caminhadas de conscientização ambiental. Passou-se já o tempo em que a moda era se vestir de Zé Gotinha.

Recentemente, foi realizado no hotel Lê Meur de Boulerv, as margens do Lago Léman na Suíça, o primeiro congresso mundial de escafandros. As pessoas se reuniram, usando seus próprios escafandros, para discutir, assistir palestras e apontar os novos rumos do escafandro no mundo globalizado. Uma grande discussão sobre se escafandros poderiam ser feitos de papel machê quase acabou em pancadaria.

Na Capital da moda, Milão, foi realizado o primeiro desfile dos homens de escafandro. O desfile acabou de vez com o conceito de que terno significa homem bem vestido e o modelo Giovanni Papaovo foi eleito o mais belo homem vestido de escafandro. Perguntado sobre a imprensa ele disse “Eu uso o escafandro para ir à praia, fazer compras no shopping e até mesmo para dormir. É muito confortável e minha namorada adora”.

Várias grifes de roupa, já estão para lançar linhas de escafandro feminino, escafandros para passeio, esporte fino, social e de gala. Os mais puristas consideram tal fato uma aberração, que desvirtua os princípios ideológicos do uso do escafandro e subvertem totalmente os conceitos estabelecidos durante milênios, para transformar tal nobre peça em um produto da cultura de massa.

Eles temem inclusive, que comecem a piratear os escafandros e que tal popularização aumente o crescente tráfico de escafandros, que anda chocando a Europa. Escafandros de material de segunda são fabricados na Bulgária e levados até a parte ocidental através de túneis subterrâneos, de onde são vendidos para vários pontos do mundo. Incluindo Estados Unidos, Japão, Austrália, Serra Leoa e Paranatinga. São vendidos pela metade do preço de um produto original.

Por conta disso, está crescente na Europa o movimento “Eu quero meu escafandro de volta”. Mesmo assim, seu uso é inevitável. Todos só torcem, para que os emos não comecem a usá-los.

Comentários

Carlo Gressana disse…
Eu já vou correndo garantir o meu escafandro na boutique mais próxima.
E lembrem-se, escafandros, só originais.
É isso aí.
Thiago Borges disse…
Comprei um lá no shopping popular do porto...agora sei pq tava tão barato...